A jovem seguiu em direção à floresta, à sombra das árvores a envolvendo como um abraço familiar. A cada passo, sentia a necessidade de se afastar da Matilha, de voltar para sua casa.
A tarde se tornara uma noite tempestuosa, e dentro da matilha, a tensão era palpável. Arya olhou para os ômegas, seu coração martelando no peito enquanto esperava uma resposta.
— Vocês a encontraram? — perguntou, a ansiedade transbordando em sua voz.
— Não — responderam, a negação ecoando como um sino de alerta.
Enquanto isso, uma tempestade devastava a Matilha, relâmpagos cortando o céu como se os próprios deuses estivessem em fúria. O vento uivava entre as árvores, e as gotas de chuva caíam pesadas, cada uma como uma maldição lançada sobre o vilarejo.
— Os deuses estão furiosos! — sussurrou Arya, o medo se espalhando por seu corpo.
Quando a noite finalmente chegou, a porta se abriu com um estrondo, e Órion entrou, seu corpo molhado e nú, a fúria ainda pulsando em cada fibra de seu ser.
— Finalmente chegou, Órion! — exclamou Arya, embora sua voz estivesse repleta de preocupação.
— Freya sumiu! — disse ela, a urgência em seu tom.
Órion, tentando manter a compostura, respondeu com um desprezo disfarçado:
— Talvez tenha sido melhor assim! — mas, no fundo, seu instinto de proteção gritava, clamando por ação.
Um estrondo ensurdecedor fez a casa inteira tremer, e os membros da matilha correram até a janela. O que viram fez seus corações pararem: árvores pegando fogo, iluminadas pelos relâmpagos que caíam sobre o vilarejo.
— Os deuses estão nos punindo! — exclamou Arya, aflita, o desespero crescendo em seu peito.
Órion, percebendo a gravidade da situação, não hesitou.
— Eu irei resolver isso! — declarou, a determinação em sua voz ecoando como um trovão. Com isso, ele saiu e, em um movimento ágil, se transformou em um lobo majestoso, mergulhando na escuridão da floresta.
Enquanto corria, conseguia ouvir os batimentos cardíacos de Freya, a respiração ofegante dela como uma chama que o guiava. Ele seguiu em direção ao som, a tempestade rugindo ao seu redor, cada passo mais rápido e decidido.
Na floresta, Freya andava sozinha, o medo e a confusão se misturando à raiva. A tempestade a envolvia, mas ela se sentia estranhamente em casa na escuridão. A chuva escorria por seu rosto, mas a sensação de estar perdida era sufocante. Ela não sabia para onde estava indo, mas a necessidade de encontrar seu lugar a impulsionava.
Com cada passo que dava, a conexão entre ela e Órion parecia aumentar, como se os laços de seus destinos fossem mais fortes do que qualquer tempestade. E, mesmo sem saber, ela estava prestes a descobrir que não estava sozinha.
Freya acelerou os passos ao ouvir o uivo forte ecoando pela floresta. O medo a impulsionava, e ela corria freneticamente, o coração disparado. A escuridão e a tempestade a cercavam, mas a ideia de ser encontrada pelos lobos a aterrorizava ainda mais.
Ela olhou para trás, e, ao virar-se novamente, deu de cara com o lobo que a observava atentamente. Ele, em um movimento ágil, voltou a sua forma humana. Órion se aproximou dela com um olhar intenso, os olhos vermelhos brilhando como brasas.
— Por que está fugindo? — ele perguntou, rangendo os dentes, sua voz baixa e cheia de autoridade.
Freya, nervosa, recuou alguns passos, tentando encontrar uma saída.
— Eu... eu quero voltar para minha casa! — exclamou ela, a sinceridade em suas palavras.
— Sua casa é na matilha agora! — respondeu ele, avançando em sua direção, percebendo os batimentos acelerados dela.
A determinação de Freya não vacilou, mesmo diante da presença imponente dele.
— Eu quero voltar para minha casa! Eu me sinto melhor lá! — ela tentou convencê-lo, sua voz tremula, mas cheia de fervor.
Órion se aproximou ainda mais, a frustração crescendo dentro dele.
— Você não vai! Vamos voltar agora! — ele ordenou, a firmeza em sua voz não deixando espaço para discussão.
Freya, sentindo a pressão da situação, gritou:
— Eu não quero!
O rosnado feroz de Órion a fez estremecer. A intensidade de seus olhos a paralisou momentaneamente.
— Você voltará comigo agora! — ele ordenou, antes de a segurar em seus braços e levá-la de volta.
A resistência de Freya era inútil, e, em um piscar de olhos, ela se viu de volta na casa da matilha. Órion a levou para o quarto e trancou a porta com a chave, a privando de qualquer saída.
— Por favor, abre a porta! — gritou Freya, a frustração e o medo transbordando em sua voz, mas Órion não respondeu. Ele saiu, deixando-a trancada.
No salão da Matilha, Arya e os betas aguardavam notícias, a tensão no ar quase palpável. A tempestade lá fora rugia, mas o clima dentro da casa estava prestes a mudar drasticamente.
Órion entrou, sua presença imponente imediatamente chamando a atenção de todos.
— Ela está no quarto! Preparem a cerimônia, haverá um casamento amanhã! — exclamou ele, deixando todos surpresos e atordoados. As palavras pairavam no ar como um trovão, cada um processando a gravidade da situação.
Ele saiu, a determinação ainda ardendo em seu peito, enquanto a tempestade continuava a desabar lá fora, como se o próprio céu estivesse reagindo ao caos que se desenrolava no interior da matilha.
***Faça o download do NovelToon para desfrutar de uma experiência de leitura melhor!***
Atualizado até capítulo 48
Comments
Claudia Claudia
tomara que ela o rejeite afinal ele não a que não se importa com ela só está t apaziguar os Deus parece louco não sabe absolutamente nada a respeito da garota a encontrar a noite e secada pela manhã isso é imperdoável
2025-02-12
1
Salome Pereira
ele está fazendo isso pq sua mãe disse que os deuses estavam punido eles
2025-02-03
0
Ana Lúcia De Oliveira
Orion sente a ligação, mas vai casar apenas para agradar aos deuses
2025-02-14
0