DIA DE AVENTURA

Liana, cheia de energia e liberdade, decidiu se entregar ao momento. Com um sorriso brincalhão, começou a tirar suas roupas, cada peça cuidadosamente deixada sobre a toalha, como se estivesse se despindo não apenas de suas vestes, mas também de qualquer preocupação que pudesse carregar. A água cristalina do rio a chamava, e, em um impulso de alegria pura, ela mergulhou, criando uma explosão de gotas brilhantes ao seu redor.

— Venha, Freya! A água está maravilhosa! — exclamou Liana, emergindo com os cabelos colados ao rosto, enquanto a luz do sol refletia nas gotículas que dançavam ao seu redor. Sua risada ecoou pela clareira, como um convite irresistível.

Freya, por outro lado, hesitou na beira do rio. Embora a água fosse clara e convidativa, o som do fluxo e a correnteza a deixavam um pouco inquieta.

— Eu... não sei se consigo — respondeu Freya, a insegurança evidente em sua voz. — O rio parece tão forte...

Liana, percebendo a hesitação da amiga, nadou até a margem, com um sorriso encorajador.

— Não se preocupe! Estou aqui com você. A correnteza é tranquila aqui, e eu vou te ajudar. Venha, é só dar um passo — disse, estendendo a mão para Freya.

A hesitação da jovem começou a se dissipar ao ver a cunhada. Decidida, começou a tirar suas roupas com um gesto firme. Cada peça que caía ao chão parecia dissolver suas incertezas, e a brisa fresca da floresta acariciava sua pele exposta. Com um olhar resoluto, ela avançou em direção à água, pronta para se juntar a Liana e deixar os medos para trás.

Distante dali, em meio às árvores, Órion a observava. Seus olhos, de um profundo tom selvagem, analisavam cada movimento de Freya, e um instinto primitivo começou a aflorar dentro dele. A beleza de sua forma nua, banhada pela luz suave que filtrava entre as folhas, despertou algo visceral em seu ser.

Com um último olhar para Freya, Órion se virou e se afastou, seguindo em direção à Matilha, onde os deveres o aguardavam.

Na Matilha, o Alfa se reuniu com Lucky, Vincent e Dareos no salão principal. A atmosfera estava tensa; um problema sério assolava a Matilha e exigia a atenção imediata dos líderes.

Nos últimos meses, os recursos de caça haviam diminuído drasticamente. Os veados, que costumavam ser abundantes nas redondezas, estavam em fuga, migrando para áreas mais distantes em busca de segurança. Rumores entre os membros da Matilha indicavam que uma nova ameaça se aproximava: uma matilha rival, conhecida por sua ferocidade e territorialidade, estava invadindo o território deles, forçando as presas a se dispersarem. Os membros da Matilha do Norte estavam começando a sentir a escassez de alimento e a tensão entre eles crescia.

— Precisamos agir rapidamente — disse Órion, sua voz grave reverberando entre as paredes. — Se não encontrarmos uma solução, nossa sobrevivência e a da Matilha estarão em perigo.

Lucky, sempre pragmático, sugeriu: — Talvez devêssemos explorar novas áreas de caça. Precisamos descobrir onde os veados estão se refugiando. Podemos também considerar um ataque estratégico contra os invasores, mas isso deve ser bem planejado.

Os outros membros deram sugestões plausíveis, mas a decisão final estava nas mãos do Alfa.

Órion olhou para cada um de seus companheiros. O peso da liderança sobre seus ombros era imenso, e ele sabia que a escolha que fizesse agora poderia determinar o futuro da Matilha.

Ele respirou fundo, sentindo a pressão da responsabilidade em seus ombros.

— Precisamos de um plano que leve em conta tanto a sobrevivência quanto a segurança da Matilha — disse ele, sua voz firme. — Lucky, você irá comigo. Precisamos investigar a presença desse grupo rival e entender sua força e seus números. Se a situação se apresentar favorável, poderemos considerar um ataque.

Lucky assentiu, seu olhar determinado. — Estou pronto para isso. Vamos descobrir o que eles estão planejando e se há uma maneira de neutralizá-los.

Dareos, animado com a ideia de uma missão, exclamou — E se encontrarmos eles? Deveríamos ser rápidos e agressivos. Não podemos permitir que nos vejam como fracos.

Órion olhou para o jovem lobo, seu tom mais sério. — Precisamos ser cautelosos, Dareos. Se eles forem muito numerosos, podemos acabar em uma emboscada. Um ataque direto pode ser desastroso para nós. Precisamos de informações antes de tomarmos qualquer atitude.

Vincent, que estava em silêncio até então, finalmente falou. — Concordo com nosso Alfa. Devemos investigar antes de agir. Se vocês encontrarem uma oportunidade, usem a astúcia. — Enquanto isso, eu e Dareos exploraremos as áreas adjacentes em busca de pistas sobre os veados — disse ele, sua excitação evidente. — Precisamos descobrir onde eles se refugiaram.

Órion assentiu, sentindo a tensão do grupo.

Com um último olhar determinado, ele e Lucky partiram em direção aos invasores, enquanto Vincent e Dareos se dirigiam para as áreas de caça. O destino da Matilha dependia das decisões que tomariam nas próximas horas.

O Alfa e seu Beta avançaram pela floresta densa, com os sentidos aguçados. O cheiro da terra e das folhas secas sob suas patas os acompanhava, enquanto se moviam silenciosamente, alertas a cada som ao redor. A tensão no ar era palpável; a alcatéia rival poderia estar mais perto do que imaginavam.

— Precisamos de um ponto elevado — sugeriu Órion, seus olhos atentos. — Assim, poderemos observar sem sermos vistos.

Lucky concordou e, juntos, subiram uma colina próxima. Ao chegarem ao topo, agacharam-se entre as rochas, prontos para analisar a situação.

Lá embaixo, avistaram os intrusos. Eram numerosos.

Órion e Lucky decidiram que era hora de recuar e convocar a Matilha. Eles lentamente começaram a descer a colina, mas ao chegarem à base, um movimento súbito os fez parar. Lobos rivais surgiram entre as árvores, cercando-os com olhares ameaçadores.

— Estamos em apuros — sussurrou Lucky, preparando-se para lutar.

Órion sentiu a adrenalina no ar. Ele sabia que a situação estava prestes a se tornar violenta. Com um rugido profundo, ele se posicionou ao lado de Lucky, ambos prontos para a batalha.

Os lobos rivais avançaram, seus olhos brilhando com ferocidade. Órion atacou primeiro, lançando-se em direção ao lobo mais próximo. Com um movimento rápido e preciso, ele usou suas garras afiadas para desferir um golpe mortal, o que fez o adversário tombar, sem vida.

Lucky acompanhou Órion, atacando outro lobo com uma mordida feroz. A batalha se desenrolou em uma dança brutal de garras e dentes, cada golpe ecoando pela floresta. Órion, determinado a proteger sua Matilha, se tornou uma força implacável, movendo-se com agilidade e precisão.

A luta se intensificou, e os lobos rivais começaram a perceber o poder de Órion. Ele era uma tempestade, um lobo negro que parecia invencível. Com cada movimento, ele destruiu adversários, deixando um rastro de corpos caídos ao seu redor.

Finalmente, apenas alguns rivais restaram, hesitando ao ver o que havia acontecido com seus companheiros. Órion, ofegante mas determinado, encarou-os com olhos ferozes, sua pelagem negra brilhando sob a luz do sol.

— Voltem para seus territórios e nunca mais se aproximem da nossa Matilha — rugiu ele, sua voz ecoando pela floresta.

Os lobos rivais, percebendo que estavam em desvantagem, recuaram, desaparecendo na escuridão da floresta. Órion e Lucky, ainda em guarda, observaram enquanto os últimos adversários se afastavam.

— Conseguimos — disse o beta, ofegante, mas com um sorriso de alívio.

Órion assentiu, sentindo a adrenalina ainda pulsando em suas veias. — Sim, mas precisamos voltar

Os dois, ainda com o coração acelerado pela batalha, seguiram rapidamente pelo caminho de volta à Matilha. A adrenalina ainda corria em suas veias, mas a urgência de avisar seus companheiros os impulsionava.

Ao chegarem à matilha, se encontraram com os caçadores e seus betas.

— Encontramos algumas pegadas frescas de veados perto do rio! Eles ainda estão na área, mas precisamos agir rápido para garantir a caça. Disse Vincent.

Órion sentiu uma onda de determinação.

— Então vamos! Precisamos nos unir e garantir que nosso povo tenha alimento suficiente.

A alcatéia se organizou rapidamente em direção ao rio. Lá, o cheiro dos veados era forte, e as pegadas indicavam que havia um bom número deles na região.

— Vamos nos dividir em grupos — Disse o Alfa. — Assim poderemos cercá-los e garantir uma boa caçada.

Lucky assentiu, e logo eles se espalharam, cada grupo posicionando-se em locais estratégicos ao redor da clareira onde os veados estavam pastando.

Com um sinal do Alfa, os grupos se moveram em perfeita sincronia, cercando os veados. A pressão fez com que os animais entrassem em pânico, e foi nesse momento que a alcatéia avançou. O som das patas batendo no chão e os uivos ecoando pela floresta criaram um clima de pura emoção.

A caçada foi rápida e eficaz. A habilidade e a força da alcatéia mostraram-se superiores, e logo conseguiram capturar alguns veados. A vitória era celebrada com uivos de alegria e satisfação.

Após a caçada bem-sucedida, eles viram que era hora de voltar.

Com um movimento fluido, Órion e seus companheiros começaram a se transformar de lobos em humanos, o processo sendo quase mágico, suas formas lupinas se desvanecendo para dar lugar a corpos humanos.

O Alfa, agora em sua forma humana, estava sem camisa, a pele coberta de sangue — resultado da batalha e da caçada. Ele se sentia poderoso e determinado, um verdadeiro líder. Com um dos veados sobre o ombro, ele olhou para seus companheiros, que também carregavam suas presas, cada um com um semblante de triunfo e camaradagem.

Ao chegarem ao centro da matilha, foram recebidos por olhares curiosos e animados. Os membros restantes se reuniram, prontos para celebrar a vitória e compartilhar a comida. Órion, com o veado ainda sob o ombro, ergueu a cabeça, seus olhos brilhando de orgulho.

— Hoje, mais uma vez, provamos que somos os mais fortes! — exclamou ele.

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Comments

Fátima Ramos

Fátima Ramos

A união de companheiros escolhida pelos deuses é mais forte do que a vontade deles

2025-02-07

0

Ana Lúcia De Oliveira

Ana Lúcia De Oliveira

faz parte da natureza infelizmente

2025-02-14

0

Claudia Claudia

Claudia Claudia

essa escolha feita a revelia pelos deuses nem sempre e a melhor tem animal com mais respeito e consideração que muitos parceiros destinados que fazem da vida de suas companheiras um inferno espero que o senhor arrogante não seja um escroto

2025-02-12

2

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