O público estava em completo silêncio, com olhares ansiosos e intensos voltados para o centro da arena. Miku, com seus olhos verdes e brilhantes, segurava o chicote com firmeza, seus dedos delicados manuseando a arma com precisão fatal. Ela encarou Aki, um sorriso sádico surgindo em seus lábios, e disse suavemente:
"Espero que você esteja pronto para provar sua força de verdade, Aki. Vamos ver se esse rosto bonito é apenas fachada."
Com um movimento veloz, ela fez o chicote cortar o ar, e a arma acertou o chão com um som estrondoso, rasgando a superfície da arena e deixando fissuras profundas. Cada golpe que Miku desferia era executado com uma combinação mortal de brutalidade e graça, e o público observava com admiração enquanto a força de cada golpe sacudia o chão sob seus pés.
No entanto, Aki desviava com uma habilidade sobre-humana. Ele se movia com uma fluidez precisa e calma, calculando cada esquiva de maneira impecável. Os espectadores estavam encantados — não apenas com a força de Miku, mas com a elegância quase sobrenatural dos movimentos de Aki, que evitava os ataques ferozes dela com uma tranquilidade que desafiava a lógica.
Enquanto continuava a se esquivar, Aki ergueu as mãos e, com um movimento ágil, desatou o cinto do kimono. Em um instante, ele tirou o tecido roxo com estampas de luas e, com uma precisão cirúrgica, o lançou em direção a Harua, que, do lado de fora da arena, pegou a peça de roupa no ar, impressionado pela confiança de Aki.
Miku gargalhou alto, o som ecoando pela arena, seus olhos brilhando de excitação. “Eu sabia que você era diferente, Aki, mas isso…” Ela o avaliou enquanto ele ficava apenas com sua roupa leve por baixo. “Isso é ainda melhor do que eu esperava.”
Aki, com uma expressão calma e imperturbável, respondeu apenas com um olhar, mantendo seu foco na luta. Ele sabia que Miku era perigosa, mas ao mesmo tempo sentia a adrenalina da batalha, um leve impulso de querer provar seu valor diante dela e dos outros.
Miku, então, avançou novamente, chicoteando com ainda mais velocidade. Cada golpe rasgava o ar e o chão, suas chicotadas rápidas como serpentes, serpenteando com ferocidade. Ainda assim, Aki não hesitava. Ele se aproximava, desviando com destreza e suavidade, a ponto de parecer que sua própria pele flutuava no ar.
No meio da luta, Miku riu e perguntou com um tom provocador: “Por que não saca sua katana, Aki? Está guardando o show para mais tarde?”
Aki a encarou, seus olhos exibindo um leve brilho. “A katana está guardada… para o Harua,” disse ele, sem hesitação, enquanto continuava a avançar em sua direção.
Miku arqueou uma sobrancelha, surpresa, mas visivelmente empolgada com a audácia dele. E antes que pudesse responder, Aki começou a desviar do chicote dela com as mãos nuas, seus movimentos tão rápidos e precisos que ele quase agarrava o próprio chicote. A plateia assistia boquiaberta, mal conseguindo acompanhar a dança intensa entre a força brutal de Miku e a graça fria de Aki.
A luta entre Aki e Miku se intensificava a cada momento, e o público estava completamente absorto na batalha. Aki, agora segurando o chicote que havia tomado das mãos de Miku, sentia o peso da luta em seus braços. As mãos dele estavam cortadas e sangrando, o que apenas serviu para aumentar sua determinação. A energia ao seu redor era elétrica, e o cheiro do sangue e da adrenalina permeava o ar.
Miku, percebendo a mudança na dinâmica, sorriu maliciosamente, como uma verdadeira predadora diante de sua presa. Com um movimento rápido e preciso, ela retirou várias facas ocultas de dentro de suas roupas extravagantes, as lâminas brilhando sob a luz da arena. Com um grito feroz, ela lançou as facas em direção a Aki, que teve que agir rapidamente.
Em um movimento quase instintivo, Aki enrolou o chicote ao redor do seu braço, defendendo-se das facas enquanto se movia ágil e graciosamente. As lâminas cortaram o ar, mas Aki desvia, suas reflexões sendo tão rápidas que pareciam quase sobre-humanas. O público estava em êxtase, aplaudindo e gritando a cada desvio impressionante.
Miku então começou a se aproximar, tentando esfaquear Aki diretamente. Ele estava focado, desviando das lâminas com maestria enquanto a tensão entre eles aumentava. Aki desenrolou o chicote de seu braço e, com um movimento rápido, chicoteou Miku, o impacto fazendo com que ela recuasse levemente. A plateia estava em um frenesi, assistindo à troca de ataques e defesas.
“Você é mais rápido do que eu pensei, Aki!” Miku gritou, agora um pouco mais preocupada, mas sua confiança ainda brilhava. Ela segurou uma faca em cada mão, se preparando para atacar novamente.
Aki, por sua vez, estava determinado a não deixar Miku dominá-lo. Ele a atacou com o chicote, acertando apenas os braços e as pernas dela. Cada golpe era preciso, controlado, e mesmo que o impacto fosse forte, ele se certificava de não causar ferimentos letais. O chicote cortava a pele de Miku, fazendo-a sentir a dor, mas evitando áreas críticas. Miku começou a perceber que Aki estava jogando com ela, e isso a irritou.
“Por que você está segurando a força?” Miku perguntou, ofegante e um pouco exasperada. “Se você tem o poder, por que não o usa?”
“Porque estou aqui para te desafiar, Miku, não para te destruir,” Aki respondeu com um olhar sério, mantendo a calma. O público podia ver que ele estava concentrado, cada movimento dele parecia calcular, e isso deixava a luta ainda mais emocionante.
A plateia vibrou quando Miku atacou com mais fúria, suas facas cortando o ar enquanto ela tentava se recuperar do ataque de Aki. No entanto, mesmo enquanto ela se movia, Aki continuava a desviar, chicoteando suas pernas com um controle absoluto. Ele sabia que estava conseguindo desestabilizá-la, e isso o encorajava.
Finalmente, em um momento em que Miku hesitou, Aki aproveitou a oportunidade e puxou o chicote com força, fazendo com que ela fosse puxada em sua direção. Miku, pego de surpresa, não teve tempo para reagir antes que Aki conseguisse desferir um golpe direto em seu braço, fazendo-a soltar as facas.
Ela recuou, o olhar de Miku agora mais focado, percebendo que Aki era um adversário digno. “Não vou subestimar você novamente,” ela disse, determinada.
“É bom saber disso,” Aki respondeu, uma leve chama de competitividade iluminando seu olhar. Ele se preparou para a próxima onda de ataques, ambos os combatentes se movendo com uma velocidade e agilidade que deixava o público sem fôlego.
Miku atacou mais uma vez, mas Aki estava pronto. Com uma destreza impressionante, ele enrolou o chicote em volta da cintura de Miku e puxou com força, desestabilizando-a e fazendo-a tropeçar. Miku, em um movimento rápido, conseguiu recuperar o equilíbrio e, furiosa, cortou o chicote com uma das facas.
Mas Aki estava preparado. Em vez de desistir, ele a provocou, “Você realmente achou que isso iria me parar?”
A luta continuou, com Aki mostrando suas habilidades e Miku tentando encontrar uma abertura. O público estava em êxtase, a tensão entre os dois se intensificando a cada movimento. E enquanto a batalha se desenrolava, ambos os lutadores sabiam que a vitória não era apenas uma questão de força, mas também de estratégia, habilidade e determinação.
A luta entre Aki e Miku atingia um clímax de adrenalina e emoção, enquanto o público observava com atenção cada movimento dos dois lutadores. O ambiente estava carregado de tensão, e o som dos golpes ecoava pela arena. Miku, percebendo a maneira como Aki estava controlando a luta, não pôde deixar de sentir uma chama de frustração que se transformou em um grito feroz.
“Pare de me subestimar, Aki!” Miku exclamou, sua voz repleta de determinação. “Se você pegar leve comigo só porque sou mulher, eu nunca poderei te perdoar!”
Aki a olhou, seu rosto inexpressivo, mas por dentro ele estava ponderando a seriedade de suas palavras. Ele então assentiu lentamente, reconhecendo a intensidade da situação. “Certo, Miku. Se você quer que eu mostre o que posso fazer, então vou atacar com 65% das minhas habilidades,” disse ele, sua voz tranquila contrastando com a atmosfera intensa da arena.
Com essa declaração, Aki avançou em sua direção. Seus movimentos eram como um borrão, e Miku não teve tempo de se preparar para a tempestade de socos que se seguiu. Ele desferiu uma sequência feroz, cada soco impactando sua barriga com uma força que a deixou sem fôlego.
Mas Miku não se deixaria abater facilmente. Com um grito de raiva, ela conseguiu encontrar um ângulo e espetou uma faca em seu peito. O impacto foi forte, mas Aki simplesmente ignorou a facada que levou, seu foco e determinação superando qualquer sensação de ferida, mesmo que nao o fosse assim, ele nao sente dor. Ele avançou com ainda mais ferocidade, desferindo mais três socos, cada um mais poderoso do que o anterior.
Miku começou a cuspir sangue, a luta se tornando brutal em um instante. Mas, ao invés de desespero, um sorriso de satisfação surgiu em seu rosto. “Agora isso é mais do que eu esperava!” ela exclamou, reconhecendo a força de Aki. Com um último esforço, ela caiu de joelhos, reconhecendo sua derrota.
O público estava em um frenesi, a adrenalina da luta ainda pulsando nas veias de todos os presentes. Harua, em pé ao lado da arena, olhou para Aki, um brilho de respeito em seus olhos. “Aki, você é o vencedor dessa luta!” ele anunciou, sua voz ecoando por toda a arena. O público explodiu em aplausos e gritos, admirando a força e a habilidade do jovem lutador.
Antes que Harua pudesse continuar, Aki interrompeu, sua voz ressoando com determinação. “Que venha o 4° lugar, Seichiro! É a sua vez!”
As palavras de Aki foram recebidas com um silêncio momentâneo, e então a excitação recomeçou. O público estava eletrificado com a ideia de que Aki estava desafiando diretamente um dos membros mais poderosos da Yakuza. Harua olhou surpreso, mas logo assentiu, reconhecendo a audácia de Aki. “Muito bem, então! Seichiro Yamazaki, entre na arena!”
A atmosfera se transformou novamente, e todos os olhares estavam agora voltados para a entrada, onde Seichiro surgiria, um sorriso desafiador no rosto. A tensão era palpável, e Aki estava preparado para mais uma batalha, sua determinação queimando ainda mais forte agora.
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Atualizado até capítulo 129
Comments
Jadson Augusto
o Aki é um monstro hein
2024-12-02
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