A atmosfera ao redor da arena estava carregada, o público estava em suspense. Era o momento da tão esperada luta entre Aki e um lutador peculiar conhecido como Lagarto, cuja fama era de um combatente ágil, furtivo e perigoso. Era alguém que poucos queriam enfrentar diretamente, e mesmo os que se atreviam sabiam que seria uma luta complicada. Ao entrar na arena, Aki observou o homem de aparência esguia, olhos castanhos, pele escura e cabelos pretos, que sorria com um toque de desdém, o olhar coberto por uma frieza e uma arrogância inegável.
Lagarto caminhava com uma confiança calculada, seus movimentos quase serpenteando pelo chão, os olhos fixos em Aki como se fosse uma presa. A postura relaxada parecia uma provocação. Quando Harua deu o sinal para o início da luta, Lagarto se moveu rapidamente, deslizando ao redor de Aki com uma velocidade que lembrava o movimento de um réptil predador.
“Então, você é o famoso Aki Yamazaki?” Lagarto provocou, desviando de um soco inicial. “Ouvi dizer que tem planos grandes. Pena que não vai sair vivo para realizá-los.”
Aki o observava em silêncio, tentando analisar a movimentação. Apesar de sua calma externa, estava alerta, pois sabia que estava lidando com alguém habilidoso. Os primeiros golpes foram rápidos e estratégicos, Aki defendendo-se e medindo a força de Lagarto. Ele percebeu rapidamente que o oponente era muito mais do que parecia; cada movimento de Lagarto era uma tentativa de abrir brechas, e ele era impressionantemente rápido.
O duelo se intensificou. Aki começou a contra-atacar com golpes rápidos e precisos, mas Lagarto deslizava para fora do alcance como uma sombra, rindo com desprezo. A certa altura, ele se aproximou de Aki, sussurrando algo que fez Aki decidir matá-lo instantaneamente.
“Você não entende, garoto,” ele murmurou. “Eu não estou aqui só para lutar. Estou aqui para observar e eliminar. O Clã Yamaha me enviou para acabar com qualquer promessa de força dentro do seu clã.”
A confissão chocante não passou despercebida. Com os olhos estreitados, Aki compreendeu que Lagarto era mais do que um lutador talentoso; ele era um espião do Clã Yamaha, uma gangue rival, que provavelmente tinha intenções de sabotar o clã Yamazaki desde dentro.
O rosto de Aki ficou inexpressivo, mas sua postura mudou. O público percebeu a tensão crescente no ar. Lagarto, percebendo que sua provocação tinha surtido efeito, avançou com ainda mais intensidade. Seus ataques eram rápidos e impiedosos, como se estivesse realmente tentando matar. Mas Aki mantinha-se firme, bloqueando e desviando, esperando o momento perfeito para atacar de volta.
Quando Lagarto se aproximou para dar um golpe fatal, Aki se abaixou em um movimento rápido, agarrando o braço de Lagarto e torcendo-o com uma força surpreendente. Houve um estalo audível que reverberou pela arena, seguido de um grito de dor do espião. Mas Lagarto não desistiu; ele contra-atacou com uma agilidade impressionante, arrancando um soco direto no rosto de Aki, que foi forçado a recuar.
“Você acha que vou desistir tão fácil?” Lagarto ofegou, seu rosto retorcido em um sorriso cruel. “Eu sou mais do que você imagina, moleque.”
Aki não se deixou abalar. Ele sabia que agora não era apenas uma questão de honra, mas de sobrevivência. Sabia que tinha que eliminar o espião para proteger o clã e impedir que as informações vazassem.
Os dois lutaram com uma brutalidade crescente, cada golpe ecoando pela arena. Aki estava coberto de cortes e hematomas, mas mantinha o foco absoluto, enquanto Lagarto parecia ficar cada vez mais desesperado, atacando com uma ferocidade animalesca. Em um momento de distração de Lagarto, Aki o desarmou e lançou um golpe decisivo, que o jogou para o chão com um impacto feroz.
Antes que Lagarto pudesse se levantar, Aki estava sobre ele, imobilizando-o. Havia um silêncio mortal na arena enquanto Aki, com uma voz fria, murmurou: “Você fez sua escolha, Lagarto. E agora, você paga o preço por isso.”
Com um último golpe preciso, Aki finalizou a luta, estourando o cranio de lagarto com um unico soco, encerrando a ameaça que Lagarto representava. O corpo do espião ficou estendido na arena, enquanto Aki, coberto de sangue e exausto, se levantava lentamente. Ele ajeitou o kimono ensanguentado e olhou em volta, o olhar calmo, mas cheio de uma resolução implacável.
O público estava em silêncio, impressionado pela intensidade da batalha. Mesmo os membros do clã Yamazaki ficaram em choque, percebendo que o clã tinha sido alvo de uma infiltração, e Aki, com sua determinação e força, havia acabado com a ameaça.
Ao sair da arena, Aki sabia que tinha dado um passo importante para proteger a família e fortalecer sua posição. O clã agora o olhava com respeito e temor, reconhecendo que Aki não era apenas um modelo, mas alguém que estava disposto a ir até as últimas consequências para proteger o que importava.
Após o término da luta, a arena ficou silenciosa enquanto Aki, ainda sujo de sangue e com uma expressão de indiferença, caminhava para fora. O impacto do combate brutal havia silenciado todos, que agora o viam não só como um ex-modelo, mas como alguém que podia ser realmente temido. Naquele momento, Harua, que servia como juiz, deu um passo à frente, ergueu a voz e disse:
"Parabéns, Aki Yamazaki. Não apenas você venceu este torneio com sua força e habilidades excepcionais, mas também eliminou uma ameaça ao nosso clã.” Ele lançou um olhar frio para o corpo de Lagarto estendido na arena. “Você acabou com um traidor infiltrado do Clã Yamaha, algo que merece respeito e reconhecimento.”
Os olhos de Harua estavam fixos em Aki, e pela primeira vez, havia um brilho de admiração em seu semblante. Ele então se aproximou de Aki, colocando uma mão firme em seu ombro e continuou em tom solene: “Você provou hoje, para todos nós, que é digno de carregar o nome Yamazaki. Este é o espírito de nossa família — proteger o que é nosso sem hesitar.”
O público aplaudia intensamente, mas Aki apenas assentiu, inexpressivo como sempre. Ele olhou ao redor com uma determinação que impressionava, até que seus olhos se fixaram em uma figura que o observava das arquibancadas — Miku Yamazaki, a quinta posição do clã. Seus olhos verdes brilhavam com uma intensidade voraz, e ela sorria, com um misto de diversão e desafio.
Sem hesitar, Aki elevou a voz: “Vamos logo, Miku. Você já está me olhando como se quisesse me devorar… então venha logo!”
Miku riu alto, uma risada que reverberou pela arena. Ela desceu as escadas com uma graça elegante e imponente, cada movimento cheio de confiança. Vestida com suas roupas extravagantes de gala, um longo vestido preto de tecido cintilante, e adornada com várias joias, ela emanava uma presença intimidante e sedutora. Seus cabelos loiros balançavam a cada passo, e o olhar penetrante era afiado como uma lâmina. Quando chegou à arena, ela sorriu para Aki, seu olhar brincalhão e desafiador.
“Devorar você, Aki?” ela disse, provocante. “Bem, devo admitir que você parece ser o prato principal da noite. Nunca vi alguém enfrentar Lagarto com tamanha ferocidade. Você não é apenas um rostinho bonito, afinal.” Ela lançou um olhar avaliativo. “Sabe, eu até estava começando a achar que talvez você fosse só fachada, mas você está se mostrando muito mais interessante do que eu pensava.”
Aki respondeu com um sorriso leve, mas frio. “Eu tenho mais do que um rosto bonito para mostrar. Só espero que você não me decepcione, Miku.”
Ela riu novamente, dessa vez com uma animação genuína. “Confie em mim, eu nunca decepciono. Na verdade, sou a última pessoa que você gostaria de subestimar.” Miku então girou uma pequena lâmina escondida entre os dedos e, num movimento rápido, a lançou para o chão entre eles, como um gesto de desafio. “Vamos ver o quão longe esse seu rosto bonito aguenta.”
Nesse meio-tempo, Shigen, o chefe do clã Yamazaki, observava tudo da tribuna com seu olhar neutro e intenso. Ele fez um gesto discreto para Hanzo, que estava ao seu lado. “Hanzo, leve o corpo desse Lagarto de volta para os Yamaha,” ordenou, com uma frieza cortante. “Envie como um aviso. Eles precisam entender que aqui, traições são pagas com sangue.”
Hanzo, com seu temperamento impetuoso, sorriu sombriamente e assentiu. “Vai ser um prazer, pai. Vou me certificar de que recebam a mensagem de forma clara.” Com isso, ele deixou o local, seus passos ecoando pelo corredor.
De volta à arena, Miku estendeu a mão para Aki, apontando para o centro. “Vamos ver o quão bem você pode dançar, Aki.”
Aki aceitou o convite, posicionando-se no centro com uma postura calma e firme. Antes de começarem, ele lançou um último olhar para Miku. “Espero que esteja pronta para um verdadeiro desafio. Afinal, essa é uma oportunidade rara para mostrar do que somos feitos.”
Ela respondeu com um sorriso malicioso. “Querido, eu nasci para isso.”
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Atualizado até capítulo 129
Comments
Jadson Augusto
caramba os personagens são bem criativos
2024-12-02
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