Duas semanas se passaram desde a intensa batalha de Aki contra Harua. Durante esse tempo, Aki mergulhou em um regime de treinamento brutal, tanto físico quanto mental. Seu corpo, modificado geneticamente, lhe permitia suportar níveis extremos de esforço. Ele se exercitava diariamente, testando os limites de sua força, resistência e agilidade, enquanto também aprimorava sua mente, estudando táticas de batalha, liderança e o próprio funcionamento do submundo que pretendia dominar. No entanto, ele nunca deixou de treinar com a espada. A cada sessão com Harua, seu domínio da lâmina se tornava mais letal e preciso.
A cada treino, Harua ficava mais impressionado com a velocidade de aprendizado de Aki. O garoto já superava a maioria dos espadachins do clã e era apenas questão de tempo até que sua habilidade rivalizasse com a de Harua. A intensidade nos olhos de Aki era algo que Harua não via há muito tempo, uma determinação inabalável que beirava o assustador.
Então, no final da segunda semana, Aki foi chamado à presença de Shigen.
Ao entrar na sala, a atmosfera mudou instantaneamente. Shigen, com sua figura colossal, estava sentado em uma cadeira baixa, seus olhos impassíveis observando Aki. No ar, havia uma tensão sombria, uma sensação de perigo iminente que sempre acompanhava o Rei Demônio.
"Aki," começou Shigen, sua voz profunda reverberando na sala. "Tenho uma missão para você."
Aki manteve-se em silêncio, seus olhos fixos nos de Shigen, aguardando o que estava por vir.
"O Clã do Dragão," continuou Shigen, "uma gangue que se estabeleceu em Tóquio recentemente, começou a expandir sua influência em nossos territórios. Eles são fortes, bem organizados e... insolentes."
Shigen se levantou lentamente, cada movimento seu carregado de poder e autoridade. "Quero que você os aniquile completamente. Limpe Tóquio de sua presença. Mas saiba, Aki, que eles não são fracos. O líder deles, Renjiro, é um homem que já foi considerado rival para alguns dos nossos melhores lutadores. Ele comanda uma força de cerca de 100 homens. Subestimar essa missão seria tolice."
Aki escutou tudo atentamente, absorvendo as informações, mas sem mostrar qualquer sinal de hesitação ou medo. Ele sabia que estava sendo testado, que essa era uma chance de provar que ele era digno do sangue Yamazaki. Ele também sabia que sua força era mais que suficiente.
"Escolha alguns homens e monte um esquadrão," Shigen continuou. "Você terá os melhores à sua disposição. Se precisar de armas, veículos, o que for, terá o apoio total do clã."
Porém, Aki balançou a cabeça lentamente, seus olhos determinados fixos no pai de seu pai. "Não preciso de um esquadrão. Apenas eu sou o suficiente."
A resposta fez Shigen levantar uma sobrancelha, seu semblante sério quebrando por um momento com um sorriso sombrio, quase demoníaco. Ele riu baixinho, um som raro que reverberou na sala.
"Ah... você realmente carrega o sangue dos Yamazaki," disse Shigen, dando alguns passos em direção a Aki. "Você tem a confiança, a determinação. Muito bem." Ele parou na frente de Aki, seus olhos se fixando profundamente no jovem. "Faça como desejar."
Aki fez uma leve reverência com a cabeça, aceitando a missão. Ele não sentia medo, nem hesitação. Em seu coração, havia apenas a frieza calculista de um estrategista e o instinto de um guerreiro. Ele sabia que a aniquilação do Clã do Dragão era apenas mais um passo em sua jornada de se tornar o mais forte e influente no submundo.
"Renjiro será apenas o começo," pensou Aki enquanto saía da presença de Shigen. Ele já traçava um plano em sua mente, visualizando os possíveis cenários, as rotas de fuga de seus inimigos e as maneiras mais eficientes de acabar com cada um dos membros do Clã do Dragão.
Enquanto Aki se preparava para a missão, os membros mais antigos do clã Yamazaki começaram a cochichar sobre o jovem prodígio. Havia aqueles que duvidavam que ele pudesse realizar tal feito sozinho, mas aqueles que o tinham visto em ação sabiam que Aki estava muito além de um guerreiro comum.
Em pouco tempo, Aki partiu para Tóquio, sem olhar para trás. Sua mente já estava focada na tarefa à frente. Não haveria misericórdia, nem piedade.
Aki chegou à área onde o Clã do Dragão havia estabelecido seu esconderijo, um grande armazém escondido nas profundezas da zona industrial de Tóquio. O local estava cercado por seguranças, mas Aki sabia que um ataque direto poderia ser imprudente, embora ele fosse mais que capaz de lidar com todos ali. Em vez disso, ele decidiu usar o ambiente a seu favor.
De forma furtiva, ele entrou nas instalações pelas somb começaram a se espalhar, e a fumaça logo subiu aos céus, cobrindo o lugar com um véu denso. Os membros do Clã do Dragão dentro do esconderijo entraram em pânico, tentando apagar o incêndio, mas as chamas já tinham avançado rápido demais. Não havia como contê-las.
"Deixem o fogo e saiam! Todo mundo pra fora!" um dos capangas gritou, conduzindo os outros para a única saída que restava. Aki, com sua frieza habitual, estava lá, esperando por eles. A fumaça o envolvia parcialmente, sua figura obscurecida pela neblina cinzenta, mas seus olhos brilhavam com a determinação de quem estava prestes a completar sua missão.
De aproximadamente 100 homens, 37 pereceram nas chamas, gritando e lutando contra a morte enquanto o fogo os consumia. Os restantes — 63 homens — corriam desesperadamente em direção à saída, e foi aí que Aki se moveu, sem hesitar.
Assim que o primeiro homem apareceu pela porta, Aki desembainhou sua katana recém-adquirida, o som da lâmina cortando o ar como uma canção de morte. O homem nem teve tempo de perceber o que o atingiu antes de sua cabeça ser separada de seu corpo, o sangue jorrando no chão enquanto Aki avançava com precisão implacável.
"Vocês são apenas vermes," murmurou Aki enquanto limpava a lâmina com um movimento rápido. Os outros membros, agora alarmados, partiram para cima dele, brandindo facas, bastões e espadas.
Aki sorriu levemente, quase como se estivesse se divertindo. Ele levantou a katana em posição de guarda e se preparou para o ataque.
Os homens vieram de todos os lados, tentando esmagá-lo com números. Mas Aki, com sua habilidade superior e visão de combate estratégica, via tudo em câmera lenta. Ele desviou habilmente de um ataque, bloqueando outro com sua lâmina antes de fazer um movimento lateral e cortar dois homens ao meio com um único golpe preciso.
O caos se espalhou. Eles não estavam preparados para lidar com alguém como Aki, um guerreiro que usava cada passo, cada respiração, com perfeição calculada. Sua espada se movia com uma fluidez mortal, girando e cortando em ângulos que os membros do Clã do Dragão mal conseguiam acompanhar. Ele parecia estar praticando, aprimorando sua esgrima, como se aquela luta fosse apenas mais um treino.
"Vocês, seus monstros," Aki disse friamente enquanto desarmava um dos capangas, cortando a garganta dele logo em seguida. "Traficaram pessoas inocentes, torturaram famílias... vocês encheram o submundo com crimes hediondos." Sua voz era como gelo, impenetrável.
Outro homem correu em sua direção, uma espada em punho, mas Aki desviou com facilidade e o derrubou com um golpe de sua lâmina. Ele parou por um momento, segurando o homem pelo cabelo, levantando-o e olhando diretamente em seus olhos aterrorizados.
"Onde está Renjiro?" Aki perguntou, sua voz baixa, mas carregada de ameaça.
"Ele... ele saiu... saiu para pegar... o escravo premium," balbuciou o homem em desespero, enquanto Aki torcia sua cabeça lentamente.
"Escória," disse Aki, sem expressão, antes de arrancar a cabeça do homem com um giro brutal de sua katana. O corpo sem vida caiu no chão, enquanto Aki mantinha a cabeça erguida por um momento, observando o sangue pingar no chão.
Os outros homens, vendo o destino de seu companheiro, hesitaram por um segundo, mas logo se lançaram novamente contra ele, cientes de que não havia como recuar.
Aki girou sua lâmina, bloqueando e desviando os ataques com uma facilidade que impressionava até a si mesmo. Cada movimento era um passo em direção à perfeição. Ele se lembrava das lições de Harua, sobre o equilíbrio e a precisão de cada golpe. Era como se sua mente estivesse em outro nível, e seus adversários fossem simples alvos móveis.
"Vocês são o câncer deste mundo," Aki disse, sua voz cortante enquanto golpeava mais dois homens, seus corpos caindo ao chão em pedaços. "E eu sou a cura."
A luta continuou implacável, e logo os poucos que restaram perceberam que não tinham chance. Um a um, eles caíram, até que Aki finalmente ficou em pé, sozinho no meio de uma pilha de corpos, coberto pelo sangue de seus inimigos. Sua respiração estava controlada, como se ele não tivesse feito mais do que um simples aquecimento.
A atmosfera estava densa, o cheiro de sangue e morte se misturando ao ar pesado da noite. Aki olhou ao redor, avaliando seu trabalho. Ele estava satisfeito. Não era apenas uma questão de matar, mas de eliminar a ameaça que o Clã do Dragão representava.
Mas então, ele ouviu o som de um carro se aproximando. Os faróis cortaram a escuridão, e um veículo parou a uma curta distância. Renjiro finalmente havia chegado.
A porta do carro se abriu, e Aki pôde ouvir alguém gritando dentro do veículo, uma mistura de inglês e japonês que ecoava pela rua. "Seu desgraçado! Me solta agora, Renjiro!" A voz era aguda e cheia de raiva, mas Aki não conseguia ver o rosto da pessoa ainda.
Renjiro saiu do carro, seu semblante calmo e calculista. Ele era um homem imponente, com olhos penetrantes e uma cicatriz que atravessava seu rosto de forma grotesca. Ele olhou para Aki e para a cena de destruição ao redor, e um sorriso cruel se formou em seus lábios.
"Parece que você se divertiu com meus homens, garoto," disse Renjiro, sua voz baixa, mas cheia de malícia. "Mas agora a diversão acabou."
Aki, ainda segurando sua espada ensanguentada, não disse nada. Apenas o observou, já calculando o próximo movimento. A verdadeira batalha estava apenas começando.
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Atualizado até capítulo 129
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