Aki se acomodou nas arquibancadas ao lado de Tyler para observar a próxima luta. Havia ouvido alguns rumores sobre o próximo competidor, um brasileiro conhecido como "Punho de Aço". Samuel era um boxeador que se destacava pela força e agressividade de seus golpes e, mais ainda, por sua atitude desrespeitosa e cheia de provocações. Aki estava curioso, não apenas pela habilidade de Samuel, mas pelo espírito rebelde que ele demonstrava. No fundo, pensava que um lutador como aquele poderia ser útil para seus próprios planos futuros.
A multidão ao redor murmurava em expectativa. Quando Samuel entrou na arena, ele já capturou a atenção de todos. Era um homem alto, com 1,83 m, pele bronzeada e olhos castanhos ferozes que pareciam sempre lançar um desafio. Seus cabelos estavam raspados nas laterais e tingidos de verde no topo, criando uma aparência excêntrica e que exalava confiança. Vestia roupas largas com estampas de lobos, e cada detalhe em sua postura e expressão transbordava irreverência. Assim que Samuel cruzou o olhar com seu oponente, sorriu de forma debochada e cuspiu no chão, claramente desprezando qualquer formalidade.
O juiz deu início à luta, e Samuel começou a avançar em passos ritmados. Seu oponente, um lutador bem mais disciplinado, manteve uma guarda alta, esperando um ataque direto. Mas Samuel, com um sorriso presunçoso, zombou dele, jogando o peso de um pé para o outro. “É isso aí, irmãozinho? Vai só ficar parado?”, provocou Samuel, rindo alto. A voz dele soava com um sotaque carregado e uma atitude debochada, algo que incomodou o oponente, claramente tentando manter a calma.
Aki observava atentamente, com os olhos estreitados, interessado na reação do brasileiro. **“Ele é rude, provocador, mas tem um tipo de magnetismo”,** pensou Aki. Samuel continuava a provocar enquanto testava o alcance dos golpes do adversário, cada passo com o pé no chão criava uma tensão crescente. Em um movimento rápido, Samuel desviou de um soco e encaixou um direto de esquerda que acertou em cheio o rosto do oponente, fazendo-o cambalear para trás. Sem perder tempo, Samuel deu outro passo à frente e desferiu uma sequência de socos no abdômen e nas costelas. Cada golpe ecoava pela arena, e o público começou a reagir, alguns assobiando e outros em silêncio absoluto, presos ao espetáculo de força.
“Vem, grandão, isso é tudo o que você tem?” ele ria, enquanto seu oponente tentava, inutilmente, acertá-lo. Samuel era rápido, movendo-se com uma precisão brutal. Aki notou a maneira como ele se adaptava ao estilo de combate do adversário, observando-o e ajustando seus movimentos com instinto natural.
**“Um lutador que luta sem medo, que zomba de seus adversários e não se abala com autoridade...”** Aki pensou, enquanto cruzava os braços e observava cada golpe. **“Ele poderia ser uma peça valiosa no caos que se aproxima.”**
O oponente de Samuel tentou atacar com um chute baixo para afastá-lo, mas Samuel agarrou a perna dele no ar com uma mão firme, um brilho de desdém nos olhos, antes de lançar o homem ao chão. Com um soco poderoso e direto no peito, ele jogou o oponente contra o chão com força. O impacto foi violento, e o público vibrou, divididos entre o encanto e o choque.
“Aqui é o Brasil, porra!” gritou Samuel, rindo enquanto levantava os punhos para a plateia. As provocações dele não paravam, e ele caminhava ao redor do adversário caído como um predador confiante. Em seguida, esperou que o adversário se levantasse, apenas para jogar outro soco rápido que o fez cambalear de novo.
Samuel se aproximou e segurou o oponente pela gola, puxando-o para si e murmurando algo com um sorriso debochado antes de soltar um cruzado devastador que fez o adversário desmoronar no chão. Com o juiz contando até dez, ficou claro que o adversário não se levantaria tão cedo.
Aki observava enquanto Samuel se afastava, os braços erguidos, uma expressão vitoriosa no rosto. Tyler ao seu lado o cutucou, impressionado, mas Aki apenas observou silenciosamente, absorvendo cada detalhe. Esse era o tipo de força descontrolada que ele queria ao seu lado.
Aki entrou na arena, ouvindo a multidão em frenesi, pronta para assistir à luta entre ele e o desaforado Samuel, conhecido como "Punho de Aço". A expectativa era grande, e até mesmo os mais experientes observavam com interesse. A presença de Harua como juiz tornava tudo ainda mais oficial, acrescentando uma gravidade que fazia o ar pesar sobre os competidores. Aki não tinha pressa, entrando com a postura elegante de sempre, enquanto Samuel já esboçava um sorriso desafiador, gesticulando para o público e provocando com sua energia exuberante.
Harua, com seu olhar firme e atento, deu a ordem para que se preparassem. Aki levantou a mão antes de qualquer movimento, chamando Samuel para uma aposta.
“Que tal tornarmos as coisas interessantes, Samuel?” Aki disse calmamente. “Se eu vencer você com boxe, sua especialidade, você será meu subordinado.”
Samuel riu alto, como se aquilo fosse uma piada. “E se eu vencer você, meu parceiro?”
Aki puxou o celular e exibiu sua conta bancária na tela, o número de oito dígitos reluzindo com seus milhões. “Se você me vencer, eu pago cem milhões de dólares.”
Os olhos de Samuel brilharam, mas antes que pudesse responder, Aki jogou mais uma provocação: “Mas, se estiver com medo, Samuel, não precisa aceitar. Pode desistir agora mesmo.”
Samuel estreitou os olhos, a irritação misturada com determinação em seu rosto. “Medo? Quando que um carioca raiz vai perder pra um japonês frango que nem você?” Ele aceitou o desafio com um sorriso provocador.
Harua ergueu a mão, e a multidão se aquietou, segurando o fôlego para o início da luta. Em um movimento rápido, ele deu o sinal, e a luta começou.
Samuel não perdeu tempo, avançando como um touro furioso, desferindo socos pesados e rápidos em Aki, tentando impor sua força desde o primeiro segundo. Seus golpes eram certeiros, com uma precisão e brutalidade típicas de um boxeador experiente, e Aki sentiu o impacto deles. Samuel era rápido e muito forte, movendo-se com agilidade e combinando socos curtos e diretos com golpes de gancho.
Samuel não apenas atacava com os punhos, mas também com as palavras. “É só isso? Vai, japonês frango! Achei que tinha grana suficiente pra investir em uma luta de verdade!” ele provocava, buscando desestabilizar Aki. Mas Aki, com sua expressão neutra e fria, ignorava as provocações. Ele permanecia calmo, mantendo uma postura defensiva, desviando dos golpes e observando cada movimento de Samuel.
A cada segundo que passava, Aki começava a se adaptar ao estilo do brasileiro, identificando padrões e antecipando o próximo golpe. Seus olhos analisavam cada detalhe, desde o posicionamento dos pés até o leve movimento dos ombros de Samuel, que indicavam o próximo soco. Aos poucos, a superioridade de Samuel foi se equilibrando, e Aki começou a contra-atacar.
Samuel percebeu que Aki estava começando a acertar sua própria cadência e tentou acelerar o ritmo, intensificando as provocações. “E aí, tá com medinho de apanhar? Fica parado aí, seu boneco!” gritou, rindo enquanto desferia socos ainda mais violentos.
Mas Aki, indiferente a qualquer tipo de insulto, contra-atacava com uma frieza absoluta. Ele não demonstrava uma única emoção, algo que começou a incomodar Samuel, que dependia do desestabilizar o oponente para dominá-lo. Samuel, pela primeira vez, sentiu um arrepio ao perceber que sua tática de provocações não funcionava.
A luta se tornava cada vez mais brutal. Os socos ecoavam pela arena, e a plateia estava extasiada, testemunhando um espetáculo de força e habilidade. Ambos os lutadores estavam intensamente concentrados, e Samuel, sentindo-se pressionado, deu um passo atrás, na defensiva pela primeira vez.
Aki percebeu a abertura e não perdeu tempo. Ele avançou com uma sequência de socos rápidos e precisos, criando uma pressão incrível que empurrava Samuel para trás. A velocidade dos socos era sobre-humana, o ar parecia vibrar com a intensidade de cada golpe, e Samuel, apesar de sua experiência, mal conseguia desviar ou bloquear.
Sentindo o cansaço pesar em seus braços, Samuel tentou lançar um último golpe desesperado, mas Aki desviou com elegância, girando levemente para o lado e dando início a uma enxurrada de socos. Era um ataque implacável, com Aki golpeando de maneira precisa e devastadora. Cada soco parecia mais pesado que o anterior, e o corpo de Samuel começava a mostrar sinais de exaustão.
A pressão era tamanha que a plateia quase podia sentir o impacto no próprio corpo. Os golpes de Aki eram como uma música ritmada, calculada em cada segundo, como se estivesse executando uma sinfonia de violência pura. Ele não errava um único golpe, e cada movimento era tão perfeito que fazia parecer uma coreografia.
Samuel sentiu o peso nos braços, incapaz de acompanhar o ritmo implacável de Aki. Ele tentava bloquear, mas seus braços já não respondiam com a mesma agilidade, e a dor se tornava insuportável. Aki, impiedoso, continuava golpeando, o olhar fixo e inabalável, até que, em um último suspiro, Samuel ergueu as mãos em sinal de desistência.
A multidão explodiu em aplausos e gritos, incrédula com a vitória avassaladora de Aki. Samuel, ainda ofegante, olhou para ele, impressionado e, de certa forma, resignado.
“Caramba, parceiro... Você é doido, hein?” disse Samuel, respirando fundo, ainda processando o que tinha acabado de acontecer. Ele soltou uma risada breve, um misto de dor e admiração. “Tá certo. Um acordo é um acordo. Vou te seguir, frango... Mas só porque acho que vai ser divertido.”
Aki apenas assentiu, mantendo o olhar frio e calmo, antes de sair da arena, deixando a plateia em êxtase com o espetáculo que acabara de testemunhar.
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Atualizado até capítulo 129
Comments
Jadson Augusto
um brasileiro deixa qualquer história mais interessante
2024-12-01
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