CAPÍTULO 16

...🌈|AGORA EU SEI O QUE É O AMOR, E PARA MINHA TOTAL RUÍNA, EU AMO VOCÊ.|🍃🥀...

Entrei em casa e fui direto para o escritório com Edgar e Adam.

— Você acha que eu devo acreditar nele? — Perguntei.

— Eu verifiquei as câmeras do quarto do senhor, era de fato o Ítalo. — Edgar disse.

— Eu percebi que Iscar estava vacilante no restaurante, ele parecia preocupado com Oliver. — Falei para ele.

— Ele não mentiu, mas não podemos acreditar nele, vamos ficar atentos quanto a segurança do senhor Oliver. — Edgar falou e serviu um copo de uísque para mim.

— Eu espero que o erro de hoje não se repita novamente Adam, caso contrário, você será o único responsável. — Falei para ele severamente.

— Sim senhor. — Ele disse.

— Pode ir. — Edgar falou para ele.

Ele saiu e eu sentei na cadeira de couro do escritório.

— Às vezes eu acho que deveria deixar ele ir. — Falei para Edgar e provei o uísque.

— Não seja altruísta a essa altura do campeonato, não combina com você. — Ele disse.

Olhei para ele e sorri.

— Às vezes eu acho você controverso. — Falei para ele.

— Eu só quero que você esteja bem, e esse menino, faz bem para você, então não tem porquê você ser altruísta, pense no que vocês dois querem. — Ele falou.

— Por mais que pareça estranho o que você acaba de dizer, você tem razão. — Falei e tomei outro gole de uísque.

— Eu vou sair agora, vá dormir, não vai adiantar nada ficar acordado. — Ele falou.

— Está bem. — Falei para ele e o vi sair.

Me recostei no encosto da minha cadeira e respirei fundo.

Tomei o resto do uísque e levantei.

Tirei o sobretudo e o blazer.

Peguei a garrafa de uísque e saí do escritório.

Subi os dois lances de escadas e entrei na suíte do final do corredor, onde os dois seguranças estavam na entrada.

Sentei na poltrona que estava na lateral, ao lado de uma pequena mesa de madeira, e coloquei a garrafa sobre ela.

Enchi meu copo novamente e tomei um gole generoso para acalmar os nervos que ainda estavam à flor da pele.

Olhei para ele enquanto dormia e suspirei aliviado.

Afrouxei o nó da gravata e desprendi o primeiro botão da camisa de cambraia de linho preta.

Tirei as abotoaduras e coloquei ao lado da garrafa de uísque.

Ele se mexeu na cama e abriu os olhos lentamente.

A luz pálida da lua, que brilhava no céu, penetrava as portas de vidro da varanda da suíte e mostrava o tom escuro do azul dos olhos dele.

Ele agarrou o travesseiro enquanto a palidez de sua pele brilhava sob a luz do luar.

Ele parecia convidativo naquela noite, sedutor e convidativo.

A preocupação penetrou a minha mente só de pensar que ele poderia ter se machucado e logo depois a raiva pela teimosia dele.

Eu estava com raiva, mas eu estava preocupado e ambos os sentimentos estavam misturados a saudade que eu estava sentido.

Tomei todo o uísque do copo de uma só vez e levantei, depois de colocar o copo vazio na mesa.

Tirei a gravata, desabotoei o resto dos botões da camisa e tirei ela.

Ele ainda me olhava meio sonolento.

Os olhos inocentes no meu peito.

Ele sabia bem como me ganhar.

Ele sabia muito bem.

Sentei na cama ao lado dele e fitei seus olhos.

— Você tem dormido bem? — Perguntei para ele.

Ele negou com a cabeça.

— Senti sua falta. — Ele disse manhoso.

— Eu também senti sua falta, mas eu estou puto com você por ser tão teimoso. — Falei para ele.

— Aconteceu alguma coisa? — Ele perguntou.

Respirei fundo.

— Tentaram entrar em casa. Por que você não me escuta? — Perguntei para ele.

— Levaram alguma coisa? — Ele perguntou preocupado.

— Não levaram, porque não acharam. — Falei para ele e sentei na cama.

Ele piscou os olhos, entendendo o que eu tinha dito.

— Você sabia? Que entrariam? — Ele perguntou.

— Eu desconfiei, por isso pedi para você ficar na casa do Romeo, porque você tem que ser tão teimoso? — Perguntei para ele novamente.

— Me desculpe, mas se você tivesse me contado...

— Você não pode ter um pouco mais de confiança em mim? — Perguntei para ele sentindo a angústia na minha voz.

Ele piscou os olhos e fitou os meus.

— Desculpe, eu não queria desrespeitar você. — Ele falou e segurou meu rosto.

— Oliver, não se trata de respeito ou desrespeito, se trata da sua segurança, você sabe o quanto que eu tive medo por você? Eu gosto de sentir o seu corpo quente no meu e gosto da sua respiração no meu peito quando nos abraçamos para dormir; eu não sei mais viver sem o seu cheiro, será que você pode acreditar que eu realmente gosto disso? — Perguntei para ele com os olhos fechados.

Eu nunca senti tanto medo e tanta angústia.

Eu nunca tive tanto medo de perder alguém como eu tinha de perder ele.

Ele deslizou os polegares no meu rosto e eu abri os olhos, sentindo as lágrimas deslizarem por ele.

— Você está chorando? — Ele perguntou surpreso.

Puxei ele para os meus braços e senti minha cabeça latejar um pouco, mas não dei importância.

Aspirei o cheiro sedutor do seu cabelo e senti a maciez da pele dele em minhas mãos.

— Não me deixe perder você, por favor, isso seria como a minha morte, viver sem você é como estar morto, agora eu entendo isso melhor do que nunca. — Falei para ele e apertei ele nos meus braços.

Eu sabia que eu amava ele, mas não sabia que amava tanto.

Ele veio para cima de mim e eu o apertei mais.

— Eu estou aqui. — Ele sussurrou e acariciou meu cabelo.

Meus braços deram a volta no tronco dele e eu descansei o queixo no ombro dele.

Eu queria brigar e acabei esquecendo.

Mas nem importava mais, era o meio da noite, eu estava cansado da viagem longa e queria me enroscar nele.

Afastei o rosto e descansei a minha testa na dele.

Fitei seus olhos e deslizei a mão em seu rosto.

Minha boca procurou a dele e eu senti o gosto familiar e sem igual na minha língua.

Era a melhor sensação de todas.

Afastei nossos lábios e engoli em seco.

Fitei os olhos azuis no brilho do luar e tomei seus lábios novamente.

Deslizei a minha língua na dele antes de chupar ela e provar os lábios macios cor de cereja.

Beijei a mandíbula, o pescoço e provei o gosto da pele macia na altura da clavícula.

Deslizei a língua em seu tórax e chupei o mamilo direito com gosto.

Deslizei a língua no peito dele novamente e chupei o mamilo esquerdo.

Ele se contorceu nos meus braços e gemeu gostoso.

Senti os dedos correndo entre os fios do meu cabelo e aquela sensação gostosa de cafuné.

Deitei ele na cama e tirei a cueca que ele estava usando.

Beijei a panturrilha lisa e chupei na lateral do joelho dele.

Ele gargalhou baixo e eu deslizei a língua no interior da coxa.

A gargalhada se transformou em um suspiro de prazer.

Segurei seu pau e masturbei de leve.

Ele gemeu e me olhou.

Senti um sorriso surgir no meu rosto e tomei as bolas rosadas.

O cheiro da pele dele, o gosto.

Minha respiração estava áspera e meu corpo estava formigando de desejo por ele.

Deslizei a língua da base até a glande rosinha e engoli ele completamente.

Vi ele fechar os olhos e gemer baixo.

Continuei chupando enquanto os gemidos cálidos preenchiam o quarto.

Depois de um tempo senti o pau dele pulsar na minha boca.

Continuei chupando e quando senti seu pau pulsar novamente, chupei e deslizei a língua na glande engolindo ele novamente.

Senti seu líquido quente na minha boca e o corpo dele tremer debaixo do meu, enquanto a respiração áspera ecoava no quarto.

Eu tinha feito mesmo aquilo?

Eu realmente tinha me submetido a ele daquela maneira tão íntima?

Levantei os olhos para ele e me levantei.

Tirei as calças e subi na cama novamente.

Peguei ele pelo tronco e o fiz virar, puxei a bunda dele para cima e dei uma palmada forte.

Ele gemeu baixo contra o colchão.

Bati de novo e ele gemeu de novo.

Na luz fraca que penetrava pelas portas de vidro da varanda eu vi a pele clarinha ficar com a marca da minha mão.

Aquele tom sedutor de vermelho na pele dele era a minha ruína total.

Deslizei a mão na costa dele e agarrei sua nuca, puxando ele para mim.

Deslizei a mão no peito dele, para que o aperto em sua nuca não deixasse uma marca e mordi o lóbulo da orelha dele.

— Você trouxe lubrificante? — Perguntei para ele.

— Na gaveta. — Ele sussurrou.

— Bom menino. — Falei baixo e chupei debaixo da orelha dele.

Ele gemeu e eu empurrei ele de volta para o colchão.

Dei outro tapa na bunda dele e escutei outro gemido.

Abri a gaveta e tirei o lubrificante de dentro.

Derramei um pouco em sua entrada e deslizei o dedo polegar.

Ele gemeu e eu olhei para ele.

A carinha de inocente estava lá, naquela mesma expressão sedutora.

Me inclinei para a frente e beijei a bunda dele perto da entrada, depois deslizei a língua em sua entrada.

Ele soltou um longo gemido e eu apertei as coxas roliças.

Enfiei a língua em sua entrada e ele rebolou na minha cara.

Me afastei, me posicionei na entrada dele e entrei nele devagar.

Ele gemeu baixo e gostoso.

Gostoso, muito gostoso.

Comecei a me movimentar e cobri seu corpo com o meu, indo fundo nele.

Enfiei os dedos entre os cabelos dele e segurei firme enquanto entrava nele completamente.

Quando comecei a movimentar mais rápido e ir mais fundo, ele foi revirando os olhos enquanto gemia a cada choque dos nossos corpos.

Aquela era a cena mais bonita que eu já tinha visto a luz do luar.

Os traços do rosto dele, os fios do cabelo.

A forma adorável que ele mordia o lábio inferior.

"Eu amo você Oliver Corvaque."

Senti meu pau pulsar quando a lembrança cruzou a minha memória e meu corpo tremer quando eu gozei.

Descansei meu corpo nos antebraços e aspirei o cheiro do cabelo dele.

Eu senti falta dele, do cheiro, do gosto, da pele, do sorriso, do jeitinho.

Sai de dentro dele quando minha respiração voltou ao normal.

Ele virou de lado e depois virou de frente para mim.

— Preciso de um banho. — Ele falou.

Sorri e sentei na cama.

Peguei ele nos braços, atravessei o closet e entrei no banheiro.

Fui para debaixo do chuveiro e liguei a água quente.

Depois de um banho rápido.

Nós fomos para o quarto e deitamos novamente.

Eu estava exausto da viagem longa.

Senti minha cabeça doer um pouco, mas achei que era pelo estresse.

— Me desculpe por preocupar você. — Ele disse.

Respirei fundo.

— Agora eu entendo mais do que nunca o que eu estava dizendo quando falei que você era a minha única certeza. — Falei para ele e o abracei mais.

Ele me abraçou pelo tronco e sua cabeça pousou em meu peito.

— Amo você. — Ele disse e meu coração acelerou com a declaração.

Quando dormi, senti meu corpo pesado e a cabeça doer.

No dia seguinte, quando acordei, Oliver estava ao meu lado na cama.

Minha cabeça estava latejando como se eu tivesse de ressaca.

Levantei da cama, olhei ao redor confuso e fui para o banheiro.

Olhei no espelho e franzi as sobrancelhas.

O que estávamos fazendo em Savana?

Que dia era?

Por que estávamos no quarto de hóspedes?

Como Oliver ainda estava vivo?

Bem, isso era o de menos, o mais importante era que ele estava vivo.

Alguém tinha conseguido chegar a tempo.

Minha cabeça doeu mais.

Tomei uma ducha longa e depois de me secar, procurei uma roupa no closet, mas não encontrei nenhuma minha.

Eram todas do Oliver.

Sai para o quarto e peguei a camisa e a calça que estavam no chão.

Depois de me vestir e pegar o celular, eu olhei para Oliver na cama.

Saí do quarto e depois de atravessar o corredor, eu desci as escadas.

Encontrei Raquel na cozinha.

— Edgar está em casa? — Perguntei para ela.

— Ele está no escritório dele. — Ela respondeu.

— Você pode chamar ele e levar uma caneca de café para mim no escritório? — Perguntei para ela.

— Sim senhor. — Ela respondeu.

Fui para o escritório e sentei na minha cadeira, atrás da mesa de mogno.

Segurei a cabeça e fechei os olhos.

— O que estamos fazendo em Savana? — Me perguntei.

Suspirei.

Uma lembrança surgiu diante dos meus olhos e eu franzi a testa.

Uma sequência de lembranças dançou na minha cabeça e eu abri os olhos surpreso.

Eu tinha tomado os tiros no lugar do Oliver.

Mas porque eu estava tentando matar ele logo depois?

"Acredite em mim senhor, o seu eu de agora mataria o seu eu de antes se visse o senhor fazer isso."

— O que eu fiz? — Me perguntei angustiado.

A lembrança da bofetada veio na minha memória e logo depois outra sequência de lembranças desordenadas, como fotografias dos momentos.

Escutei a porta ser aberta, vi Edgar passar por ela e olhei para a caneca de café na mão.

— Você está pálido. — Ele disse ao se aproximar.

— Por que eu bati e tentei matar o meu monstrinho? — Perguntei para ele.

Ele franziu a testa.

— Você esqueceu que não reconheceu ele? E que se irritou com a maneira que ele respondeu para você? — Ele perguntou e eu fechei os olhos.

Quando ele falou isso, a lembrança de todo o diálogo entre Romeo, Oliver e eu no hospital veio límpida.

Em seguida os flashs que eu tinha visto antes se tornaram memórias completas, como a memória do hospital.

Respirei fundo ainda de olhos fechados e segurei minha cabeça com as duas mãos.

— Por que deixaram eu bater nele? — Perguntei.

— Liam me contou que o senhor Oliver se colocou na frente dele. — Ele respondeu.

Abri os olhos e ele me entregou a caneca de café.

— Desde quando Liam e Oliver se tornaram tão amigos? — Perguntei para ele, fitando seus olhos.

— Quando você estava em coma, Onan tinha o costume de pedir ao Liam para entregar doces para o senhor Oliver no hospital, o senhor Oliver é o tipo de pessoa que cativa todos, com Liam não foi diferente. — Ele respondeu sentando em uma das cadeiras a frente.

Tomei um gole generoso de café e fechei os olhos novamente quando minha cabeça latejou mais forte.

Outros flashs de memórias preencheram minha mente.

— Me diga que eu não fiz o Oliver passar mal ao ponto de ir parar no hospital e que isso é só um pesadelo. — Pedi para ele.

Ele ficou calado por um momento.

— Está falando da história da ameaça do Marsalis com a arma na sala de reuniões? — Ele perguntou.

— Droga Edgar. — Falei baixo apertando a alça da caneca.

— Onan disse que você fez isso para proteger ele, eu acredito que esse foi um dos motivos, mas acho que você queria realmente que ele sentisse um pouco de medo. — Ele falou.

Novamente as lembranças completas preencheram a memória e se encaixaram nas outras em continuidade.

— Por que estamos em Savana? — Perguntei para ele.

— Romeo descobriu um desvio de dinheiro e informações em Devon, você foi até lá para resolver o problema, mas o homem que estava fazendo o trabalho contou para você que o senhor Oliver tinha mandado ele fazer o desvio, você não acreditou e voltou imediatamente, pediu para o senhor Oliver ficar na casa do Romeo, mas ele não ficou e voltou para casa, nos dois primeiros dias nada aconteceu, mas ontem, Ítalo que era quem você desconfiava ter falado com o homem em Devon entrou na casa, logo depois Iscar, braço direito do Marsalis veio avisar sobre eles estarem juntos. — Ele disse.

— Em que mês estamos? — Perguntei para ele.

— Dezembro, hoje é primeiro de dezembro. — Ele disse.

Deslizei os dedos nos cabelos.

— Prepare tudo para voltarmos. — Falei para ele.

— Sim senhor. — Ele disse e se levantou.

Depois que Edgar saiu, eu tomei todo o café da caneca.

Peguei o telefone e liguei para Otávio.

Ele atendeu no primeiro toque.

— O que foi? — Ele perguntou friamente.

— O Oliver contou alguma coisa para você sobre trabalho? — Perguntei para ele.

— Por que eu contaria isso para você? — Ele perguntou.

— Vamos Tavi, eu sei que você sabe sobre essas coisas. — Falei para ele.

— Tavi? — Ele perguntou surpreso.

— Não me diga que me indispus com você e não somos mais amigos? — Perguntei.

— Você recuperou sua memória? — Ele perguntou e eu senti alívio em sua voz.

— Sim, mas as memórias de agora estão embaralhadas. — Falei para ele.

— Por que está perguntando sobre isso? — Ele perguntou.

— Eu só quero saber. — Falei para ele.

— Está bem, ele me disse a alguns meses atrás que queria fazer mestrado e doutorado no exterior. — Ele disse.

— Você é o melhor. — Falei para ele.

— Ainda não perdoei você por ter sido babaca com o Oliver. — Ele disse.

— Somos dois então. — Falei para ele.

Ele ficou em silêncio por um momento.

— Até mais. — Ele falou e desligou.

Coloquei o celular sobre a mesa e fechei os olhos me recostando no encosto da cadeira.

Levantei e saí do escritório.

Subi as escadas e entrei no meu quarto.

Entrei no banheiro e olhei para o meu reflexo no espelho.

— O que você fez com a pessoa que você mais ama? — Perguntei para o meu reflexo.

E se eu simplesmente deixasse ele ir? Para viver uma vida feliz e sossegada.

Por que tinha sido eu que tinha perdido a memória e não ele?

Não teria sido mais fácil?

Tudo o que ele passou por minha causa, teria sido evitado.

A lembrança da bofetada e de Alexandre deslizando a arma no rosto dele dançaram em minha memória.

A lembrança dele desmaiado na cama também vieram depois dessas duas lembranças.

O ódio cresceu em mim.

As lembranças das vezes que eu não dei segurança para ele.

As lembranças das vezes que eu fui rude com ele.

Essas lembranças fizeram o ódio aumentar em larga escala.

Soquei o espelho várias vezes até sentir a mão doer e o sangue escorregar entre os meus dedos.

Lavei a mão e fui para o chuveiro.

Liguei a água e me coloquei debaixo depois de tirar a roupa.

Mais tarde quando entramos no jatinho, Oliver olhou para minha mão e franziu a testa.

— O que aconteceu com a sua mão? — Ele perguntou.

— Um pequeno acidente. — Falei para ele.

— Nós podemos sair quando chegarmos? — Ele perguntou.

— O que você quiser. — Falei para ele e sorri.

Assim que pousamos, fomos para casa.

O tempo já estava mais frio e eu estava me sentindo um pouco pesado.

Eu me sentia culpado por tudo o que eu tinha feito.

No final, eu não tinha me engano quanto a mim.

Eu de fato não pensei nas consequências das coisas que eu estava fazendo.

Eu de fato não estava vendo com clareza o que eu estava fazendo com Oliver.

O meu eu do passado não estava errado quando pensou que eu tinha me tornado inconsequente, eu realmente tinha me tornado alguém inconsequente.

Aquele era sem dúvida alguma, o momento de clareza de toda aquela situação que eu tinha colocado ele.

Eu deveria fazer ele ir.

Deveria dar a ele o que ele tinha antes.

Mas como eu faria aquilo?

Como eu faria ele ir embora se eu não queria que ele fosse?

Como eu faria ele ir, sem se machucar ele outra vez?

No dia seguinte a nossa chegada, nós saímos juntos.

Era sábado.

Chegamos a um dos meus bares e ocupamos uma das mesas mais afastadas da pista.

— Eu vou querer uma garrafa de martini, uma torre de cerveja e uma garrafa de uísque. — Falei para o garçom.

Oliver franziu as sobrancelhas.

— Você chamou outra pessoa para beber? — Ele perguntou.

— Não, só estou querendo beber um pouco mais hoje, tudo bem para você se eu ficar bêbado? — Perguntei para ele.

Ele sorriu daquele jeitinho infantil.

— Claro, eu cuido de você. — Ele disse.

O garçom trouxe as bebidas e começamos a beber devagar, comendo um petisco e escutando a banda.

A conversa girou em torno de coisas triviais.

Eu ainda não tinha contado para ele sobre as minhas memórias recuperadas.

Eu também não contaria.

Pelo menos não agora.

Eu bebi a torre de cerveja e já estava na metade da garrafa de uísque.

E toda as vezes que eu olhava para ele, eu sentia uma necessidade inexplicável de dizer a ele o quanto eu o amava.

Mas as palavras que antes saiam da minha boca com facilidade, simplesmente não saiam.

Ao que parecia, aquele momento de lucidez, iria permanecer até que eu deixasse ele ir.

Mas eu ainda queria olhar para ele, eu ainda queria ver o sorriso bonito e o brilho adorável e sedutor dos olhos dele.

— Mikhail. — Ele chamou.

Pisquei os olhos e sorri.

— Você estava falando sobre como Daniel está traquina. — Falei para ele ainda olhando seu rosto.

— Você parece estar em outro planeta. — Ele disse.

— Eu só estava olhando para você. — Falei e tomei o resto do uísque do copo.

— Hum, eu sei que eu sou o garoto dos seus olhos. — Ele falou.

Senti meu coração apertar com as palavras dele.

— Sim, você é. — Falei para ele.

Ele sorriu.

— Me acompanha no banheiro? — Ele perguntou.

Assenti e me levantei junto com ele.

— Vamos. — Falei.

Edgar que estava ao lado da mesa nos seguiu e Adam ficou perto da mesa.

Entramos no banheiro e ele foi para a pia.

— Minhas mãos estão suando e eu estou pegajoso, acho que o inverno vai chegar mais cedo. — Ele disse e passou a mão molhada no pescoço.

Aquele movimento me fez imaginar mil coisas.

Os olhos azuis inocentes fitaram os meus pelo reflexo do espelho e ele fechou a água.

Quando ele se virou, eu segurei sua mão e puxei ele para dentro do boxe do banheiro.

Tomei os lábios dele e provei o gosto dele misturado ao gosto do martini.

Minha língua explorou sua boca e eu chupei a língua dele assim que ela penetrou a minha boca.

Senti seus dedos entre os fios do meu cabelo e um arrepio na pele quando a unhas riscaram levemente meu couro cabeludo.

Rocei meu corpo no dele e ele gemeu baixo.

Deslizei a mão por debaixo da camisa dele e senti sua pele macia na minha.

Aquela textura gostosa que eu com toda a certeza sentiria falta na vida.

Deslizei os polegares nos mamilos e ele desprendeu a boca da minha para gemer gostoso e baixinho, daquele jeito que me deixava fraco.

Puxei a camisa para cima e chupei o mamilo esquerdo.

Ele puxou meu cabelo de leve.

Deslizei a mão livre no abdômen liso e abri o botão da calça jeans azul clara.

Enfiei a mão por dentro da cueca dele, segurei seu pau e comecei a masturbar gostoso.

Ele se agarrou em mim e gemeu baixo.

Tomei sua boquinha gostosa novamente e senti um arrepio na pele quando ele chupou a minha língua.

Eu queria devorar ele e guardar a sensação de sentir a pele quente, os lábios macios e a língua gostosa em mim.

Continuei movimentando a mão enquanto ele gemia contra os meus lábios e quando ele gozou, foi como sentir as sensações daquele orgasmo em mim.

Finalizei o beijo e descansei a testa na dele.

Os olhos fitaram os meus enquanto as nossas respirações ásperas se misturavam.

Quando meu coração parou de martelar no meu peito, eu puxei um pedaço de papel higiênico e comecei a limpar ele cuidadosamente.

— Vamos para casa. — Ele pediu.

Olhei para ele e senti meu corpo inteiro formigar em antecipação as promessas que eu vi nos olhos adoráveis.

Saímos do banheiro e fomos para a mesa, apenas para pagar a conta e ir para casa.

Assim que chegamos e passamos pela porta, ele me puxou pelo colarinho da camisa e me beijou com urgência.

Subimos as escadas rapidamente e quando concluímos o último degrau, eu coloquei ele contra a parede e deslizei a língua em sua nuca e chupei de leve.

Ele virou de frente e puxou a minha camisa, fazendo os botões voarem em todas direções.

Agarrei a cintura dele e ele agarrou meu tronco com as penas.

Entrei no quarto com ele e fechei a porta atrás de mim.

Ele foi para o chão novamente e eu tirei as abotoaduras e a camisa.

Tirei os sapatos e as calças, enquanto ele fazia o mesmo.

Um sorriso infantil surgiu no rosto adorável e eu suspirei, involuntariamente enquanto eu sentia o sorriso surgir no meu rosto.

Quando terminamos de tirar as roupas, coloquei ele de contra a porta.

Ele se apoiou e empinou a bunda na minha direção.

Dei uma palmada forte e ele gemeu alto.

Me inclinei para frente e deslizei a língua em sua entrada.

Ele gemeu mais.

Chupei e lambi, enquanto masturbava meu pau.

Quando já estava bem lubrificado, eu deslizei o meu pau na entrada dele e penetrei devagar.

Ele gemeu e rebolou no meu pau, me engolindo completamente.

Comecei a movimentar e a sincronia dos nossos movimentos me deixou ainda mais excitado.

Perfeitos um para o outro.

Gemi e deslizei a mão livre em sua coxa e segurei o pau dele.

Masturbei no mesmo ritmo dos nossos corpos.

Cada estocada, cada deslizar da minha mão nele, cada gemido dele e os olhos inocentes nos meus, fez o meu coração arder com um sentimento inexplicável.

Eu definitivamente nunca tinha sentido aquilo.

Nós gozamos juntos e a certeza de que eu sairia completamente fodido daquilo se concretizou naquele momento.

Sai de dentro dele quando meu coração se acalmou mais e puxei o corpo dele para mim.

Abracei ele com carinho e cheirei o cabelo dele.

O suor misturado ao cheiro agradável da pele dele era uma delícia e tornava tudo ainda mais real.

Fomos para o banheiro e aquela noite foi curta para nós dois.

Eu só queria ter o cheiro dele gravado na minha pele.

Eu só queria amar ele o quanto eu pudesse, antes de deixar ele ir.

Quando o dia estava amanhecendo, ele adormeceu, mas eu fui incapaz de fechar os olhos.

Levantei da cama e fui para o banheiro.

Tomei uma longa ducha quente, me sequei e fui para o closet.

Coloquei uma cueca branca, uma camisa de cambraia preta, uma gravata vermelha escura, um colete esportivo e uma calça jeans preta, com um sapatênis de mesma cor com sola branca.

Coloquei abotoaduras de rubi e arrumei o cabelo.

Borrifei um pouco do meu perfume, peguei um blazer preto e sai do closet.

Quando entrei no quarto, Oliver ainda estava adormecido.

Sai do quarto e desci as escadas.

Encontrei Edgar e nós dois seguimos para o escritório.

Ele entrou comigo e fechou a porta atrás de si.

— Acharam Ítalo? — Perguntei.

— Ele pediu para encontrar você na antiga pista de pouso dos aviões de cargas. — Ele respondeu.

— Ótimo, o que ele disse? — Perguntei para ele.

— Disse que você deve ir sozinho. — Ele respondeu.

— Quando e que horas? — Perguntei para ele.

— Na quinta-feira, a uma da manhã. — Ele respondeu.

— Prepare tudo. — Falei para ele.

— Sim senhor. — Ele respondeu.

— Eu preciso que você me faça um grande favor. — Falei para ele.

— É só falar. — Ele disse.

— Sente-se. — Falei para ele depois de sentar na cadeira atrás da mesa escura.

Ele sentou e me olhou seriamente.

— Pode dizer. — Ele falou.

— Organize tudo para Oliver ir para a melhor universidade do exterior, não importa onde seja, a melhor universidade para mestrado e doutorado na área dele e não me diga onde fica. — Falei para ele.

Os olhos azuis penetrantes fitaram os meus com cautela.

— Você vai mesmo se afastar dele? — Edgar perguntou.

— Depois de tudo o que o Oliver passou por minha causa, eu percebi que o meu eu antigo tem razão. — Falei para ele.

— Sobre o quê? — Ele perguntou.

— Sobre a minha insensatez, eu fui descuidado e inconsequente quando arrastei ele para a minha vida, eu devo dar a ele uma nova chance de recomeçar. — Falei para ele.

— Você já conversou com ele sobre isso? — Ele perguntou.

— Ainda não, mas não se preocupe, eu farei do jeito certo dessa vez. — Falei para ele.

— Você sabe que vai doer, não sabe? — Ele perguntou.

— Vá, vá fazer o que eu pedi. — Falei para ele.

— Está bem. — Ele disse e saiu.

Olhei para a foto dele sobre a mesa e senti meu coração apertar.

— Já está doendo. — Sussurrei baixo.

Trabalhei em alguns documentos e só saí do escritório para almoçar.

Aqueles dias com ele foram mais rápidos que os demais, mas eu aproveitei cada segundo, aproveitei e gravei cada sorriso dele, cada expressão, me inebriei do cheiro e me fartei dos beijos e da presença marcante.

Na quarta-feira, quando eu acordei, ele ainda estava dormindo.

Deslizei a mão na pele macia do braço e beijei o ombro direito.

Ele suspirou e abraçou mais a coberta.

Levantei da cama e fui para o banheiro.

Depois de uma ducha longa, me sequei e coloquei uma camisa preta de lã com gola alta e manga longa e uma calça de inverno de alfaiataria.

Calcei meus sapatos de couro e coloquei o blazer preto.

Coloquei meus anéis e arrumei o cabelo.

Borrifei um pouco do meu perfume e saí do closet.

Olhei para ele e saí do quarto.

Edgar já estava a minha espera na porta.

— Tudo está preparado. — Ele falou.

— Ótimo, vamos. — Falei para ele e nós descemos as escadas.

Fomos diretamente para o escritório dois.

Assim que Jean estacionou no meio fio, Edgar abriu a porta e saiu, me dando passagem.

Desci do carro e entrei no escritório.

Tio veio me encontrar na porta.

— Parece que o Marsalis vai ao seu encontro hoje também. — Ele disse.

— Como assim? — Perguntei para ele.

— Ele me convidou para ir a pista de pouso abandonada dos aviões de cargas. — Ele falou.

— Está ficando cada vez mais interessante. — Comentei.

Fui na direção das escadas do porão e desci.

— Os brinquedos novos chegaram essa madrugada. — Tio falou enquanto entrávamos na sala de brinquedos.

— Mande os modelos novos para casa. — Falei para ele enquanto abria as caixas.

— Está bem. — Ele falou e chamou dois dos seguranças que estavam na entrada.

Depois de verificar todas os brinquedos, saí da sala e atravessei o corredor.

Entrei na sala de tortura e dois seguranças estavam dentro.

— Podem parar. — Falei para eles.

Eles se afastaram e eu me aproximei.

— Bom dia Rômulo, como você está hoje? — Perguntei para ele.

Ele grunhiu alto com medo.

Ele não falou nada e nem conseguiria.

— Ah, desculpe, esqueci que mandei cortar a sua língua. — Falei ao me aproximar.

Ele grunhiu novamente, enquanto me olhava com medo.

— Veja, esses dias eu tenho andado profundamente triste e por isso, eu decidi acabar com o seu sofrimento. — Falei para ele e tirei a pistola do cós da calça.

— Você vai matar ele? — Edgar perguntou.

— Vou limpar a sala para receber seus novos convidados. — Falei para ele e engatilhei a pistola.

Me afastei um pouco e mirei na cabeça dele.

A bala se enterrou na testa dele sem estragos grandes.

— Pode mandar o corpo dele para a família, a história, você já sabe. — Falei para o Edgar.

— Sim senhor. — Ele disse e olhou para os dois seguranças.

Sai da sala de torturas e subi para o escritório.

Depois de revisar documentos e organizar os cartéis do ano que viria, me dei conta de que já era noite.

Olhei o celular e havia uma mensagem do Oliver, dizendo que ele estaria na casa da Beatrice e do Fabiano.

Me despreocupei e continuei o trabalho, fui para casa já passava das vinte e três horas.

Sendo uma quarta-feira, eu sabia que a Beatrice convidaria o Oliver para jantar e eles ficariam em um karaokê até às duas da manhã, como era o costume deles.

Mas ainda assim, Adam tinha sido avisado sobre tudo e manteria Oliver seguro.

Depois de tomar uma ducha rápida e colocar um terno preto, peguei um sobretudo longo e desci as escadas, encontrando Edgar na entrada.

Seguimos para o carro e saímos da propriedade.

Fomos para o escritório dois e quando chegamos, eu fui direto para o escritório.

Edgar, Liam, Jean, André e eu nos armamos.

Tio também já estava preparado quando entrei na sala de reuniões.

— Estão todos prontos? — Perguntei.

— Sim senhor. — Edgar falou.

— O esquadrão? — Perguntei para ele.

— Está preparado. — Ele respondeu.

— Sairemos agora. — Falei.

— Saia primeiro e eu chegarei lá depois de você. — Tio falou.

— Está bem. — Falei para ele.

Saímos do escritório dois e fomos direto para a pista de pouso abandonada.

Chegamos no horário marcado.

Eu estava com Edgar e Liam.

Entrei com o carro na pista e segui para dentro do galpão.

Assim que estacionei, desci do carro com os dois.

Ítalo estava sentado em uma caixa de madeira grande enquanto, os homens do Marsalis estavam espalhados.

O carro de Tionan encostou ao lado do meu logo depois e o Marsalis saiu da parte escura.

Iscar vinha ao lado dele.

— Parece que estamos todos reunidos finalmente. — Ítalo falou.

— Parece que estamos. — Afirmei.

— Não, ainda falta alguém. — Alexandre falou e olhou na direção escura do lugar.

Olhei na direção que ele olhava e Igor vinha trazendo Oliver com uma pistola pontada para a cabeça dele.

Fechei os olhos e prendi a respiração.

Ninguém além de Edgar e Otávio sabia sobre eu ter recuperado a minha memória.

Sorri para ele.

— Nós também trouxemos um presente para você. — Falei para ele e André veio trazendo o rapaz que aparentava ter a mesma idade do Oliver.

O rosto do Alexandre ficou pálido.

— Eu traria a sua mulher, mas eu sei que você não tem medo nenhum de perder ela, pelo menos, não como você tem de perder o Aron. — Falei para ele.

A expressão de ódio que surgiu no rosto dele me deu certeza de que aquela suposição que eu tinha feito, era uma verdade.

Ele apontou o revólver na direção de Tionan.

Caminhei até o meio do galpão enquanto olhava para ele.

Enfiei as mãos nos bolsos do sobretudo e parei de caminhar.

— Sabe qual a diferença entre nós dois Alexandre? — Perguntei para ele e pedi para André se aproximar.

Ele olhou nervoso para André enquanto se aproximava com o rapaz.

— Se você...

— A diferença entre nós é que você não vê as coisas que estão acontecendo ao seu redor, pense comigo, você estava tão interessado em disputar comigo pela concessão do cassino, que nem procurou saber quem estava vendendo, você estava tão preocupado em atacar o Oliver que não se lembrou que você também tem alguém a quem ama, você não tem visão como eu tenho. — Falei para ele.

— Você veio com tanta cede ao jarro que nem procurou saber o meu nome. — Tionan falou.

Ele franziu a testa e olhou para o Tio.

— Este é Tionan Miller, melhor amigo do meu pai. — Falei para ele.

Ele arregalou os olhos e eu sorri.

— O que você quer dizer? — Ele perguntou em choque.

— Que quem manda aqui, sou eu. — Falei para ele.

Ele olhou para Ítalo.

— Você disse...

— Que o Tionan é meu tio? — Perguntei.

— Não pode ser. — Ele falou sem acreditar, enquanto olhava para Alexandre.

— De certa forma ele é, ele me deu assistência depois que eu perdi meu avô. — Falei para ele.

— Vocês me enganaram esse tempo todo? — Ele perguntou.

— Os cartéis que você organizou, os cassinos que você alugou, tudo é meu, você acha que nós entramos nisso ontem como você? — Perguntei para ele.

— Mas eu, eu falei com os empresários. — Ele disse.

— Você acha que os empresários que você procurou, vão se aliar a você, depois de me ter? — Perguntei para ele e gargalhei.

Ele franziu a testa e olhou para Igor, que se aproximou com Oliver.

Assim que Igor passou Oliver para Iscar, ele deu um tiro na testa do Igor, que caiu morto no chão.

Vi o corpo de Oliver tremer e ele ficar tenso quando Iscar colocou o revólver na cabeça dele.

— Podemos voltar ao que éramos, você me dá o Aron e eu devolvo o Oliver, o que você acha? — Ele propôs.

Senti minha mandíbula tensa.

— Sem problema nenhum. — Falei para ele e olhei para André.

Iscar se aproximou com Oliver e nós dois chegamos mais perto para fazer a troca.

Quando a troca foi feita, Alexandre puxou Aron e levantou a pistola.

Ele disparou duas vezes contra Oliver, mas Iscar se meteu na frente.

O silêncio reinou no lugar e antes que eu mesmo atirasse em Alexandre, Iscar atirou duas vezes.

Foram dois tiros certeiros.

Um na testa e outro no coração.

Ítalo atirou nele e André o acertou na cabeça com um tiro fatal.

O sangue de Iscar respingou no rosto de Oliver e eu corri na direção dele.

Quando cheguei perto, ele estava com sangue por toda a parte.

Os olhos inocentes estavam cheios de pavor e repulsa quando fitaram os meus.

— Está tudo bem, tudo bem. — Falei para ele.

Tirei o sobretudo e cobri ele.

Mas aquele último ato não apagou os que tinham acontecido anteriormente.

O rosto pálido, ficou naquele tom de cera de vela e eu segurei seu corpo junto ao meu quando ele desmaiou.

O rapaz que era amante do Marsalis caiu de joelhos ao lado do corpo dele e começou a chorar com soluços ruidosos.

Aquele final me pareceu um mal presságio.

Agora era o Alexandre, mas e no futuro?

Sempre teria alguém para competir mercado comigo, sempre teria alguém para provocar quem não provocava.

Sempre teria alguém para ameaçar a pessoa que eu amava.

Sempre teria alguém.

Olhei para Edgar e fiz um sinal com a cabeça para ele.

Ele assentiu e eu peguei Oliver nos braços.

André já estava com a porta do carro aberta.

Tio me olhou de relance e entrou no próprio carro.

André deu partida e eu olhei para o rosto adorável do meu monstrinho.

Senti meu coração apertar e a certeza de que eu não queria que ele estivesse naquela situação novamente fez eu ter certeza do que eu iria fazer mais tarde.

Assim que o carro estacionou no pátio de casa, Átila abriu a porta e eu desci.

— Diga para o Irlan vir, imediatamente. — Falei para ele.

— Sim senhor. — Ele disse e eu levei Oliver para dentro.

Subi as escadas e assim que entrei no quarto, levei ele para a cama.

Fui para o banheiro e peguei o pacote de lenços umedecidos.

Voltei ao quarto, tirei a roupa dele e comecei a limpar ele.

Coloquei uma roupa limpa e fiquei olhando para ele por um longo tempo, antes do Irlan chegar.

— O que aconteceu? — Ele perguntou e eu me afastei para ele examiná-lo.

Funguei e só naquele momento eu percebi que estava chorando.

— Acho que ele está tendo outra crise. — Sussurrei.

Depois de examinar ele, Irlan me olhou.

— Vamos levar ele para o hospital. — Ele falou.

— Está bem. — Falei para ele e tirei o telefone do bolso.

Enviei a mensagem para Átila e peguei ele nos braços.

Quando chegamos ao hospital, Irlan fez o atendimento, ministrou os medicamentos e deixou ele no quarto em observação.

Assim que entrei no quarto e vi ele, as lágrimas que eu estava segurando deslizaram pelo meu rosto.

Me aproximei da cama hospitalar e solucei baixo.

Segurei a mão dele e beijei com carinho.

— Eu vou amar você, até o fim dos meus dias, mas eu não quero arriscar a sua vida outra vez, eu prefiro ver você longe e vivo, do que perto em perigo. — Sussurrei.

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Comments

Maria Serra Aragao

Maria Serra Aragao

meu Deus que capítulo forte ...pura adrenalina o coração ❤️ bateu forte

2024-12-27

2

Jucilene De Fatima

Jucilene De Fatima

quem tem que decidir se quer ficar e ele

2025-02-14

1

Maria Odilia Conceição da Silva

Maria Odilia Conceição da Silva

Eu entendo seu raciocínio mas ...separar eles de uma vez e para sempre.Perde toda graça num romance que rolou companheirismo ,parceria além de amor.Eu vou começar a chorar igual a ele.

2025-02-05

2

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