...MIKHAIL...
Você passa uma vida inteira buscando algo que realmente vale a pena.
Esta parece ser a sina do ser humano.
Estar sempre buscando alguém que vai tornar a sua vida inesquecível, mas algumas pessoas têm criado ilusões quando o assunto é o amor.
Eu nunca acreditei nessa história de que o mundo dá voltas pra quem não é bom, são mentiras que as pessoas poderosas contam para que as massas alienadas não saiam da zona em que estão, e essa crença só se intensificou depois que eu conheci o meu adorável demônio do sexo.
Eu nunca fui o tipo de pessoa que gosta de esperar, então, eu mesmo fazia o mundo girar quando o assunto era vingança.
E isso também se intensificou quando eu conheci o meu monstrinho.
Amar alguém é se esforçar pela pessoa, até que todos os medos sejam dissipados e só reste a certeza que você estará lá com essa pessoa, nos bons e maus momentos.
Esse era meu ideal de amor, mas na prática eu era bem diferente de tudo o que eu idealizava.
Eu era possessivo, obsessivo e sufocante.
Eu não sabia demonstrar amor, e eu não era apegado a pessoas, mas eu também sabia valorizar quem estava do meu lado, para mim, isso era amar, como o Ítalo por exemplo, eu gostava de transar com ele, eu gostava da companhia dele e de como ele era perfeito em todos os sentidos, mas quando ele foi embora, eu não me dei ao trabalho de ir atrás, ou de fazer uma loucura.
Ele teria tudo de mim enquanto estivesse ao meu lado, mas depois que ele saísse, seria como antes, não teria qualquer diferença na minha vida.
Eu tinha que ter o sangue frio para entender que pessoas iam e vinham, e que a qualquer momento, eu poderia perder alguém.
Então eu fechava o meu amor em mim e não demonstrava, mas o fato de eu não demonstrar, não significava que eu não sentia.
“Você só descobre que alguém é indispensável, quando essa pessoa está longe de você.”
O Tio sempre falava aquela frase.
Ele não estava errado.
E eu descobri assim que o Ítalo não era indispensável na minha vida, pelo menos não como o Romeo era, ou como o próprio Tio era.
Foi assim que eu descobri que alguém como ele, não era digno de tudo o que eu estava disposto a dar.
Eu era afetuoso, carinhoso, sincero e generoso, mas eu tinha o costume feio de testar as pessoas ao meu redor.
Eu não tinha muitos amigos e pessoas em quem eu pudesse confiar.
No mundo eu só podia confiar em quatro pessoas.
O Otávio, o Romeo, o Edgar e o Tio.
O Tio cuidava dos meus negócios em Suzano, ele tinha estado entre a vida e a morte por mim, mais de quatro vezes.
O Edgar era meu segurança particular, só que a função dele ao meu lado ia bem mais além, e o fato dele me proteger com a própria vida e ter muitos conselhos bons, o tornava alguém que eu realmente gostava.
O Romeo era meu irmão jurado de infância que trabalhava para mim.
O Otávio era o namorado do Romeo.
Ele ganhou minha confiança quando salvou a minha vida em um sequestro.
Dois anos antes, nosso rival comercial sequestrou a nós dois a fim de chantagear o Romeo para assinar os documentos de compra de cinquenta por cento das nossas ações.
Otávio, mesmo sem saber que o dono de tudo era eu, tomou três tiros para me salvar.
Eu sabia ser bom para quem era bom comigo, mesmo tendo sido alguém intragável depois que o ítalo se foi, e o Otávio acabou provando para mim que pessoas não são iguais, e que existem pessoas, raras pessoas em quantidade limitada que eram capazes de tudo, sem pedir nada em troca, e ele era uma delas, a grande sorte do Romeo e consequentemente a minha.
Eu amava os meus amigos e confiava neles, mas eu era muito desconfiado quando se tratava de pessoas novas na minha vida.
Eu era capaz de lembrar, como o amor do Ítalo por mim acabou quando eu falei que tinha falido e que o Marsalis tinha conseguido o domínio dos negócios.
Ele se foi no dia seguinte e nem olhou para trás.
Eu era o tipo de pessoa da pior espécie.
Estupidamente bonito, estupidamente frio, estupidamente arrogante, estupidamente sexy, estupidamente inteligente e estupidamente perigoso.
Eu deixei ele ir, porque não valia a pena.
— Sua reunião com o senhor Jackson é agora, senhor. — Escutei a voz da Marcela, secretária do Romeo.
Levantei da minha cadeira e fui para o escritório da presidência.
Sentei na cadeira à frente da mesa de granito escuro e olhei para ele.
— Pode começar. — Falei.
— Eu vi uma queda nas ações da Mosaff essa semana, os valores estão baixando desde a última oferta que fizemos. — Romeo falou.
— Espere até segunda e vamos ver como vai ficar a situação. — Falei para ele.
— Os chefes dos conglomerados estão aguardando sua ordem para as vendas de início de ano. — Ele falou.
— Eu preciso pensar sobre isso primeiro, o início do ano é o pior para algumas áreas da indústria, temos que ter em mente de onde vai sair o capital de giro para nutrir as outras subsidiárias que estarão em baixa esse período de início de ano, não esqueça de comprar as ações que eu pedi para você. — Falei para ele.
— Não se preocupe, eu já iniciei os trâmites, tudo preparado. — Ele falou.
Meu celular tremeu sobre a mesa em uma vibração longa e eu peguei e atendi imediatamente ao ver de quem se tratava.
— Sou eu Tio. — Falei em tom sério.
— Estamos tendo problemas. — Ele disse.
— Que tipo de problemas? — Perguntei para ele.
— Só podemos falar pessoalmente. — Ele disse.
— Venha me encontrar para jantarmos juntos e tomar uísque. — Falei para ele.
— Está bem. — Ele disse.
— Venha no jatinho, é mais rápido do que em voo comercial. — Falei para ele.
— Está bem. — Ele disse.
— Não saia de terno branco que pode chover, é melhor usar um terno preto. — Falei para ele.
— Tem um tempo que não estou saindo de terno branco. — Ele falou.
Franzi a testa.
— Então eu vou até você. — Falei para ele.
— É perigoso. — Ele falou.
— O Edgar vai comigo. — Falei para ele.
— Está bem então. — Ele falou e suspirou.
— Mande alguém para me apanhar. — Falei para ele.
— O jatinho vai estar esperando na pista contrária. — Ele disse.
— Ótimo. — Falei para ele e desliguei.
— Algum problema? — Romeo perguntou.
— Nenhum, vamos continuar. — Falei para ele.
A reunião continuou e terminou às dez da manhã.
Voltei para o escritório e comecei a ler os documentos mais urgentes.
Quando deu o horário do almoço, Romeo passou pela porta.
Levantei os olhos para ele e fechei a pasta com os documentos que eu estava lendo.
— Almoço? — Perguntei para ele.
— Sim. — Ele respondeu.
— Vamos. — Falei e peguei o blazer do meu terno.
— Você vai se ocupar essa noite? — Ele perguntou.
— Vou, amanhã vai ter uma reunião com David Sullivan, você conhece a personalidade dele, reticente em vender, mas precisando fazê-lo, tente convencer ele. — Falei para ele.
— Vou conseguir o contrato, não se preocupe. — Ele disse.
— Espero que esteja preparado para cuidar de tudo desse lado, eu precisarei voltar para Suzano em alguns meses. — Falei para ele.
— De forma definitiva? — Ele perguntou.
— Isso, tem muito tempo que as coisas não andam nos trilhos por lá, preciso colocar tudo de volta. — Falei para ele.
— Tudo bem, eu cuido de tudo desse lado. — Ele falou.
— Obrigado. — Falei para ele.
— Quando você voltar, vamos sair para tomar uns drinks. — Ele disse.
— Diga para o Otávio levar um amigo, da última vez eu fiquei de vela. — Falei para ele.
— Você saiu antes de nós, seu safado. — Ele falou.
Entramos no elevador e eu apertei o botão do saguão do prédio do escritório.
— Falando no Otávio, como ele está indo no trabalho novo? — Perguntei para ele.
— Está indo bem, disse que todos são muito legais com ele. — Ele respondeu com orgulho.
— Quem não seria legal com ele? Você colocou quatro brutamontes para vigiar a porta do prédio onde ele trabalha, até eu seria legal com ele. — Falei para ele.
Ele riu.
— Agora é só um. — Ele disse.
— O que foi? Ele cumpriu a greve do sexo que ele prometeu fazer? — Perguntei para ele.
A expressão de Romeo ficou sombria por um momento.
— Não me fale disso, eu passei momentos difíceis. — Ele resmungou.
Gargalhei baixo.
— Ele sabe o poder que tem, já sei com quem devo tratar a partir de agora. — Falei brincando.
— Você não deveria zombar de mim, não fui que fui deixado. — Ele zombou.
— Eu já aceitei que eu não sirvo para o amor, prefiro minhas noitadas de boas fodas e adeus na manhã seguinte sem nem saber o nome. — Falei para ele.
Assim que chegamos ao saguão, o motorista do Romeo já estava esperando com o carro.
Edgar se aproximou e começou a caminhar ao meu lado.
O Edgar não era alguém que tinha o costume de falar, ele era sempre calado e sério.
Mas era muito leal.
Entramos no carro e seguimos para o restaurante de sempre.
Naquela noite quando entrei no jatinho com Edgar, Liam, primo do Tio se aproximou, mas o Edgar não deixou ele passar.
— O que você está fazendo aqui? — Ele perguntou.
— O Onan me mandou para receber o senhor Corvaque e tratá-lo bem. — Ele respondeu e sorriu sedutor.
— Pode deixar passar. — Falei para o Edgar.
Ele saiu da minha frente, mas ficou ao meu lado o tempo todo.
Sentei na poltrona do jatinho e coloquei o cinto.
— Meu primo me mandou para recebê-lo porque não pôde vir. — Ele disse.
— Ele me falou que não está podendo sair. — Falei para ele.
— É a verdade. — Ele falou.
— Ele não pode deixar que aqueles vermes amedrontem ele. — Comentei já estressado.
— Posso servir o senhor de alguma forma? — Ele perguntou e colocou a mão no meu pau.
Senti um sorriso no meu rosto.
— Já que teremos uma longa viagem, você pode me ajudar a relaxar. — Falei para ele.
Assim que o jatinho decolou, nós levantamos e fomos à cabine na parte de trás, onde tinha uma cama.
A viagem para Suzano era de dezessete horas e meia.
Chegamos a Suzano às quinze e trinta do outro dia.
Era o meio do verão, por isso o sol estava a pino e o tempo estava seco.
Desci da aeronave com Edgar à minha frente e Liam ao meu lado.
Edgar abriu a porta do carro para mim e entrou no banco do carona.
Foi engraçado o Liam esperando que o Edgar abrisse a porta para ele também.
O Edgar nunca gostou dele, nem de nenhum dos caras com quem me relacionei, e ele nunca abria a porta para alguém que não fosse eu.
Ele tinha seus quarenta e cinco anos.
Antes de começar a trabalhar para mim, ele tinha matado o maior grupo de traficantes de drogas de Fizo, porque um tinha matado a família inteira dele.
Ele tinha trinta e três anos na época e depois de ser expulso da corporação por exceder a violência, ele foi sequestrado e vendido para ser um lutador clandestino.
Naquela época eu estava com quatorze anos de idade e tinha acabado de herdar tudo, eu já sabia gerir os negócio da minha família, mesmo sendo tão jovem, afinal, eu tinha sido criado para ser o dono de tudo um dia, mas eu ainda era um adolescente, achando que era capaz de tudo e achando que era a prova de balas.
Antes de morrer, meu avô tinha comprado ele de um parceiro comercial que ele tinha.
Mas o Edgar sempre foi arisco, quando ele chegou na minha mansão em Savana, ele já tinha tentado fugir do antigo dono dele duas vezes.
Eu ainda era capaz de lembrar dele no pátio da frente, todo amarrado e com uma espécie de focinheira no rosto.
Foi a coisa mais horrenda que eu vi na vida, nessa época eu já era alguém cruel, mas eu não tinha visto a maldade humana em todos os seus tons.
Quando eu mandei que soltassem ele, ele começou a bater nos meus seguranças e quando ele chegou em mim, ele simplesmente parou.
Até hoje eu não sei porque ele parou, mas quando seus penetrantes olhos azuis fitaram os meus, eu vi em seus olhos algo profundo.
Eu lembro que pedi a arma de Adam e peguei a maleta com dinheiro que estava aos meus pés.
Naquela época, eu sempre andava com uma maleta de dinheiro em espécie, caso eu quisesse comprar alguma coisa.
Meu avô não era muito fã de cartões de crédito.
Eu entreguei a ele os dois e mandei abrir os portões.
"Você está livre para ir."
Foi a frase que eu disse para ele.
Depois disso, ele nunca mais me deixou.
Mesmo falando muito pouco, ele parecia saber quando eu precisava de alguma coisa, era como se soubesse as minhas ações, os meus gostos e tudo o mais.
Seguimos para a casa do Tio e assim que o motorista estacionou o carro no pátio, eu desci.
Caminhei para dentro enquanto a fila de homens de terno preto faziam uma breve reverência para mim.
No final do corredor o Tio apareceu.
— Tio. — Falei em um cumprimento.
— Como vai garoto? — Ele perguntou.
— Confesso que estou surpreso com o que você disse pelo telefone. — Falei para ele.
— Vamos sentar no jardim e conversar sobre o assunto. — Ele disse e me direcionou.
Assim que chegamos ao jardim, eu sentei em uma cadeira de madeira clara com estofado verde claro e Edgar ficou ao meu lado.
— E então? — Perguntei e cruzei a perna direita sobre a esquerda.
— Parece que o filho do Marsalis está de volta. — Ele falou e Liam sentou ao lado dele.
— Marsalis? Pensei que ele tinha desistido. — Comentei.
— Ele ofereceu essa semana vinte milhões para abrir os cassinos dele, e agora ele está organizando um cartel para disputar o mercado com a gente. — Ele disse.
— Deixe ele fazer o que quer, vamos ver como ele vai lidar com tudo quando souber a verdade, mas eu vou deixar o Romeo em alerta e restringir nossas subsidiárias, você deve tomar cuidado com ele também. — Falei para ele.
— Acho que temos de ser cuidadosos, ele matou três dos nossos, dois dias atrás. — Ele falou.
— Três? — Perguntei para ele e alisei o queixo.
— Isso, eu mandei queimar três fazendas dele, mas eles ainda não se manifestaram sobre isso ainda. — Ele falou.
— Você está com medo? — Perguntei para ele.
— Não estou, mas achei que você precisava saber sobre o principal. — Ele falou.
Franzi a testa.
Ele olhou para um dos rapazes ao redor e ele se aproximou com um envelope pardo na mão.
— Eu não sei como, mas…
Ele me entregou o envelope sem conseguir terminar de falar.
Abri o envelope e tirei as fotos e relatórios que ele tinha sobre mim.
— Ele também acha que eu sou seu sobrinho? — Perguntei sem conseguir acreditar.
— Isso. — Ele respondeu.
Senti um sorriso em meu rosto.
— Não sinta mais medo de sair, eu tenho o Edgar, e é até bom que ele ache que eu estou fora dos esquemas. — Falei para ele enquanto olhava os documentos.
— Isso, ele também acha que você é meu sobrinho e como você tem estado em várias subsidiárias do conglomerado, ele vai fazer de tudo para infernizar você para tentar me atingir. — Ele falou.
— Ele vai tentar uma aproximação pela holding, onde eu estou mais atuante, para tentar ser tornar meu amigo, vamos esperar e ver, mas eu já estou quase certo disso. — Falei para ele.
— Você tem certeza que quer fazer isso? — Ele perguntou.
— Eu tenho, não se preocupe, a Mariane está bem? — Perguntei para ele.
— Eu não permiti que ela saísse de casa nos últimos dias, mas ela não me preocupa tanto quanto você. — Ele disse.
— Vamos dar um pequeno susto nele por agora, diga para descer dois do esquadrão e deixar ele saber que não mexemos com ninguém, mas que não estamos mortos. — Falei para ele.
— O que devemos fazer, um sequestro relâmpago, explodir uma fábrica, queimar mais uma fazenda…
— Só deixe um recado na cabeceira da cama dele, enquanto ele estiver dormindo. — Falei para ele.
— Está bem. — Ele falou.
— Eu vou descansar agora e depois vou voltar, eu tenho que agilizar tudo para repassar as coisas para o Romeo. — Falei para ele.
— Você vai voltar? — Ele perguntou.
Olhei para ele e sorri.
— Há muito tempo que estou longe de casa. — Falei para ele e levantei.
— Liam, leve o Mikhail para o quarto que foi preparado para ele. — Tio falou.
Ele se levantou e me guiou até o quarto, que ficava no segundo andar da casa.
Ele abriu a porta e eu entrei.
— Quer ajuda para tomar banho? — Ele perguntou.
— Não, você pode ir. — Falei para ele.
Ele tentou protestar, mas o Edgar o tirou do caminho e fechou a porta, ficando para o lado de fora.
Toda vez que eu ia a Suzano, era corrido daquele jeito.
Peguei a garrafa de uísque e o copo que estava na mesa e fui para o banheiro.
Quando entrei, a banheira já estava pronta.
Tirei a carteira de cigarro e o isqueiro do bolso da calça.
Coloquei no lado da banheira, junto com a garrafa de uísque e tirei a roupa.
Entrei na banheira e me servi de uma dose generosa de uísque.
Virei o conteúdo e acendi o cigarro.
Dei um trago e me servi de outra dose generosa de uísque.
Dessa vez eu tomei apenas um pouco e dei outro trago no cigarro.
Depois de um tempo eu me sequei e fui deitar na cama, pelado mesmo.
Eu dormi por algumas horas e depois de acordar, me vesti com o terno limpo que o Edgar tinha deixado e fui para a pista de voo.
Cheguei em Savana pela manhã e fui direto para casa.
— Hoje é sexta-feira, o Romeo ligou para saber se você vai ao pub hoje. — Ele disse.
— Eu vou. — Falei para ele.
Sair de Terno Branco: Significa que ele pode sair tranquilo, em qualquer horário do dia.
Sair de Terno Preto: Significa que ele está marcado para morrer e só pode sair a noite.
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Atualizado até capítulo 45
Comments
Maria Odilia Conceição da Silva
aTambem não estou entendendo nada.Parece uma história totalmente diferente.
Sem contar que o coitado que foi achado no latão de luxo foi parar num colégio e nada de contar o que rolou até ali.
2025-02-02
0
Silvânia silva
pelo começo já estou vendo que vai ser otima
2025-02-21
1
Roeienne Pereira Vieira
não tô entendendo nada cadê o coitado que foi achado no lixo cadê o vizinho cadê o marido ou ou era namorado que levava os amigos pra estuprarem o marido ou namorado porque ninguém sabe o que era kkkkk
2025-02-02
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