CAPÍTULO 3

...🌈|VOLTAR PARA CASA TORNOU-SE A MELHOR COISA.|💫...

O jatinho pousou no aeroporto às dezenove horas, foram três longos meses.

A única coisa que eu queria era encontrar o meu adorável demônio do sexo e provar seu corpinho novamente.

Nós dois nos falamos muito durante aqueles meses, ele estava escrevendo e eu trabalhando, mas sempre encontrávamos um tempo para conversar.

Foi assim que nós nos conhecemos melhor.

— Você vai direto para a casa do senhor De Luca ou vai para sua casa? — Edgar perguntou assim que entrou no carro.

— Vamos à empresa, eu preciso conversar com Romeo, de lá eu quero ir em casa tomar um banho para ir ver meu adorável demônio. — Falei para ele.

— Sim senhor. — Ele disse e o motorista seguiu viagem.

Fizemos a primeira parada e depois fomos para casa.

Depois de um banho rápido, voltei para o carro e fui para a casa do meu adorável demônio.

Subi os lances de escadas de dois em dois degraus.

Adam me encontrou no corredor.

Seu rosto sério e preocupado.

— O que está acontecendo? — Perguntei para ele.

— Um rapaz veio ver o senhor De Luca para conversar, ele não parecia nada amigável. — Ele respondeu.

— Por que você deixou ele sozinho então? — Perguntei para ele.

— Ele me pediu para não entrar. — Ele resmungou.

Eu já conhecia a teimosia do meu adorável demônio do sexo para saber que Adam e toda a equipe de segurança tinham passado por maus momentos.

Me aproximei da porta e coloquei a mão na maçaneta.

— Você ligou cinco vezes para ele, por que você não aceita de uma vez por todas que ele está comigo e não com você? — Escutei a pergunta.

A minha possessividade era grande o suficiente para lembrar que ele de fato tinha ligado cinco vezes para o tal do Dante.

— Eu estava doente, foi por isso que eu liguei, mas não se preocupe, ele não veio. — Oliver falou.

— Qualquer oportunidade que você tem para tentar ter ele de volta, você usa, não é? — O outro perguntou.

— Tem três meses que não sei nem o que ele está fazendo da vida. — Oliver retrucou.

— Você quer mesmo que eu acredite em você? Desde quando eu consegui conquistar o coração do Dante, você o quer para você. — O outro disse.

Dante chegou nesse momento e tentou abrir a porta, mas eu não deixei.

O rapaz que estava com o Oliver era o namorado dele, e parecia ser um completo idiota.

Eu queria que ele escutasse as coisas que ele estava dizendo, porque a acidez e a forma que ele estava falando, dava a entender que o Oliver estava perseguindo o bastardo.

— Eu gostei dele primeiro, mas respeitei a decisão que ele tomou quando escolheu você, eu não sou alguém que gosta de estar entre um casal que se gosta de verdade, o Dante foi bem claro comigo quando disse que gostava de você, eu aceitei isso mesmo gostando dele. — Oliver disse.

Ele parecia tão maduro.

— É bom que você tenha isso em mente mesmo, você não é bom o suficiente para estar com ele, olhe para você, sem sal, apagadinho, e está ficando gordo de novo, não tem nada interessante em você Oliver, fora o seu passado que por Deus, é vergonhoso. — O rapaz falou.

O tal Dante se soltou de mim e abriu a porta.

— Tadeu! — Ele exclamou.

Foi a minha deixa para entrar também.

— Você mereceu o que passou, oferecido, com essa carinha de inocente você só engana o idiota do Dante, mas eu não, eu aposto que você mereceu, mereceu o que o Rômulo fez com você. — O tal Tadeu falou.

Rômulo?

Ele tinha falado esse nome muitas vezes enquanto delirava de febre.

Vi lágrimas deslizando pelo rosto do meu adorável demônio e senti meu coração apertar.

Ele deu um passo para trás, como se tivesse tomado um soco.

— Nós três éramos melhores amigos, mas acho que nos perdemos no caminho, porque eu nunca pensei que você seria tão cruel comigo. — Ele sussurrou.

Caminhei até o tal do Tadeu e fitei seus olhos.

— E quem você pensa que é? — Perguntei para ele.

— Quem VOCÊ pensa que é? — Ele devolveu a pergunta.

Senti um sorriso em meu rosto.

— Eu sou o namorado do Oliver e o seu pior pesadelo. — Fale para ele e coloquei minha pistola sobre a mesa.

Ele olhou assustado para a pistola e depois para mim.

Dante passou ele para trás de si e olhou para o Oliver.

— Oli, o Tadeu não quis dizer essas coisas, você pode pedir ao seu namorado para nos deixar ir? — Ele pediu.

Olhei para o Oliver e percebi que ele estava pálido.

Me aproximei dele e toquei sua testa.

Ele estava gelado.

— Edgar! — Gritei sentindo o desespero em minha própria voz.

Ele entrou e fechou a porta atrás de si.

— Estou aqui, senhor. — Ele disse.

— Leve o Oliver para casa. — Falei para ele.

— Sim senhor. — Ele disse e pegou o Oliver nos braços.

Oliver olhou para mim com o rosto ainda pálido.

— É um sequestro. — Falei e sorri para ele.

Os olhos se fecharam e ele desmaiou.

Edgar saiu com ele e eu olhei para os dois.

— Escuta aqui Dante, eu sou muito possessivo com as pessoas que eu amo, e eu tenho o costume feio de matar qualquer passado da pessoa, para que ela não fique lembrando nem tenha para quem voltar, você tem sorte por eu gostar verdadeiramente do Oliver e não matar você e esse filho da puta desse seu namorado em consideração a ele, mas que o meu dedo está coçando, ele está. — Falei para ele.

— Eu prometo, não vamos aparecer mais a sua frente. — Ele disse.

— Saia do país se possível, porque se nós nos encontrarmos de novo, eu não vou poupar uma bala. — Falei para ele.

Ele assentiu e saiu correndo do lugar.

Peguei o laptop dele, os cadernos sobre a mesa que ele estava trabalhando e coloquei tudo na mochila vermelha, saí da casa dele e deixei Adam para fechar tudo.

Voltei para casa e ao chegar, encontrei ele na sala.

Sentei ao seu lado e finalmente prestei atenção nele.

Ele parecia mais forte e sua pele clara, agora estava quase transparente e rosada, seus cabelos estavam grandes e bonitos.

As maçãs de seu rosto estavam coradas e a boca, a boca dele estava rosinha.

— Por que você está me olhando assim? — Ele perguntou.

Eu provavelmente estava babando nele.

— Porque você já era uma delícia quando estava com a saúde debilitada, e agora que eu estou vendo como você aparenta estar saudável, eu sinto vontade de comer você até saciar o desejo. — Falei para ele e virei o rosto.

Senti ele se enfiar entre os meus braços e se encaixar em mim.

— Está frio para dormir sozinho hoje. — Ele disse com aquele rostinho inocente.

O meu fraco era saber que ele era um demônio do sexo e ainda assim, ter aquela carinha inocente.

Sorri para ele e descansei minha testa na dele.

— Então eu vou aquecer você. — Falei para ele e levantei segurando as coxas dele.

Ele arregalou os olhos e agarrou meu pescoço.

— Me coloca no chão, eu estou gordo. — Ele disse.

— Gordo? Eu não vejo gordura em lugar nenhum. — Falei para ele e comecei a subir as escadas.

— Mas eu estou e você vai ficar cansado. — Ele disse.

— Eu fico cansado de correr na esteira e de fazer as séries que o meu trainer manda. — Falei para ele.

Ele sorriu.

— Estou falando sério. — Ele disse.

— Enquanto você está reclamando, nós já subimos as escadas. — Falei para ele.

Ele olhou para o corredor surpreso.

— Eu posso andar. — Ele disse.

— Mas eu quero carregar você. — Falei para ele.

— O Edgar já me carregou hoje. — Ele disse.

Parei de andar e fitei seus olhos.

— Você gostou disso? — Perguntei para ele.

Ele riu.

Uma gargalhada sincera e gostosa que eu acompanharia se eu não estivesse esperando a resposta.

— Hum, eu gostei, o Edgar é mais forte do que você. — Ele disse e bateu no meu braço de leve.

— Então você prefere os caras mais fortes? — Perguntei para ele.

— Talvez. — Ele disse.

— Eu tenho um metro e noventa e também sou bem forte. — Falei para ele.

Ele gargalhou novamente.

— Eu estou provocando você, eu realmente gosto do Edgar, mas ele me lembra o meu pai. — Ele disse.

— O seu pai? — Perguntei curioso.

— Sim, ele morreu quando eu tinha oito anos, mas eu ainda lembro dele, ele tem o mesmo jeito, calado e sério, mas é alguém muito bom, dá para ver pela forma que ele cuida de você. — Ele falou.

Senti um sorriso de orgulho e apertei as coxas dele.

— Então você gosta dele porque ele gosta de mim? — Perguntei animado.

— Eu não falei isso. — Ele disse.

Entrei no quarto do final do corredor e fui para a cama.

Coloquei ele nela e tentei beijar ele.

— Nós vamos dormir. — Ele disse.

Senti meu corpo esfriar e fitei os olhos dele.

— Dormir? Tudo bem, dormir. — Repeti para ver se o meu cérebro entendia.

— Onde eu posso tomar um banho? — Ele perguntou.

— O banheiro fica no closet. — Respondi apontando para a porta de vidro.

— Obrigado. — Ele disse e plantou um beijo casto em meus lábios.

— Podemos tomar banho juntos. — Sugeri sentindo esperanças.

— Não! — Ele disse do lado de dentro.

— Tem toalha no armário do banheiro! — Exclamei.

— Tá bom! — Ele exclamou de volta.

Deitei na cama e senti o sorriso crescendo em meu rosto.

— Você já está aqui. — Falei e abracei o travesseiro.

Quando ele saiu do banheiro, ele estava usando uma das minhas camisas.

Parecia um vestido e estava bem folgada nele.

— Por que você não usa uma das de algodão, são mais confortáveis para dormir. — Falei para ele.

— Você não tem nenhuma manga longa. — Ele disse e deitou na cama.

— Por que você prefere manga longa? — Perguntei.

— Hum, está frio. — Ele respondeu.

— Mas eu não vi seus braços durante o verão inteiro também. — Falei para ele.

— Eu gosto, é mais confortável. — Ele disse.

— Tudo bem. — Falei e fui para o closet.

Depois de tomar uma ducha quente, coloquei uma calça moletom e fui deitar.

Ele parecia já estar dormindo.

Deitei pelo outro lado e puxei a coberta.

Ele se virou de frente para mim e olhou para a tatuagem no lado esquerdo do meu peito.

Era uma fênix.

— Por que você fez isso? — Ele perguntou e fitou meus olhos.

Ele parecia triste.

— É como se fosse uma marca de família, assim que tive idade suficiente, o meu avô me levou para fazer. — Falei para ele.

— Doeu muito? — Ele perguntou e uma ruga de preocupação cruzou sua testa.

— Só um pouco. — Falei e sorri.

— Qual o significado? — Ele perguntou.

— Para minha família, significa imortalidade. — Falei para ele.

— Você só tem essa e a do quadril? — Ele perguntou.

— Não, eu tenho um dragão nas costas. — Respondi.

Ele ergueu a mão e deslizou em minhas costas.

Deslizei a mão em seu braço e segurei sua mão.

— Você está procurando uma desculpa para tocar em mim? — Perguntei para ele.

— Não, e acho que amanhã, você tem que providenciar um quarto só para mim, se quiser que eu continue na sua casa. — Ele disse.

— Eu quero você comigo. — Falei para ele.

— Eu quero privacidade, se não eu volto para minha casa. — Ele disse.

— Você não seria capaz. — Falei e estreitei os olhos.

— Você acha que não? — Ele perguntou.

Beijei sua mão e o fiz virar.

Segurei sua mão no colchão e beijei seus lábios castamente.

— Você terá benefícios se ficar aqui comigo. — Falei para ele.

Ele sorriu.

— Os benefícios são para quem mesmo? — Ele perguntou.

Soltei ele e o puxei para os meus braços.

— Para mim é claro. — Falei e aspirei o cheiro do seu cabelo.

Eu tinha sentido falta daquele cheiro.

Dele por inteiro na verdade, foram três meses de exílio, sem sexo e agora seria até quando ele quisesse.

Eu realmente era muito forte, até pouco tempo atrás eu não era capaz de ficar dois dias sem transar.

Eu até tinha tentado no exterior, mas ninguém que me agradasse suficiente, ninguém como ele.

Apertei ele nos meus braços e senti meu corpo relaxar como a muito tempo não acontecia.

Eu dormi profundamente.

No meio da noite, senti ele se debater em meus braços, e acordei preocupado.

— Não toca em mim… Rômulo, por favor… Por favor… Eu só amo você…

Ele sussurrou em agonia.

— Estou aqui com você, enquanto eu estiver aqui, ninguém vai se atrever a tocar em você. — Sussurrei e beijei sua testa e o apertei em meus braços.

Ele parou de se debater e dormiu de novo.

Na manhã seguinte, quando acordei, ele não estava mais comigo na cama.

Levantei e desci as escadas, sentindo o vento frio tocar minha pele.

Quando cheguei a cozinha, ele estava sentado à mesa, pronto para sair.

— Para onde você vai? — Perguntei para ele.

— Eu tenho que entregar alguns manuscritos e ir para a universidade. — Ele respondeu.

— Pensei que você trabalhava em casa. — Resmunguei.

Ele sorriu e levantou.

— Está frio, porque você não está vestindo camisa? — Ele perguntou e me abraçou pelo tronco.

— Quando eu acordei você não estava mais. — Reclamei.

Quando foi que eu fiquei tão boiola para alguém antes?

Ele estava com o queixo no meu peito.

— Eu não fui embora, vá tomar um banho, o Edgar já subiu essa escada dez vezes só nesses dez minutos que eu sentei aqui. — Ele disse.

Ele estava usando a mesma roupa do dia anterior.

— Está bem. — Ele disse.

Ele se afastou e sentou novamente.

Subi as escadas e tomei um banho longo e quente.

Depois de vestir um terno, desci as escadas e encontrei ele ainda na mesa da cozinha.

— Você ainda não tomou café da manhã? — Perguntei para ele.

— Eu estava esperando você. — Ele disse.

Sentei na cabeceira e fui servido por Raquel, de ovos com bacon, frutas e fatias de pão quente.

Ela colocou o mesmo diante dele e começamos a comer, mas ele não comeu muito, somente uma fatia de pão, um pequeno pedaço de ovo e nem tocou no bacon.

— Você não quer café? — Perguntei para ele.

— Eu não tomo café. — Ele disse.

— Você gosta de chocolate? — Perguntei para ele.

— Gosto. — Ele respondeu.

— Faça chocolate quente para ele então. — Falei para Raquel.

— Sim senhor. — Ela falou e saiu.

Não demorou muito tempo, ela voltou com uma caneca de chocolate.

— Obrigado e desculpe o incômodo. — Ele disse para ela.

— É o meu trabalho, senhor. — Ela falou para ele.

Fiquei olhando para ele, enquanto ele tomava o chocolate.

Quando ele terminou, nós subimos as escadas e entramos no quarto.

Fomos para o banheiro e eu dei para ele uma escova de dentes nova.

Escovamos os dentes e depois descemos as escadas novamente.

Quando passamos pela porta, ele tirou o celular do bolso.

— O que você vai fazer? — Perguntei para ele.

— Chamar um carro de aplicativo. — Ele respondeu.

— O Edgar mandou preparar um carro para você. — Falei para ele.

Ele olhou para o Edgar e o Edgar me olhou sem entender.

Eu tinha mandado ele preparar um carro especialmente para ele.

Em Savana minha casa não era tão grande e eu só tinha quatro carros também.

— Assim o Adam e a equipe podem ficar mais confortáveis. — Edgar falou.

— Eles tem mesmo que ir comigo? Eu só vou no meu trabalho e depois na universidade. — Ele falou.

— Para carregar suas coisas. — Falei para ele.

— Então pode ser só um, eles são quatorze e mais o Adam. — Ele disse.

— Um, só um. — Falei sentindo meu sangue esfriar.

— Você quer que eu volte para minha casa? Lá eu posso sair sem eles. — Oliver falou.

Olhei para ele e fechei os olhos.

— Tudo bem, o Adam, ele foi treinado pelo meu avô e depois você treinou ele certo? Não tem como dar errado. — Falei olhando para o Edgar.

— Definitivamente não tem como dar errado. — Ele afirmou.

— Então tudo bem. — Consenti.

— Tenha um bom dia então. — Ele disse e me beijou no rosto.

Fiquei olhando para ele enquanto se afastava e senti meu coração acelerar.

— Bom dia meu adorável demônio. — Sussurrei e senti o sorriso idiota quase me partir a cara.

Eu cheguei na empresa nas nuvens.

Tudo estava indo na mais perfeita ordem.

Meu celular tocou e eu atendi ao ver que era o Tio.

— É o Mikhail. — Falei.

— O Liam tomou um tiro. — Ele falou.

Senti o sorriso morrer no meu rosto e o meu corpo despencar da nuvem em que estava.

— Como assim? — Perguntei para ele.

— Ele estava indo para o cassino, quando uns caras de moto apareceram e fecharam ele. — Ele respondeu.

— Ele está bem? — Perguntei.

— O tiro foi de raspão, mas eu fiquei preocupado porque isso aconteceu em horário comercial. — Ele disse.

— Mande dois do esquadrão, matar qualquer animal que estiver dentro da casa dele, sem alarde. — Falei para ele.

— Está bem. — Ele falou e desligou.

— Edgar. — Chamei.

Ele se aproximou.

— Diga para o Adam e para o Romeo ficarem atentos, estamos em alerta cinza. — Falei para ele.

— Sim senhor. — Ele disse.

Entrei no meu escritório e tirei o celular do bolso.

Liguei para o Oliver, mas ele não atendeu.

Liguei para o Adam e ele me atendeu no primeiro toque.

— Está tudo bem aí? — Perguntei para ele.

— Tudo bem, senhor. — Ele disse.

— Tudo bem, se acontecer alguma coisa, me avise. — Falei para ele.

— O senhor De Luca já está indo para a universidade. — Ele disse.

— Está bem. — Falei para ele e desliguei.

A manhã passou rápido e eu desci para almoçar, assim que saí do elevador tirei o celular do bolso e liguei para Oliver, mas ele não me atendeu novamente.

— Dessa vez eu não vou desistir facilmente. — Falei olhando para a tela do celular.

Eu liguei vinte e cinco vezes, na vigésima sexta vez ele finalmente atendeu.

— Alô. — Escutei uma voz estranha.

— Quem está falando? — Perguntei, sentindo meu corpo imediatamente ficar tenso.

— Eu sou o Solam, mas esse é o telefone do Oliver, ele não pode atender agora porque está palestrando. — A voz falou.

— Hum, tudo bem, quando ele acabar você pode dizer para ele me atender, por favor? — Pedi para ele.

— Está bem, ele já está terminando, nós vamos comer daqui a pouco, aí eu aviso. — Ele disse.

— Obrigado. — Falei para ele.

Assim que ele desligou coloquei o celular sobre a mesa.

A moça serviu meu almoço e comecei a comer.

Edgar se aproximou e sentou na cadeira à frente da minha.

— Parece que temos alguns colegas nos observando. — Ele falou.

— Reforce a segurança do Romeo e do Otávio. — Falei para ele.

— Sim senhor. — Ele disse.

— Diga ao Adam para ficar de olho no Oliver o tempo todo. — Falei para ele.

— Sim senhor. — Ele disse e saiu para fazer as ligações.

Assim que ele saiu, meu celular tocou.

Olhei para a tela e senti o sorriso idiota no meu rosto.

— Pensei que não me retornaria. — Falei e levantei.

— Você me ligou durante o trabalho, o que você quer? — Ele perguntou enquanto eu seguia para o elevador.

— Você, todinho. — Falei e suspirei.

— Ainda estou na universidade. — Ele disse.

— Vou demorar no trabalho hoje, vá para casa. — Falei para ele e apertei o botão do meu andar.

— Está bem, vou dormir cedo hoje, amanhã tem mais. — Ele falou.

— Amanhã você vai sair de novo? — Perguntei.

— Sim, está tendo um simpósio na universidade, vai levar pelo menos uma semana, eu sou um dos palestrantes. — Ele respondeu.

— Tudo bem, nos encontramos em casa à noite, se cuide e não saia das vistas do Adam. — Falei para ele.

— Não se preocupe, por que você é tão possessivo? — Ele perguntou.

— Oi Oliver! Será que você pode dar uma entrevista para o jornal da universidade e também para o jornal semanal de Savana? — Uma voz empolgada perguntou enquanto a porta do elevador se abria novamente.

saí e fui para meu escritório.

— Claro, você pode sentar aqui comigo. — Ele falou.

— Se você está ocupado, eu posso voltar em outro momento. — A voz disse.

— Não, pode ficar aqui, já estou finalizando a ligação. — Ele disse.

— Não desligue, me deixe escutar você. — Falei para ele.

O silêncio reinou e eu até achei que ele tinha desligado.

— Podemos começar? — O outro perguntou.

— Podemos sim. — Ele respondeu e eu sentei na minha cadeira.

— Hum, desculpe se estou um pouco nervoso, mas é que eu sou um grande fã das suas obras literárias, eu li todos na faculdade. — O outro disse.

— Eu agradeço pelo carinho. — Oliver respondeu.

— Certo, vamos iniciar com algumas perguntas que os alunos que estão participando do simpósio fizeram e que são apenas curiosidades sobre você. — Ele disse.

— Tudo bem. — Ele disse.

— Hum, grande parte dos alunos, quer saber porque você nunca faz comentários sobre seus livros antigos, depois que você publicou eles, você meio que esqueceu na estante da memória e nas raras vezes que fez alguns comentários, foram sobre seus livros principais, não reler e comentar suas histórias antigas tem algum significado? — Ele perguntou.

— Hum, eu escrevo desde os meus onze anos de idade, tenho livros principais, que são mais conhecidos e também tenho pequenas obras, essas pequenas obras, eu escrevi quando ainda estava nessa idade, e você pode ver a diferença gritante que há entre as obras principais e os outros livros, eu acredito que o Oliver que escreveu aquelas páginas, ainda era muito inocente e puro, ele não conhecia a vida, eu realmente tenho medo de reler os livros que eu escrevi antes dos quinze anos e perceber que eu fui descuidado com os sentimentos do meu eu adolescente. — Ele respondeu.

Romeo passou pela porta e eu imediatamente pedi silêncio.

— Você passou a sua vida inteira em Suzano, seu sucesso de vendas aqui, nem se compara ao sucesso que você é lá, mas você se mudou repentinamente e o livro que você estava publicando online na época que você se mudou, foi retirado da plataforma digital da editora, depois disso nunca mais escutamos falar de você, tendo a sorte de encontrar você agora no simpósio, o que aconteceu com você durante esse tempo? — Ele perguntou.

— Eu não estava muito bem, o livro foi retirado porque eu ainda não tinha um final para ele, mas acho que todos vão gostar da novidade que está vindo aí, ou não. — Ele disse e gargalhou.

— Hum, isso me cheira a nova obra, você está escrevendo alguma coisa? — Ele perguntou sem conseguir esconder a animação.

— Posso dizer que temos trabalho novo por aí. — Ele respondeu.

— Você é conhecido por ser muito versátil na sua escrita, você vai do drama ao suspense, do suspense a comédia e da comédia ao romance, mas o seu último box, que você batizou como duologia "Branda" com os livros "Fogo" e "Gelo", para quem já leu o box, sabe que a duologia não tem nada de branda, e foi a primeira vez que vimos a sua escrita tão pesada, de onde você tirou inspiração para escrever algo tão profundo e triste, eu vi que todos ficaram muito revoltados com o final da personagem principal, por que ela teve um final tão trágico? — Ele perguntou.

— A duologia branda, é exatamente o que ela é, um pesadelo, os pesadelos não tem bons finais, e nem sempre a vida real tem um bom final, a arte da obra está aí, no fato de imitar a realidade em suas cores cruas. — Oliver respondeu.

— Agora a pergunta que todos sempre fazem, quem é o R da dedicatória do terceiro livro da trilogia "Caos", esse foi o livro mais quente que nós já lemos e ficamos sedentos por saber quem inspirou você, é sua namorada? — Ele perguntou.

O silêncio reinou e Romeo me olhou com cautela.

— Somente alguém que me marcou. — Ele respondeu e senti uma tristeza profunda em sua voz.

— Hum, você está…

A ligação terminou e eu franzi a testa e peguei meu celular.

— O que aconteceu? — Perguntei aborrecido.

— Parece que ele descarregou. — Ele falou.

Respirei fundo e coloquei para carregar.

Romeo colocou três pastas na minha mesa.

— Rômulo, ele se chama Rômulo, será que se eu atirar nele três vezes na cabeça acidentalmente, o Oliver vai se aborrecer comigo? — Perguntei para ele.

Ele me fitou por um momento.

— Cara, eu acho que você tem que parar de andar com o Onan. — Romeo falou.

— Vamos, não será tão ruim. — Falei para ele.

— Você quer matar alguém unicamente porque a pessoa que você transa já gostou dessa pessoa, você é doente. — Ele disse.

— Não se faça de santo, você me pediu para sumir com o namorado do Otávio quando você começou a gostar dele. — Falei para ele.

Ele desviou os olhos.

— Eu não lembro disso, se eu não lembro, eu não fiz. — Ele falou e cruzou os braços.

— Eu tenho gravado. — Falei para ele.

— Tudo bem, não será tão ruim, se fizer as coisas direitinho, ninguém vai saber. — Ele falou e sorriu.

— É o que eu penso. — Falei para ele.

— Enquanto você pensa em uma forma de matar o Rômulo, assine os documentos, eu preciso de dinheiro. — Ele disse.

— Por Deus, agora todo dia é isso, dinheiro, dinheiro, eu não sou banco. — Falei para ele e assinei os documentos depois de ler.

— Eu sou o chefe aqui, esqueceu? — Ele perguntou.

— Seu patife. — Falei para ele.

— Também te amo, você é o meu psicopata favorito. — Ele disse e piscou os olhos.

Gargalhei baixo e ele fechou a porta depois de sair.

Deixei o celular carregando e comecei a trabalhar novamente.

Quando a noite caiu, eu reuni as pastas que precisava ler com urgência e voltei para casa.

Assim que cheguei, fui diretamente para o meu quarto, quando entrei, ele estava adormecido na cama.

Senti meu coração esquentar ao vê-lo e fui até ele.

Tirei o laptop e as folhas de papel de cima da cama e coloquei ao lado na cabeceira.

Ajustei ele na cama, sentei na lateral e olhei seu rosto adormecido.

— O que você está fazendo comigo? — Sussurrei a pergunta e desejei beijar seus lábios.

Peguei sua mão e a pele que antes estava áspera e seca, agora estava macia e delicada.

Seus dedos já não eram tão magros quanto antes, e as maçãs do rosto estavam mais cheias e coradas.

Seus lábios agora tinham o mesmo tom de rosa de uma goiaba madura, rosinha e hidratada.

Aproximei meu rosto do dele e senti seu cheiro, aquele maldito cheiro viciante.

A vontade de beijar ele se intensificou, mas eu busquei controle e apenas beijei sua testa com carinho.

Me levantei e dei dois passos para longe da cama.

— Só olhar para você me deixa excitado, acho que quartos separados é uma ótima ideia. — Sussurrei e entrei no closet e no banheiro.

Tomei um longo banho e coloquei uma calça moletom, deitei ao lado dele e fiquei acordado por algum tempo, mas logo o sono veio e eu dormi.

A semana passou assim.

Nós nos víamos apenas a noite e jantávamos em silêncio, depois cada um ia para o próprio quarto.

Ele era doce e amável comigo, lado dele que eu ainda não tinha conhecido, mas eu sentia falta do adorável demônio do sexo que ele incorporava.

Eu sentia falta de sentir sua pele em minhas mãos e seu cheiro na minha cama.

Quando a sexta-feira chegou, nós tomamos café da manhã juntos e saímos para trabalhar.

O dia foi intenso e exaustivo mais que os outros, quando cheguei em casa, a única coisa que eu queria, era tomar uma ducha longa, tomar um copo generoso de uísque e continuar trabalhando.

E foi exatamente o que fiz.

Depois de colocar uma calça de flanela e uma camiseta de algodão, desci as escadas e fui para o escritório.

Comecei a trabalhar e depois de um tempo, olhei meu relógio.

Passava da meia noite.

Meu celular tocou, mas era um número desconhecido.

Eu não atendi a primeira e nem a segunda vez, mas na terceira, lembrei que o Oliver ainda não tinha chegado.

Deslizei o dedo na tela e esperei.

— Senhor, sou eu Adam, o senhor De Luca disse que ele viria sozinho se eu não viesse com ele, ele também disse para eu não ligar para o senhor, ele também pegou o meu celular e eu não consegui entrar em contato, eu lamento não ter conseguido segura-lo. — Ele falou por sobre o ruído alto da música.

Senti meu corpo entrar em alerta.

— Edgar e eu estamos indo. — Falei para ele enquanto saía do escritório.

Subi as escadas rapidamente e entrei no meu quarto.

Entrei tirando a roupa e jogando ela pelo chão, até chegar ao closet.

Peguei uma camisa de lã vermelha escura com gola alta e coloquei rapidamente, coloquei uma cueca branca e uma calça jeans preta.

Peguei o sobretudo branco e saí do closet, fui até a cama e passei a mão debaixo do meu travesseiro, pegando a pistola no processo.

Saí do quarto colocando a pistola na calça, na parte de trás e desci as escadas rapidamente.

Assim que sai porta a fora, Edgar já estava com a porta aberta para eu entrar.

Assim que eu entrei, o motorista começou a dirigir.

— Seja rápido. — Edgar falou.

— Como andam as coisas? — Perguntei para ele.

— O senhor Onan reportou que até agora ninguém sabe sobre o senhor De Luca. — Ele respondeu.

Fechei os olhos sentindo a raiva me agitar e apertei os punhos.

— Fique calmo. — Escutei Edgar falar.

— Como você quer que eu fique calmo, ele está em uma boate qualquer, com pessoas desconhecidas, enquanto estamos em alerta cinza, como eu vou ficar calmo. — Falei para ele.

— A missão do esquadrão foi concluída sem rastro, o Onan falou que dessa vez eles ficaram com medo, e o senhor De Luca não sabe que estamos em alerta. — Ele disse.

Senti minha raiva crescer ainda mais por saber que ele estava certo.

O carro estacionou na frente da boate Vogue, onde tinha um dos meus cassinos.

Isso me deixou mais aliviado.

Coloquei o boné que Edgar me entregou e desci do carro.

Fui para dentro da boate e vi ele na pista de dança, sozinho com uma garrafa de martini.

Adam veio na minha direção com o rosto cheio de medo.

— Nós vamos conversar em casa, quem está com ele? — Perguntei.

— Ele está sozinho, senhor. — Ele respondeu.

— Por que ele veio beber? — Perguntei para ele.

— Ele estava na universidade quando um homem apareceu lá, o senhor De Luca ficou muito perturbado. — Ele falou.

— Como era o nome do homem? — Perguntei para ele.

— Eu não sei informar, senhor, o senhor De Luca estava muito angustiado e eu só fiz o que ele pediu. — Ele falou.

Fui na direção da pista de dança e assim que ele me viu, ele parou de dançar.

Um sorriso que eu nunca tinha visto antes surgiu em seu rosto.

— Quanto você já bebeu? — Perguntei para ele.

— Acho que essa é a terceira garrafa. — Ele respondeu.

— Por que você não me ligou, eu fiquei preocupado. — Falei para ele.

Ele franziu a testa.

— Por que você está sendo tão legal comigo? — Ele perguntou e foi na direção do balcão do bar.

— Oliver. — Chamei, mas ele não parou.

Segui atrás dele e parei ao seu lado.

— Me dá mais uma garrafa e a conta, sabe o cara que eu disse pra você? É esse aí. — Ele disse ao rapaz do bar e apontou para mim.

O rapaz sorriu para mim.

— Boa noite senhor, um uísque? — Ele perguntou.

— Não, você pode colocar o que ele consumiu na minha conta. — Falei para ele.

— Viiiu, ele é um maníaco perseguidor implacável. — Oliver falou.

Olhei para ele e relaxei mais.

— Parece que ele só está preocupado. — O rapaz falou.

— Por que ele estaria preocupado comigo? Eu não tenho nada interessante para oferecer para ele, quer dizer, eu acho que eu sei…

— Oliver. — Adverti.

Ele virou para me olhar e depois olhou para além de mim.

— Você, eu não quero mais você me seguindo, senhor De Luca coma isso, senhor De Luca tome isso, senhor De Luca os seus remédios, senhor De Luca suas vitaminas, senhor De Luca, senhor De Luca, isso é irritante. — Ele falou.

Senti o sorriso no meu rosto crescer e segurei a mão livre dele.

— Você quer dançar? Então vá dançar, eu vou ficar olhando para você daqui. — Falei para ele.

Um bico surgiu em seus lábios e seus olhos fitaram os meus.

— Você acabou com a diversão. — Ele disse.

— Apenas finja que eu não estou aqui. — Falei para ele.

Ele virou o restante da garrafa que estava quase seca e me entregou a outra.

— Abra. — Ele pediu.

Peguei a garrafa e abri.

— Está aqui. — Falei e entreguei.

Ele estreitou os olhos.

— Por que você tem que ser um tatuado gostoso de cabelo preto sexy? — Ele perguntou.

— Tem alguma referência? — Perguntei para ele sentindo o sorriso crescer ainda mais.

— Bonito e sedutor também, por Deus. — Ele se lamentou.

— O Adam me disse que você encontrou alguém que deixou você um pouco desconfortável, quem é? — Perguntei para ele.

Ele riu e se aproximou.

— Sabe com quem eu aprendi a beber martini e a foder gostoso? — Ele sussurrou a pergunta no meu ouvido.

Aquele tom de voz e a forma provocante que ele mordeu o lóbulo da minha orelha, era para me deixar excitado, mas quando suas palavras penetraram meus ouvidos, senti meu corpo ficar tenso e a raiva deslizar em todo o meu sistema nervoso central.

O amargo que senti na língua fez o sorriso que estava no meu rosto se desmanchar.

— Não quero saber. — Falei para ele.

Ele tentou me beijar, mas eu virei o rosto.

— Diga Mikhail, agora você está com raiva? — Ele perguntou.

Os olhos profundamente azuis fitaram os meus com amargura.

— O que você quer com tudo isso? — Perguntei para ele.

— O que VOCÊ quer?! Ele exclamou a pergunta e foi em direção à pista.

Ele começou a dançar e a beber martini da boca da garrafa.

Quando o meu relógio marcou às duas da manhã, a pista da boate estava lotada.

Ele ainda estava dançando e bebendo.

— É a quarta garrafa e ele não desmaiou. — Comentei com o Edgar que estava ao meu lado.

— Ele tomou muito energético, vai durar até amanhã. — O barman falou.

Ele saiu da pista de dança e veio na minha direção, mas foi parado no meio do caminho por um cara moreno de cabelo trançado.

Levantei de onde eu estava e fui na direção deles.

— Vamos lá, vem dançar comigo. — Escutei ele falar.

— Ele não vai. — Falei para ele.

— E você é? — Ele perguntou.

— Ninguém importante, vamos dançar. — Oliver falou e levou ele para a pista.

Senti meu corpo ficar tenso e minhas narinas dilatadas.

Deslizei a mão na coxa e subi por trás, mas antes que eu pudesse pegar a pistola, senti Edgar me segurar.

— Não faça isso aqui. — Ele disse.

O cara começou a ficar mais perto e mais perto, até estar com as mãos na cintura de Oliver.

Ele tentou se afastar, mas o cara segurou ele e tentou beijar, mas ele virou o rosto.

Antes que Edgar pudesse me impedir, eu fui até os dois, enquanto Oliver tentava sair do abraço do filho da puta.

Assim que cheguei perto, puxei Oliver de perto dele e dei um soco nele.

Pelo menos para descontar o ódio descomunal que eu estava sentindo.

Peguei Oliver e o coloquei no meu ombro sem me importar com os olhos dos outros em nós.

Marchei para a saída da boate e coloquei ele no carro.

Entrei atrás dele e o motorista seguiu para casa.

Ele virou o rosto e cruzou os braços.

Mas eu estava com ódio, eu estava com tanto ódio que seria capaz de uma loucura.

Tirei uma carteira de cigarro do bolso que ficava na costa do banco do carona e o isqueiro.

Abri a janela e tirei um cigarro de dentro da carteira, mas antes que eu pudesse acender, ele pegou e jogou fora.

Fechei os olhos em busca de controle e tirei outro cigarro da carteira, mas antes que eu pudesse acender, ele tirou da minha mão e jogou fora novamente.

— Mas que porra Oliver! Não basta para você o que me fez fazer naquela maldita boate?! — Exclamei a pergunta e tirei outro cigarro da carteira.

Dessa vez ele não pegou o cigarro, eu dei o primeiro trago e ele pegou da minha mão e fez o mesmo, mas começou a tossir.

— Merda! — Falei com raiva e joguei o cigarro pela janela do carro.

O motorista estacionou o carro no pátio de casa e eu desci com a carteira e o isqueiro na mão.

Fui na direção da piscina sentindo aquele frio do caralho e sentei em uma espreguiçadeira.

Tirei um cigarro da carteira e acendi.

— Será que você pode parar!? — Ele exclamou a pergunta e pegou o cigarro jogando fora de novo.

— Será que você pode parar de pegar essa merda de qualquer jeito?! — Exclamei a pergunta.

Meu maior medo naquele momento era ele se queimar com o cigarro.

— E você pode parar de usar essa coisa?! — Ele exclamou no mesmo tom.

— Eu estou tentando ficar calmo, para não voltar lá e enfiar três balas na cabeça daquele maldito! — Exclamei com exasperação e acendi outro cigarro.

Ele tirou o cigarro da minha mão novamente e eu vi a parte acesa quase tocar sua pele.

Fechei os olhos em reprovação.

— Eu provoquei! Por que você não enfia três balas na minha cabeça para descontar a sua raiva?! — Ele exclamou a pergunta.

Abri os olhos e segurei seus braços com força.

— Por que você Oliver, você é quem eu quero, e ninguém, ninguém vai tocar em você para machucar, nem mesmo eu. — Falei para ele.

Vi lágrimas encherem seus olhos enquanto ele me fitava.

— E o que vai acontecer depois? Quando você se cansar de mim? Eu não quero ser o brinquedinho de um riquinho presunçoso que acha que pode tomar posse de alguém, como se esse alguém não tivesse vontade própria. — Ele falou as palavras fitando meus olhos.

Gargalhei amargamente e soltei ele.

— Isso Oliver! Você acertou, eu sou mesmo o riquinho egocêntrico e presunçoso que acha que pode qualquer coisa que quiser, se não for na paz é na força, eu sou assim. — Falei para ele com exasperação.

— Então por que você tem que ser tão doce e amável comigo? — Escutei ele sussurrar a pergunta com a voz trêmula.

Virei de frente para ele e vi as lágrimas deslizando por seu rosto.

— Oliver…

— Por que você tem que ser gentil e carinhoso, por que você tem que me fazer amar você se você só vai me usar? — Ele sussurrou a pergunta.

Senti meu coração apertar com a angústia na voz dele.

Ele saiu na direção da casa, enquanto eu ainda estava digerindo as palavras dele.

Fui atrás dele e subi as escadas.

Quando entrei no quarto dele, ele estava na cama.

— Oliver. — Chamei.

Ele se levantou quando me viu e veio na minha direção.

Sua mão segurou a minha e guiou ela para o próprio pescoço.

Seus olhos fitando os meus.

— Se você quer só me usar, seja violento, para que eu odeie você. — Ele sussurrou.

Tirei a mão do seu pescoço e dei um passo atrás.

Ele tirou o blazer branco e ficou só com a camisa de lã de manga longa e gola alta, depois veio na minha direção e tirou meu sobretudo.

Suas mãos abriram o botão da minha calça e baixaram o zíper.

Ele puxou minha calça e cueca para baixo e depois beijou a minha coxa.

Eu queria parar ele, mas eu não queria, porque eu já estava muito tempo sem sentir pele contra pele.

Senti sua língua deslizar no meu pau e depois na ponta da glande.

— Arg. — Foi o som que eu emiti quando ele me engoliu completamente.

Olhei para ele e seus olhos estavam nos meus, mas não era daquele jeito, não tinha desejo, só tinha amargura.

Me inclinei para a frente e segurei ele, puxando ele para cima.

— O que você está tentando fazer? — Perguntei para ele incrédulo.

— Eu quero que você se canse logo de mim. — Ele disse.

Senti um arrepio na pele ao escutar suas palavras amargas.

Me abaixei e me vesti novamente.

Era a primeira vez na minha vida que eu sentia vergonha de algo que eu fazia.

— Do que você tem medo? — Perguntei para ele.

— Quando você vai se cansar de mim? — Ele perguntou.

Segurei seus braços e me inclinei para a frente.

Fitei seus olhos profundos e depois deslizei os dedos em seus cabelos.

— Eu não sei quando isso vai acontecer, nem sei se vai acontecer, mas agora, agora eu quero você tanto quanto eu quero ar nos meus pulmões. — Falei para ele.

Vi lágrimas em seus olhos e o abracei com carinho.

Depois de um tempo, as pernas dele fraquejaram e eu o apertei contra o meu corpo.

Peguei ele nos braços e coloquei ele na cama.

Tentei tirar a camisa dele, mas ele deslizou a mão na minha, me afastando.

Respirei fundo e fui ao banheiro, peguei uma toalha e depois de encharcar ela com água, voltei ao quarto.

Limpei as partes que ele deixou e o cobri.

Saí do quarto e me escorei na porta.

Deslizei para o chão e coloquei a cabeça entre as pernas.

— O que você está fazendo com a vida desse garoto Mikhail? — Perguntei para mim mesmo.

Voltei para o meu quarto e depois de um banho, deitei na cama, pelado mesmo.

No dia seguinte, depois de ver o dia raiar, eu fui para o banho e me vesti.

Passei o dia inteiro na empresa e quando cheguei, já passava das onze da noite.

Subi para o segundo andar, mas parei diante da porta do meu quarto e olhei para a porta da direita.

Abri a porta, mas o quarto estava vazio.

A cama estava arrumada e tudo estava no lugar.

Entrei no quarto e fui até  a cama, abri a gaveta da cômoda ao lado da cabeceira e não tinha nada.

Fui ao closet e as poucas roupas que ele tinha levado na mochila não estavam mais nos armários.

Tirei o celular do bolso e liguei para ele, mas como o esperado, ele não me atendeu.

Liguei de novo e de novo, mas não houve resposta.

Desci as escadas e fui até a sala de segurança onde apenas Edgar estava.

— Me empresta seu celular um minuto? — Perguntei para ele.

Ele me entregou o aparelho e eu liguei para ele.

Chamou só duas vezes antes dele atender.

— Edgar, eu estou bem, não precisa se preocupar comigo. — Ele falou.

— Você me odeia tanto assim? — Perguntei para ele.

O silêncio reinou por um longo tempo no outro lado da linha.

— Mikhail, você não entendeu que eu só queria uma boa noite de sexo? Era apenas isso, eu não quero ficar com você. — Ele falou.

— Eu desisto Oliver, não vou perturbar mais você, eu prometo, você ganhou. — Sussurrei e desliguei o telefone, entregando ele para o Edgar novamente.

Saí do escritório da segurança e subi para o meu quarto, depois de uma ducha quente, eu deitei na cama e dormi profundamente, eu estava realmente exausto.

Na manhã seguinte, quando eu acordei, fui para o banheiro e fitei meus olhos.

Meus olhos tinham aquele tom báltico vivaz do âmbar e tinham um bom contraste com o meu cabelo que era preto.

— Você é bom, e você é capaz de ter alguém como o Oliver perto de você. — Falei para meu reflexo.

Eu já estava completamente envolvido com aquela criatura de um metro e sessenta e oito.

Me sequei e coloquei uma camisa branca de botões e um suéter azul escuro, uma calça social cinza e sapatos sociais.

Ajustei o cabelo para o lado e borrifei um pouco do meu perfume.

Saí do quarto e desci as escadas, encontrando Edgar aos pés dela.

— Vamos para a casa do Oliver. — Falei para ele.

— Você não tinha desistido? — Ele perguntou.

Olhei para ele e sorri.

— Eu desisti ontem, hoje é outro dia. — Falei para ele.

— O Onan mandou avisar que sua casa vai demorar um pouco para ficar pronta e ofereceu a própria casa para o senhor ficar. — Ele falou.

— Tudo bem, eu quero supervisionar o acabamento da reforma. — Falei para ele e nós saímos de casa.

Entramos no carro e o motorista seguiu para o condomínio de Oliver.

Assim que cheguei, Edgar me entregou a chave.

— Fiz reserva para o almoço no restaurante do cais. — Ele falou.

— Você é o cara. — Falei para ele.

— Não desista. — Ele disse.

Entrei no condomínio e fui direto para o terceiro andar.

Abri a porta da casa com a chave e entrei.

Fui ao quarto e ao banheiro, mas ele não estava, devia ter saído para comprar café da manhã.

As coisas de trabalho estavam na mesa que ficava na sala de estar.

Me aproximei e encontrei um diário de couro marrom.

Abri e olhei a página marcada.

"Quando ele sorri para mim, é como se o sol estivesse nascendo em uma manhã de inverno, é frio, mas agradável de se ver, ele me faz feliz, mas eu tenho medo, tenho medo que quando ele se cansar de mim, eu já esteja dependente dele, eu não suportaria uma segunda vez.

Não suportaria o desprezo dele, é melhor que nós sigamos nossas vidas como se não tivesse acontecido aquela noite.

Como se tivesse sido apenas um sonho, e de fato foi um sonho, ninguém nunca me tocou como ele me tocou, obrigado Mikhail, obrigado por me mostrar o que é carinho e cuidado."

— O que você está fazendo aqui? — Escutei a voz do Oliver.

Virei para ele e mostrei o diário para ele.

— Isso aqui é verdade? — Perguntei para ele.

Ele ficou pálido e sua boca se abriu de surpresa.

Vi lágrimas nos olhos dele e sorri.

— Me devolve o meu diário. — Ele falou e veio na minha direção.

— Oliver se isso aqui for verdade eu não vou deixar você ir. — Falei para ele.

Ele baixou as mãos e limpou as lágrimas.

— Mesmo que seja verdade, você disse que desistiu. — Ele falou.

— Eu desisti ontem, porque eu estava morto de cansado, mas hoje é outro dia. — Falei para ele e coloquei o diário em cima da mesa novamente.

— Eu não quero me machucar de novo. — Ele sussurrou.

Abracei ele com carinho e apertei seu corpo contra o meu.

— Eu não vou machucar você, será que você pode acreditar em mim? Eu procurei você no início, porque você me deixou fraco com aquela mamada, mas depois, eu queria cuidar de você e ter você ao meu lado, será que nós podemos tentar? — Perguntei para ele.

Ele descansou o queixo no meu peito e me olhou por um momento.

— Eu acredito em você. — Ele disse e sorriu.

Baixei a cabeça e beijei seus lábios castamente.

— Vamos almoçar, e depois vamos no shopping, seu riquinho egocêntrico quer gastar dinheiro com você. — Falei para ele.

— Eu não posso passar a tarde fora, vamos almoçar e voltar, eu preciso terminar esse manuscrito. — Ele disse.

— Tudo bem então. — Falei e segurei sua mão.

— Eu vou tomar um banho, espere um momento. — Ele disse e foi para o quarto.

Abri o diário novamente, e na página que eu abri, tinha a foto de um homem de cabelos castanhos, pele parda e olhos castanhos quase negros.

Ele era bonito e tinha um olhar arrogante.

Fechei o diário novamente e não demorou muito mais tempo, ele apareceu com uma camisa verde escura de manga longa e gola alta, calça jeans branca e bota coturno, com um sobretudo branco.

Os cabelos loiros estavam divididos ao meio e se curvavam na lateral do rosto dele.

Lindo e estiloso.

Nós dois saímos do condomínio dele e entramos no carro.

— Bom dia Edgar. — Ele falou.

— Senhor De Luca. — Ele falou em tom de cumprimento.

— Onde nós vamos? — Ele perguntou.

— Eu tenho o costume de ir a um restaurante de frutos do mar aos domingos, depois que o Edgar me falou dele, eu não quis outra coisa. — Falei para ele.

— Frutos do mar? Hum, eu gosto. — Ele falou e sorriu.

Assim que chegamos ao restaurante, Edgar abriu a porta do carro.

Nós descemos e eu segurei a mão de Oliver.

Ele olhou para mim, mas eu olhei para o outro lado para que ele não ficasse constrangido.

— É bonito aqui. — Ele disse e virou de frente.

— Eu também gosto, a cerveja é muito boa também. — Falei para ele.

— Eu tô passando qualquer bebida alcoólica. — Ele falou.

Gargalhei baixo.

— Eu pensei que você fosse fraco para beber, mas descobri que na verdade você é um pequeno opala. — Falei para ele e baguncei seu cabelo que deslizou para sua testa.

— Eu tive que aprender a beber. — Ele falou e sorriu tristemente.

— Hum, o que você quer comer? — Perguntei.

— Lagosta? — Ele perguntou.

— Lagosta. — Afirmei.

Ele sorriu e deslizou os dedos nos cabelos lisos.

— Acho que você precisa cortar o cabelo, já está entrando nos seus olhos. — Falei para ele.

Ele deslizou os dedos nos fios novamente e afirmou.

— Acho que tem quase um ano que eu não corto e não faço algo mais benéfico para ele, não sei como ele ficou mais vistoso. — Ele disse.

— Você estava doente e agora melhorou, ele também melhorou. — Falei para ele.

Ele sorriu.

— Amanhã você pode me levar ao seu barbeiro para cortar. — Ele disse.

— Eu corto no shopping com um amigo. — Falei para ele.

— Eu costumava cortar em Suzano com um amigo também, mas depois eu me mudei. — Ele falou.

— Por que você veio embora de Suzano? — Perguntei para ele.

— Eu queria respirar novos ares. — Ele disse.

— Você tem muitos amigos em Suzano? — Perguntei para ele.

— Bem, eu tinha o Tadeu e o Dante que eram os mais próximos, tem a Beatrice e o Fabiano e a Laura e a Válerie, todos casais. — Ele respondeu.

— Todos têm a mesma idade que você? — Perguntei.

— Não, eu sou o mais novo deles, entramos no mesmo ano na universidade, mas eu tinha quinze e eles tinham dezoito, eles cuidaram de mim. — Ele disse e sorriu.

— O que você gostava naquele Dante? — Perguntei para ele.

— Eu gostava da alegria contagiante dele e do fato dele ser muito amável. — Ele respondeu.

— Você ficou alguma vez com ele? — Perguntei.

— Não, eu gostava dele, mas ele não gostava de mim, era um amor unilateral. — Ele disse.

Chegamos à entrada do restaurante e nós entramos.

— Bom dia. — Falei para a moça atrás do balcão da recepção.

— Bom dia. — Ela respondeu.

— Nós temos reserva. — Falei para ela.

— No nome de quem? — Ela perguntou.

— Negrini. — Falei para ela.

— Certo, o Lúcio vai acompanhar os senhores até a mesa. — Ela disse e o rapaz que estava de lado nos acompanhou até uma mesa afastada das demais, de frente para o deque lateral com vista para o mar.

Nós nos sentamos e ele me entregou o cardápio.

— Eu vou querer duas postas de lagosta, camarão no molho branco, com cogumelos e uma salada de brócolis, batata e cenoura cozidos. — Falei para ele.

— Hum, você pode trazer a minha salada sem batata? — Ele perguntou.

— Claro senhor. — O garçom respondeu.

— E também tomate, a minha comida, toda sem tomate. — Ele falou.

— Sim senhor, alguma coisa para beber? — Ele perguntou.

— Eu vou querer uma caneca de cerveja. — Falei para ele.

— Uma Coca-Cola. — Oliver falou.

Ele anotou os pedidos e saiu.

— Você é exigente. — Comentei.

Ele cruzou as pernas e suas mãos descansaram sobre a coxa.

— É só batata e tomate, antes eu nem comia nada. — Ele disse.

Me senti desconfortável com suas palavras e virei o rosto.

— Não me lembre disso, acho que eu conseguiria contar suas costelas quando você ficou doente. — Falei para ele sentindo o amargo na língua.

— Eu não sabia que estava tão ruim antes de ir ao hospital. — Ele falou.

— Falando nisso, quarta-feira nos vamos lá, saiu o resultado dos exames que você fez na semana passada. — Falei para ele.

— Eu posso ir sozinho. — Ele falou.

— Não vou deixar você ir sozinho, eu estive presente em todas as outras, não vou perder essa também. — Falei para ele.

— Tudo bem, tudo bem. — Ele disse.

Nossa comida foi servida e nós comemos e conversamos, depois saímos do restaurante para o cais.

— O dia está agradável. — Ele falou.

Tirei a carteira de cigarro do bolso e o isqueiro.

Quando tentei acender um cigarro, ele tirou e jogou na água.

— Mas que porra Oliver. — Resmunguei e tirei a carteira do bolso novamente.

Dessa vez ele foi mais ousado e pegou a carteira e jogou no chão pisou e chutou, depois ele saiu pisando duro a frente.

Olhei para ele e franzi a testa.

Segui ele para o carro e assim que entramos, o motorista seguiu para o condomínio dele novamente.

— Você pode não ficar aborrecido hoje? — Pedi para ele.

Ele me olhou.

— Se você quiser fumar, não fique perto de mim, e se eu sentir o cheiro de cigarro em você, eu vou ficar aborrecido. — Ele disse.

— Tudo bem, eu não vou fumar perto de você, eu prometo. — Falei vencido.

— E se eu encontrar cigarro nas suas coisas eu vou jogar fora. — Ele disse.

— Eu sou apenas um humilde fumante, qual o problema de relaxar um pouco pra esquecer os problemas? — Resmunguei a pergunta e cruzei os braços.

Assim que chegamos no condomínio, fomos para a casa dele.

Ele tirou o sobretudo e colocou no pendurador acoplado a parede.

Sentei no sofá e ele sentou a frente do laptop.

Fiquei olhando ao redor e levantei para olhar as fotos que quase cobriam a parede inteira da frente do sofá.

Eram várias fotos dele e dos amigos em Suzano.

Meu celular tocou e eu tirei do bolso.

Olhei a tela e deslizei o dedo para atender.

— Pode falar Tio. — Falei para ele.

— Ele está se movimentando e aumentou o preço da oferta dos cassinos como esperando. — Ele disse.

— Marque uma reunião hoje a noite com todos, quero falar pessoalmente com os nossos representantes. — Falei para ele.

— Está bem. — Ele disse.

Desliguei e olhei para Oliver que estava me olhando.

— Você vem comigo para casa? — Perguntei para ele.

— Eu tenho opção? — Ele perguntou.

Sorri para ele.

— Claro que você tem opção Oliver, mas você precisa me dizer se vai ou não, se não for, o Adam vem. — Falei para ele.

Ele riu.

— Você chama isso de opção? — Ele perguntou e veio na minha direção.

— É melhor do que não ter. — Falei para ele e o puxei para os meus braços.

— Posso perguntar uma coisa? — Ele perguntou.

— O que você quiser. — Falei para ele.

— Você tem tantas pessoas ao seu redor, o que você faz exatamente? — Ele perguntou.

— Eu sou formado em economia e trabalho no financeiro de uma holding, que atualmente conta com alguns conglomerados. — Falei para ele.

— Pensei que fosse a mesma coisa. — Ele disse.

— A holding é como se fosse um centro financeiro, é a empresa que comanda o conglomerado que é o grupo empresarial. — Tentei explicar.

— Hum, entendi. — Ele disse.

— Essa semana você ainda vai precisar ir à universidade? — Perguntei.

— Não, mas tenho que trabalhar nos manuscritos do livro novo, o manuscrito do primeiro capítulo foi aprovado e eu preciso enviar pelo menos um por semana. — Ele falou.

— Quantos capítulos? — Perguntei para ele.

— Eles estão pedindo sessenta, mas acho que vai passar. — Ele respondeu.

— Vem pra casa comigo. — Pedi para ele.

Um sorriso surgiu em seus lábios bonitos e eu fiquei olhando.

Por que ele tinha que ser tão bonito? E ter aquele jeitinho inocente e maduro ao mesmo tempo.

— O que foi? — Ele perguntou.

Baixei a cabeça e tomei seus lábios.

Macios.

Senti suas mãos em meus ombros e depois seus dedos entre os fios do meu cabelo e as unhas no meu couro cabeludo.

Não tinha uma sensação melhor que aquela.

Segurei ele pela cintura e o tirei do chão.

Ele agarrou meu tronco com as pernas e sua cabeça ficou na altura da minha.

Segurei suas coxas e levei ele para o quarto.

Assim que chegamos, coloquei ele no chão e ele me ajudou a tirar o suéter e começou a desabotoar a camisa.

— Eu só queria um beijo, mas toda vez que eu começo, eu não quero parar mais. — Sussurrei com a voz rouca.

Ele buscou a minha boca novamente e eu o empurrei para a cama, mas quando tentei tirar a camisa dele, ele não deixou.

Ele se afastou e pegou minha camisa e o suéter.

— Eu vou, para sua casa. — Ele disse.

Engoli em seco, enquanto tentava estabilizar a respiração e coloquei a camisa.

Depois de abotoar, coloquei o suéter e deslizei os dedos nos cabelos, sentindo um tremor involuntário no meu corpo, ao mirar a boca dele.

Ele saiu do quarto e eu respirei fundo, tentando me acalmar.

— Por Deus, eu acho que eu vou adoecer. — Falei para mim mesmo.

Sai do quarto e ele já tinha reunido as coisas na bolsa do laptop.

Fomos para casa e assim que chegamos, ele subiu e eu fui para o escritório.

Ainda frustrado, comecei a ler meus relatórios e quando olhei para fora, já estava noite.

Sai do escritório e subi as escadas, entrei no meu quarto e depois de um longo banho, coloquei uma calça moletom e uma camiseta de algodão.

Saí do banheiro e desci as escadas novamente, com o cabelo ainda molhado.

Sentei no escritório e abri o laptop.

Assim que Tio deu o toque, eu liguei a câmera.

A mesa estava com todos os meus representantes.

— Boa noite senhor. — Todos disseram em coro.

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Comments

Emanuelle Helena

Emanuelle Helena

Meu lema de vida 😂😂😂😂

2025-01-11

1

Erica Jesus

Erica Jesus

😂😂😂 colocação perfeita

2024-12-18

3

gloria maria Fernandes de amorim

gloria maria Fernandes de amorim

show

2024-09-18

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