...🌈|VOCÊ SE ATREVE.|🎉...
Oliver saiu do hospital, no final da tarde do dia de natal.
Quando chegamos em casa, Otávio e Romeo estavam na sala.
Otávio levantou e sorriu para Oliver.
— Estou feliz que você está bem. — Ele falou e entregou flores para ele.
Oliver sorriu.
— Obrigado por se preocuparem comigo. — Ele disse.
— Como tudo isso aconteceu ontem, nós decidimos preparar um jantar de natal para hoje, estou animado por estar com outras pessoas além do Romeo, não é tão divertido quando somos só nós dois. — Otávio falou.
— Então vamos comer, eu estou com fome. — Oliver falou.
Fomos para a sala de jantar e nos sentamos.
— Eu mandei fazer uma sopa leve para você, acho que depois dos medicamentos seu estômago deve estar um pouco sensível. — Otávio falou para ele.
— Obrigado Otávio. — Ele disse.
— Vocês dois estão muito amiguinhos, não acham? — Romeo perguntou.
— Você não me deixa ter muitos amigos, o Oliver é de confiança já que ele está com o seu melhor amigo e chefe, acho que posso ter ele como amigo. — Otávio comentou.
— Pode, você pode sim. — Oliver falou enquanto olhava para Romeo.
— Você não vai falar nada? — Romeo perguntou para mim.
Oliver me olhou por um momento esperando a resposta.
Seus olhos estavam sérios enquanto esperava.
— Faça como quiser, inclusive acho muito bom você ter um amigo com quem conversar. — Falei para ele.
Oliver sorriu e olhou para Romeo.
— Ah não! Você se rendeu! — Romeo acusou.
— Cara, se eu não me render, eu fico sem dormir, a minha idade não permite mais essas proezas, aí você vai ter que suportar o meu estresse, porque nem fumar eu fumo mais. — Falei para ele.
— As pessoas mudam quando estão amando. — Ele disse pesaroso.
— Não vem com essa, você ficou três meses sem falar comigo porque o Otávio teve uma crise existencial. — Acusei.
— Não foi uma crise existencial, eu só estava me sentindo em segundo plano. — Otávio se defendeu.
— Ser colocado em segundo plano não é nada bom. — Oliver comentou.
— Viu, não era uma crise existencial. — Ele disse e sorriu para Oliver.
Eu entendia o que o Otávio sentia pelo Oliver.
Ele tinha aquele efeito em qualquer pessoa que se aproximasse um pouco e tivesse algum tipo de sentimento bom no coração.
Seu jeitinho adorável conquistava qualquer um que visse aquele sorriso infantil adorável que ele, graças aos céus, dava só para mim.
Fizemos a refeição e conversamos por um longo tempo, depois Romeo e Otávio foram embora e nós subimos para o quarto.
Tomamos banho juntos e depois fomos deitar.
Não tinha mais ninguém em casa, somente nós dois, o Edgar, o Adam, o Jean, o André, o Robert e o Átila que eram os seguranças mais antigos da casa.
Todos eles da época do meu avô, com exceção do Edgar que se juntou a nós um mês depois da morte dele.
Os outros, todos foram liberados naquela mesma manhã e ficariam nas casas das famílias até o início de fevereiro.
Era a época do ano que eu mais gostava, embora eu tenha me acostumado com os meus seguranças, eu ainda tinha um pouco do meu espírito rebelde da adolescência e me sentia incomodado.
Ficar em casa tranquilo e sossegado era uma dádiva que eu tinha somente naquele período do ano.
Abracei Oliver e ele virou de frente para mim.
— O que você mais gosta de comer? — Ele perguntou.
Olhei para ele.
— Você. — Falei e ri.
Ele riu também.
— Você pode responder seriamente? — Ele perguntou.
— Por que você quer saber sobre isso? — Perguntei para ele.
— Por que até agora a única coisa que eu sei que você gosta é de ter muito dinheiro e ternos caros. — Ele respondeu.
Gargalhei baixo.
— Hum, eu gosto de comer de tudo, não sou exigente, mas não gosto de comer doces. — Falei para ele.
Ele franziu a testa.
— Por que você sempre come torta quando eu peço para sobremesa? — Ele perguntou.
— Porque você é tarado por torta, e sempre se aborrece quando eu não como. — Falei para ele.
— Você deveria ter me contado. — Ele disse.
— Por que você gosta tanto de comer doces? — Perguntei para ele.
— A minha mãe, era confeiteira e ela tinha um café ao lado da editora Viena, ela fazia os melhores doces, as tortas que eu era apaixonado, ela tinha o costume de dizer que ninguém fica infeliz depois de comer alguma coisa doce, na época que eu passei por meus piores momentos, eu lembrava disso e sempre estava comendo doces, foi por isso que eu engordei. — Ele respondeu.
— Você foi de oito a oitenta então, quando eu conheci você, você era muito magro mesmo, eu não tinha onde apertar. — Falei e apertei ele contra o meu peito.
Ele sorriu para mim.
Aquele sorriso infantil adorável e gostoso que faziam os olhos redondos e azuis profundos brilharem.
— Eu estava quebrado em muitos pedacinhos pequenos, você foi corajoso. — Ele disse.
— Eu sou muito persistente e obsessivo quando se trata de algo que eu gosto, sempre imaginei que eu seria meio pirado amando alguém. — Falei para ele.
Ele sorriu.
— O que você gosta de fazer no tempo livre? — Ele perguntou.
— Sexo. — Respondi automaticamente.
— Você é pervertido. — Ele acusou.
— Eu sou mesmo, mas não mais que você, porque se eu não pedir tempo, você vira a noite. — Falei para ele.
— Eu gosto da forma que você me toca, me faz sentir desejado e amado. — Ele sussurrou.
Deslizei os dedos em seu rosto.
— Você é o meu adorável demônio do sexo, a primeira coisa que me deixou fraco por você foi isso. — Falei para ele.
— Ainda bem que eu faço um bom sexo, porque se fosse depender da minha personalidade para ter você, eu duvido muito que você ficaria. — Ele disse e gargalhou.
— Se fosse só sexo, eu não teria deixado você entrar nessa casa, nem mostraria para você quem eu sou, eu amo absolutamente tudo que está em você e tudo o que você é. — Sussurrei e beijei a testa dele.
Ele sorriu novamente, era a primeira vez que eu via aquele sorriso no rosto dele.
Eu senti vontade de chorar de felicidade, porque aquele sorriso era de puro e genuíno amor, aquele sorriso dizia que o mundo dele iniciava e terminava em mim, assim como era comigo.
— Oliver, eu vou cuidar de você enquanto eu viver, eu prometo. — Falei para ele.
— Até se um dia eu sair da sua vida? — Ele perguntou.
— Se depender de mim, você estará ao meu lado para sempre. — Falei para ele.
— Hum, eu prefiro embaixo. — Ele disse e riu.
Gargalhei baixo e baguncei seu cabelo.
— Não me provoque, você está machucado, não quero que você pense que eu sou um aproveitador. — Falei para ele.
Ele riu e se aconchegou mais.
— Você me pediu para vir para cá com você, quando eu estava bêbado. — Ele disse.
Eu gargalhei baixo.
— Você já me amava e queria vir. — Falei.
— Você está certo. —Ele disse.
Ele ficou um longo tempo em silêncio.
— Você já dormiu? — Perguntei para ele.
— Ainda não. — Ele respondeu.
Fiquei mais um tempo em silêncio.
— Oliver, você vai ficar comigo o resto da vida, não vai? — Perguntei para ele.
— Até enquanto você me quiser. — Ele murmurou.
— Você quer se casar comigo? — Perguntei para ele.
— É só marcar o dia e eu estarei lá, com você. — Ele murmurou.
Senti um sorriso no meu rosto e deixei ele dormir.
Quando eu acordei no dia seguinte, o sol ainda não tinha nascido.
Levantei, coloquei uma camisa e desci as escadas.
Fui para o escritório e sentei diante do computador.
Edgar entrou com uma calça jeans e uma camisa polo de manga longa.
— Já acordado? — Ele perguntou.
— Preciso que você faça algo por mim. — Falei para ele.
— Pode falar. — Ele disse.
— Os documentos do Oliver ainda estão com você? — Perguntei.
— A certidão de nascimento sim, o restante eu entreguei para ele. — Ele respondeu.
— Espera um pouco aqui, eu já volto. — Falei para ele e subi as escadas apressado.
Entrei no quarto e peguei a identidade do Oliver que estava na carteira dele sobre a cômoda ao lado da cabeceira da cama.
Saí do quarto e desci as escadas novamente, indo para o escritório.
Edgar me acompanhou com o olhar e eu sentei novamente.
Tirei da gaveta os meus documentos e entreguei para ele com a identidade do Oliver.
— O que você quer que eu faça? — Ele perguntou e se colocou de pé.
— Prepare os papéis para o nosso casamento. — Falei para ele.
Ele sentou de novo enquanto me olhava chocado.
— Casamento? — Ele perguntou.
— É. — Falei e sorri.
— Você não disse que esperaria o início do ano? — Ele perguntou.
— Qual a diferença entre depois e agora? — Perguntei para ele.
— O senhor Oliver concordou com isso? — Ele perguntou.
— Concordou. — Respondi.
— Ele não estava bêbado, estava? — Ele perguntou.
— Claro que não. — Falei para ele.
— Pelo me…
— Ele só estava quase dormindo. — Falei interrompendo.
Ele fechou os olhos e depois de um tempo abriu.
— Você tem certeza? — Ele perguntou.
— Nunca tive tanta certeza na minha vida, faça com que o nome dele tenha o meu. — Falei para ele.
— Como deve ser feito a divisão de bens? — Perguntei para ele.
— Total de bens. — Falei para ele.
— Ele vai matar você quando souber, você sabe, não sabe? — Ele perguntou.
— Ele não vai, porque ele não vai saber. — Falei para ele e pisquei.
— Você é muito sem vergonha. — Ele disse e eu sorri.
— Eu sei que você pode fazer isso por mim. — Falei.
Ele fechou os olhos e suspirou vencido.
— Tudo bem. — Ele disse e se levantou.
— Pode ser para depois de amanhã? — Perguntei para ele.
Ele me olhou.
— Amanhã eu trago para vocês assinarem. — Ele disse.
— Você é o melhor. — Falei para ele.
Ele saiu e eu comecei a trabalhar em alguns documentos da empresa.
No dia seguinte, estávamos à mesa do café da manhã com Otávio e Romeo quando Edgar entrou em suas roupas informais.
Ele trazia uma pasta na mão.
— O documento que você pediu. — Ele falou e me entregou.
Abri a pasta e olhei o conteúdo, virei a página e olhei para ele.
— Obrigado. — Falei com entusiasmo.
— Seja feliz. — Ele disse.
— Assina aqui. — Falei para ele.
Ele me olhou surpreso, mas depois assinou na linha das testemunhas.
Levantei e fui até o Romeo.
— Assina aí, embaixo do Edgar. — Falei para ele.
Ele me olhou confuso e depois assinou.
Voltei a sentar e assinei, depois entreguei para o Oliver.
Ele me olhou sem entender.
— O que é isso? — Ele perguntou desconfiado.
— Assina debaixo do meu nome, pode confiar. — Falei para ele.
Ele franziu a testa, mas assinou.
— Que documento é esse? — Ele perguntou.
— Já está reconhecido no cartório? — Perguntei para o Edgar.
— Está, falta apenas preencher com as identidades do Romeo e minha. — Ele disse.
— Que documento é esse? — Oliver perguntou novamente olhando para Edgar e para mim.
— O documento do nosso casamento. — Falei para ele.
Assim que terminei de falar, Romeo se engasgou com o suco e começou a tossir.
Os grandes olhos redondos de Oliver cresceram mais e ele riu.
— Você está brincando comigo, não está? — Ele perguntou sem acreditar.
— Eu nunca brinco com coisas sérias. — Falei para ele.
O sorriso em seu rosto morreu.
— Você não podia fazer isso. — Ele falou.
— Mas você aceitou. — Me defendi.
— Eu pensei que você estava brincando. — Ele disse.
— Quando as coisas têm relação com você eu nunca brinco. — Falei para ele.
Romeo pegou o documento e olhou, quando ele virou a página, ele me olhou estático.
— Comunhão total de bens? — Ele perguntou me olhando.
Dessa vez quem se engasgou foi Otávio.
— Mikhail Corvaque! Você está ficando doido?! — Oliver exclamou a pergunta.
— Eu não estou ficando doido, eu só quero que você se sinta mais confortável e seguro comigo. — Falei para ele.
— Mais confortável e seguro? Se queria que eu ficasse mais confortável e seguro com você, me levasse para a praia por um mês, só nós dois, e não me desse metade da sua fortuna! — Ele exclamou aborrecido.
— Você quer ir à praia? — Perguntei para ele com animação.
— Agora eu não quero mais, eu quero ficar pelo menos três dias sem olhar para você e essa sua cara cínica. — Ele falou e se levantou.
Vi ele sair da sala de jantar enquanto os outros três olhavam para mim e continuei tomando o meu café.
— Dentro de três dias, você deve levar ele para tirar o novo RG. — Falei para o Edgar.
— Sim senhor. — Ele disse e saiu.
Otávio olhou para o Romeo e depois tomou um gole generoso do seu café.
— Eu pensei que você era inescrupuloso, mas ele, ele é mais do que você. — Ele falou depois de colocar a caneca na mesa novamente.
Romeo me olhou e franziu a testa.
— Você parece muito tranquilo. — Ele disse.
— Só são três dias, a última vez foi um mês inteiro. — Falei para ele.
Romeo gargalhou e balançou a cabeça.
— Por que não usei esse método com você? — Ele perguntou ao Otávio.
— Porque você usou uma bala para me forçar a casar com você, seu safado. — Ele falou.
— Esse jeito foi melhor, ele não ficou com raiva de você. — Falei para Romeo.
— Mas doeu. — Ele reclamou.
Rimos e terminamos o café da manhã.
Depois de escovar os dentes, eu desci e sai para caminhar um pouco.
Enquanto caminhava, vi Oliver caminhando perto dos portões do canil, mas não quis me aproximar tanto porque ele estava aborrecido comigo.
Fiquei olhando de longe enquanto ele acariciava os pelos da Molly, uma das minhas cadelas de estimação.
Ele tinha um jeito tão doce e encantador que até os cães terríveis do meu canil abanavam o rabo para ele esperando um carinho na barriga.
Senti um sorriso em meu rosto e fiquei olhando por um longo tempo.
Como o trabalho finalmente tinha terminado e eu não precisava sair e mal podia, devido a contingência reduzida dos seguranças, chamei o Romeo para dormir em casa.
Assim eu não me sentiria tão solitário, já que o Oliver estava me ignorando.
Já estava escuro quando o carro estacionou no pátio.
Ele e Otávio saíram do carro e entraram em casa.
Assim que eles entraram, Romeo sorriu para mim.
— E então? O que vamos fazer? — Ele perguntou.
— Tem um tempo que não jogamos, o que acha de uma rodada de três? — Perguntei para ele.
— Vou pegar os controles no carro. — Ele disse.
— Vou pegar o aparelho. — Falei para ele e nós dois saímos em direções opostas.
Quando voltamos à sala, Oliver e Otávio estavam no sofá.
— Vocês vão jogar? — Otávio perguntou.
— Vamos. — Romeo respondeu e sorriu.
— O tempo pode passar, mas algumas coisas nunca mudam. — Ele falou e sorriu.
— Você já jantou? — Oliver perguntou.
— Eu não tenho o costume de jantar, mas podemos comer alguma coisa doce, eu estou com vontade. — Otávio respondeu.
— Eu sou especialista em doces. — Oliver disse e os dois seguiram na direção da cozinha.
Romeo me olhou por um momento e começou a desenrolar os cabos dos controles remotos.
— Tem certeza que esses dois não vão se pegar aí pra dentro? — Ele perguntou.
Franzi a testa e olhei na direção da cozinha.
— O meu garoto é tão apaixonado por mim que chega ser dependente, eu não sei o seu. — Falei para ele enquanto ajustava o aparelho na televisão.
Ele suspirou.
— Eu não sei, o Otávio tem andado estranho nos últimos meses, ele não deixa mais eu olhar o celular dele e o Heron foi ameaçado de perder o emprego se me contar onde ele vai no tempo livre. — Ele disse e me entregou um dos controles.
— Acho que você tem que ter um pouco de confiança em si mesmo e no Otávio, você já tentou considerar outra coisa além de traição? Ele não é do tipo que faz e esconde a mão, acho que se ele quisesse deixar você, ele falaria claramente. — Falei para ele enquanto iniciava o jogo.
— Eu não sei bem o que pensar, se não for isso, o que pode ser? — Ele perguntou.
— Talvez ele esteja querendo um tempo para ele mesmo, o Oliver me falou alguma coisa sobre isso a um tempo atrás, hum… Essa coisa de espaço pessoal. — Falei para ele olhando a tela.
— Espaço pessoal? — Ele perguntou.
— Sim, parece que é comum entre os casais agora, tipo ter quartos separados e ir para o trabalho em carros diferentes, nós conversamos sobre o assunto e ele aceitou dormir no mesmo quarto se eu desse a ele o espaço dele, é claro que o Adam faz um relatório semanal do que o Oliver faz durante o tempo pessoal dele, mas ele não sabe. — Falei para ele enquanto apertava o botão do controle freneticamente.
— Eu não sei se seria capaz de dar esse espaço a ele, eu sou muito grudento quando se trata da nossa relação, não me imagino mais fazendo coisas sem ele. — Ele disse.
— Eu entendo o que você quer dizer, mas eu não acho que o Otávio seja alguém sem caráter, além do quê você não parece estar sofrendo por falta de sexo. — Comentei.
— Eu não estou, estamos mais ativos do que nunca, só que às vezes eu sinto que ele está distante, e quando eu vejo a forma que ele trata e fala do Oliver, eu não sei, parece que ele está apaixonado. — Ele falou.
— Você quer que ele trate você como ele trata o Oliver? — Perguntei para ele.
— Não, eu gosto da forma que ele me trata, só não gosto quando ele é carinhoso e gentil com os outros, eu sei que é errado, mas eu me sinto inseguro, quando vejo ele sendo tão carinhoso com outra pessoa que não sou eu, e ainda tem o fato de ele conversar muito sobre a família dele com o Oliver, eu sinto um pouco de inveja sabe, porque eu queria que ele confiasse em mim para falar sobre essas coisas, afinal estamos juntos a mais de dois anos, acho que eu já dei provas suficientes para ele de que ele pode confiar em mim. — Ele falou.
— Às vezes eu acho que você está sempre brincando, acho que deveria ter uma conversa séria com ele, sobre como você se sente, como está tendo comigo agora. — Falei para ele e terminamos a primeira partida com a vitória dele.
— Você acha que ele não confia em mim, por me achar infantil? — Ele perguntou.
— Antes de conhecer o Otávio, eu não era como sou hoje, de certa forma, ele não mudou só a sua vida, mas também mudou a minha, eu nunca pensava duas vezes, quando o negócio era matar alguém que estivesse interferindo nos meus negócios, ou me irritando, hoje eu sou mais pacífico e equilibrado, antes a minha relação com os meus subordinados e até com vocês que são mais próximos e me conhecem a tempos era péssima, eu era frio, calculista, cruel e sem coração, foi só depois que eu conheci ele, que eu entendi que nem todo mundo é igual a todo mundo, isso me fez ser uma pessoa melhor em todos os aspectos. — Falei para ele.
— Ele é muito bom mesmo. — Romeo falou e eu senti o sorriso em sua voz.
— Eu agradeço muito a você e a ele por terem me mostrado e ensinado tantas coisas importantes, como tolerância, respeito e conversa, caso contrário eu não teria tido um bom começo com o Oliver. — Falei para ele.
— Eu não sei o que pensar. — Ele disse e suspirou.
— Eu acho que você está pensando demais, o Otávio tem o costume de ser gentil e atencioso com quem está quebrado, por isso ele é atencioso com o Oliver, além do quê, ele disse ser fã dos livros dele. — Falei para ele.
— Você tem razão, eu não posso desconfiar de quem dorme ao meu lado todos os dias com suposições sem fundamento. — Ele disse.
Nós fomos dormir, já passava das três da manhã e quando acordei mais tarde, Oliver não estava mais na cama comigo.
Levantei, tomei uma ducha quente e coloquei uma calça moletom e um suéter de lã, azul escuro.
Desci as escadas e passei pela sala de jantar vazia.
Entrei na cozinha e Otávio e Romeo estavam na mesa, enquanto Oliver estava atrás do balcão.
— Por que ninguém me chamou? — Perguntei e sentei.
— Você foi dormir às três e quarenta e cinco da manhã, teria dor de cabeça se acordasse cedo. — Oliver falou.
— Eu também acabei de descer. — Romeo falou e bocejou.
— Nós estamos aqui desde cedo, o Oliver estava me ensinando algumas receitas. — Otávio disse e provou seu café.
Oliver deu a volta no balcão e colocou minha caneca de café à minha frente.
— Obrigado. — Falei para ele e sorri.
— Eu quero falar uma coisa para vocês. — Otávio disse.
Olhei para Romeo por um momento e depois para ele.
— Pode falar benzinho. — Falei e pisquei para ele.
Senti o tapa leve de Oliver no meu ombro e gargalhei baixo.
— Você parece um adolescente. — Ele repreendeu e deu a volta no balcão outra vez.
— Nós escutamos a conversa de vocês ontem. — Otávio disse.
— E eu sei que você sabia Corvaque, você é mesmo inescrupuloso. — Oliver falou para mim.
Sorri para ele e mandei um beijo no ar.
— Amo você. — Falei para ele.
— Amor, desculpe se eu não conversei com você sobre o que está acontecendo, mas eu estava com medo da sua reação, se você quer saber, então eu vou contar. — Otávio disse.
— Eu estou preocupado agora. — Romeo falou.
— Você se lembra da minha irmã que morreu no ano passado? — Otávio perguntou.
— Sim, ela morreu de câncer. — Ele falou.
— Ela teve um filho. — Ele disse.
— Um filho? Uma criança, de verdade? — Ele perguntou sem acreditar.
— Sim, ele tem cinco anos agora, eu entrei em contato com o advogado dela, porque precisava do atestado de óbito para poder vender a casa, foi quando ele me entregou uma carta dela que dizia que o bebê estava vivendo com uma vizinha dela, mas que a mulher não tinha mais condições e daria ele para o orfanato, desde o início do ano, eu tenho visitado ele, mas quando eu tentei conversar com você sobre ter uma criança, você disse que não queria e aí eu fiquei com medo de contar para você. — Ele concluiu.
Romeo ficou olhando para ele por um longo tempo, antes de cair na gargalhada.
Quando a crise nervosa de riso passou, ele segurou as mãos de Otávio com carinho.
— Amor, nós estamos juntos a mais de dois anos, você sabe que as vezes eu só consigo escutar no grito, quando você falou ter uma criança, eu achei que fosse ter um bebê valendo, com barriga de aluguel e tudo, eu não achei que fosse adoção e menos ainda que fosse uma criança que tem o seu sangue. — Romeo falou para ele.
Otávio sorriu e os olhos brilharam.
— Então nós podemos ficar com o Daniel? — Ele perguntou.
— Claro que nós podemos. — Ele falou.
— Então vamos buscá-lo agora. — Otávio disse com entusiasmo.
Romeo acariciou o rosto dele e levantou.
— Vou trocar de roupa. — Ele falou e saiu.
— E ele achando que estava sendo traído. — Falei e gargalhei.
Senti um tapa leve novamente no ombro e olhei para o lado.
— Não dê risada das inseguranças dos outros. — Ele disse.
Parei de rir e tomei um gole do meu café.
— Já parei. — Falei para ele.
— Você me arrastou para um casamento no meio de um recesso, então você pode apressar a transferência de guarda do Daniel. — Ele disse.
— O que você quiser, só tem que saber negociar. — Falei para ele.
— E o que você quer? — Ele perguntou e cruzou os braços.
— Que você aceite o nosso casamento. — Falei para ele.
— Eu tenho outra opção? Se eu desistir você vai deixar eu ir? — Ele perguntou.
— Claro que eu…
— Não minta para si mesmo. — Otávio falou.
— É claro que eu prenderia você nesta casa. — Falei para ele e ri.
— Então porque você pergunta? — Ele perguntou.
— Hum, você tem que ir tirar o seu RG hoje mesmo. — Falei para ele.
— Fechado. — Ele falou e estendeu a mão.
Apertei a mão dele e sorri.
— Temos um acordo. — Falei para ele.
— Então vá fazer o que eu pedi para você agora mesmo. — Ele ordenou.
— Adoro quando você fica bravo. — Falei para ele e levantei da cadeira saindo da cozinha.
Entrei no escritório e Edgar já estava esperando as portas que davam para o jardim.
— Bom dia Edgar. — Falei para ele.
— Bom dia. — Ele respondeu e veio na minha direção.
— O Oliver vai tirar o novo RG hoje. — Falei para ele.
— Está bem, mais alguma coisa? — Ele perguntou.
— Preciso que você agilize a transferência de guarda do sobrinho do Otávio. — Falei para ele.
— Hum, o Heron veio me procurar para falar sobre isso a meio ano atrás, os documentos já estão prontos, falta apenas a mulher que está cuidando do menino assinar. — Ele disse.
— É por isso que eu amo aquele careca. — Escutei a voz de Romeo e ri do comentário.
— A notícia boa, é que o DNA confirmou o parentesco entre o senhor Otávio e o menino, caso a senhora que cuida dele mude de ideia, o tribunal dará uma oportunidade ao sangue e não a senhora que tem cuidado dele. — Edgar explicou.
— Você é o cara. — Romeo falou para ele.
— Quanto ao novo RG do senhor Oliver, ele me disse sobre isso de manhã e eu já deixei tudo providenciando. — Ele disse.
— Obrigado Edgar. — Falei para ele.
— Sua encomenda chegará essa tarde. — Ele disse.
— Obrigado novamente. — Falei para ele e ele saiu.
Naquela mesma tarde, o Otávio e o Romeo trouxeram o Daniel.
Um garotinho de pele escura, olhos verde avelã e cabelos negros enrolados.
Ele era como um anjinho com os cachos adoráveis.
Foi fácil gostar dele, porque além da aparência doce, ele era uma graça.
Risonho, tagarela e traquina, uma combinação perfeita para trazer leveza às nossas vidas caóticas.
Ele se enturmou fácil e eu já era o tio Mik, o Oliver era o tio Oli e o Romeo o tio barbicha, por causa do bigode.
Ele gostava muito do Romeo, mas também gostava muito de mim.
No dia da véspera de ano novo, eu estava estranhamente inquieto e com uma sensação estranha.
Tudo parecia bom demais para ser verdade.
Suspirei ao olhar a foto do Oliver na mesa do meu escritório.
Ele estava sorrindo, daquele jeito que eu gostava.
Deslizei os dedos no vidro e sorri.
Eu tinha tirado a foto quando ele passou aquele tempo na casa de Savana.
Escutei a porta abrir e vi Edgar colocar a cabeça para dentro.
— Bom dia, posso entrar? — Ele perguntou.
— Bom dia Edgar, entre. — Falei para ele.
Ele entrou e fechou a porta atrás de si.
Ele caminhou na minha direção e me entregou o tablet.
— Rômulo Alencar. — Ele disse.
— Resumo do relatório. — Falei para ele.
— Vinte e oito anos, um metro e setenta e dois, setenta e sete quilos, filho de José Alencar, doutor e PhD em artes plásticas, a mãe é falecida a cinco anos, trabalhou como professor de artes na instituição de seu pai, foi assim que ele conheceu o senhor Oliver, eles trocaram contato e ficaram conversando, foi quando o senhor Oliver se mudou para a casa dele, o relacionamento durou um ano e meio, depois o senhor Oliver se mudou para Savana. — Ele falou.
— Ficha criminal. — Falei para ele.
— Ele já se envolveu no crime organizado antes, tem sete amigos sempre com ele, são inseparáveis, tem dois anos que não fala com o pai, se formou em artes na universidade de Suzano, quanto ao número de telefone, CPF, conta e senhas do banco estão anexadas no documento. — Ele falou.
— E os amigos? — Perguntei para ele.
— O relatório sobre eles está anexado no documento. — Ele falou.
— Ótimo, faça o convite aos oito. — Falei para ele.
— Não se preocupe, eu me adiantei e fiz, no início da investigação, eles estarão conosco assim que aceitarem. — Ele falou.
— Caso não aceitem, vamos para o plano B. — Falei para ele.
— Como foi que ele descobriu que Oliver estaria na galeria? — Perguntei para ele.
— Alguém estava seguindo o senhor Otávio, foi ele que informou que o senhor Oliver estaria lá no último dia da exposição. — Ele respondeu.
— O que foi feito dele? — Perguntei.
— Como os homens do Heron achavam que ele estava perseguindo o senhor Otávio, eles deram um sumiço nele. — Ele respondeu.
— Ele me viu com Oliver? — Perguntei.
— Não senhor. — Ele respondeu.
— Ótimo, eu quero conhecer ele pessoalmente, quero ver o que ele tem de tão bom para o meu Oliver ter ficado tão obcecado por ele ao ponto de querer morrer, depois disso eu vou torturar ele e matá-lo. — Falei para ele.
— Assim que ele aceitar o convite eu avisarei você. — Ele disse.
— Espalhe uma carta circular entre as equipes de segurança, deixe bem específico o meu casamento com o Oliver, ninguém tem permissão, para desobedecer, desrespeitar, colocar em risco e apontar qualquer arma para ele, seja branca ou de fogo, mesmo que ele esteja fazendo tudo isso comigo, ninguém tem permissão para fumar de agora em diante, nenhum novato deve ser designado para casa, acrescente um anexo a carta das equipes antigas, com os nomes dos oito novatos que estarão em preto e branco, se houver qualquer aproximação suspeita deles com o Oliver, levem para a tortura e façam o nível cinco, mas que eu quero os oito vivos, porque eu mesmo quero matá-los. — Falei para ele.
— Sim senhor. — Ele disse e saiu.
Enquanto Edgar saia, Daniel entrava fazendo aviãozinho com os braços.
— Tio Mik! — Ele exclamou e se lançou em meus braços.
Segurei ele no meu colo e o apertei com carinho.
— Que avião rápido. — Comentei.
— O tio Oli disse para eu chamar você para comer. — Ele falou.
— Você é muito atencioso por me chamar. — Falei enquanto seguia para fora do escritório.
— Eu sei, o tio Oli desde que eu cheguei, fala que eu sou incrível e bonito, ele não está errado. — Ele disse e sorriu com presunção.
— Parece que estou escutando seu tio Otávio falar. — Falei e gargalhei enquanto atravessava a sala de jantar e entrava na cozinha.
— É porque somos dois caras bonitos, mas ninguém pode ganhar o tio Oliver, ele é muito fofo. — Ele disse, e as bochechas coraram.
— É claro que eu sou fofo. — Oliver falou e sorriu daquele jeito infantil que me fazia perder a pose.
— Sim, o seu tio Oli é realmente fofo, e agora ele está ficando mimado também. — Comentei.
— Eu não vejo a hora de ser mimado também. — Daniel falou e eu ri.
— Eu sou mimado? — Oliver perguntou com a faca na mão.
— Isso mesmo, o meu menino fofo e mimado. — Falei e pisquei para ele.
— O tio Oli ficou vermelho. — Daniel falou e gargalhou agarrando meu pescoço.
Dei a volta no balcão com Daniel ainda no meu colo e olhei as panelas.
— Hum, o tio Oli fez a comida favorita do tio Mik. — Falei para Daniel.
Ele sorriu.
— Você disse o mesmo ontem, e a comida era diferente, acho que o tio Mik gosta de tudo o que o tio Oli faz. — Ele falou.
— Você tem razão, eu gosto de tudo o que o tio Oli faz. — Falei para Daniel e pisquei.
— O Daniel também gosta das comidas do tio Oli. — Ele falou e mandou um beijo para Oliver.
Oliver riu e apertou a bochecha gorda do pequeno.
— A outra opção do Daniel é o tio Otávio, então é claro que ele prefere o tio Oli. — Romeo falou enquanto entrava na cozinha ao lado do Otávio.
— Eu avisei para você desde o início que eu não sabia cozinhar. — Otávio falou e pegou Daniel, colocando ele na cadeira alta.
— O tio Mik vai dar um celular para você ligar sempre que estiver com fome, seus tios Otávio e Romeo são a catástrofe na cozinha. — Falei e pisquei para o Daniel.
— Não se preocupe, Daniel, o titio não é bom na cozinha, mas ele tem muita grana e vai contratar um cara que faz muita comida gostosa para você. — Romeo falou.
— Yes! — O pequeno exclamou erguendo os braços pequenos.
Fizemos a refeição em meio às risadas de Daniel, os gafes do Romeo e do Otávio e dos nossos próprios.
Quando terminamos a sobremesa, fomos para a sala e conversamos por um tempo curto, porque o Daniel capotou.
Levei ele para o quarto que tínhamos ajustado para ele e o coloquei na cama, levantando as grades laterais.
Fechei a porta e saí do quarto, indo para o meu e do Oliver no final do corredor.
Assim que entrei, vi Oliver no sofá, com o celular.
— Nossas roupas chegaram. — Ele disse.
— Você colocou no closet para mim? — Perguntei para ele.
— Coloquei. — Ele respondeu.
Sentei ao lado dele e deitei a cabeça em suas coxas.
— Você ainda está aborrecido comigo? — Perguntei.
Ele me olhou por um momento e sorriu com carinho.
— Não estou. — Ele respondeu e deixou o celular de lado.
— Me desculpe por fazer as coisas sem o seu consentimento. — Pedi para ele.
Ele sorriu e fitou os meus olhos.
— Você se dá conta de que não há mais volta para você também? — Ele perguntou e acariciou meu cabelo.
— E quem disse que eu quero voltar, você é tudo o que eu quero para agora e para o futuro. — Falei para ele.
— Eu vou ao cais do porto com os meus amigos, para ver os fogos de artifício, o Romeo, o Daniel e o Otávio vão para a casa da família do Romeo, você quer vir comigo para assistir aos fogos? — Ele perguntou.
— Tenho um evento de trabalho hoje, não posso faltar, mas amanhã, nós faremos o que você quiser. — Falei para ele.
— Está bem então. — Ele disse e sorriu.
Sentei no sofá e beijei ele castamente, com a intenção de ir tomar banho, mas a intenção foi por água abaixo quando senti a língua dele em meus lábios.
Suspirei rendido e me deixei levar, dando espaço para a língua dele.
Quando precisei tomar fôlego, afastei um pouco o rosto e segurei o dele com delicadeza.
Apreciei a beleza daquela criatura perfeita e ele sorriu para mim, com os olhos redondos brilhando cheios de amor.
— Eu amo você Oliver Corvaque. — Sussurrei e ele piscou os olhos azuis profundos.
Os cílios dourados tremularam e ele tocou seus lábios castamente nos meus.
— Eu também amo você. — Ele disse.
Tomei seus lábios novamente e minha língua invadiu a boquinha gostosa.
Ele chupou a minha língua e eu senti meu corpo tremer.
Tirei o suéter, enquanto ele tirava o dele e provei a boca dele novamente.
Deslizei a mão de seu ombro para o peito e senti um arrepio na pele ao sentir a textura leve e macia da pele dele.
Continuei beijando sua boca, como se ela fosse uma nascente de água pura e eu fosse um nômade do deserto.
Senti suas mãos em meus ombros e deitei ele no sofá, enquanto ainda devorava sua boca gostosa.
Afastei meus lábios e beijei seu rosto, seu pescoço, a base do pescoço, a clavícula, o peito e o abdômen.
Quando cheguei no umbigo, subi deslizando a língua na linha que subia do umbigo até a altura dos mamilos.
Deslizei a língua para um deles e fechei os lábios nele, chupando forte.
Ele se contorceu e gemeu rouco.
Mordi e soprei levemente escutando o suspiro do Oliver.
Desci novamente e puxei a calça moletom e a cueca juntas.
O pau de pele clarinha e glande rosada me fez salivar.
Beijei a coxa e o quadril, depois deslizei a língua na extensão onde as veias saltavam timidamente.
Não tinha nada naquela criatura que não fosse bonito e gostoso, adorável e sexy.
A cada dia que passava eu ficava mais sedento dele.
Deslizei a língua na glande rosada e depois da base até a glande novamente.
Ele gemeu baixo e olhou para mim.
Aquele era o meu momento.
Deslizei a língua na glande e o engoli todo.
Ele soltou um "oh" baixo e espalmou a mão no encosto do sofá, enquanto a língua deslizava nos lábios carnudos e bem desenhados.
Chupei a glande e engoli ele novamente, e continuei, revezando entre masturbação e a boca.
Quando eu senti ele pulsar na minha mão, engoli ele até a metade e chupei com vontade.
Ele tremeu e eu senti os jatos quentes na minha língua.
Me afastei e fiz ele virar.
Ele espalmou as mãos no estofado do sofá e virou o rosto para me olhar.
Puxei o quadril dele para mim e a bunda se ergueu diante de mim.
Sem qualquer cerimônia, enfiei a cara na bunda dele e deslizei a língua em sua entrada.
Escutei o gemido rouco e forcei a língua.
Ele me olhou por cima do ombro e um sorriso safado de tirar o fôlego surgiu em seu rosto bonito e eu senti um arrepio na pele com as promessas daquele sorriso.
Efeito do caralho que ele tinha sobre mim.
Fiquei de pé e baixei a calça e a cueca juntos.
Masturbei meu pau e me posicionei na entrada dele, antes que eu pudesse me movimentar para entrar nele, ele rebolou e eu entrei todinho nele.
Gemi alto e apertei o sofá.
Caralho!
Antes que eu pudesse reagir, ele fez de novo e o meu pau pulsou.
Segurei os quadris e olhei para ele enquanto engolia em seco.
Ele gargalhou baixo, enquanto me fitavam com seus olhos inocentes.
Aquilo era demais para mim.
— Caralho Oliver. — Sussurrei e deslizei a mão em suas costas enquanto a outra segurava seu quadril.
Agarrei os cabelos loiros e deslizei o nariz em sua face direita, depois aspirei os cheiro divino do seu cabelo.
Deslizei a mão no braço dele e meus dedos preencheram os espaços entre os seus.
Comecei a me movimentar enquanto escutava seus gemidos gostosos.
Quando peguei velocidade, os gemidos dele se misturavam ao ruído dos nossos corpos se chocando violentamente.
Senti meu corpo quente e grudento tremer e meu corpo relaxar quando eu gozei.
Deixei meu corpo descansar sobre o dele e beijei seu ombro com carinho.
— Acho que gozei de novo. — Ele falou com a voz abafada e gargalhou contra o sofá.
— Tão sensível como sempre. — Falei com a voz fodida de rouca.
Ficamos em silêncio por um longo tempo.
Quando nossas respirações voltaram ao normal, eu me levantei.
Ele virou o rosto e me olhou.
— Não consigo me mexer, você pode me carregar? Ele pediu.
Gargalhei baixo e peguei ele nos braços.
Ele me agarrou pelo pescoço e eu o levei para o banheiro.
— Você está muito leve novamente. — Comentei.
— Eu estou com um quilo a mais desde a última vez que me pesei. — Ele informou.
— De qualquer forma, assim que passar o recesso, você vai fazer uma bateria de exames. — Falei para ele.
— Você manda. — Ele disse.
Coloquei a banheira para encher e coloquei ele dentro.
Tomamos um longo banho juntos e depois de nos secar, fomos para a cama.
Ele adormeceu assim que deitou, mas eu ainda fiquei olhando para ele por duas horas, antes de adormecer também.
Quando acordei, já estava escuro.
Levantei e fui para o banheiro, depois de uma ducha quente, me sequei e entrei no closet.
Coloquei o terno prata com detalhes pretos, coloquei o par de sapatos de couro novos e abotoaduras de rubi.
Oliver entrou no banheiro quando eu estava terminando de arrumar o cabelo.
— Um homem limpo, cheiroso e bonito. — Ele comentou.
— E podre de rico também, o que mais você pode querer? — Perguntei para ele.
— Absolutamente nada, mesmo sabendo que a fortuna desse homem foi conquistada por meios ilegais. — Ele falou e tirou a calça moletom e a camisa de algodão.
— Você me ama. — Falei para ele enquanto ele entrava no box do chuveiro.
— Não se iluda, só estou com você, porque você é um velho rico e tarado! — Ele exclamou.
Gargalhei alto e saí para o closet.
Abri a minha gaveta de abotoaduras e tirei a caixa de veludo vermelha.
Sorri ao abrir e ver as alianças de casamento.
Fui até a porta do banheiro e vi seu corpo nu.
— Vou esperar você lá embaixo. — Falei para ele.
— Está bem. — Ele disse.
Fechei a porta do banheiro, peguei o sobretudo preto e sai do closet.
Sai do quarto e desci as escadas.
Depois de um longo tempo, eu o vi descer.
Ele usava uma camisa branca de lã com gola alta e manga longa e uma calça de inverno combinando.
O tênis era vermelho vivo da cor do sobretudo que estava em seu antebraço.
Os cabelos loiros avermelhados estavam penteados para trás e o rosto bonito estava corado.
Senti um sorriso surgir no meu rosto e ele sorriu assim que chegou perto.
— Você está bem? — Ele perguntou.
Afirmei com a cabeça.
— Só estou apreciando meu marido gostoso e bonito. — Falei para ele.
O rosto dele ficou vermelho.
— Marido. — Ele repetiu e sorriu.
Aquele sorriso infantil adorável e sedutor.
— Os carros estão prontos. — Edgar falou ao entrar na sala.
— Então vamos. — Oliver disse e deu um passo à frente.
— Antes da gente sair, eu quero dar uma coisa para você. — Falei para ele e tirei a caixa de veludo do bolso.
Ele parou e virou bem no momento que eu abri.
Os cílios longos tremularam e lágrimas brotaram em seus olhos.
Ele sorriu e se lançou em meus braços.
Segurei ele e o apertei com carinho em meu peito.
— Obrigado Kil. — Ele sussurrou e beijou o meu rosto.
Afastei ele um pouco e sorri para ele.
Tirei a aliança com meu nome e coloquei no dedo dele.
Ele sorriu e pegou a aliança com o nome dele e colocou no meu dedo.
— Agora você não tem mais direito de sair da minha vida. — Falei para ele.
— E eu nem quero. — Ele falou e riu.
Segurei a mão dele e beijei a aliança com carinho.
— Vamos. — Falei para ele.
Nós saímos e ele seguiu até o carro dele.
Antes de entrar no meu, olhei para ele.
Ele baixou o vidro da janela, acenou e mandou beijo.
— Venha me encontrar no cais depois que sair do seu trabalho. — Ele falou.
— Eu irei. — Falei para ele.
O carro dele saiu e eu senti uma angústia no meu coração.
Edgar abriu a porta e eu entrei no carro.
— Você parece preocupado. — Escutei ele falar assim que pegamos a pista.
— Estou com um pressentimento ruim. — Falei para ele.
Depois de meia hora, nós chegamos ao evento do Alexandre.
Assim que ele me viu, veio na minha direção.
— Pensei que você não viria, como está o Oliver? — Ele perguntou.
Senti um calafrio na espinha e o pressentimento mais forte.
— O Tio me mandou, e então, para quê você me chamou aqui exatamente? — Perguntei para ele.
— Ah, eu tenho uma surpresa para você, mas só vou poder mostrar depois, fique a vontade. — Ele disse e se afastou.
Depois de uma hora de festa, um telão foi ligado e eu olhei na direção da tela grande.
Eram vinte e três e quinze da noite quando a tela foi preenchida com uma imagem do Oliver.
— Uau, seu namorado fica muito bem de vermelho-sangue. — Ele falou.
— Você está pensando que é quem? Ameaçando a vida do meu Oliver? — Perguntei para ele dando um passo em sua direção.
— A meia-noite, o seu Oliver estará com tantos furos em seu corpo, que você não será capaz de contar, essa é a minha vingança. — Ele falou.
Senti um sorriso amargo em meu rosto e olhei para ele.
— Sobre a concessão do cassino, foi um prazer fazer negócios com você, o Corvaque mandou lembranças. — Sussurrei para ele e dei meia volta, saindo do lugar.
Quando cheguei ao pátio, entrei no banco do motorista e os outros três entraram comigo.
Dei partida no carro e pisei fundo no acelerador.
Cheguei no cais do porto, faltava um minuto para a meia-noite, desci do carro e tirei o celular do bolso.
Liguei para Oliver e ele atendeu.
— A queima de fogos já vai começar! — Ele exclamou sobrepondo sua voz aos sons.
— Oliver saia de onde está agora! — Exclamei.
— O que!? — Ele perguntou.
— Saia de onde está agora mesmo! — Exclamei.
— Você já chegou?! Está bem, estou esperando você perto da grade de proteção de frente para a costa! — Ele exclamou.
Corri na direção indicada e quando iniciou a contagem regressiva eu o vi de longe.
Corri na direção dele e ele correu na minha direção também.
Quando ele pulou em meus braços a contagem regressiva terminou.
— Feliz ano novo Kil! — Ele exclamou e me apertou.
Foi nesse momento que eu senti a bala rasgando a minha pele do ombro e na altura das costelas.
Oliver escorregou para o chão e eu alisei o rosto dele, mesmo sentindo a dor lancinante.
— Pode não ser tão feliz esse ano. — Sussurrei e senti o terceiro tiro.
A minha última visão foi ele, a minha última visão foi o rosto adorável do meu monstrinho.
...***...
Preto e branco: significa que a pessoa não é confiável e vai morrer.
Nivel cinco de tortura: tirar pele, cortar membros, quebrar ossos, etc.
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Atualizado até capítulo 45
Comments
Silvânia silva
terminei de ler ontem , já posso começar a ler de novo hoje kkk estou com um buraco aqui dentro sentindo uma falta danada desses meus amigos que o Patrick nos apresentou/Sob//Brokenheart/
2025-02-22
1
Fabia Maria Santos
Oli já sofreu de mais, mesmo sabendo que ele vai ficar de coração partido prefiro que seja o Kil
2025-01-15
0
Diva
Posso ser má, mas preferi saber que foi em Kil do que no bebê. Eu não aguentaria que foi no Oli.
2024-12-29
0