...🌈|O PODER É DADO PARA QUEM O SABE TER.| 🔥...
Olhei para meu adorável demônio do sexo e suspirei, beijando o abdômen lisinho e apertando mais ele.
— Eu queria ir com você, mas eu não vou poder. — Falei para ele.
Senti seus dedos entre os meus cabelos.
— Eu vou na terça-feira, você não vai esperar muito, eu só tenho que conversar com o Igor, para transferir meu trabalho para o Tomas. — Ele falou.
— Tudo bem, não vou poder ir buscar você no aeroporto, mas o Edgar vai. — Falei para ele.
— Está bem. — Ele disse.
Olhei para ele.
— Nós vamos ficar um tempo na casa do Tio, minha casa está em reforma. — Falei para ele.
— Tudo bem, estar com você é suficiente. — Ele falou.
— Já estamos prontos para ir. — Escutei a voz de Edgar da porta.
Suspirei e me levantei da cama.
Ele levantou também.
— Vou deixar você no carro. — Ele falou.
— Por que você não vem comigo até a pista? — Perguntei para ele.
— Eu estou de calça moletom e um suéter velho. — Ele disse.
— Por favor, Oliver. — Pedi e fiz a cara mais miserável que eu consegui.
Ele sorriu e acariciou meu rosto.
— Tudo bem. — Ele disse e foi calçar os sapatos.
Saímos do quarto e descemos as escadas.
Ele ajustou o suéter e quando alcançamos a sala, ele pegou meu sobretudo e me deu.
Eu coloquei e ele ajustou para mim.
Segurei sua mão e fomos para o carro.
Assim que entramos eu me enfiei nos braços dele.
— Eu que estou indo me despedir e você que está ficando manhoso. — Ele disse e riu.
— Eu não queria me separar de você. — Falei para ele.
— São apenas dois dias Mikhail. — Ele falou.
— É como uma eternidade para mim. — Falei e fiz um bico.
Ele gargalhou.
— Eu vou recompensar você, prometo. — Ele falou e beijou meus lábios castamente.
Sorri.
— Você promete? — Perguntei para ele.
— Prometo. — Ele afirmou.
Quando chegamos à pista de voo, eu olhei para ele.
— Não saia sem o Adam, está bem? — Pedi.
— O Edgar vai me contar se você fumou. — Ele disse.
Sorri para ele.
— Até quarta. — Falei para ele.
— Até quarta. — Ele disse.
Saí do carro e ele abriu a janela.
Segui com Edgar até o jatinho e assim que entrei, me arrependi de não ter batido o pé e ido somente na terça com ele.
— São só dois dias. — Edgar falou.
— São dois dias e meio, os voos comerciais fazem escala. — Falei para ele um pouco aborrecido.
O jatinho decolou e eu cheguei em Suzano depois das horas intermináveis de voo.
Coloquei os óculos escuros e desci do jatinho.
O tempo estava bem diferente da última vez.
Às três da tarde o dia estava claro e tudo parecia branco e alaranjado no horizonte.
Ajustei o meu sobretudo e caminhei na direção do carro.
Vicente se aproximou e fez uma breve reverência para mim.
— Pode avisar a todos que eu estou de volta. — Falei para ele e entrei no carro.
— Tem uma movimentação estranha do lado de fora da pista. — Edgar falou.
Senti um sorriso no meu rosto.
— Deixa ele saber que eu estou de volta. — Falei para ele.
Seguimos diretamente para a casa do Tio, e assim que eu cheguei, todos os nossos homens estavam no pátio.
Não eram apenas uns, eram todos, os chefes de segurança e os subordinados.
O pátio grande da casa do Tio ficou pequeno com tantos homens de terno preto.
Todos eles se curvaram assim que eu parei a frente deles.
— É bom estar de volta em casa. — Falei.
— Seja bem vindo, senhor. — Eles disseram em coro.
— Obrigado. — Falei para eles.
Tio saiu da lateral onde estava e veio na minha direção.
— Seja bem vindo de volta. — Ele disse e sorriu.
— Obrigado. — Falei para ele.
— Eu trouxe seus meninos para ver você. — Ele disse.
Um dos rapazes saiu da fila com quatro cachorros grandes e eu sorri.
Eles vieram na minha direção e assim que reconheceram meu cheiro, começaram a latir e abanar o rabo.
Me abaixei na frente deles e passei a mão nos pescoços robustos.
— Vocês estão enormes. — Falei e ri.
Eu amava cachorro, muito mesmo, e na minha mansão tinha um canil cheio deles, mas aqueles quatro em especial, eram os meus bebês.
— O canil ganhou alguns filhotes esse ano. — Escutei Tio falar.
— Ótimo, Edgar, você vai até lá para escolher um para o Oliver. — Falei para ele.
— Sim senhor. — Ele disse ao meu lado.
— Eles gostam muito de você também. — Falei enquanto acariciava os pelos lustrosos.
— Eu os adestrei, todos eles. — Ele falou.
Me levantei e o rapaz puxou as guias, mas os quatro puxaram de volta.
— Sentados. — Falei para eles.
Os quatro sentaram imediatamente e eu olhei para o Tio.
— A reforma da mansão estará pronta antes do tempo previsto, como estamos adiantados, em uma semana, no máximo tudo estará pronto para você. — Ele disse.
Olhei para o guarda-costas de Liam que estava com os braços cruzados no meu outro lado e o chamei.
— Como está o ferimento do seu senhor? — Perguntei para ele.
— Foi no ombro, já está cicatrizando, senhor. — Ele disse.
— Ótimo, tenha mais cuidado com ele da próxima vez. — Falei para ele.
— Sim senhor. — Ele disse.
— Tem alguém que deseja ver você. — Tio falou e deu um passo para o lado.
A mulher de cabelos loiros quase brancos e lisos veio na minha direção.
— Estava com saudade, querido. — Ela disse e tentou se aproximar.
Edgar entrou no caminho e ela parou.
Aquela era a Hanna.
Eu tinha ajudado ela por muito tempo, mesmo sabendo que ela era prima do Marsalis, e agora que ele tinha voltado, ela vinha me encontrar para repassar informações sobre ele.
Embora eu tenha ajudado ela no princípio, percebi que ela tinha desenvolvido sentimentos por mim, então comecei a me afastar mais dela.
— O que você faz aqui? — Perguntei para ela.
— Você já foi mais gentil comigo. — Ela disse e sorriu.
— Diga logo o que você quer, eu preciso descansar. — Falei para ela.
Ela respirou fundo e me fitou seriamente.
— Tome cuidado, o Alexandre ficou muito aborrecido com o seu comportamento na reunião que vocês tiveram, ele vai direcionar todas as armas para você agora, para atingir o seu tio, porque ele sabe como o Onan é obcecado pela sua segurança. — Ela disse.
Sorri para ela.
— Estou ciente de que ele vai tentar me matar na primeira oportunidade que tiver, obrigado por me avisar. — Falei para ela.
— Seja bem vindo de volta, eu preciso ir agora, não se esqueça de vir me visitar. — Ela disse e saiu.
Acompanhei a saída dela com o olhar e depois olhei para o Tio.
— Vamos conversar no escritório. — Falei para ele.
— Como queira. — Ele disse e nós entramos.
Caminhamos para o escritório e entramos.
Sentei na cadeira atrás da mesa e Tio sentou à frente.
— Os nossos representantes estão todos seguros? — Perguntei para ele.
— Sim. — Ele respondeu e acendeu um cigarro.
— Então diga para o Dantas entrar em contato com o Marsalis, diga que nós aumentamos a oferta para comprar a concessão do cassino. — Falei para ele.
Ele riu.
— Você vai mesmo fazer ele de idiota? Ele vai ficar furioso. — Ele falou e me ofereceu o cigarro.
Olhei para Edgar e depois recusei o cigarro.
— Ele quis mexer comigo primeiro, e você sabe que eu adoro brincar com quem se acha mais inteligente do que eu. — Falei para ele.
Ele sorriu e deu outro trago no cigarro.
— Tudo bem, eu vou entrar em contato com o Dantas agora. — Ele disse.
— Mande todos os líderes das equipes de segurança para a mansão Corvaque da montanha, eu quero subir para ver o esquadrão e para falar sobre o Oliver e o Marsalis, iremos de madrugada. — Falei para ele.
— Está bem. — Ele disse.
— Veja o melhor carro para ir buscar o Oliver e os melhores seguranças. — Falei para ele.
— Estou realmente curioso para saber que tipo de pessoa ele é, eu lembro de você quase matando o rapaz que você brincava antes porque ele ameaçou você de morte de brincadeira. — Tio falou.
Me recostei na cadeira e o rosto inocente de menino do Oliver me veio à mente.
— Quando ele chegar, quero todo mundo no pátio para conhecer ele. — Falei.
— Não acho que seja prudente, ele vai se assustar. — Edgar falou.
Olhei para ele e ponderei por um momento.
— Você tem razão, eu ainda não contei tudo para ele. — Falei e deslizei os dedos entre os fios do meu cabelo.
— Não se preocupe com isso agora, você deve estar com fome, a Mariane preparou uma refeição especial para você. — Ele disse.
— Estou morto de fome mesmo. — Falei para ele e levantei.
Saímos do escritório e fomos direto para a sala de jantar da casa do Tio.
Assim que entrei, a mulher de pouco mais de cinquenta anos surgiu no meu campo de visão.
— Querido, seja bem-vindo de volta. — Ela disse.
O Tio trabalhava para o meu pai, que tinha sido assassinado durante um confronto com a família Marsalis, naquele ano o Tio exterminou até o último homem deles, com exceção do Alexandre, o filho mais jovem dos Marsalis que tinha ido estudar no exterior e do velho Marsalis, avô do Alexandre, que ninguém sabia onde estava.
O Alexandre tinha a mesma idade que eu.
Quando meu pai morreu, o Tio e a Mariane cuidaram de mim, até meu avô voltar do exterior, isso quando eu já tinha por volta de treze anos.
— Mariane, senti sua falta. — Falei e a abracei.
Ela me abraçou também.
— Eu também senti saudades de você, sente-se, eu fiz a comida que você gosta. — Ela disse e eu sentei na cabeceira da mesa.
Ela sentou à minha direita e Tio sentou a minha esquerda, enquanto Edgar sentou ao lado do Tio.
Me servi da comida de cheiro familiar e comecei a comer.
— O que você tem feito, além de trabalhar? — Ela perguntou.
— Nada demais. — Falei para ela.
— Nada demais? Ele está namorando. — Tio delatou.
— Ele deve ser muito bom, para estar com o meu Mikhail. — Ela disse.
Senti um sorriso no meu rosto e afirmei.
— Ele é. — Falei para ela.
— Ele está vindo para cá com você, acho que você deve alertar ele sobre o seu trabalho. — Tio falou.
O sorriso em meu rosto se desmanchou.
— Eu sei, só estou preocupado com a reação dele. — Falei para ele.
— Qualquer coisa você pode apenas trancar ele. — Tio falou.
— Como você fez comigo? — Mariane perguntou para ele.
— Você ficou comigo, não ficou? — Ele perguntou.
— Porque eu me senti culpada pela facada que eu dei em você. — Ela disse.
Ele sorriu.
— Você pareceu incrível enquanto me dava aquela facada, eu fiquei ainda mais apaixonado. — Ele disse.
Edgar riu, coisa que fazia raramente.
— Não tranque ele, você precisa conversar e se ele não quiser ficar, você deve deixar ele ir, significa que ele não é para você. — Ela falou.
— Acho que uma facada não é ruim. — Falei para ela.
Tio gargalhou.
— Vocês não tomam jeito. — Ela disse.
Conversamos sobre a reforma e presenciei as alfinetadas da Mariane no Tio.
Quando terminamos de comer, eu fui levado para um quarto.
Era um dos maiores da mansão do Tio.
Entrei e fui tirando a roupa.
Depois de tomar um longo banho deitei na cama com uma calça moletom e dormi profundamente.
Quando acordei, já passava das duas da manhã, eu não tinha dormido nada de sábado para domingo e também não consegui dormir no jatinho.
Levantei da cama e fui para o banheiro, depois de me aliviar tomei uma ducha rápida, escovei os dentes e arrumei o cabelo.
Saí do banho, me sequei e coloquei um terno preto.
Tirei o meu anel da família da caixa de abotoaduras e coloquei no dedo indicador, depois coloquei os outros nos outros quatro dedos e as abotoaduras de Ônix.
Peguei o sobretudo preto longo que alcançava meus tornozelos e saí do quarto.
Edgar já estava pronto com um terno preto, uma camisa branca e sobretudo preto longo também.
— Tudo pronto para sair. — Ele disse.
— Então vamos. — Falei para ele.
Nós descemos as escadas e o Tio já estava no pátio, onde os carros aguardavam.
Entramos no Mercedes preto modelo clássico e seguimos para a região das montanhas.
Chegamos na mansão das montanhas já passava das oito da manhã.
Assim que o motorista estacionou no pátio, nós descemos.
Os homens estavam reunidos no pátio.
O esquadrão da morte, que estava à frente do grande grupo de homens de terno, era o grupo mais treinado de homens, coisas do Edgar.
Ele achava que precisaria ter uma força mais ofensiva para o caso das coisas saírem do controle.
O esquadrão contava com trezentos homens do tudo ou nada, eram homens leais, que o Edgar tinha recrutado e treinado pessoalmente, eles viviam nos campos da mansão Corvaque da montanha e só desciam se tivesse alguma ameaça muito perigosa, ou quando eu pedia.
Eles gostavam de viver longe e se consideravam como monges, o que eu sempre achei estranho porque eles eram matadores.
Além disso, eles eram hackers muito bons.
— Seja bem vindo de volta senhor. — Eles falaram em coro.
O pátio da mansão Corvaque ficou muito pequeno para tantos homens, eram os representantes das equipes de segurança e todos os homens do esquadrão da morte.
— Obrigado, vamos entrar. — Falei para eles e segui para dentro.
Assim que todos se reuniram no salão de reuniões da mansão, eles tomaram seus lugares.
Tio conectou o pendrive no computador e as fotos surgiram.
As fotos do meu adorável demônio do sexo.
— Essa pessoa é com quem eu tenho um relacionamento, ninguém pode tocar nele. — Falei para eles.
— Sim senhor. — Eles disseram.
— O companheiro do senhor Corvaque se chama Oliver De Luca, tem dezenove anos de idade, formado em literatura, escritor da editora Viena, não têm irmãos e seus pais já são falecidos, ele teve um envolvimento afetivo com Igor Viena, filho do dono da editora Viena, seus amigos em Suzano são Beatrice Fontela, Fabiano Fontela, Tadeu Vermaque, Dante Amaral, Válerie Estiano e Laura Estígio, foi eleito o melhor aluno do seu curso e estagiou no colégio Alencar do doutor José Alencar de Savana. — Tio concluiu.
Depois das fotos dele, vieram as fotos do Marsalis.
— Esse é o Alexandre Marsalis, ele é filho de Augusto Marsalis, ele esteve no exterior por muitos anos e agora está de volta, está em busca de vingança pelo pai dele, ainda não precisaremos de uma intervenção grande, mas ele vem com tudo, tivemos a informação de que o avô dele está financiado a volta dele, mas até agora, ninguém sabe exatamente do paradeiro dele, devemos tomar muito cuidado, o senhor Corvaque não está sozinho agora, vocês devem estar atentos às pessoas faladas anteriormente, se algo estranho acontecer, vocês devem intervir, o senhor De Luca não conhece os Marsalis, então todo o cuidado é pouco, assim que o senhor De Luca chegar a Suzano, seu guarda-roupa e acessórios novos serão comprados e enviados para cá, para colocarmos os localizadores. — Edgar falou.
— Enviaremos as informações principais para cada líder de equipe de segurança. — Tio falou.
Ele colocou a foto de um homem com uma cicatriz na maçã do rosto.
— Esse é o braço direito do Marsalis, se chama Iscar O’Neal, é um homem perigoso, conseguimos rastrear o endereço IP dele, as pesquisas e os dados dele por esse endereço são todas relacionadas ao senhor Corvaque, atenção redobrada, o senhor De Luca gosta de sair, então ele tem que estar muito bem protegido. — Edgar falou para todos eles.
Depois de repassar todas as informações necessárias, nós fizemos a refeição e descemos a montanha depois das duas da tarde.
Chegamos à mansão do Tio já passava das oito da noite, subi as escadas e entrei no quarto, sentei na cama e deitei, afrouxei o nó da gravata e abri dois botões da camisa preta de cambraia de linho.
Tirei o celular do bolso e cliquei no número do Oliver.
Chamou duas vezes.
— Você já está no avião? — Perguntei para ele.
— Ainda não, o Igor me chamou para jantar antes de voltar. — Ele respondeu.
Sentei na cama sem conseguir acreditar no que tinha escutado.
— E você aceitou? — Perguntei para ele.
— Aceitei, mas não se preocupe, o Adam está aqui também, sairemos daqui direto para o aeroporto. — Ele respondeu.
Respirei fundo em busca de controle.
Eu sabia que deixar ele sozinho lá, era um grande erro.
— Eu quero que você saia desse maldito lugar em que está com ele e vá para o aeroporto, agora mesmo Oliver. — Falei para ele.
— É só um jantar, nada demais, você não precisa ter um surto, o meu voo é só às vinte e duas e trinta. — Ele falou.
— Oliver…
Fechei a mão em punho e respirei fundo em busca de controle.
— Eu já falei que estou com saudade? — Ele perguntou.
Senti meu coração acelerar e um maldito sorriso idiota surgir na minha cara.
Lembrei que estava com raiva e fechei a cara novamente.
— Oliver…
— Ontem eu estava com tanta vontade de beijar você que eu sonhei. — Ele disse naquele tom que me deixava fraco.
Senti o sorriso surgir e não sair mais.
— Escuta, não tente mudar de…
— Eu acordei excitado por causa do sonho. — Ele sussurrou.
Senti meu corpo tremer involuntariamente e suspirei vencido.
— Porra Oliver, como é que você consegue me ganhar assim? — Perguntei para ele.
"Estou de volta, quer que eu leve você no aeroporto?"
Escutei a voz do Igor.
— Não precisa, o motorista do Mikhail vai me levar. — Ele disse.
"Você está mesmo sério com esse cara, não é?"
Ele perguntou.
— Estou voltando para Suzano para ficar com ele, acho que isso responde a sua pergunta, não responde? — Ele perguntou.
"Não achei que você fosse se interessar por alguém tão cedo, depois do…"
— Eu estou feliz agora Igor, eu não sei o que vai acontecer mais para a frente, mas eu estou feliz. — Oliver disse o interrompendo.
"Se você precisar de alguém, eu estou aqui."
O Igor falou.
— Eu já tenho quem eu preciso, ele me ajudou na época que eu mais precisava, você me chamou aqui para se despedir, então adeus, espero que você prospere no seu trabalho e tenha sucesso, eu vou ter você como um bom amigo sempre. — Oliver disse para ele.
"Eu posso… Dar um abraço em você?"
Ele perguntou.
— Não pode, eu preciso ir agora, muito obrigado pelo jantar. — O Oliver falou.
"Boa sorte com esse cara."
O Igor falou.
Escutei alguns ruídos surdos e depois uma conversa entre ele e Adam.
— Você ainda está aí? — Escutei ele perguntar.
— Abraço é o meu pau, se você deixasse ele tocar em você Oliver, eu juro que eu mataria ele. — Falei carrancudo.
— O correto não seria me matar? — Ele perguntou enquanto ria.
— É claro que não, se eu sou beneficiado com você vivo, porque eu mataria você? — Perguntei.
— Falando nisso, de onde é que você tirou aquela pistola? — Ele perguntou.
— É minha, quando você viu? — Perguntei para ele.
— No domingo, quando estávamos na cama, eu vi ela no seu cós. — Ele respondeu.
— Eu vou explicar para você porque eu tenho ela, quando você chegar aqui. — Falei para ele.
— Está bem, eu vou fazer o check-in agora, até amanhã. — Ele disse e desligou, na minha cara, como ele sempre fazia.
Deitei na cama e olhei para o teto.
— Eu vou trancar você por dois dias seu monstrinho gostoso. — Falei e ri.
Tirei a roupa e fui para o banheiro, depois de um banho quente, desci para o escritório e fiquei nele até às duas da manhã.
Subi as escadas nas últimas e entrei no quarto apenas para deitar e morrer.
Na manhã seguinte, acordei com os latidos dos cachorros.
Tomei um banho longo, escovei os dentes e coloquei uma calça preta de inverno, uma camisa preta de linho, com botões e um suéter preto de uma lã grossa, porque o frio estava ficando mais intenso, calcei meus sapatos e arrumei o cabelo.
Assim que saí do quarto, Edgar estava me esperando com o sobretudo.
Olhei o relógio e já passava das sete da manhã.
— Vamos direto para o escritório. — Falei para ele enquanto ele me ajudava a colocar o sobretudo.
— O Onan já foi na frente, está esperando você no escritório dois. — Ele disse.
— E o Oliver? — Perguntei para ele enquanto descia as escadas.
— O avião acabou de decolar novamente, a chegada está prevista para às dezoito horas. — Ele respondeu enquanto vinha atrás de mim.
— Ótimo. — Falei e saí de casa.
Edgar abriu a porta e eu entrei.
Assim que cheguei ao escritório dois, foram repassados os relatórios do que tinha sido feito no último mês.
— A um carregamento dos meus brinquedos chegando hoje às quinze horas, não é? — Perguntei ao Tio.
— Sim. — Ele respondeu.
— Eu vou até lá com você. — Falei para ele.
— Está bem. — Ele falou.
O dia foi bastante corrido como eu bem esperava que fosse, quando eu cheguei na casa do Tio, já passava das dezessete horas.
Tomei um banho rápido e coloquei uma calça moletom preta e uma camisa de lã com gola alta e manga longa.
Quando o relógio marcou dezoito horas eu comecei a ficar impaciente.
— Eu deveria ter mandado alguém para abrir o caminho, o trânsito deve estar caótico. — Reclamei enquanto andava de um lado para o outro na sala.
— Sim, seria uma maravilha provocar uma comoção na cidade nesse horário. — Tio falou.
Quando o relógio marcou dezoito e trinta, a paciência que me restava chegou ao fim.
Caminhei para a saída impaciente.
— Onde você vai assim? Está frio pra cacete Mikhail. — Escutei os protestos do Tio atrás de mim.
Quando cheguei a porta e abri, ele estava descendo do carro.
A touca e a echarpe azul clara combinavam perfeitamente com o sobretudo branco que ele usava.
Ele olhou ao redor e quando me viu, um sorriso surgiu em seu rosto bonito.
As maçãs do rosto dele estavam coradas e os grandes olhos azuis estavam brilhando.
Senti o sorriso no meu rosto crescer e fui na direção dele.
— Onde você estava indo com esse frio todo que está fazendo? — Ele perguntou.
— Estava indo falar com a segurança para abrir caminho para você passar e chegar mais rápido. — Falei para ele.
— Eu já estou aqui. — Ele falou e sorriu, daquele jeito que eu adorava.
— Sim você está. — Falei ainda encantado com ele.
Quando o efeito de ver ele novamente depois daquele tempo que pareceu uma vida passou, eu o peguei e o coloquei no meu ombro.
— O que você está fazendo? — Ele perguntou surpreso.
— Você saiu para jantar com aquele babaca sem me consultar. — Falei para ele enquanto marchava para dentro da casa.
— Me coloca no chão! Eu acho que sou um adulto responsável pelas minhas escolhas e completamente livre para fazê-las. — Ele disse.
— Adulto responsável, onde você acha que é responsável? — Perguntei.
— Olá, boa noite. — Escutei ele falar com Tio e Mariane que estavam no sofá da sala.
— Boa noite. — Eles disseram.
— Se você não me colocar no chão agora…
— O que você vai fazer? Me matar? — Perguntei para ele enquanto subia as escadas.
— Não duvide que eu faça isso enquanto você dorme! — Ele ameaçou.
— E quem disse que eu vou dormir? — Perguntei para ele.
— Mikhail você não terá nada de mim! — Ele exclamou.
— Eu pego a força. — Falei para ele.
— Está doendo! — Ele exclamou quando já estávamos dentro do quarto.
Fiz ele deslizar no meu corpo enquanto colocava ele no chão e seus olhos fitaram os meus faiscando de raiva.
Baixei os olhos para os lábios cor de rosa e senti meu corpo inteiro esquentar.
Antes que eu pudesse dar vasão aos meus desejos imorais, ele me puxou para um beijo.
Sua língua incitou a minha e seus dedos deslizaram para o meu cabelo.
Gemi quando as unhas deslizaram no meu couro cabeludo e tirei o casaco dele com urgência.
Tirei a echarpe azul e minha boca procurou a dele novamente.
Sua língua deslizou para minha boca e eu chupei ela.
Porra! Dois dias, e eu já estava sedento dele daquele jeito.
Puxei a camisa dele e ele ergueu os braços para que eu pudesse tirar.
Assim que eu tirei, ele puxou a minha e eu o ajudei a tirar.
Ele mordeu o meu peito e deslizou a língua no mamilo antes de chupar e morder.
Senti meu corpo tremer e coloquei ele contra a porta.
Tirei a toca que ele estava usando e enfiei o meu nariz entre os cabelos loiros avermelhados.
Aquele cheiro era divino.
Ele virou o rosto e me beijou.
Um beijo bem molhado.
Deslizei a língua no pescoço dele e esfreguei meu pau na bunda gostosa.
Ele gemeu e cravou as unhas na porta.
Passei as mãos para a frente do seu corpo e soltei o botão da calça e baixei o zíper.
Puxei ela e a cueca para baixo e fiquei com a cara bem na altura da bunda redondinha.
Mordi um lado e enfiei a cara no meio dela enfiando a língua em sua entrada.
Ele gemeu alto e eu segurei seu pau e comecei a masturbar.
Ele soltou um longo gemido e eu deslizei a língua em suas costas.
Baixei minha calça e minha cueca, segurei seu pau e comecei a masturbar novamente.
Masturbei meu pau e me abaixei e me enfiei dentro dele.
Ele gemeu daquele jeitinho, aquele jeitinho que me deixava ainda mais quente.
Comecei a me movimentar, enquanto masturbava ele.
Ele deitou a cabeça no meu peito e suspirou.
Aquela conversa deliciosa dos nosso corpos estava me tirando toda e qualquer linha de pensamento.
Senti nosso corpos entrarem em órbita e o meu corpo tremeu com o dele quando gozamos juntos.
Aquela sensação era a mais deliciosa que eu já tinha sentido.
Sai de dentro dele e descansei meu corpo no dele.
O vento frio soprou pela janela que eu tinha aberto e meu corpo esfriou.
Beijei o ombro molhado de suor e aspirei o cheiro dele novamente.
Fiz ele virar de frente para mim e seus olhos azuis fitaram os meus.
Eu ainda queria provar ele todinho.
Mas ele devia estar com fome.
Levei ele para o banheiro e liguei a água quente.
Coloquei ele de baixo e me enfiei logo depois dele.
Ele pegou o frasco de sabonete e colocou um pouco na mão, esfregou uma na outra e começou a espalhar no meu peito, ombros, braços e abdômen.
— Não passa a mão aí que é perigoso. — Falei para ele.
Ele levantou os olhos para mim e sorriu.
O cabelo molhado se enroscava no pescoço e cobria parte do seu rosto.
Aquele ar infantil apareceu do quinto dos infernos só pra foder com o meu psicológico já fodido.
Ele segurou o meu pau e deslizou a mão.
— Oliver, você não está com fome? — Perguntei para ele em um sussurro baixo.
— Com fome de você. — Ele disse e desceu.
Olhei para baixo e ele me fitou ao deslizar a língua na extensão do meu pau.
Quando ele tomou as minhas bolas eu senti meu coração pular no peito e espalmei a mão na parede de vidro do boxe do chuveiro.
Ele chupou e depois deslizou a língua na extensão e a ponta da língua na glande.
Ele me masturbou suavemente e depois me provou antes de me engolir completamente.
— Caralho Oliver. — Sussurrei enquanto olhava para ele.
Senti a garganta dele e gemi alto do fundo da garganta.
Deslizei os dedos nos cabelos dele que estavam no rosto e os olhos que estavam nos meus, ficaram ternos e adoráveis.
Como ele conseguia mudar a expressão de safado para adorável em poucos segundos.
Senti meu pau pulsar e ele me engoliu uma última vez antes de eu gozar.
Minha respiração estava áspera e meu coração estava para saltar do peito.
Ele se ergueu e me abraçou pelo tronco, descansando o queixo na parte inferior do meu peito.
— Estou perdoado? — Ele perguntou.
Sorri para ele e para sua expressão de neném.
Porra, eu já estava de quatro por ele, inferno.
— Por favor, aqui não é Savana, peça para sair quando quiser. — Falei para ele.
— Eu vou tentar, mas eu não garanto que vou obedecer quando eu estiver com raiva de você. — Ele disse.
— Você quase sempre está com raiva de mim. — Constatei.
Ele riu.
— Exatamente. — Ele falou e sorriu.
Depois do banho, nos secamos, e eu coloquei a roupa que eu estava antes.
Ele colocou uma calça moletom minha e um suéter branco folgado.
— Vamos descer, você deve estar com fome. — Falei.
— Estou morrendo de fome, quando eu cheguei no aeroporto o Adam não me deixou comer nada. — Ele disse.
— Para sua segurança. — Falei para ele.
Saímos do quarto e descemos as escadas.
Assim que alcançamos a sala, Oliver olhou para Edgar.
— Ele tem fumado? — Ele perguntou.
— Não senhor. — Ele respondeu.
Ele me olhou e sorriu.
— Muito bem. — Ele disse.
— Eu sou um rapaz obediente, mas se eu ficar tenso, você tem que me ajudar a relaxar. — Falei para ele.
— Acordo é acordo. — Ele disse e piscou.
O sorriso que surgiu involuntariamente quase me partiu a cara.
Levei ele para a sala de jantar e assim que chegamos, eu sentei a cabeceira.
Tio e Mariane olharam para ele e a primeira a sorrir foi a Mariane.
— Esses são a Mariane e o Tio, estamos de favor na casa deles até que a minha casa esteja pronta. — Falei para ele.
— Sua definição de casa é diferente da minha. — Ele disse enquanto me olhava.
— De favor? Você não cobre as nossas despesas? — Mariane perguntou.
— O Tio trabalha para isso. — Falei para ela.
— Olá a vocês dois, e obrigado por me acolherem na casa de vocês, eu me chamo Oliver e sou escritor. — Ele se apresentou.
— Seja bem vindo a Suzano Oliver, estamos animados em ter você em nossa casa, se você precisar de alguma coisa, pode me pedir. — Mariane falou para ele.
— Não se preocupem comigo, se eu for pedir alguma coisa, vai ser para ele, que me pediu para vir para cá enquanto eu estava caindo de bêbado. — Oliver falou.
— Você disse que seus neurônios eram jovens e ainda não estavam danificados. — Falei para ele.
— Mas eu estava bêbado. — Ele insistiu.
— Se você quiser voltar, é só me dizer. — Falei para ele.
— Eu quero…
— Não pode voltar atrás. — Falei interrompendo o que ele ia dizer.
Ele gargalhou.
— Eu não vou, eu quero comer, você pode fazer silêncio. — Ele pediu.
Tio e Mariane olharam surpresos e eu ri.
— Tudo bem. — Falei para ele.
— Você vai sair amanhã para algum lugar? — Perguntei para ele.
— Eu vou passar na editora e depois eu vou ao campus, assim que souberam que eu estava vindo, me mandaram um convite para um simpósio de quinze dias. — Ele respondeu.
— Você aceitou? — Perguntei.
— Claro que eu aceitei, esse não um simpósio nacional, esse é internacional, com autores renomados, eu fui convidado pelo diretor geral que promove o simpósio, eu não posso perder. — Ele respondeu.
— Terão muitas pessoas? — Perguntei para ele.
— Foi aberto ao público então, todo o pessoal da editora vai, e também professores da rede pública e particular. — Ele respondeu.
— Eu posso ir com você? — Perguntei para ele.
— Não, você tem o seu trabalho. — Ele falou e começou a comer.
Comecei a comer também e terminamos o jantar em silêncio.
Nos sentamos na sala e começamos a conversar.
— Amanhã você precisa ir ao escritório dois para ver os carregamentos dos brinquedos novos que estão chegando. — Tio falou.
— Não se preocupe, eu vou me inteirar de tudo até o final dessa semana. — Falei para ele.
— Os relatórios sempre ficam lá. — Ele disse.
— Vá ao escritório um amanhã, preciso das atualizações do Romeo, mas não vou poder entrar em contato com ele essa semana, fale a ele para mandar os relatórios, para eu organizar tudo. — Falei para ele.
— Está bem. — Ele disse.
Olhei para o Oliver e ele já estava adormecido ao meu lado.
— Eu vou me retirar agora, tenham uma boa noite. — Falei para eles e peguei o meu adorável monstrinho nos braços.
Subi as escadas e Edgar abriu a porta do quarto para mim.
Assim que entrei com o Oliver, ele fechou a porta.
Coloquei ele na cama e fui fechar as janelas.
Quando voltei, tirei as sandálias dos pés dele e ajustei seu corpo na cama.
Cobri ele com a manta e dei a volta, deitando pelo outro lado.
No meio da noite, eu o abracei e dormi profundamente.
Na manhã seguinte, quando acordei, ele não estava mais comigo.
Levantei e fui para o banheiro, ele também não estava.
Tomei uma ducha quente e coloquei o terno vermelho vinho, coloquei os anéis e calcei os sapatos.
Sai do quarto e desci as escadas, assim que alcancei a sala de jantar e atravessei, parando a porta da cozinha, escutei a voz do Edgar e do Oliver.
— Você cuida muito dele, porque você é tão cuidadoso com ele? — Oliver perguntou.
— Na época que ele me deu trabalho, ele tinha quatorze anos de idade, aquela era a idade que o meu filho mais velho teria se não tivesse sido morto. Quando eu olhei nos olhos dele naquele dia eu vi uma criança sem pai, e eu era um pai sem criança, foi por isso que eu quis ficar, eu queria uma criança para cuidar, porque eu não tive a chance de cuidar do meu. — Ele respondeu.
— Eu sinto que ele está me escondendo alguma coisa, mas sinto que ele está com medo de me contar. — Oliver disse para ele.
— Acho que esperar o momento adequado para falar, é o melhor que se pode fazer. — Edgar falou.
— Tudo bem, já entendi que não vai sair nada de você. — Oliver disse.
Escutei a risada baixa de Edgar.
— Pode me torturar se quiser. — Ele disse.
Oliver riu.
Entrei na cozinha e Edgar virou.
— Bom dia senhor. — Ele disse.
— Bom dia senhor. — Oliver falou sarcástico.
Dei risada e olhei para ele.
Ele estava usando uma camisa branca de botões e um suéter rosa pálido, com calça de inverno branca, mais justa, o sapato que ele estava usando era um branco de sola alta e cadarço rosa pálido como o suéter.
O cabelo estava todo para trás, fixado com um aspecto molhado pelo gel.
— Vamos tomar café e sair, eu deixo você na editora. — Falei para ele.
— Está bem. — Ele falou e me seguiu para a sala de jantar.
Tomamos o café da manhã em silêncio e subimos as escadas.
Depois de escovar os dentes, ele escolheu um sobretudo cinza e uma echarpe branca para complementar a perfeição de beleza que ele tinha.
Descemos as escadas e fomos para os carros.
Ele olhou para minha mão com os anéis.
— Por que você usa tantos? — Ele perguntou um pouco desconfortável.
— Eu gosto deles. — Falei para ele.
Ele sorriu e colocou a minha mão em seu rosto.
— É bom estar assim com você de novo. — Ele disse.
— Logo mais estaremos em casa e não vamos mais incomodar o Tio e a Mariane. — Ele falou.
— Está bem. — Ele respondeu.
Deixei ele na editora e segui para o escritório dois.
Assim que entrei, fui direto para o térreo.
No segundo nível do subsolo, que só o Tio e eu tínhamos o código para entrar.
As caixas de madeira estavam empilhadas em um canto.
— Abra todas elas e verifique se tudo está em ordem. — Falei para um dos rapazes.
— Sim senhor. — Ele disse e começou a abrir as caixas.
Depois de verificar algumas, eu subi e entrei no escritório.
O escritório dois era um pub na verdade e era bastante badalado em Suzano.
Sentei na cadeira de couro e comecei a ler os relatórios que faltavam para eu me atualizar das transações feitas no escritório dois.
Quando terminei de ler, comecei a conversar com o pessoal, para me inteirar de tudo em detalhes precisos.
Depois de terminar, fiz uma refeição rápida e Tio veio me encontrar.
— Eu trouxe os relatórios que você pediu do Romeo, você vai começar a organizar os cartéis? — Ele perguntou.
— Sim, está chegando o natal e logo o início do ano, preciso organizar isso. — Falei para ele.
Edgar passou pela porta.
— O chefe de polícia acabou de me ligar dizendo que alguém fez uma denuncia sobre um cassino clandestino na boate Essence do centro. — Ele falou.
— Diga ao chefe de polícia para ir verificar, para não levantar suspeitas do meu amigo, veja quem fez a denuncia. — Falei para ele.
— Sim senhor. — Ele falou e saiu.
— Como estamos com a oferta do cassino? — Perguntei para ele.
— Ele aumentou o valor como previsto. — Ele disse.
— Faça só mais uma contraproposta e depois venda a concessão pelo valor que ele oferecer. — Falei para ele.
— Está bem. — Ele disse.
Edgar entrou novamente.
— Tudo feito, a denúncia veio de um número desconhecido, já mandei que fossem investigar. Edgar falou.
— Ótimo. — Falei para ele.
Niel entrou no escritório pálido e olhou para o Tio e para mim.
— O galpão de estoque foi incendiado. — Ele falou.
Levantei e olhei para ele sem conseguir acreditar.
— Alguém se machucou? — Perguntei para ele.
— Não senhor. — Ele respondeu.
— Perdemos a mercadoria? — Perguntei para ele.
— Não senhor, mas os alimentos que suprem as casas foram todos perdidos. — Ele disse.
Senti meu sangue ferver de raiva.
— Descubra quem fez e quem mandou. — Falei para ele.
— Conseguimos capturar alguém. — Ele disse.
— Leve ele para casa, para interrogatório. — Tio falou e Niel saiu.
— Mande alguém para reconstruir o galpão e para os nossos nutricionistas resolverem o problema dos alimentos. — Falei para o Tio.
— Está bem. — Ele disse e pegou o telefone.
— Uau, tem uma nuvem negra em cima da sua cabeça. — Escutei a voz da Hanna.
— O que faz aqui? — Perguntei para ela.
— Vim avisar ao Onan que esse foi apenas um aviso. — Ela falou.
Tio olhou para ela e assentiu.
— Estamos preparados para ele. — Ele disse e saiu.
— Ele está indo para cima de você agora. — Ela disse.
— Deixe ele vir. — Falei.
Quando pensei em tirar a carteira de cigarro da gaveta, Edgar colocou um copo de uísque sobre a mesa.
Olhei para ele e lembrei do que escutei pela manhã.
— Obrigado. — Falei para ele e virei o conteúdo do copo de uma só vez.
— O que devemos fazer agora? — Ele perguntou.
— Entre em contato com Romeo e diga que a saída de alimentos vai atrasar um dia. — Falei para ele.
— Sim senhor. — Ele disse e saiu quando Dantas entrou no escritório.
— Tudo pronto com seus brinquedos, senhor. — Ele falou.
— Diga ao Tio para enviar aos orfanatos imediatamente. — Falei para ele.
— Sim senhor. — Ele disse e saiu.
— Às vezes parece que você é que manda, e não o seu tio. — Hanna comentou.
— Mais alguma coisa? — Perguntei para ela.
— Você está irritado, é melhor eu sair. — Ela disse e se foi.
Tio entrou novamente no escritório.
— Temos que ir às fazendas, um dos nossos nutricionistas acionou a emergência, parece que um desconhecido está tentando entrar. — Ele falou.
— Vamos sair agora. — Falei para ele.
Edgar entrou e me entregou o celular.
— É o Romeo. — Ele falou.
Peguei o telefone.
— Avise ao Adam para avisar ao Oliver que eu não voltarei hoje e amanhã. — Falei para Edgar.
— Sim senhor. — Ele disse.
— Pode falar Romeo. — Falei para ele.
— Você pode ficar calmo, tudo está sob controle aqui, eu tinha pedido na semana passada alimento a mais naquele supermercado da nossa confiança, para Savana, se você quiser, posso dividir tudo, enquanto você arruma a bagunça. — Ele disse.
— Eu vou mandar o jatinho. — Falei para ele.
— Vou aguardar. — Ele disse e eu desliguei.
Entreguei o celular para o Edgar novamente e ele me entregou o sobretudo preto.
Eu coloquei e nós saímos.
Assim que sentei no passageiro ao lado do Tio, o celular dele tocou.
Ele escutou por um momento e depois desligou.
— Sua casa estará pronta amanhã. — Ele disse.
— Maravilha, diga a todos para levar o Oliver assim que tudo estiver pronto. — Falei para ele.
— Está bem. — Ele disse e mandou mensagem.
Passamos os dois dias seguintes nas fazendas.
Quando voltamos para a cidade, eu fui direto à casa do Tio.
— Onde está o homem que incendiou o galpão? — Perguntei assim que desci do carro.
— Ele está atrás, senhor. — Ele respondeu.
— Traga ele para o pátio lateral. — Falei para ele.
Caminhei para o pátio lateral e assim que cheguei, ele já estava.
Olhei para ele e os olhos castanhos cor de mel fitaram os meus.
— Quem enviou você para queimar meu galpão? — Perguntei para ele.
Ele continuou calado.
— Responda ao chefe! André exclamou e chutou ele.
O homem ainda não falou nada.
— Essa é a última vez que pergunto. Quem mandou você? — Perguntei para ele.
— Você não vai tirar nada de mim. — Ele falou.
Me abaixei a frente dele e sorri.
— Então você não é útil. — Falei para ele e tirei a faca que ficava no meu sapato.
Enfiei ela na coxa dele e ele gritou alto.
— Eu falo! Eu falo! — Ele gritou enquanto tremia de dor.
— Hum, eu não quero mais saber. — Falei para ele e me levantei.
— O senhor Marsalis deu a ordem! — Ele falou enquanto chorava.
Tirei a arma do cós e apontei para a cabeça dele.
— Obrigado por dividir a informação conosco. — Falei e atirei na testa dele.
Guardei a arma no cós novamente e olhei para Edgar.
— Vou enviar o presente agora. — Ele falou e olhou para os dois rapazes que estavam ao redor.
Os dois pegaram o corpo e levaram.
— O que devemos fazer agora? — Tio perguntou.
— Vamos colocar fogo também. — Falei para ele.
Entrei na casa e subi as escadas, depois de tomar banho e me vestir com um terno azul escuro, desci as escadas novamente.
— Eu quero que todos os nossos representantes estejam na minha casa, agora. — Falei para ele e fui na direção da porta.
Quando o carro estacionou na minha casa, eu desci do carro e todos já estavam no pátio.
— Edgar, leve todos eles para a sala de reuniões. — Falei para ele que estava ao meu lado.
Antes que ele pudesse executar a ordem, Oliver saiu de dentro da casa.
Ele veio na minha direção em passos largos e quando chegou perto, ele me deu um tapa que fez o meu rosto virar.
Me surpreendi e coloquei a mão onde agora ficava quente.
Antes que eu pudesse impedir, todos os seguranças que estavam ao meu redor, apontaram suas pistolas para ele.
Ele tremeu ao olhar ao redor e riu amargamente.
— Por um momento, eu achei que era mentira. — Ele disse com amargura.
Olhei para todos sentindo meu sangue ferver de raiva.
— Abaixem as armas agora! — Gritei alto.
Eles imediatamente abaixaram.
Oliver riu e chegou perto do Edgar.
Ele deu um tapa forte nele também.
Era estranho, ver o Edgar não se defender de uma violência.
— Vocês acham que eu sou o quê? — Ele perguntou.
— Vamos conversar. — Falei para ele.
— Vamos, vamos conversar senhor Negrini, ou eu devo dizer senhor Corvaque? — Ele perguntou.
Caralho, porra, inferno!
— Como você descobriu? — Perguntei para ele.
— Então é verdade? Você é… Eu não quero nem pronunciar essa palavra. — Ele falou e deslizou os dedos entre os fios longos dos cabelos.
— Sim, eu sou traficante de armas, munições e jogos de cassino. — Falei para ele.
Ele andou de um lado para o outro.
— E quando é que você pretendia me contar? Ou você não pretendia? — Ele perguntou.
— Eu ia contar para você, mas estava com medo da sua reação. — Falei para ele.
— Medo da minha reação? Eu acabei de ver você enfiando uma bala na cabeça de alguém sem nem piscar os olhos! — Ele exclamou.
Senti um calafrio na espinha.
— Como? Como você viu? — Perguntei e olhei para todos ao redor.
— O seu amigo Liam. — Ele disse.
Senti o sangue esfriar mais.
Quando a merda tinha que se espalhar, ela se espalhava de uma vez.
— Oliver, não é isso que você está pensando. — Falei para ele.
— Então me explica Mikhail, me explica o que eu devo pensar sobre isso! — Ele exclamou.
— Eu não posso dizer a você sobre isso, mas não é como você pensa que é. — Falei para ele.
— Tudo bem, então não diga, não diga mais nada. — Ele falou e passou por mim na direção da saída.
— Onde você vai? — Perguntei seguindo ele.
— Eu vou embora desse lugar, eu não sei nem porque eu me permiti gostar de você. — Ele disse.
Peguei ele pela cintura e ele começou a se debater.
— Você não vai sair daqui. — Falei para ele.
— Você vai me obrigar?! O que é um sequestro para quem matou alguém a sangue frio! — Ele exclamou enquanto tentava se soltar dos meus braços.
— Você não pode ir embora, você disse que ficaria comigo. — Falei para ele.
— Eu nunca prometi isso para você. — Ele disse.
— Prometeu sim, você estava dormindo, mas ainda conta. — Falei para ele.
Ele deslizou os dedos nos cabelos e olhou para todos os que estavam no pátio.
— Tudo bem, eu vou ficar com você, mas não espere ter mais nada de mim. — Ele falou.
— Basta que você esteja aqui e não vá embora. — Falei para ele.
Ele me deu as costas e entrou na casa.
Olhei para todos no pátio.
— Para a sala de reuniões. — Falei para eles e entrei em casa.
Subi as escadas e entrei no quarto principal.
— Oliver, por favor, você pode me escutar só por um momento? — Perguntei para ele enquanto ele caminhava de um lado para o outro.
Ele me olhou.
— Você não vai me deixar ir, certo? — Ele perguntou.
— Eu não posso, porque eu amo você Oliver, e você pode me odiar o quanto quiser, eu não me importo, mas eu não vou deixar você sair de perto de mim. — Falei para ele.
— Eu tenho a minha vida. —Ele falou.
— Você pode ir no seu trabalho, e pode ir ao simpósio se quiser, mas a equipe de segurança vai com você a partir de hoje, e não adianta você tentar fugir, porque eu vou encontrar você. — Falei para ele.
Os olhos azuis faiscaram de raiva.
Tudo que eu queria naquele momento era me enfiar nele e esquecer a semana de merda que eu tive, mas ele estava tão bravo que se eu tentasse alguma coisa naquele momento, ele iria me odiar ainda mais.
— E eu tenho outra escolha? — Ele perguntou.
— Não, você não tem. — Respondi.
Ele me deu as costas e entrou no closet.
Saí do quarto e desci as escadas, encontrando Edgar aos pés dela.
— Reúna os seguranças, agora. — Falei para ele.
Atravessei a sala de estar e saí para o pátio.
Fui na direção da sala de reuniões e entrei.
— Vocês já conseguiram uma oferta mais alta pela concessão do cassino? — Perguntei aos que estavam ao redor da mesa.
— Conseguimos senhor, e já fechamos o negócio como o senhor mandou. — Um deles disse.
— Ótimo, eu quero relatórios sobre tudo o que vocês estão fazendo. — Falei para eles.
Continuamos a reunião e quando terminou, todos eles foram embora.
Saí da sala de reuniões e fui na direção do salão da segurança.
Todos estavam reunidos.
Entrei e olhei para todos eles.
— Que merda vocês estavam pensando quando apontaram aquelas malditas armas para o Oliver? — Perguntei.
— De acordo com o juramento, não devemos deixar que ninguém agrida o senhor. — Um deles falou.
— Foda-se a merda do juramento! Se vocês ao menos olharem torto para o Oliver de hoje em diante, considerem-se homens mortos! — Gritei as palavras com uma raiva descomunal.
— Seremos obedientes, senhor. — Eles falaram em coro.
O silêncio reinou entre eles.
— Todos devem raspar a cabeça, amanhã mesmo, saiam. — Falei para eles.
Assim que todos saíram, Edgar olhou para mim.
— Como o senhor De Luca está? — Ele perguntou.
— Com ódio de mim. — Falei para ele.
— Não acho que esse ódio vai durar muito tempo. — Ele disse.
— Por que você deixou ele bater em você? — Perguntei.
— Além de você, eu merecia também. — Ele respondeu.
— Por que você acha que merecia? — Perguntei para ele.
— Porque eu sabia e mesmo assim, não contei nada. — Ele respondeu.
— Mas você não contou porque não quis, você não contou porque sabia que eu não queria que ele soubesse. — Falei.
— Sabe porque eu deixei você matar aquele homem hoje? — Ele perguntou.
— Porque ele gostou de queimar nosso galpão, e mesmo que o Marsalis não tivesse dado a ordem, ele seria capaz? — Perguntei para ele.
— É o mesmo contexto com histórias diferentes, eu não contei porque sabia que você não queria que eu contasse, mas mesmo se você quisesse contar, eu mesmo não teria contado, foi por isso que eu mereci a bofetada que levei. — Ele disse.
— Vá descansar um pouco, nós tivemos uma semana péssima. — Falei para ele.
— Quando foi que as nossas semanas não foram péssimas? — Ele perguntou.
Depois de sair da sala de reuniões, fui para o quarto, assim que entrei, vi Oliver na cama dormindo, fui na direção do closet onde ficava o banheiro e tomei uma ducha quente.
Coloquei uma calça moletom e fui deitar.
Assim que deitei senti meu corpo inteiro doer.
Puxei o Oliver para os meus braços e cheirei seu cabelo.
— Você sabe a semana péssima que eu tive? — Sussurrei a pergunta e fechei os olhos.
Depois de um tempo, quando eu já estava sonolento, senti suas mãos em meu peito.
— Por que sua semana foi péssima? — Escutei o sussurro.
— Tive que ler os relatórios de tudo, meu galpão de alimentos foi queimado, uma das minhas fazendas foi quase invadida e para fechar tudo com chave de ouro, você descobriu o meu trabalho. — Sussurrei de olhos fechados.
— Você está cansado agora? — Ele perguntou.
— Todo mundo vai passar um dia sem alimentação adequada, isso nunca aconteceu antes, estou frustrado por isso. — Falei para ele.
— O que isso tem a ver? — Perguntei para ele.
— O galpão que foi incendiado era o de suprimentos alimentares de toda a rede Corvaque. — Respondi em um murmúrio.
— Por que há um galpão de alimentos? — Escutei a pergunta.
— Eu tenho medo que essas pessoas que trabalham para mim, sejam envenenadas, por isso eu supro todas as minhas casas, com alimento vindo das fazendas, desde as carnes, até às guloseimas. — Respondi.
O silêncio reinou por um momento, até eu sentir a mão macia deslizar pelo meu peito.
Suspirei pesadamente, mas não abri os olhos.
— Você não se sente incomodado? — Ele perguntou.
— Eu nasci nesse meio Oliver, quando eu tinha cinco anos, a minha mãe foi brutalmente assassinada pelos Marsalis que é uma família que entrou nos negócios a pouco tempo, mas que está tentando tomar o poder de mim. — Respondi.
Senti a mão escorregar pelo meu abdômen e entreabri os olhos.
Os olhos azuis estavam no meu rosto.
— Por que você não deixa eles tomarem? — Ele perguntou.
— Porque poder, é para quem sabe ter e não para quem quer ter. — Falei para ele e acariciei seus cabelos loiros.
— Eu estou com raiva, mas ainda assim não quero que você se machuque. — Ele disse com preocupação.
— Eu só vou me machucar se algum dia você sair daqui. — Falei para ele.
Senti ele colocar a mão por dentro da minha calça e segurar meu pau.
— Vou ajudar você a relaxar um pouco. — Ele sussurrou.
Senti seus lábios nos meus e sua língua invadir a minha boca sem pressa.
Parecia que ele estava seguindo o meu ritmo.
Tirei a calça do pijama dele e depois a camisa.
Deslizei a mão na pele macia e ele montou em mim.
Senti um tremor no meu corpo e chupei seu lábio inferior e voltei a enfiar a língua na boquinha gostosa.
Eu precisava dele como eu precisava de ar.
A urgência me fez sentar, e eu deslizei as mãos de sua cintura para as costas e deslizei a língua em sua pele.
A pele dele era o meu fraco.
Chupei o mamilo e ele se contorceu enquanto masturbava meu pau.
Senti ele me guiar para sua entrada e sentar em mim.
— Arg.! — Gemi profundamente.
O que era nicotina comparado ao meu adorável demônio do sexo.
Ele começou a se movimentar enquanto me beijava molhado.
Apertei a bunda dele e ele gemeu contra os meus lábios.
Ele rebolou e sentou umas cinco vezes e depois aumentou a velocidade enquanto mordia e chupava meu lábio inferior.
Senti seus dedos entre os meus cabelos e suas unhas em meu couro cabeludo.
Aquilo era gostoso ao ponto de me fazer revirar os olhos de prazer.
Senti uma de suas mãos deslizar da minha nuca para minhas costas, enquanto as unhas deslizavam na minha pele do jeito que me deixava louco.
Gemi contra seus lábios e agarrei a cintura dele, entrando nele completamente.
Ele gemeu e fechou os olhos enquanto eu chupava seu pescoço.
Senti meu corpo inteiro flutuar e comecei a masturbar ele.
Um gemido rouco escapou de sua garganta e eu me senti ainda mais encorajado.
Quando ele começou os movimentos implacáveis, eu coloquei velocidade na minha mão.
Nossos corpos ficaram ainda mais quentes e quando senti meu corpo tremer, o dele me seguiu, e nós dois gozamos juntos.
Aquela sensação de plenitude era perfeita.
Senti seu corpo sobre o meu e o abracei com carinho.
— Você pode me prometer que não me negará seu corpo, mesmo que estejamos brigados? — Perguntei.
— Por que eu devo prometer isso para você? — Ele perguntou.
— Por que você é a única certeza que eu tenho, depois de dias fodidos como esses, a única certeza que eu tenho é que você vai estar aqui quando eu voltar. — Falei e deslizei a mão em seus cabelos.
O silêncio reinou por um momento.
— Eu prometo. — Escutei ele falar.
Eu estava morto de cansado, mas ter ele era a lei absoluta desde o dia em que eu o tinha conhecido, para mim, ele era como uma droga que tinha me viciado logo de primeira.
Aspirei o cheiro de seu cabelo e fechei os olhos, adormecendo.
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Atualizado até capítulo 45
Comments
Floriney Mendes
que DeliciA de romance amei lindo muito bom amei muito interessante amei ❤️❤️❤️❤️😍 parabéns
2024-09-07
2
Vilma Geronimo
simplesmente top essa história 😍😍😛
2024-08-29
1