...🌈|A SUA PIOR DESGRAÇA FOI QUE EU ME INTERESSEI POR VOCÊ.|✨...
Cheguei ao pub às onze da noite.
Desci do carro e caminhei com Edgar para a entrada.
Assim que entrei, fui para o salão, encontrei Romeo e Otávio ao redor de uma das mesas laterais mais afastadas.
Eles eram realmente bonitos.
Romeo tinha cabelo castanho, olhos escuros e sua pele era clara, enquanto Otávio tinha pele escura, olhos verde oliva e cabelos com tranças.
Ambos se vestiam sempre muito bem e tinham uma presença incomum.
Otávio olhou o relógio assim que me aproximei da mesa e me fitou aborrecido.
— Você está atrasado. — Ele falou.
— Você está lindo hoje. — Falei para ele.
Ele sorriu.
— Está perdoado. — Ele falou.
— E o amigo? — Perguntei para ele.
— Tem meio mundo de gente na pista de dança e alguns bonitinhos por aí, você podia ser menos preguiçoso e ir caçar. — Ele falou e tomou um gole da bebida dele.
Sentei de frente para eles no sofá preto e suspirei.
— Você realmente é demais. — Falei para ele.
— Como foi em Suzano? — Romeo perguntou.
— Foi tudo bem, vamos conversar sobre isso na segunda. — Falei para ele.
— Está bem. — Ele disse.
— Como foi a reunião? — Perguntei.
— Contrato fechado com sucesso. — Ele disse e ergueu o copo de uísque.
Antes de pensar em alguma coisa, Edgar já estava colocando o copo na mesa.
— Obrigado. — Falei para ele e ergui para brindar com o Romeo.
Tirei a carteira de cigarro de dentro do bolso e acendi um.
Dei um trago e olhei para o bar.
Tinham três pessoas sentadas nos bancos altos.
Duas mulheres e um rapaz no meio delas.
— Achou a vítima da noite? — Otávio perguntou e olhou na direção do bar.
— Provavelmente. — Falei para ele.
Ele olhou na direção do bar e as duas mulheres se levantaram e foram saindo enquanto se despediam.
— Veja só se as coincidências da vida não são inúmeras. — Otávio falou e provou sua bebida.
— Você conhece ele? — Perguntei.
— Ele é só o melhor romancistas da editora, entrou na faculdade de literatura aos quinze, só pra pegar o certificado mesmo, porque ele é fera, o primeiro contrato dele foi com quatorze anos de idade, a mãe dele assinou o contrato e depois ela o emancipou assim que ele fez dezesseis anos, ele é bem quieto e quase nunca aparece na editora, ele só aparece para levar os manuscritos, ele veio de Suzano a dois anos. Ele falou.
— Quantos anos ele tem agora? — Perguntei.
— Ele tem dezenove, eu tenho todos os livros dele, ele é muito intenso quando escreve, mas ele meio que tirou umas férias sabáticas intermináveis desde o início do ano, mesmo assim, não para de ter dinheiro, os livros dele são os mais vendidos da editora e a porcentagem de ganho dele é de cinquenta por cento por venda de livro, ele tem três trilogias e uma duologia, onze livros de dor e sofrimento ao todo, fora os livros menos conhecidos dele. — Otávio disse.
— Você sabe bastante dele, não é? Romeo perguntou aborrecido.
Otávio sorriu para ele e o beijou no rosto.
— Relaxa amor, eu só amo você, e até hoje ninguém sabe se ele é hétero, bi ou gay. — Otávio falou.
— Mas ele parece meio acabadinho, não acha? — Romeo perguntou olhando também.
— Hum, as meninas da editora acham que aconteceu alguma coisa com ele, mas ninguém tem confirmação de nada, elas disseram também que ele era extremamente bonito, se vestia bem, era bastante alegre e sorridente, mas que quando veio para morar em Savana, ele estava assim. — Otávio disse ainda olhando para o rapaz solitário no banco alto do bar.
— Vamos ver se descobrimos o que ele é hoje. — Falei para eles e sorri.
— Já que você já está com a vítima escolhida, nós vamos embora, você demorou para chegar e eu trabalhei igual a um fodido hoje. — Otávio falou.
Gargalhei baixo.
— Eu vou comprar a sua editora e você não terá mais problemas. — Falei para ele.
— Vocês dois são iguais, sabia? — Ele perguntou e os dois saíram.
Virei resto de uísque do copo e acendi mais um cigarro.
Levantei e me aproximei do bar, na parte onde ele estava.
— Mais um uísque e o cinzeiro, por favor. — Falei para o Dylan.
— Pra já. — Ele disse e colocou o cinzeiro diante de mim, depois ele me serviu um copo com uísque.
— Você pode ver mais um martini, por favor. — Ele pediu.
A voz levemente rouca era suave e melódica, como se ele falasse cantando.
A voz dele me lembrava chocolate com uva.
Fresca e doce.
Até os dias atuais, aquela era a única coisa doce que eu não enjoei de comer.
O cabelo era liso e loiro avermelhado, e sua pele era muito pálida.
Deixando ele fantasmagórico, mas não menos gostosinho.
— Boa noite. — Falei para ele.
Ele virou e me olhou com seus olhos profundamente azuis como o oceano aberto.
Seus lábios eram pálidos, mas carnudos e bem desenhados.
Ele era encantador e adorável.
Tinha um ar juvenil, mas parecia reservado.
— Você quer transar? — Ele perguntou.
Assim, bem direto mesmo.
— Se eu quisesse, você estaria disposto? — Perguntei.
O canto direito de seus lábios se ergueu em um sorriso misterioso.
— Talvez. — Ele disse e bebeu mais do seu martini.
Dei um trago no cigarro e depois tomei um gole do meu uísque.
— Você quer transar? — Perguntei para ele.
— Já tem um tempo que eu não faço isso, estou com vontade hoje, mas a pessoa que eu chamei não veio. — Ele disse e seus olhos brilharam.
— Você é daqui? — Perguntei.
— Suzano. — Ele falou.
— Eu também sou. — Falei para ele.
Os grandes olhos de menino fitaram os meus novamente, mas dessa vez ele virou apenas o rosto.
Seu queixo descansou em seu ombro e o canto dos lábios subiu novamente.
— Você quer transar ou não? — Ele perguntou.
Aquelas palavras não condiziam com o rosto inocente e adorável dele, senti um sorriso involuntário e balancei a cabeça em negativa.
— Vamos. — Falei para ele.
Terminei o uísque e coloquei a bituca do cigarro no cinzeiro.
Ele se levantou e me seguiu.
Atravessei o salão com ele e subi as escadas da parte de trás.
Edgar me entregou a chave e desceu as escadas novamente.
Ele subiu a minha frente, ele estava bem magro, porque a camisa de botões de manga longa que ele usava parecia bem maior que ele, mas aquele não parecia ser mesmo o seu corpo.
Abri a porta da suíte e dei passagem para ele.
Assim que eu fechei a porta e virei, ele me puxou pelo colarinho da camisa e me beijou.
Minha língua explorou sua boca e ele chupou ela, antes de enfiar a sua na minha boca.
Senti meu corpo tremer, mas não deu nem tempo de completar aquela onda de prazer quando suas unhas deslizaram em meu couro cabeludo enquanto ele mordia meu lábio inferior.
Aquilo foi a minha perda total.
Ele podia pedir ali, minha conta bancária, a senha, minha casa e qualquer órgão do meu corpo que eu daria rindo.
Ele tirou meu blazer e foi desabotoando a minha camisa.
Peguei ele pela cintura e coloquei ele contra a parede do corredor que levava para o quarto.
Suas pernas laçaram meu quadril e eu segurei suas coxas.
Nossas línguas estavam em uma luta para ver quem dominava quem.
E quem estava perdendo feio era eu.
Fui levando ele pro quarto e coloquei ele no chão e afastei minha boca da sua em busca de ar, sanidade e controle.
Se o beijo já tinha me deixado fraco, eu provavelmente seria sua vítima e não o contrário.
Procurei pelo controle das luzes, mas quando eu acendi, ele apagou novamente.
— O que você está fazendo? — Perguntei para ele, ainda sem fôlego.
— No escuro é mais gostoso. — Ele sussurrou no meu ouvido, segurou minha camisa e me puxou pra ele.
O efeito do sussurro dele no meu ouvido, não tinha nem terminado quando senti a língua dele de novo.
Eu já estava completamente rendido.
Ele era mais baixo do que eu e para não me curvar muito resolvi sentar.
Deslizei a mão por debaixo de sua camisa azul clara e tirei ela de seu corpo, abri o botão da calça e abri o zíper, fazendo ela cair sem dificuldade aos pés dele.
Ele tirou os sapatos e chutou a calça para longe.
Ele estava realmente magro, mas ainda assim, sua beleza não passava despercebida.
Senti sua boca na minha novamente e ele tirou minha camisa também.
Ele parou de me beijar e me empurrou para a cama.
Me arrastei mais para cima, até estar completamente deitado nela e ele veio para cima de mim.
Senti um beijo molhado no meu pescoço e caralho, eu não me sentiria nem um pouco culpado daquela transa, porque até aquele momento, quem estava usando quem?
Senti ele chupar o meu peito e arfei quando as unhas deslizaram no meu quadril.
A língua deslizou no meu abdômen e ele chupou debaixo das minhas costelas na parte superior esquerda do meu abdômen.
Senti meu corpo tremer e segurei a coberta.
Com toda a certeza, eu tinha julgado o livro pela capa.
Ele era um demônio pra foder.
Quando ele chupou um dos gomos do meu abdômen, eu vi estrelas.
Senti seus dedos abrindo o botão e descendo o zíper da minha calça e senti ele puxar calça e cueca.
Olhei para ele enquanto ele deslizava a língua na minha coxa.
Ele estava achando zona de prazer onde não tinha.
Senti sua mão se fechar em torno do meu pau e olhei para ele.
— O que você…
Ele olhou para mim, e fitou meus olhos e eu nem sei como eu consegui ver o desejo neles.
Tão genuíno quanto o que eu estava sentindo.
Ele sorriu com malícia, deslizou a língua na glande do meu pau, lambeu da base até a glande, deixando bem molhado e me engoliu.
Todinho.
Caralho.
O meu pau não era pequeno e nem fino, eu podia me orgulhar disso, mas no momento que ele me engoliu todinho sem nem fazer careta, eu me senti até intimidado.
Senti sua garganta e o meu coração pular no peito.
Não era possível que eu com vinte e nove anos de idade, que fazia exercícios físicos regulares e tinha uma alimentação saudável iria ter um infarto por causa de uma mamada.
Se bem que desde que eu tinha começado a transar, aquela era sem sombra de dúvida a melhor.
Uma senhora mamada.
Gemi profundamente e senti vontade de fechar os olhos, mas fui incapaz de não olhar aquela cena maravilhosa.
Senti a língua dele rodopiar na minha glande e ele me engolir novamente, todo.
Puta que pariu.
Senti sua mão em meu abdômen e suas unhas se cravaram ali.
— Caralho. — Gemi o palavrão.
Ele parou e engatinhou para cima de mim.
Eu não podia simplesmente deixar aquele pirralho que começou a transar ontem me deixar tontinho do jeito que eu já estava sair ileso.
Talvez eu precisasse usar uma abordagem diferente.
Ele me beijou com urgência e eu senti meu corpo tremer quando ele chupou a minha língua de novo.
Eu não sairia vivo, definitivamente não.
Inverti nossas posições na cama e ele prendeu a respiração quando eu segurei as mãos dele no colchão.
Tomei seus lábios com carinho, devagar, sem pressa.
Minha língua deslizou na dele e eu chupei a dele também.
Afastei meu rosto do dele e beijei as maçãs adoráveis.
Aproximei os lábios de seu ouvido e depois de chupar o lóbulo de sua orelha, deixei um beijo debaixo dela.
— Você tem uma boquinha tão gostosa. Sussurrei em seu ouvido.
Ele gemeu baixo e eu senti um sorriso em meu rosto.
Virei ele no colchão e deslizei a mão em suas costas, encontrando no caminho alguns relevos em sua pele.
Franzi a testa, mas controlei a curiosidade.
Me coloquei sobre ele e movimentei o quadril na direção da bunda redondinha.
Ele apertou os lençóis e suspirou.
Deslizei a língua em sua pele clara e senti a aspereza dela em minha língua.
Ele não parecia estar nas melhores condições, e isso me deixou profundamente preocupado.
Porra!
Mesmo não estando bem, ele ainda era uma delícia.
Eu sairia fodido dessa foda, mais do que o imaginado.
Quando olhei seu rosto na escuridão, ele estava com os olhos fechados e os lábios carnudos e pálidos entreabertos.
Minha mente foi fotografando cada mínimo detalhe, cada expressão, o formato do seu rosto e cada linha daquela região perfeita, que a luz nebulosa me permitia ver.
Ele parecia ainda mais inocente e adorável naquela posição.
Nada igual ao demônio do sexo que tinha me possuído a poucos minutos atrás.
Beijei seu ombro e estiquei a mão para abrir a gaveta, tirei um lubrificante e um preservativo.
Coloquei na cama e tirei a cueca que ele estava usando.
Beijei a bunda bonita e deslizei as duas mãos na pele clara, iluminada pela luz que penetrava pela fresta da porta do banheiro.
A imagem dela vermelhinha e com a marca da minha mão dançou na minha cabeça, mas eu a afastei.
Senti um sorriso no meu rosto.
Eu teria outra oportunidade de ver a pele dele vermelha com uma bela de uma palmada.
Beijei sua entrada e deslizei a língua.
Ele gemeu.
Deslizei a língua e forcei ela para dentro.
Ele gemeu novamente.
Peguei o lubrificante e espremi o conteúdo em sua entrada.
Espalhei com o dedo indicador e penetrei com cuidado.
Ele soltou um "Arg." e rebolou a bunda na direção do meu dedo.
Masturbei meu pau e penetrei outro dedo e comecei a movimentar os dois dentro dele.
Entra e sai gostoso da porra.
Droga!
A carinha que ele estava fazendo seria a minha completa ruína.
Tirei os dedos, envolvi meu pau com o preservativo e me posicionei em sua entrada.
Pincelei e ele suspirou.
Deslizei a mão em suas costas, ainda incomodado com os pequenos relevos de pele e penetrei devagar.
Ele gemeu baixo e eu comecei a me movimentar.
Deslizei minha mão sobre a dele e nossos dedos se encaixaram.
Beijei seu rosto e afastei os fios que estavam nele.
Peguei um pouco de velocidade e os gemidos dele eram como música em meus ouvidos.
Passei a mão por debaixo do seu peito e o puxei, senti meu pau entrar todo nele e escutei seu gemido de prazer.
Deslizei a mão em sua barriga e senti os relevos em minhas mãos.
No peito e no abdômen elas eram mais do que nas costas.
Segurei seu pau e comecei a masturbar devagar enquanto me movimentava dentro dele.
A melhor foda de toda minha existência, melhor que matemática, melhor do que o meu trabalho e melhor do que todo o dinheiro que eu tinha.
Chupei de leve a pele do seu pescoço, para não deixar marca nenhuma, porque seria um pecado deixar aquela criaturinha perfeita com uma marca que fosse.
A pressão dos nossos corpos aumentou e ele gozou.
Aquela carinha de satisfação deveria ser emoldurada.
Sensual e adorável.
Sim, eu tinha que acrescentar a ficha que ele era sensual pra cacete.
Sai de dentro dele e antes que pudesse desistir, ele veio para cima de mim.
Sua mão guiou meu pau e ele sentou em mim e começou a cavalgar.
Suas mãos deslizaram no meu peito e ele me beijou.
Me apoiei nos cotovelos e deslizei a mão na lateral de seu corpo, senti suas costelas sob sua pele e me senti um pouco frustrado com isso.
Ele arfou e gemeu.
Segurei seu rosto e mordi seu lábio inferior antes de iniciar o beijo novamente.
Ele deslizou os dedos nos cabelos molhados de suor, enquanto procurava meus lábios e cavalgava em mim.
Aquela visão foi o princípio do meu melhor orgasmo.
Senti meu pau pulsar e ele aumentou a velocidade.
Nossas respirações estavam curtas e ásperas e quando senti meu corpo tremer e entrar em êxtase com aquele orgasmo, eu me senti fora de série com aquele adorável demônio do sexo.
Ele saiu de cima de mim e deitou na cama enquanto sua respiração voltava ao normal.
Levantei e fui ao banheiro, tirei o preservativo e joguei no lixo.
Quando voltei ao quarto, ele estava sentado na cama, abraçando as pernas enquanto olhava para as cortinas cinza da janela.
Peguei minha calça e tirei do bolso a carteira de cigarro, peguei o isqueiro e acendi um.
Traguei com vontade e depois de um tempo soltei a fumaça.
Ele olhou na minha direção.
Fui para a cama, mas assim que eu sentei, ele se levantou e foi para o sofá que ficava do outro lado.
Franzi a testa, mas não falei nada.
Quando eu terminei de fumar o cigarro, ele veio na minha direção novamente.
Tudo reiniciou com um beijo.
O relógio da cabeceira da cama, marcava quatro e meia da manhã, quando nós terminamos porque eu estava exausto.
Eu estava imóvel na cama enquanto assistia ele se vestir.
— Qual é o seu nome? — Perguntei para ele com a voz fodida de rouca, quando ele já estava na porta.
Ele parou por um momento e me olhou por cima do ombro, antes de sair pela porta.
Senti um sorriso no meu rosto e respirei fundo.
— Céus! Que noite foi essa? — Me perguntei e virei na cama.
Depois de meia hora, eu me levantei e fui para o banheiro.
Tomei um banho longo e quando sai do quarto, já eram mais de cinco da manhã.
O sorriso idiota que estava desenhado no meu rosto, continuou lá enquanto eu descia as escadas.
Edgar me olhou e franziu a testa.
— Bom dia Edgar, bom dia. — Falei para ele.
— O senhor está se sentindo bem? — Ele perguntou.
— Estou me sentindo adorável. — Falei para ele.
Nós saímos do pub e fomos para casa.
Depois de deitar eu apaguei até às duas horas da tarde, quando acordei, tomei um longo banho e fui para a empresa.
Assim que entrei no escritório de Romeo, vi Otávio no sofá que ficava na lateral, enquanto ele lia um livro.
— Bom dia, meu casal favorito. — Falei e fechei a porta atrás de mim.
— Parece que a noite foi boa. — Romeo falou.
— Gloriosa na verdade. — Falei para ele e sentei ao lado de Otávio.
— Pelo visto, o escritor é passivo. — Romeo comentou.
As lembranças da noite anterior dançaram em minha mente e eu larguei meu corpo no sofá.
— Eu só posso dizer que eu fui possuído por um adorável demônio do sexo. — Falei para eles.
Otávio riu.
— Adorável demônio do sexo? — Ele perguntou.
— Ele só tem aquela carinha de bebê inocente, mas é um demônio pra foder, por tudo o que é sagrado, teve uma hora que eu realmente achei que se ele pedisse um órgão do meu corpo eu tiraria com uma faca de serra e um sorriso no rosto, puta que pariu. — Falei ainda maravilhado.
— Uau. — Otávio falou.
— Como ele se chama? — Perguntei para ele.
— Oliver, Oliver de Luca. — Ele respondeu.
— Por que quer saber o nome dele? Você nunca pergunta. — Romeo comentou.
— Eu não posso deixar a melhor foda da minha vida, simplesmente ir embora. — Falei para ele.
— Cara, eu sinto pena desse carinha. — Romeo falou.
Peguei o celular e mandei uma mensagem para meu investigar.
— O que você vai fazer? — Otávio perguntou.
— Ele parece arisco, mas eu vou perturbar a mente dele, até ele me aceitar. — Falei para ele.
— E se não der certo? — Ele perguntou.
— Eu posso resolver as coisas com um sequestro. — Falei para ele.
— Eu definitivamente sinto muito por esse carinha. — Romeo insistiu.
— Para você ter se emocionado com ele, deve ser um mestre demônio do sexo então, pelo que o meu amorzinho me contou, você era emocionado com o Ítalo por causa do sexo. — Otávio falou.
— Não é só isso, é que ele tem… Não sei, alguma coisa que me atrai profundamente, a inocência nos olhos dele e principalmente a pele, são muito atraentes aos meus olhos. — Falei para eles.
— Cara, eu não queria concordar com o meu bebê, mas você realmente se emocionou. — Romeo falou.
— Ele pediu para não acender a luz, você imagina como eu fiquei frustrado com o fato de não poder ver? E a pele dele é tão branquinha que dá vontade de apertar ele todinho para ver ficar vermelho, você sabe que eu tenho uma tara por pele branquinha. — Falei e o sorriso surgiu em meu rosto.
— O bom Deus sabe o que faz. — Otávio disse.
— Vai conseguir trabalhar? — Romeo perguntou.
— Ah, eu estou tão satisfeito, isso me deixa ainda mais inteligente. — Falei para ele e levantei.
Escutei as gargalhadas de ambos enquanto saia do escritório e fui para o meu.
Assim que sentei atrás da mesa do meu escritório, comecei a trabalhar.
Meu celular tomou e eu olhei a tela, antes de atender.
— Pode falar Tio. — Falei para o outro.
— Você parece animado. — Ele comentou.
— É porque eu estou. — Falei para ele.
— Tenho notícias. — Ele disse.
— Pode falar. — Falei para ele.
— Os recados foram repassados, eles pararam. — Ele falou.
— Ótimo, continue trabalhando normalmente, ele ainda vai tentar alguma coisa, mas vai esperar a gente esquecer. — Falei para ele.
— Está bem, uma boa tarde. — Ele disse.
— Boa tarde. — Falei e desliguei.
Comecei a ler os relatórios financeiros, mas minha mente divagou na noite anterior e eu perdi o foco por um momento.
Balancei a cabeça enquanto um sorriso surgiu involuntariamente.
Voltei minha atenção para os documentos e continuei a leitura.
Quando cheguei no pub naquela noite, sentei com Otávio e Romeo.
Começamos a conversar e quando percebi já era uma da manhã.
Eu já tinha perdido a conta de quantas vezes tinha olhado o salão e o celular.
— Você ainda não perdeu as esperanças? Ele não vem, o editor chefe da editora foi trocado e ele exigiu um trabalho dele, se em dois meses ele não entregar o manuscrito do primeiro capítulo de qualquer coisa interessante, ele não vai renovar o contrato dele. — Otávio falou.
— Como é? — Perguntei para ele.
— Isso mesmo que escutou, o novo editor chefe está tacando o pau em todo mundo, e eu não sei se fico feliz ou triste por ser de forma metafórica. — Otávio disse.
— É a segunda vez só esse final de semana Otávio. — Romeo reclamou.
Otávio sorriu.
— Meu amor, eu só dou para você, não seja inseguro. — Ele disse docemente.
— Romeo, verifique como andam as ações da editora do Otávio na bolsa. — Falei.
— Por todos os meus ativistas gays, você vai mesmo comprar uma empresa porque alguém deixou você tonto com sexo? — Otávio perguntou.
Olhei para ele e sorri.
— Eu vou, eu vou sim. — Falei para ele e meu celular vibrou.
Peguei e olhei.
— Você é doido. — Otávio falou e tomou mais de sua batida.
Era um e-mail do investigador.
As informações dele estavam todas no anexo, desde o número da identidade, até o valor na conta do banco.
— O que acontece se o contrato for desfeito? — Perguntei ao Otávio.
— Ele passa a receber somente vinte e cinco por cento mensalmente pela venda em massa dos livros. — Ele disse.
— Hum, e quantidade em massa é de quantos livros em média? — Perguntei para ele.
— Cem. Ele disse.
— E se não alcançarem os cem? — Perguntei para ele.
— Vai variar conforme a quantidade de livros vendidos. — Ele respondeu.
— Mas isso é uma puta sacanagem. — Romeo falou.
— Eu também acho, mas está no contrato e de acordo com o contrato, a editora precisa de pelo menos um livro por ano de cada autor que está no contrato. — Ele disse.
— Grande roubo. — Falei.
— Acho que ele não deve se preocupar mais com isso, ele virou o objeto de desejo do cara mais rico que eu conheço. — Romeo falou e riu.
— Ele não está por aqui, então eu já vou para casa. — Falei para eles dois.
Otávio franziu a testa.
— Você já está indo? — Ele perguntou sem acreditar.
— Já, amanhã eu tenho algo importante para fazer. — Falei para ele.
— Perseguir o pobre escritor. — Romeo falou.
— Até segunda casal favorito. — Falei e me levantei.
Edgar e eu saímos do bar e o motorista nos levou para casa.
Olhei a foto dele no meu celular e sorri.
— A sua pior desgraça foi que eu me interessei por você, Oliver. — Sussurrei para a foto.
***Faça o download do NovelToon para desfrutar de uma experiência de leitura melhor!***
Atualizado até capítulo 45
Comments
Silvânia silva
estou encantada com o início de uma leitura kkk isso é raro acontecer comigo geralmente começo a me interessar mesmo mas pra frente kkk
2025-02-21
2
Juniper164.2
Já teve uma desgraça você mik é a salvação
2024-12-30
0
Janetf Ferreira
Eu tô apaixonada por essa obra ♥️😍
2024-12-27
1