...🌈|EU VOU EXORCISAR TODOS OS SEUS MEDOS E MATAR OS DEMÔNIOS.|👎🏻🗣...
Eu não poderia imaginar que eu estaria daquele jeito em uma tarde de sábado comum.
Mas eu estava, estava babando o ovo de um moleque com carinha de inocente, mas que me colocava no chinelo quando o negócio era sexo.
Quatro.
Foram quatro rodadas.
Sofá, chuveiro, balcão da pia e cama depois do almoço.
Ele queria mais, mas eu estava com muito sono, depois de uma noite em claro.
Consegui dormir finalmente às treze e quarenta e cinco, depois de uma rodada intensa.
Já passava das dezesseis quando eu acordei novamente e ele estava do meu lado dormindo também.
Fui para o banheiro, tomei uma ducha rápida e coloquei uma calça jeans preta e uma camisa branca de botões e manga longa que eu enrolei até os cotovelos.
Saí do closet e fui até a cama.
Olhei o rosto pacífico e doce durante o sono e sorri.
Eu entendia claramente porque o meu eu atual era obsessivo com ele, aquela criatura era profundamente cativante.
Subi devagar e aspirei o cheiro do cabelo dele.
Até isso era tentador.
Ele abriu os olhos levemente e se esticou na cama, fazendo a coberta deslizar até o meio da bunda gostosa.
Olhei e senti um arrepio no corpo.
— Eu preciso descer para resolver alguns assuntos. — Falei para ele.
Ele juntou as mãos debaixo do corpo e assentiu.
— Eu vou dormir mais. — Ele murmurou.
— Vou pedir ao Adam para chamar você quando o jantar estiver pronto. — Falei para ele.
— Huhum. — Ele emitiu em tom de assentimento.
Puxei a coberta e lhe cobri até a cintura.
Saí do quarto e desci as escadas, encontrando Átila a beira da escada com Adam.
— Venha ao meu escritório. — Falei para o último.
— Sim senhor. — Ele disse.
— Os novos seguranças estarão no pátio depois do jantar. — Ele falou.
— Está bem. — Falei para ele e segui com Adam para o escritório.
Assim que ele passou pela porta, ele fechou ela atrás de si.
— O senhor quer saber sobre o senhor Oliver, correto? — Ele perguntou.
— Isso mesmo. — Respondi.
— Eu posso responder facilmente os gostos dele e a personalidade, mas não sou capas de dizer sobre sua vida antes de chegar no senhor. — Ele falou e se aproximou da mesa.
— Já é alguma coisa. — Falei para ele.
— Pode perguntar. — Ele falou.
— Me fale sobre ele, tudo o que você sabe. — Falei para ele.
— A primeira coisa é, ele não gosta de ser tocado sem permissão, dificilmente fica sem camisa na frente de qualquer pessoa que não seja o senhor, ele tem dois casais de amigos que visita com frequência, Beatrice e o marido e a Laura e a Válerie, ambos são casais, ele gosta de ir ao shopping e sempre está acompanhando as vendas dos livros dele, ele gosta de beber aos finais de semana, seja em casa ou fora dela, ele é pequeno, mas pode tomar quatro garrafas de martini e ainda estar intacto, ele não gosta de tomate, batata e café porque tem alguma relação com cigarro, ele também odeia cigarros e sente muito medo de pessoas fumantes, embora ele não goste de tomate e batata, ele não é difícil de agradar quando o assunto é comida, mas se ele está aborrecido ou triste, o apetite dele fica péssimo, ele também não gosta de andar, nunca entra em academia e é muito bom em deduzir coisas, ele o único que grita, da ordens e interrompe o senhor sem levar um tiro, ah! Ele também é o segundo que já agrediu o senhor fisicamente e saiu vivo. — Ele terminou.
— Então ele já me agrediu? — Perguntei.
— E ao Edgar também. — Ele falou.
Arregalei os olhos surpreso.
— O Edgar? Aquele Edgar que trabalha com a gente? — Perguntei sem conseguir acreditar.
— Você mereceu e eu também. — Escutei a voz do Edgar.
Olhei na direção da porta e ele estava parado com ela aberta.
— Pode ir Adam, veja o horário que o Murilo estará com a refeição pronta e chame Oliver para comer. — Falei para ele.
Levantei e fui na direção do Edgar.
Eu estava sedento por informações que só ele podia me dar.
Puxei ele para o sofá e fiz ele sentar ao meu lado.
— Por que nós apanhamos? — Perguntei para ele.
— Você não tinha contado ao senhor Oliver sobre seu trabalho e o Liam contou para ele, quando você chegou de uns dias conturbados, ele saiu e esbofeteou nós dois. — Ele respondeu.
— Como foi que eu conheci ele? — Perguntei.
— Em uma sexta-feira do verão passado, nós tínhamos acabado de chegar em Savana, depois de uma visita em Suzano para falar sobre o Alexandre Marsalis que estava de volta, o Romeo convidou você para ir ao pub e você foi, nesse dia o senhor Oliver estava com algumas amigas do trabalho e você se interessou por ele, como uma potencial aventura noturna e realmente foi, pela manhã, antes dele sair, você pediu contato, mas ele não deu, hum, o senhor já deve ter descoberto porque pediu contato. — Ele respondeu.
— Ah sim, eu já descobri mesmo. — Falei lembrando da tarde que tivemos.
— No dia seguinte, você foi para a empresa, e conversou com o Romeo e o senhor Otávio, pediu para nós encontrarmos o endereço dele e no domingo você foi até lá, obrigou ele a almoçar com você e convidou ele para morar com você...
— Morar? Está dizendo que eu, eu pedi para ele morar comigo? — Perguntei sem acreditar.
— Isso mesmo, mas ele recusou, porque não conhecia você, depois do almoço, vocês dois voltaram a casa dele e ele mandou você embora, mas você deixou o cartão com ele. — Ele disse.
— Certo, então a pessoa sensata da história, sempre foi ele? — Perguntei.
— Não posso dizer sensato, mas mais cabeça no lugar. — Ele respondeu.
— Certo, continue. — Falei.
— Depois de alguns dias ele ligou para você e estava muito mal, você foi ao socorro dele imediatamente, levou ele para o hospital e pediu ao Irlan para cuidar dele. — Ele continuou.
— O que ele tinha? — Perguntei.
— Ele estava com a imunidade baixa, e pegou um resfriado, aí foi o que desencadeou todo o resto, ele estava muito doente, anemia, desnutrição, infecção urinária, entre outras coisas. — Ele falou.
— E eu gostei dele mesmo assim? — Perguntei para ele.
— Você tem inclinação para gostar de pessoas problemáticas. — Ele falou.
Eu não podia dizer que não.
— Então ele ficou melhor. — Desconversei.
— Não, você se mudou para a casa dele, porque ele não queria ficar no hospital, você passou algumas semanas lá, cuidando dele enquanto estava doente e depois foi para o exterior para trabalho, tentou se relacionar com alguém, mas não conseguiu, passou a falar por vídeo com ele todas as noites, foi assim que se conheceram um pouco mais. — Ele disse.
— Vídeo? — Perguntei sem acreditar.
— Quando você voltou para Savana, você foi resolver as coisas do trabalho e foi para a casa dele, encontrou ele discutindo com o namorado da pessoa que ele gostava antes e encontrou o motivo para levar ele para a sua casa, dessa vez ele aceitou ir com você, quer dizer, ele estava desmaiado. — Ele falou.
— Pelo amor de Deus, então é verdade sobre o casamento? — Perguntei.
Edgar riu.
— É verdade. — Ele falou, mas eu ainda estava impactado com o sorriso no rosto dele.
— E depois? — Perguntei.
— Vocês ficaram bem, até a noite daquele dia. O senhor Oliver viu alguém no simpósio universitário de literatura para o qual foi convidado, e ficou transtornado, Adam informou você e você foi atrás dele, depois que o Onan contou para você sobre o tiro que o Liam tinha tomando; ele estava em uma boate sua, quando você o encontrou, ele foi amargo e frio com você, mas ainda assim você o esperou, um cara foi tirar ele para dançar e você o levou embora, nesse dia você tentou acender quase toda a carteira de cigarro, mas ele não deixou, quando chegaram em casa, vocês discutiram e ele voltou para a casa dele no dia seguinte, você foi atrás dele e achou o diário dele, você leu e vocês se reconciliaram, depois disso vocês ficaram bem. — Ele terminou.
— Só? — Perguntei.
— Ele saiu novamente com os colegas de trabalho no final de semana seguinte e ele ficou muito bêbado, vocês discutiram de novo e ele foi para casa dele, você foi atrás e vocês se reconciliaram, você levou ele para sua casa e enquanto ele estava bêbado, você pediu a ele para vir para Suzano com você e ele aceitou, ele veio para Suzano logo depois de você, depois de alguns dias na casa do Onan, vocês se mudaram para cá, foi quando queimaram um dos nossos galpões de comida e armas, e tentaram invadir as fazendas, você foi verificar e quando voltou, você matou o homem do Marsalis, o Liam de alguma forma mostrou para o senhor Oliver e contou a ele sobre o seu trabalho, foi quando fomos esbofeteados, ele passou algumas semanas sem falar com você, mas...
Ele parou de falar e desviou os olhar.
— Mas o quê? — Perguntei para ele.
— Ele não deixou você dormir durante todo o tempo que estava com raiva. —Ele falou.
— Quanto tempo ele passou com raiva? — Perguntei para ele.
— Ele descobriu no meio de novembro e só desculpou você nas vésperas de natal. — Ele falou.
— Está dizendo que todas as noites... Ele e eu... Nós...
— Você até parou de ir para a academia. — Ele disse.
— Por Deus. — Falei e deslizei as mãos nos cabelos.
— Depois que ele desculpou você, o Romeo e o senhor Otávio convidaram vocês para ir a uma galeria de artes, o senhor Oliver é alguém que gosta muito de artes e se entusiasmou, quando vocês chegaram a galeria, tinha uns quadros macabros em uma das paredes de exposição, o senhor Oliver ficou muito abalado quando viu e teve uma crise de ansiedade, você o levou para o hospital e quando ele saiu, você pediu ele em casamento e ele aceitou, nessa época você já tinha espalhado as circulares entre os seguranças, sobre o senhor Oliver. Na verdade, desde que ele entrou na sua vida você tem feito ajustes para ele. — Ele disse.
— Como foi que eu o enganei para casar comigo se você está dizendo que eu pedi e ele aceitou? — Perguntei confuso.
— Você pediu a ele enquanto ele estava dormindo e ele aceitou, no dia seguinte, você mandou preparar os documentos e quando eu entreguei, você pediu para o Romeo e eu assinar e depois pediu para ele, ele relutou, mas sua frase de impacto foi "Assina aí debaixo do meu nome, pode confiar.". — Ele falou e riu.
— Então até a sugestão de comunhão total de bens foi ideia minha? — Perguntei para ele.
— A falcatrua foi toda sua desde o início. — Ele disse.
— Tá bom, tá bom, e depois? — Perguntei.
— Ele ficou aborrecido, mas não durou tanto tempo, o Romeo estava com alguns problemas com o senhor Otávio e começou a sentir ciúmes deles dois, até que ele contou sobre o Daniel, sobrinho do senhor Otávio e tudo ficou bem. — Ele terminou.
— A parte do tiro? — Perguntei para ele.
— Antes disso, logo quando o senhor Oliver desculpou você, você foi levar ele para cortar o cabelo, o Alexandre viu vocês dois, mais tarde, ele mandou um convite para a comemoração sobre a concessão do cassino, você foi e quando chegou lá, ele ameaçou você com a vida do senhor Oliver, ele disse que a meia-noite, um atirador mataria ele, você foi atrás e conseguiu chegar a tempo, você foi alvejado com três tiros. — Ele concluiu.
— O que aconteceu durante o tempo que eu fiquei desacordado? — Perguntei.
— Quando foi descoberto sobre isso, as facções das ruas começaram uma guerra e os nossos aliados políticos começaram a questionar sobre o Onan, você foi levado a uma das nossas clínicas e passou por uma cirurgia complicada, o senhor Oliver doou sangue para você assumindo os riscos, mas deu tudo certo, você ainda estava internado na clínica quando um grupo numeroso de homens invadiu, só estava o senhor Oliver, porque eu e o Adam estávamos resolvendo os assuntos urgentes e as equipes de segurança tinham saído para férias, o senhor Oliver trancou a porta do quarto onde o senhor estava e...
Senti meu coração se contrair.
— E o quê? — Perguntei para ele.
— Ele se ofereceu para ir no seu lugar, eles espancaram ele e o ameaçaram de todas as formas, foi no segundo dia que o esquadrão desceu da montanha e ele foi resgatado, ele tinha marcas de violência em todo o corpo e o médico disse que ele tinha sido abusado sexualmente por dois homens. — Ele falou.
Apertei a mão no sofá e engoli o ódio em seco.
— Continue. — Falei para ele.
— Depois que o esquadrão desceu, as coisas ficaram mais tranquila nas ruas, mas não deu nem uma semana e o Daniel foi sequestrado, estavam pedindo dessa vez uma sociedade na holding, o senhor Oliver não cedeu, mas ele teve a ideia de ir encontrar o Marsalis para fazer uma troca, quando ele trocou, o Marsalis ameaçou ele com um revólver, o esquadrão interviu de novo e dessa vez não foi tão grave como a primeira, mas o senhor Oliver foi hospitalizado de novo, quando ele acordou, ele assumiu a responsabilidade da holding e do escritório dois, ele foi encontrar os nossos aliados políticos e eles se acalmaram depois desse encontro, assim foi com os locatários dos cassinos, como a contingência ainda estava reduzida, o Liam passou a residir a mansão principal enquanto o senhor Oliver estava no hospital com você, a terceira tentativa de sociedade forçada, foi no dia em que o senhor Oliver foi conhecer nossos representantes de rua, dessa vez o braço direito do senhor Marsalis fez a ameaça, mas eles não machucaram ele gravemente dessa vez, porque os nossos representantes das ruas ficaram furiosos e protegeram o senhor Oliver, mesmo assim, ele foi internado depois de perder a consciência quando já estávamos no hospital novamente. — Ele terminou.
— Onde vocês estavam que não estavam com ele? — Perguntei.
— Depois que você ficou inconsciente, as coisas ficaram instáveis em Savana também, mas o senhor Oliver não queria deixar você, então ele nos mandou para lá, o Onan estava nas fazendas e o Liam estava cuidando das armas, tudo estava a beira de um colapso, as coisas só se estabilizaram mesmo no início de fevereiro quando o senhor Oliver assumiu tudo. — Ele respondeu.
Escutei a batida na porta e olhei na direção dela.
— Pode entrar. — Falei.
Átila entrou e fez um aceno de cabeça.
— O jantar está pronto senhor. — Ele avisou.
— Estou indo. — Falei para ele.
Ele saiu e eu olhei para o Edgar.
— Eu realmente gosto desse garoto? — Perguntei para ele.
— Eu nunca vi você gostar de alguém como você gosta dele. — Ele respondeu e se levantou.
Franzi a testa e respirei fundo.
— Você gosta dele? — Perguntei, sabendo que ele nunca gostou de ninguém com quem eu me relacionei.
Ele sorriu e foi na direção da porta, quando chegou nela e tocou a maçaneta para abrir, ele me olhou.
— Ele gosta de você de verdade, não está interessado no seu dinheiro e nem no poder que você tem, ele só gosta de você com todos os seus defeitos, isso faz você dar a ele o seu melhor, eu gosto dele por isso. — Ele falou e saiu.
Faz eu dar o meu melhor.
Era estranho escutar isso, porque para mim, o meu melhor era eu com dinheiro e poder.
Levantei do sofá e sai do escritório, fui para a sala de jantar e ele já estava sentado a mesa.
Ele usava uma calça flanela quadriculada em vários tons de verde e uma camiseta verde escura de manga longa.
Assim que ele me viu, sorriu.
— Boa noite. — Ele falou.
— Boa noite. — Cumprimentei.
Sentei a cabeceira da mesa e nós iniciamos a refeição.
Quando Oliver terminou de tomar o sorvete, Átila se aproximou.
— Todos os novos seguranças estão reunidos no pátio de trás. — Ele disse.
— Nós iremos agora. — Falei para ele e levantei.
— Você vai trabalhar, eu vou subir e ver um filme. — Ele disse e se levantou também.
— Você vem comigo, eles precisam ver quem é você para não enfiarem uma bala na sua testa. — Falei para ele.
— É só mostrar uma foto. — Ele disse e me abraçou pelo tronco, descansando o queixo na parte inferior do meu peito.
— Você vai pessoalmente. — Falei para ele.
— O pátio de trás é longe e eu estou com preguiça. — Ele falou com um bico fofo.
Sorri e alisei a maçã direita do rosto bonito.
Me abaixei e antes que ele tivesse reação, eu o tirei do chão.
Ele agarrou minha cintura com as pernas e me olhou surpreso.
— Problema resolvido. — Falei para ele.
— Tudo bem, eu posso ir andando. — Ele disse e tentou descer, mas eu o segurei.
— Agora você não pode mais descer. — Falei para ele e comecei a seguir para a entrada da casa.
— Vamos Mikhail, eu posso caminhar sozinho. — Ele falou.
— Pensei que você gostasse de ser carregado por mim. — Comentei ao sair pela porta.
— Eu sou pesado. — Ele reclamou.
Eu gargalhei baixo com ironia.
— Se você é pesado, eu não sei o que eu sou, porque eu sou três vezes maior do que você. — Falei para ele.
Ele fitou meus olhos.
— Você é uma delícia com todo esse tamanho. — Ele sussurrou e beijou meu rosto.
— Acho que vou deixar essa apresentação para amanhã. — Falei e apertei as coxas dele.
— Você já está quase chegando. — Ele disse.
— Acho que você disse que está sempre disponível, ou você me enganou para ter o queria? — Perguntei.
— Eu não engano ninguém, ao contrário de você que me enganou desde o início do nosso relacionamento. — Ele falou e virou o rosto.
— Eu não lembro de ter enganado você, então não é minha culpa se o meu inescrupuloso eu atual fez o trabalho sujo. — Falei para ele.
— Estamos falando de você de qualquer forma. — Ele disse e ajustou o cabelo atrás da orelha.
Chegamos ao pátio, mas eu continuei com ele no colo.
Edgar parou ao meu lado e olhou as filas a frente.
— Cada um de vocês, ou foi recrutado pelo senhor Onan, ou pelo senhor Corvaque, ou por mim e hoje vocês estão iniciando oficialmente os seus trabalhos, esperamos de vocês principalmente fidelidade e lealdade. — Ele falou a todos.
— Seremos leais a família Corvaque! — Eles exclamaram.
— A divisão de funções já foi feita, e a de postos também, espero que todos tenham entendido suas respectivas funções. — Ele falou.
— Sim senhor! — Eles exclamaram.
— Qual a primeira regra da nossa organização? — Ele perguntou.
— Não matar ou violentar mulheres e crianças! — Eles exclamaram.
— Segunda regra? — Ele perguntou enquanto caminhava de um lado para o outro na frente das filas.
— Morte aos traidores! — Eles exclamaram.
— Terceira regra? — Ele perguntou novamente.
— Nunca confiar nos inimigos! — Eles exclamaram.
— Quarta regra? — Ele perguntou.
— Nunca deixar um irmão para trás! — Eles exclamaram a resposta.
— Quinta regra? — Ele perguntou.
— Nunca desobedecer um Corvaque! — Eles exclamaram a última regra.
— Gravem na memória essas regras e não esqueçam delas. — Ele disse.
— Sim senhor! — Eles responderam.
— Todos assinaram o termo de confidencialidade? — Edgar perguntou ao Átila.
— Todos. — Ele respondeu.
— Ótimo, leia a carta circular. — Ele falou e deu um passo atrás.
Átila virou de frente e um outro segurança deu o tablet para ele.
— "A partir de hoje, vocês estão iniciando uma jornada perigosa, somos pacíficos e não procuramos desavenças com ninguém, não se deixem levar pelo calor da emoção, nem se permitam aborrecer por coisas pequenas e banais, vocês entraram aqui com o intuito de proteger e zelar pela segurança da família Corvaque que hoje conta com três membros e seus colaboradores.
A partir de hoje, não há mais entre vocês disputas para saber quem é o melhor, todos são iguais e todos tem o mesmo objetivo.
É inaceitável que a conduta de vocês esteja fora dos padrões que foram estabelecidos no manual da nossa organização, esteja claro a todos que quem não seguir o manual de regras e condutas, será expulso de toda e qualquer atividade relacionada a família Corvaque, em nosso manual está explícito o que acontece com quem não obedece as regras e segue as condutas.
Vocês têm desde já o meu respeito e a minha proteção, suas famílias estarão seguras e seus filhos estarão em boas escolas, nada faltará a eles, mas é importante que cada um de vocês esteja ciente que no nosso trabalho arriscamos a vida todos os dias e que é possível que tenhamos tempos difíceis durante a jornada, mas eu lhes asseguro, que se algo acontecer a vocês, suas famílias serão bem recompensadas pelos trabalhos.
Hoje contamos com vocês para assegurar nossas vidas e prometemos que as vidas das famílias de vocês estarão asseguradas.
Assinado: Senhor Corvaque." — Átila concluiu a leitura do meu discurso.
— Vocês aprenderam as regras oralmente, mas em cada cama dos dormitórios há o livro de regras, fiquem atentos as regras que podem ser incluídas. — Edgar falou para eles.
— Apresentamos a vocês o senhor Corvaque e seu companheiro, senhor Oliver Corvaque. — Átila falou e eu fui a frente com Oliver ainda agarrado em mim como um carrapato.
— Sejam todos bem-vindos a mansão principal, eu sou Mikhail Corvaque, e esse é o meu companheiro Oliver, para quem vocês estarão trabalhando a partir de agora, espero que estejam confortáveis em nossas acomodações. — Falei para eles.
— Podem se apresentar agora. — Edgar falou e eu coloquei o Oliver no chão.
Iniciaram as apresentações e Oliver ficou ao meu lado o tempo inteiro.
— Eu posso entrar? — Oliver perguntou.
— Vamos esperar até que todos se apresentem. — Falei para ele.
— O Adam pode olhar para cada um deles e gravar os rostos, eu nunca encontro com eles mesmo. — Ele disse e deu de ombros.
— É importante que o senhor veja os rostos deles e eles vejam o seu, dessa forma não haverá mal entendido e o senhor saberá quem está trabalhando na mansão, no caso de uma tentativa de sequestro. — Edgar falou para ele.
Oliver olhou para ele e suspirou vencido.
— Tudo bem então. — Ele disse.
— Você escuta mais ao Edgar do que a mim. — Constatei um pouco aborrecido por isso.
— Você também faz o mesmo. — Ele retrucou e colocou o cabelo que tinha deslizado para seu rosto atrás da orelha.
Depois que os seguranças do escritório dois e um se apresentaram, começaram a se apresentar os seguranças que fariam a cobertura dele, e por último vieram os da casa.
Quando a penúltima fila se aproximou, Edgar arregalou os olhos para a última fila, onde os oito homens estavam com a camisa e o lenço branco.
Franzi a testa e olhei para ele, mas antes que eu pudesse perguntar, ele se enfiou na frente do Oliver, bem na hora que a penúltima fila saiu e a última se aproximou.
— Senhor, já passa das vinte e duas horas, acho que o senhor tem que descansar, o senhor ainda não se recuperou totalmente. — Edgar disse.
Oliver franziu a testa e deu de ombros ao dar as costas para ele e vir na minha direção.
— Estou com sono também. — Ele disse e me abraçou pelo tronco.
Seu queixo descansou na parte inferior do meu peito e ele fitou meu olhos.
— Então vá dormir. — Falei e deslizei os dedos nos cabelos sedosos e macios.
— Tenha uma boa noite senhor. — Edgar falou e pegou ele pelo pulso e entregou ele para Adam.
Franzi a testa e olhei para ele sem entender.
Assim que eles saíram, olhei para Edgar, mas não falei sobre isso.
— Eu sou Rômulo Alencar, senhor. — Escutei a voz grave e rouca.
"Ótimo, eu quero conhecer ele pessoalmente, quero ver o que ele tem de tão bom para o meu Oliver ter ficado tão obcecado por ele ao ponto de querer morrer, depois disso eu vou torturar ele e matar."
Senti minha cabeça doer e fechei os olhos com força, foi nesse momento que uma foto em um caderno todo branco penetrou a minha mente claramente, era a foto daquele rapaz a minha frente.
Assim que a lembrança desapareceu, eu abri os olhos e balancei a cabeça.
— O senhor está bem? — O rapaz perguntou.
— Você se lembrou de alguma coisa? — Edgar perguntou.
Olhei para o rosto do rapaz e depois dei a volta ao redor dele, analisando ele de todos os ângulos.
Quando terminei a volta, ergui seu rosto para olhar claramente.
Os olhos escuros fitaram os meus e eu franzi a testa.
Então o Oliver gostava dele e tinha tentado suicídio quando o relacionamento deles acabou? Por isso o Edgar tinha mandado ele de volta antes de ver o rapaz? Por isso eu queria matar ele?
Eu deveria ajudar então o meu eu atual, já que ele amava o Oliver.
Eu deveria me ajudar também, já que eu gostava de transar com ele.
Sorri para o rapaz e deslizei os dedos em seu rosto.
— Você tem uma boa aparência. — Comentei.
— Obrigado senhor. — Ele falou.
— Onde sua equipe vai ficar? — Perguntei para ele.
— Estamos responsáveis pelo pátio da frente. — Ele respondeu.
— Agora, vocês estão na casa, Átila, você pode fazer a mudança. — Falei para o outro que estava mais afastado.
— Eu não acho que seja prudente senhor. — Edgar interveio.
— E por que não? — Perguntei para ele.
— O senhor Oliver não gosta de pessoas desconhecidas. — Ele respondeu.
— Vamos fazer o que eu quero dessa vez. — Falei para ele.
Antes do Edgar protestar, meu celular tocou.
Tirei do bolso e atendi.
— Sou eu Tio. — Falei para ele.
— Venha para o escritório dois imediatamente. — Ele disse.
— O que aconteceu? — Perguntei indo na direção do pátio da frente.
— Tentativa de invasão nos escritórios dois, fogo nas fazendas e orfanatos explodidos. — Ele respondeu.
— Estou a caminho. — Falei para ele e desliguei.
— Para onde? — Edgar perguntou.
— Escritório dois. — Falei para ele enquanto íamos na direção do pátio.
Assim que chegamos no pátio da frente, olhei na direção de casa e franzi a testa.
Eu estava com ciúmes do Oliver?
A última vez que eu senti ciúmes de alguém, foi do Ítalo.
Entrei no carro e Jean seguiu para o escritório dois.
Tio veio me encontrar já na entrada e começamos a entrar juntos.
— Como estão os orfanatos? — Perguntei para ele.
— Já estavam vazios, mas fez um estrago grande, vai atrasar as outras entregas. — Ele disse.
— Mande nosso pessoal para cuidar disso agora mesmo. — Falei para ele.
— Acabei de entrar em contato com as nossas equipes de construção, eles vão verificar tudo agora e amanhã já estarão começando os trabalhos. — Ele disse.
Liam se juntou a nós e começou a caminhar na direção do depósito de brinquedos.
— Acionei a segurança dos galpões. — Ele avisou.
— Ótimo, como estão as coisas em Savana? — Perguntei para o Tio.
— Estão mais estáveis. — Ele respondeu enquanto descíamos escada abaixo para o depósito.
Entrei no depósito depois de digitar a senha e de fazer o reconhecimento facial.
Segui na direção do painel de controle e puxei a alavanca de controle.
A contagem regressiva iniciou e nós saímos.
As paredes de chumbo deslizaram entre a parede de gesso e os ferros de contenção, trancando tudo.
— Eles conseguiram entrar no depósito de brinquedos de Savana? — Perguntei para o Tio.
— Não, mas o sistema principal foi ranqueado. — Ele respondeu.
Subimos as escadas novamente e eu fechei a porta e tranquei com a senha.
Meu relógio apitou três vezes.
— Salas de brinquedo seguras, como estão as coisas nas fazendas? — Perguntei para ele.
— Eu já entrei em contato com os responsáveis, tudo está sob controle, mas eu ainda vou até lá para ver pessoalmente. — Ele falou.
— Muito bem, vá me informando sobre as coisas. — Falei para ele e ele saiu.
Niel se aproximou e trouxe o tablet.
— Escritório um de Savana e Suzano estão bem. — Ele falou.
— Edgar, vá para Savana e estabilize as coisas, eu quero quem tentou entrar morto. — Falei para ele.
— Sim senhor. — Ele disse e saiu.
— Liam, eu quero as roletas dos cassinos que o Marsalis alugou, todas quebradas, maquinas caça-níquel, tudo. — Falei para ele.
— Sim senhor. — Ele falou e saiu.
Entrei no meu escritório enquanto Niel me seguia.
— Algum documento foi perdido? — Perguntei para ele.
— Não senhor, os documentos importantes estão no cofre. — Ele falou.
— As casas principais? — Perguntei para ele.
— Estão com segurança reforçada. — Ele disse.
— Eu vi uma propriedade a beira-mar recém adquirida, está no nome do Oliver, entre em contato com o Adam e diga para ele levar o Oliver imediatamente para essa casa, para ele levar a segurança e o Murilo, assim que as coisas ficarem melhores aqui, eu vou atrás dele. — Falei para ele.
— Sim senhor. — Ele disse e saiu.
Abri o laptop e mandei o sinal para o esquadrão, depois comecei a verificar o sistema de segurança que tinha sido ranqueado.
Depois de quatro horas, eu consegui bloquear todo o nosso sistema.
Niel passou pela porta e colocou um copo térmico sobre a mesa.
— Diga que isso é café. — Pedi.
— Forte e doce. — Ele disse.
— Perfeito. — Falei e peguei o copo e tirei a tampa.
— O senhor quer que eu faça mais alguma coisa? — Ele perguntou.
Tomei um gole generoso do café e levantei.
— Entre em contato com os chefes de polícia de Savana e daqui, diga que o Corvaque ordenou um toque de recolher a partir de amanhã, durante o mês inteiro, diga que o Corvaque não quer ninguém na rua depois das vinte e duas horas. — Falei para ele.
— Sim senhor. — Ele disse e saiu.
Apertei o botão debaixo da mesa e as duas instantes de livros atrás da mesa do escritório se abriram, mostrando uma sala secreta que eu chamava de cofre.
Passei para dentro e separei quatro pistolas.
Peguei o colete e tirei o blazer e coloquei.
Coloquei as pistolas nos coldres e saí do cofre.
As instantes voltaram ao lugar e a porta se abriu novamente.
— Nossos caminhos terrestres foram obstruídos. — Niel disse ao entrar.
— Mande preparar o helicóptero para o Tio, o jatinho para o Edgar e mande o Oliver por água, diga ao Adam para sair por trás. — Falei para ele.
— Sim senhor. — Ele disse e foi na direção da porta.
— Eu quero o Oliver bem protegido, diga ao Adam para levar a Molly e o Tutti. — Falei para ele.
— Sim senhor. — Ele disse e saiu.
Tirei o celular do bolso e liguei para o Romeo.
— Você não dorme? — Ele perguntou mal humorado depois de atender.
— Estamos em alerta preto e vermelho, o Edgar está indo para Savana agora, restrinja agora mesmo as subsidiárias dos conglomerados, o prédio da holding receberá segurança amanhã. — Falei para ele.
— Está bem, os sistemas devem ser acionados? — Ele perguntou mais esperto.
— Imediatamente, use o sistema primário, o sistema principal foi invadido e eu espalhei o vírus. — Falei para ele.
— Está bem, é para restringir os cassinos, boates e os pubs? — Ele perguntou.
— Tudo, estamos em alerta máximo, não deixe o Otávio sair durante esse mês e não saia também, ordenei um toque de recolher a partir de amanhã. — Falei para ele.
— Está bem. — Ele disse.
— Tome cuidado e reforce a segurança, cuide bem do Daniel e do Otávio, eu ligo quando as coisas estiverem melhor. — Falei para ele.
— Está bem. — Ele disse.
— Até mais. — Falei e desliguei.
Quando sai do escritório dois, o sol já estava a pino no céu.
Fui para casa e assim que cheguei, o Átila apareceu no pátio.
— A segurança foi reforçada e tudo está sob controle nas casas principais. — Ele informou.
— Que horas o Oliver saiu? — Perguntei.
— Passava das duas da manhã. — Ele respondeu.
— Houve alguma dificuldade? — Perguntei para ele.
— Não senhor. — Ele respondeu.
— Ótimo, solte as matilhas do Boby na frente e os outros cães atrás. — Falei para ele e subi as escadas.
Entrei no quarto, no closet e no banheiro.
Tomei uma ducha longa, me sequei e vesti um terno limpo.
Coloquei os anéis, arrumei o cabelo, coloquei os sapatos e desci as escadas.
— Eu vou fazer uma conferência internacional agora, não deixe que ninguém entre. — Falei para o Átila que estava aos pés das escadas.
— O Murilo preparou seu café da manhã senhor. — Ele disse.
— Pensei que tinha mandado o Murilo com o Oliver. — Falei para ele.
— O senhor Oliver disse que era para ele ficar e fazer suas refeições, porque ele sabe cozinhar e podia fazer isso sozinho. — Ele disse.
— Ele estava aborrecido? — Perguntei.
— Descontente. — Ele respondeu.
— Está bem, traga o café da manhã então. — Falei para ele e fui para o escritório.
Assim que entrei no escritório, ajustei tudo para a conferência e um dos ajudantes do Murilo entrou com a bandeja do café da manhã.
Depois da conferência, eu saí do escritório e Átila estava a porta.
— O esquadrão já está na sala de reuniões. — Ele falou.
— Então vamos. — Falei para ele e nós seguimos.
Assim que entrei, todos se levantaram, fizeram uma leve inclinação de cabeça e voltaram a se sentar.
— Bom dia a todos. — Falei para eles.
— Bom dia, senhor. — Eles responderam.
— Eu pedi para vocês descerem, porque nós tivemos orfanatos explodidos, sistemas invadidos e tentativas de entrada forçada em nossos depósitos de brinquedos, nós vamos explodir cada ponto de venda de drogas dos Marsalis, tanto em Suzano quanto em Savana, eu não quero que fique nada. — Falei para eles.
— Devemos sair agora então. — O comandante geral deles falou.
— Cento e cinquenta em Savana e cento e cinquenta em Suzano, nossos garotos das ruas vão ajudar, matem quem impedir, podem ir agora. — Falei para eles.
— Sim senhor. — Eles responderam e começaram a sair.
Depois que eles se foram, eu comecei a organizar os cartéis e ativar a segurança.
Foi assim que o mês passou.
Todos os pontos de venda de drogas dos Marsalis foram explodidos e muitos dos homens dele foram mortos.
Os cassinos tiveram um péssimo rendimento durante aquele mês também, e os sócios dele desfizeram sociedade assim que eu entrei em contato.
Fui para as fazendas com o tio e também fui em Savana.
Quando os homens do governo viram que eu estava bem, eles relaxaram mais.
Era o início de agosto quando tudo finalmente se estabilizou.
Os escritórios voltaram ao normal primeiro, depois as fazendas, os galpões e por fim as casas.
— Por que você não descansa essa noite e depois vai? — Tio perguntou.
— Eu passei um mês sem falar com ele, talvez ele tenha desistido, é melhor eu ver isso de uma vez. — Falei para ele.
— Você é teimoso. — Ele resmungou.
— São vinte e duas horas, eu chego lá às duas da manhã, eu vou descansar. — Falei para ele.
— Não vai esperar o Edgar? — Ele perguntou.
— O Edgar vai chegar amanhã, ele vai atrás e o Átila mandou hoje a tarde mais uma equipe de segurança para lá. — Falei para ele.
— Está bem, tenha cuidado. — Ele disse e eu entrei no carro.
Jean manobrou o carro e saiu com ele do pátio do Tio.
Fomos para o porto e assim que chegamos, a lancha já estava pronta para sair.
Desci do carro e Jean abriu o porta-malas.
André tirou minha mala de dentro e levou para a lancha.
Saímos do porto e depois de cinco horas, nós chegamos ao porto da casa.
Era um lugar grande, com uma casa de três andares.
O primeiro era aberto, o segundo era todo de madeira clara e o terceiro era mesclado vidro e madeira.
Da varanda de frente para o mar, tinha um deque extenso que ia até a praia, onde uma escada dava acesso a ela.
A direta da construção, estava a ponte de ferro interligada ao deque e a entrada da casa que provavelmente dava para a pista.
No pequeno cais que a lancha encostou, tinha ao lado um galpão onde o rapaz que pilotava estava colocando a lancha.
Seguimos na direção da casa e dobramos no deque.
Nesse mesmo deque, perto da escada que levava a praia, tinha uma piscina.
Na outra lateral, uma espécie de pavilhão retangular grande, onde tinha uma churrasqueira e uma pequena cozinha de churrasco.
Na parte de trás da piscina, quatro espreguiçadeiras de madeira clara.
No primeiro andar da casa, a mobília era de madeira e as espreguiçadeiras tinham uma camada de estofado branco gelo, o chão inteiro era de assoalho brilhante e entre os quatro sofás havia um tapete quadrado branco gelo também.
A mesa de centro, era de vidro e a televisão grande estava em um suporte de madeira junto ao teto.
As cinco vigas de sustentação eram feitas cada uma de quatro vigas menores.
No outro lado, tinha uma mesa oval com cadeiras ao redor, sobre um tapete quadrado branco gelo também.
As escadas, eram também de madeira com dois lances largos que iniciavam na lateral, atrás da sala.
Fui na direção e subi os dois lances.
No segundo andar, tinha uma cozinha espaçosa, dois quartos, uma sala de estar com móveis normais em tons claros e uma porta de correr de madeira, que durante o dia, devia dar uma boa vista do mar.
De frente para a cozinha, tinha uma mesa retangular larga com cadeiras ao redor, provavelmente uma sala de jantar.
No lado contrário a cozinha, tinham duas portas e entre elas um lavabo de cerâmica, perfeitamente acoplado pela metade a uma grossa tábua de madeira polida.
A escada era de madeira também, mas havia apenas um lance, na parte de trás da televisão da sala.
Subi aquele outro lance e finalmente cheguei a suíte principal.
Ela era praticamente toda de vidro, exceto pelos cantos, chão e teto que eram de madeira.
As cortinas estavam abertas e as portas das sacadas também estavam.
Na entrada da suite, também tinha uma sala de estar espaçosa.
A televisão estava acoplada a uma parede de madeira a direita que dividia a sala de um escritório amplo e que durante o dia devia ser bem claro.
Na parte da frente, de quem entrava para o quarto, havia uma espécie de parede feita de cordas na diagonal da direta para a esquerda e da esquerda para a direita com um efeito degradê.
A entrada para o interior do quarto, era na lateral esquerda, onde havia uma parede de madeira.
Passei por ela e o quarto de dormir, era espaçoso e de tons claros.
A cama grande de casal, estava no centro com a criatura que eu tinha sentido falta durante aquelas semanas turbulentas, e atrás tinha uma parede de vidro com duas portas de correr, que estavam abertas.
No lado direito, era somente uma porta de correr, que entrava na parede de madeira onde a televisão estava acoplada, que também estava aberta.
Naquele mesmo lado a direita da porta do escritório que dava para a varanda, tinha duas espreguiçadeiras com um estofado branco gelo, elas estavam debaixo da coberta espaçosa interligada a sacada.
Ao lado esquerdo da cama, estava uma parede de vidro com uma porta de correr com película preta.
Abri aquela porta e entrei, o closet também era de vidro, com guarda roupas de vidro.
Não havia porta para separar banheiro e closet, apenas um degrau de madeira da cor do assoalho.
O banheiro tinha paredes de vidro, com exceção do boxe da privada que era de madeira.
Deixei a mala no closet e fui para o banheiro, tomei uma ducha demorada, me sequei, coloquei uma cueca e fui para o quarto.
Deitei na cama e pela primeira vez depois daquelas semanas, eu relaxei.
Olhei para o rosto do garoto ao meu lado e virei de lado para olhar para ele por completo.
A luz fraca do abajur de cabeceira iluminava o rosto adorável.
Deslizei os dedos nos fios sedosos e senti meu coração acelerar.
Os lábios que dá última vez que eu vi estavam pálidos, agora estavam com um tom sedutor de cereja, as maçãs do rosto que antes estavam pálidas, tinham um tom suave de rosa pálido.
Ele parecia mais forte também.
Como ele conseguia ficar ainda mais inocente com boa saúde?
Antes ele estava fantasmagórico, mas agora a pele quase transparente tinha um tom rosa pálido sedutor.
Deslizei a costa dos dedos indicador e médio na maçã do rosto e ele suspirou e sorriu enquanto dormia.
Enfiei o meu braço por debaixo dele e puxei ele para mim.
Aspirei o cheiro do cabelo dele e o sono me arrastou, foi a primeira vez que eu dormi bem, depois que ele tinha ido para a praia.
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Atualizado até capítulo 45
Comments
Diva
Oxe, desde quando ele pode tomar café?
2024-12-29
1
Fátima Alfiery
meu Deus, é muita Sacanagem com o Oliver contratar os estupradores dele???e o Edgar inbecil porque já não avisou o Mikhail????
2025-03-23
0
Gilvaneide Siqueira
continua está muito bom
2024-09-27
1