CAPÍTULO 4

...🌈|O TRABALHO PODE ESPERAR.|🍄...

A reunião iniciou e eu distraidamente abri a gaveta da mesa do escritório, tirei uma carteira de cigarro, tirei o isqueiro e depois de tirar um de dentro eu acendi.

Eu consegui dar o primeiro trago, mas assim que eu levei o cigarro a boca novamente, senti ele puxar o cigarro da minha mão.

Olhei para ele e sorri sem graça.

— Eu não vi você entrar. — Falei e comecei a deslizar a mão sobre a camisa para tentar inibir o cheiro.

Ele sentou no meu colo e eu passei os braços ao redor de sua cintura.

— Eu sei que não, o que você está fazendo para ficar tão tenso? — Ele perguntou e olhou para o laptop.

Quando viu a mesa cheia de homens na tela, ele se paralisou.

Vi suas orelhas vermelhas e ele tentou se levantar, mas eu não deixei.

— Estou em uma reunião. — Falei para ele.

Os olhos grandes que tinham crescido ainda mais fitaram os meus.

— Não vou atrapalhar mais você. — Ele disse e tentou levantar novamente.

Sorri e segurei ele.

— O que você ia fazer? — Perguntei.

— Eu ia fazer você engolir esse cigarro, mas depois eu pensei bem, porque eu teria que cuidar de você. — Ele respondeu aborrecido.

Ele pareceu esquecer que todos estavam escutando nossa conversa.

— É só para relaxar um pouco. — Falei para ele.

Ele segurou meu pescoço, mas não pressionou.

— Se eu matar você, você vai relaxar para o resto da vida. — Ele ameaçou.

Eu consegui escutar a respiração dos homens do outro lado da tela ficar suspensa e a tensão entre eles.

Sorri para ele.

— Eu não vou fumar enquanto você estiver em casa, eu prometo. — Falei para ele.

Seus olhos fitaram os meus por um momento e depois ele me beijou castamente.

— Se você ficar tenso, me procure. — Ele sussurrou no meu ouvido e se levantou.

Eu fiquei olhando para ele enquanto se afastava e senti um sorriso que faltou partir minha cara.

— Oliver! Acho que eu tô tenso agora! — Gritei quando ele saiu.

Escutei a gargalhada e sorri mais.

Quando olhei para a tela do laptop, todos olhavam para mim surpresos.

Ninguém nunca tirava o meu cigarro e ninguém nunca me ameaçava de morte sem arcar com as consequências, nem mesmo de brincadeira.

Mas bem ali, na frente de todos os meus funcionários, tinha acontecido as duas coisas e eu não fiz absolutamente nada.

— Podemos continuar? — Tio perguntou.

— Sim, sim, vamos continuar. — Falei para eles.

A reunião continuou e terminou.

Após ajustar as coisas na mesa do escritório.

Saí e subi as escadas.

Entrei no quarto dele, mas ele não estava.

— Oliver! — Chamei.

Ele saiu do closet com o pijama verde.

— Estou aqui. — Ele falou e sorriu.

Ele deitou na cama e puxou a coberta.

— Eu ainda estou tenso. — Falei e me aproximei da cama.

Deitei do lado dele e seus olhos fitaram os meus.

— Apaga a luz. — Ele falou.

Levantei e apaguei a luz do quarto.

Voltei para a cama e deitei ao lado dele.

— Oliver, por que…

Parei de falar quando senti ele montar em mim.

Ele tirou minha camisa e deslizou a mão no meu peito e me beijou.

Senti sua língua penetrar minha boca e provocar a minha com ousadia.

Meu corpo tremeu e eu deslizei as mãos em suas coxas.

Senti seus dedos entre os meus cabelos e as unhas no meu couro cabeludo.

Ele sabia bem, ele sabia muito bem onde tocar para me deixar louco de tesão e pedindo mais.

Deslizei a mão mais para cima, por debaixo do seu pijama e quando eu comecei a tirar, ele não me impediu.

O pijama foi para o chão e eu deslizei as mãos em sua pele macia.

A última vez que eu senti a textura de sua pele ela não era tão macia e sedutora como naquele momento.

Afastei os meus lábios dos dele e descansei minha testa na sua.

— Sentir a sua pele em minhas mãos, me deixa ainda mais tarado por você. — Sussurrei e engoli em seco.

Ele me beijou e eu o virei na cama, invertendo nossas posições, tirei a calça do pijama que ele estava usando e a minha calça.

Beijei ele ao voltar para cima dele e depois beijei seu rosto, seu pescoço e deslizei a língua em sua clavícula.

Ele suspirou.

Deslizei a mão sobre o peito dele e senti os pequenos relevos nas mãos.

Eles se intensificaram ao chegar no abdômen.

Deslizei a língua no mamilo e ele gemeu, mordi de leve e o corpo dele tremeu.

— Kil, por favor. — Ele sussurrou o pedido.

— As coisas que eu quero fazer com você, você não pode imaginar. — Sussurrei e deslizei a língua no mamilo novamente.

— Apenas faça. — Ele sussurrou.

Senti um sorriso em meus lábios e coloquei meus dedos indicador e médio na boca dele.

— Deixa bem molhadinho. — Sussurrei.

Senti a língua dele deslizar nos meus dedos e ele chupar com força.

Se eu estava preparado?

Não estava.

Senti meu pau pulsar com aquela porra daquela chupada e o meu corpo inteiro estremecer.

Quando tirei meus dedos de sua boca, sorri na escuridão.

Senti os dedos longos deslizarem pelo meu cabelo e a língua dele penetrar minha boca, daquele jeitinho que me deixava fraco.

— Eu quero chupar você, mas eu também quero sentir você entrar em mim. — Ele sussurrou no meu ouvido e mordeu o lóbulo da minha orelha.

— É apenas o início da noite, meu adorável demônio do sexo. — Falei e penetrei nele os dois dedos.

Ele gemeu e eu senti a perna esquerda dele deslizar para o meu ombro.

Beijei a panturrilha lisa e deslizei a língua na pele macia enquanto movimentava meus dedos.

Ele estava segurando os lençóis enquanto seus olhos estavam fechados e a boca estava entreaberta.

Ver ele daquele jeito entregue, era a visão do paraíso.

Mas eu estava chateado, porque tinha que ser pela luz que vinha da fresta da porta do banheiro.

Se fosse para relaxar a tensão daquele jeito sempre, eu pararia de fumar no dia seguinte.

Tirei meus dedos e deslizei a glande melada do meu pau em sua entrada.

Ele gemeu.

— Se doer, você me fala. — Falei para ele.

— Não enrola. — Ele murmurou.

Eu ri e deslizei devagar para dentro dele.

— Caralho. — Murmurei quando meu pau foi engolido pelo canal apertado.

Comecei a me movimentar e masturbar seu pau.

Ah, aquela sensação de devassidão.

— Vai mais rápido, eu estou bem. — Ele disse.

Senti meu coração pular no meu peito e comecei a me movimentar mais rápido.

Ele gemeu alto.

Ele ainda me mataria.

Se não fosse de raiva, seria de prazer.

Quando comecei a sentir os espasmos do orgasmo no meu corpo, o corpo dele tremeu e ele gozou.

Movimentei mais rápido e depois de mais quatro estocadas eu gozei também.

Deixei meu corpo cair sobre o dele e tentei lembrar como se respira.

— Você ainda vai me matar. — Falei ofegante.

Senti suas mãos em minhas costas e um arrepio correu a minha espinha, fazendo meu couro cabeludo pinicar.

Efeitos, eram aqueles efeitos que faziam toda a diferença.

Quando foi que eu senti aquilo antes?

Eu mal tinha terminado a primeira e já queria a segunda.

Inferno.

Me apoiei nos cotovelos e olhei seu rosto na luz fraca que vinha do banheiro.

— Oliver, eu queria ver você. — Falei para ele.

— Eu ainda não estou pronto para isso, podemos seguir assim? — Ele perguntou.

Respirei fundo e rolei para o lado.

Levantei da cama e fui ao banheiro, peguei o pacote de lenços umedecidos e levei para o quarto.

Tirei um do pacote e deslizei em sua barriga.

— O que você está fazendo? — Ele perguntou.

— Limpando a bagunça que eu provoquei. — Falei para ele.

— Você não precisa fazer isso. — Ele disse e colocou a mão sobre a minha.

— Oliver, nós já fizemos tantas coisas obscenas, porque você está envergonhado e surpreso? — Perguntei para ele.

Ele tirou a mão de cima da minha e eu continuei limpando seu abdômen lisinho.

Quando terminei, beijei e deitei a cabeça nele.

— Tem cheirinho de bebê agora. — Falei.

Ele riu.

— Falando em bebê,quantos anos você tem? — Ele perguntou.

— Vinte e nove. — Falei para ele.

— Temos dez anos de diferença. — Ele disse.

— Temos, mas você deve trepar desde muito tempo, não é? Você me deixa tímido. — Falei para ele e abracei sua cintura.

Ele riu e eu senti seus dedos no meu couro cabeludo.

— Desde os treze anos. — Ele disse.

— Hum, quem foi que transformou você nesse adorável e inocente demônio do sexo? — Perguntei para ele.

— Você quer mesmo saber? — Ele perguntou.

— Claro que eu quero saber, podemos marcar um trisal qualquer dia desses. — Falei brincando.

Brincando mesmo, porque a mera ideia de dividir ele com alguém, já me deixava com raiva.

Só depois de voltar para mim, percebi que ele estava tenso.

— Eu só estou brincando Oliver. — Falei para ele.

— Me beija Mikhail. — Ele pediu e me puxou para ele pelos cabelos.

Gargalhei baixo.

— Você tem sido mal para mim, e eu só dou carinho. — Falei para ele manhoso.

— Deixa eu compensar você então. — Ele disse e me empurrou para a cama e montou em mim.

Se apagar a luz e não ver ele era o preço a pagar para tê-lo todas as noites, eu pagaria com gosto.

Naquela manhã, quando eu saí do quarto dele, eu fui direto para o banho.

Ele tinha acabado comigo.

Coloquei um terno preto e desci as escadas.

Olhei para a cozinha e depois olhei o relógio de pulso.

— Estou atrasado, vamos direto para a empresa, eu tomo café lá. — Falei para Edgar.

Nós saímos e seguimos para a empresa.

Aquela semana foi a melhor semana que eu já tinha tido na minha vida.

Simplesmente a melhor, mas eu cheguei morto no pub naquela noite.

— Cara, você está acabado. — Escutei a voz de Romeo.

Olhei para ele e suspirei.

— Eu vou começar a fazer cinco séries a mais na academia, nem morto que eu vou negar fogo para ele. — Falei e deslizei os dedos nos cabelos.

O pub não estava tão lotado, mesmo sendo uma sexta-feira.

Romeo gargalhou, sentou a minha frente e tomou um gole do seu uísque.

Tirei a carteira de cigarro e o isqueiro do bolso, mas assim que tirei um cigarro, lembrei do Oliver.

Respirei fundo e guardei tudo de novo.

— O Onan me ligou ontem. — Romeo falou.

— Ele também tem me ligado, mas eu não atendi, eu sei o que ele quer, mas…

— Você não quer ir agora. — Romeo comentou.

— Já foi um sacrifício levar o Oliver para minha casa, não sei se ele vai querer ir comigo para Suzano, o trabalho pode esperar. — Falei para ele.

— Você tem que contar a ele que precisa ir, não é como se você tivesse escolha agora. — Ele falou.

— Eu sei, só estou adiando por enquanto. — Falei para ele.

— Que seja, não é como se eu pudesse dizer a você o que fazer. — Ele disse.

Olhei para ele e sorri.

— Onde está o Otávio? — Perguntei para ele.

— Saiu para comer e beber com o pessoal da editora. — Ele disse e tomou mais um gole do uísque.

Tirei a carteira de cigarro e o isqueiro do bolso e um cigarro, dessa vez eu acendi e traguei.

Ofereci para ele, que pegou e tragou também.

— O Oliver foi também. — Falei e suspirei soltando a fumaça pelo nariz.

— Por isso você está aqui. — Ele falou.

— Sim, você acha que eu sairia com você se ele estivesse em casa? — Perguntei e ri, tragando o cigarro novamente e passando para ele.

— Ele pegou você de jeito, mas eu não posso nem zombar de você por causa disso, eu jurei nunca me apaixonar e agora estou aqui, cadelinho de um moleque de vinte e dois anos. — Ele falou e tragou o cigarro.

Gargalhei e tomei do meu uísque.

Meu celular tocou e eu atendi assim que vi que se tratava do meu adorável demônio do sexo.

— Sentiu minha falta? — Perguntei assim que atendi.

— Kiiiiil! Onde você está? — Ele perguntou com a voz arrastada.

— Você está bêbado? — Perguntei estranhando.

— Só um pouquinho. — Ele disse e gargalhou baixo.

— Eu estou no pub, peça ao Adam para trazer você aqui. — Falei para ele.

— O Adam está no banheiro, eu também estou, porque ele não queria me deixar sozinho aqui dentro. — Ele disse baixinho.

Gargalhei e sorri igual a um idiota.

Ele parecia uma criança falando.

— O que você bebeu? — Perguntei para ele.

— Seis garrafas de martini, estamos bebendo desde a sete, quando saímos da editora. — Ele respondeu.

— Você já quer vir ou vai ficar mais um pouco aí? — Perguntei para ele.

— Eu quero ficar aqui, mas queria ficar com você também. — Ele disse e suspirou.

— Eu chego em dez minutos. — Falei para ele.

— Você jura? — Ele perguntou com a voz cheia de surpresa.

— Juro, dez minutos. — Falei para ele.

— Vou esperar você. — Ele disse e desligou.

Olhei a tela do celular.

— Ele desligou na minha cara. — Falei sem acreditar.

— Você vai atrás dele? — Romeo perguntou.

— Vamos logo, eu sei que você quer ver o seu amor. — Falei para ele e levantei.

Saímos do pub e fomos para o bar onde eles estavam.

Entrei no lugar e reconheci Adam de pé perto de uma das mesas.

Segui na direção dele, mas antes de chegar uma mulher me parou.

— Boa noite, você está acompanhado? — Ela perguntou.

Antes que eu pudesse responder, Oliver apareceu.

Eu tinha saído mais cedo que ele naquele dia e não tinha visto como ele estava adorável.

A calça que ele estava usando era uma cargo pantalona jeans, que ele tinha o costume de usar, a camisa era azul clara de algodão de manga longa, o casaco era branco e o tênis também era branco.

Parecia despojado e profissional. 

— Ele está. — Ele falou para ela.

A mulher me olhou sem acreditar e depois olhou para ele.

— Eu estou acompanhado. — Falei para a mulher.

Oliver enfiou as mãos nos meus bolsos e quando achou minha carteira, ele abriu e tirou um cartão de contato da empresa.

Ele olhou os números e entregou para ela.

— Ele veio por minha causa, quando ele se cansar de mim, você pode entrar em contato, mas por enquanto ele é meu. — Ele disse e me puxou pela mão até a mesa onde ele estava.

— Boa noite. — Falei a todos que estavam ao redor da mesa.

— Boa noite. — Todos responderam.

— Pessoal, esse é o Mikhail, Mikhail, esse é o pessoal da editora, o Otávio você conhece. — Ele apresentou.

Romeo já estava sentado ao lado do Otávio, e os outros ficaram me olhando.

— Só você está bebendo martini? — Perguntei para ele.

— Só ele está bêbado. — Um garoto de cabelo loiro disse com os braços cruzados.

Ele me olhou e ajustou o casaco branco.

— Só eu, é a minha bebida favorita. — Ele disse e sentou.

Sentei do lado dele e coloquei o cabelo dele atrás da orelha.

— Você já comeu alguma coisa? — Perguntei para ele.

— Eu não queria comer, se não eu ficaria enjoado. — Ele falou com a cabeça no meu ombro.

— Eu vou pedir alguma coisa para você comer. — Falei para ele e chamei o garçom que passava com o cardápio.

— Kil, ninguém quer me dar mais bebida e o Igor pegou a minha carteira, você pode comprar para mim? — Ele pediu com aquela carinha fofa de miserável.

Senti meu coração acelerar.

— Pedindo assim, eu dou até o bar de presente para você. — Falei para ele.

Um sorriso surgiu em seu rosto corado.

Era um sorriso infantil, lindo e adorável.

— Obrigado. — Ele disse.

— Oliver, você não acha que bebeu demais? — Um homem que aparentava ter a minha idade perguntou.

Ele estava vestido com uma camisa de lã preta de manga longa, o cabelo dele era castanho avermelhado e os olhos eram castanhos claros.

— Você não precisa se preocupar comigo Igor, eu já tenho dezenove anos e sou um adulto, além do mais, o Kil está aqui agora, o Adam também está e eu vi o Edgar lá no bar também. — Ele falou e acenou para Edgar.

Gargalhei baixo e baguncei seu cabelo loiro.

— Tem mais dezesseis caras lá fora nos carros também. — Romeo zombou.

Oliver riu e olhou para ele.

— Eu não duvido, seu amigo é psicopata. — Ele disse e gargalhou.

— Eu sei bem como ele é. — Romeo falou.

O Oliver continuou rindo.

— Você também não fica atrás, o Adam fica no café do lado da editora me esperando, mas o Heron fica bem do lado da mesa do Otávio, no departamento de criação. — Ele falou enquanto ria.

Gargalhei baixo.

— Alguém vai querer comer alguma coisa? É só escolher que fica por minha conta. — Falei a todos da mesa.

Alguns pegaram o cardápio e pediram.

— Agradeça seu namorado por todos nós, Oliver. — O rapaz loiro do outro lado falou.

— Ele não é meu namorado. — Oliver falou.

— Hum, então ele não é seu namorado. — O tal do Igor comentou me olhando.

Ele tirou o cabelo do caminho de seus olhos e me olhou.

— Amanhã, você tem que me levar para cortar o cabelo. — Ele disse.

— O que você quiser. — Falei para ele.

Olhei para o garçom.

— Traga mais uma garrafa de martini, uma água, o melhor uísque que você tiver e essa carne grelhada sem acompanhamento. — Falei para ele.

O rapaz anotou o meu pedido e os pedidos dos outros.

— Por que você não me ligou mais cedo? Você não precisava incomodar seus colegas do trabalho para ficar bêbado. — Falei para ele.

— Eu não vinha, mas ele me obrigou. — Ele falou e apontou para o tal do Igor.

Olhei para o cara e sorri.

— E desde quando alguém obriga o meu Oliver a fazer o que ele não quer? — Perguntei olhando para ele.

Senti a mão do Oliver no meu rosto e o olhei.

— Seu Oliver? — Ele perguntou com os olhos brilhando.

Sorri para ele.

— Meu Oliver. — Afirmei e deslizei a lateral do dedo indicador no dorso reto do nariz bonito.

Ele ficou me olhando por um momento e depois piscou os olhos, como se estivesse voltando à realidade depois de viajar na maionese.

— Mas depois eu fiquei animado, porque tinha muito tempo que eu não saía com um grupo grande. — Ele falou para desconversar.

— Tudo bem, mas da próxima vez você não pode ficar tão bêbado. — Falei para ele.

Ele assentiu.

O garçom colocou a garrafa de martini e a água sobre a mesa e dois copos com uísque.

Tomei um gole, dei água para o Oliver e ele tomou tudo.

Ele franziu a testa e se virou para mim.

Ele aproximou o rosto do meu pescoço e desceu cheirando, quando se afastou, ele cruzou os braços.

— Você estava fumando. — Ele acusou.

— Só um, foi só um. — Falei para ele desconcertado por ter sido descoberto.

Ele se serviu de martini e provou.

A conversa entre eles iniciou novamente.

A comida chegou e eu cortei os pedaços da carne grelhada.

Ele comeu tudo e continuou bebendo o martini.

Ele me olhou e se levantou.

— Eu preciso ir ao banheiro. — Ele avisou.

Levantei e ele saiu de onde estava.

— Quer que eu vá com você? — Perguntei para ele.

Ele sorriu.

— Não precisa. — Ele disse e foi na direção do banheiro.

Adam foi atrás dele e Edgar ficou olhando do bar.

— Nunca pensei que Oliver fosse capaz de beber tanto. — Uma das garotas disse.

— Ele é um opala. — Um rapaz de óculos de grau falou.

Olhei para o tal do Igor.

— Você pode me dar a carteira do Oliver. — Falei para ele.

Ele ficou me olhando por um momento.

— Eu nem sei quem você é, porque eu daria? — Ele perguntou.

Senti meu corpo esquentar com as palavras afrontosas e fechei a mão em punho.

Senti a mão do Romeo na minha.

— Cara, está mais que visível que ele está com o Oliver, dá logo a carteira. — O loiro de voz enjoada falou.

O tal Igor olhou para ele e depois para mim.

— Eu vou dar para ele. — Ele falou.

— Igor, você foi mandado de Suzano para cá, por quê? — O rapaz de óculos perguntou.

— A filial estava um pouco instável, então o papai me mandou. — Ele respondeu.

— Você já conhecia o Oliver? — Ele perguntou.

— Nós meio que crescemos juntos. — Ele respondeu.

— Vocês dois já namoraram? — A garota de cabelo rosa que estava do outro lado dele perguntou.

— Fomos os primeiros namorados um do outro. — Ele disse e sorriu enquanto olhava para mim.

— Uau. — Ela disse.

Quando ele voltou do banheiro, ele me olhou por um momento e sentou do meu lado.

— Sua carteira Oliver. — O Igor falou, dando a carteira para ele.

Ele olhou a carteira e pegou, depois ele me entregou.

— Você pode guardar isso. — Ele disse.

Senti o sorriso em meu rosto, peguei a carteira e guardei.

— Acabamos de saber que o Igor foi o seu primeiro namorado. — O loiro falou.

Oliver olhou para ele.

— Sim, namoramos durante três anos, até que ele me deixou pelo Neto. — Ele disse.

O Igor desviou os olhos e corou envergonhado.

— Isso foi há muito tempo. — Ele disse.

— Verdade, não importa mais. — Oliver falou e bebeu do seu martini.

— A última vez que eu fui deixada, eu levei três anos pra recuperar, fiquei na fossa valendo. — A ruiva, que até então não tinha falado nada, se pronunciou.

— A minha fossa rendeu dois livros. — Oliver falou e riu.

Ela riu também.

— Eu queria ser assim, se eu estou na fossa, a primeira coisa que bloqueia é a criatividade, na época que eu escrevia online, meus fãs faltavam me cortar o pescoço. — Ela disse.

Oliver gargalhou.

— As coisas que você escreve devem ter um quê de verdade não é Oliver. — O loiro falou.

— Não todas. — Ele disse.

— A duologia branda, é quente e sombria ao mesmo tempo, não acho que alguém pode escrever aquelas coisas só usando a imaginação, quer dizer, você retratou bem a sensação do estupro coletivo no capítulo trinta e sete do livro gelo. — Ele falou.

O sorriso no rosto dele morreu.

— Eu fiz muitas pesquisas de campo quando eu escrevi aquela duologia, eu conversei muito sobre isso com algumas garotas e garotos que passaram por situações como as que eu retrato no livro. — Ele falou.

— Mesmo assim, a carnificina é muito real. — Ele disse e sugou do canudinho que estava no copo de drink.

— O Oliver é sempre muito intenso nas coisas que ele escreve, eu sou um grande fã e sei que aquela parte do estupro coletivo é bem real, mas se a gente for contar, no livro um da primeira trilogia dele, ele retrata um assassinato a sangue frio, e para mim é muito mais intensa do que o estupro da duologia. — Otávio falou.

— Aah chega de falar dos meus livros, eu não gosto. — Oliver falou e tomou mais do martini.

— O que você faz Mikhail? — O loiro perguntou.

— Eu sou formado em economia, trabalho na Companhia Corvaque. — Falei para ele.

— Você é o que lá dentro? — Ele perguntou.

— Financeiro. — Respondi.

Romeo riu e Oliver olhou para ele.

— Por que você está rindo? — Ele perguntou.

— Não é nada demais, eu só lembrei de uma piada. — Ele disse e gargalhou.

Oliver franziu a testa.

— Agora que eu percebi, se você só trabalha no financeiro, porque tem tantos seguranças? — Ele perguntou para mim.

— Eu sou o financeiro, digamos que eu tenho a chave da porta que guarda o dinheiro. — Falei para ele.

— E você? O que você faz? — Ele perguntou para o Romeo.

— Diretor executivo. — Ele respondeu.

Ele tomou mais martini e olhou para o loiro.

— Você é muito bonito. — Ele falou para ele.

O rapaz arregalou os olhos e me olhou.

— Hum, obrigada Oliver. — Ele disse.

— Você é muito bonito, mas eu não gosto de você. — Ele disse.

Senti vontade de rir, mas me controlei.

A expressão do rapaz mudou.

— Por que você não gosta de mim? — Ele perguntou.

— Você não é confiável. — Ele disse e tomou o martini.

— Eu vou ao banheiro. — Falei e levantei.

Oliver levantou e me deu passagem, depois sentou.

Segui para o banheiro e quando sai, o loiro estava à porta.

— Eu me chamo Afonso. — Ele disse.

Fui para a pia e liguei a água para lavar as mãos.

— Acho que o Oliver já nos apresentou. — Falei para ele.

— Ele não disse o meu nome. — Ele disse.

— Eu também não estou interessado em saber. — Falei para ele.

— Você me parece tão insaciável, será que o Oliver dá conta de você? — Ela perguntou.

Eu ri, e dessa risada eu queria gargalhar.

Eu é que quase não dava conta do Oliver.

Sequei as mãos com o papel toalha e virei para olhar para ele.

— Escuta, vamos ser francos um com o outro, até o momento que eu cheguei aqui, você me viu olhando para você com segundas intenções? Eu sou um homem muito bem esclarecido das coisas que eu quero e no momento, eu quero o Oliver, apenas ele. — Falei e dei a volta nele.

Quando eu estava passando ao seu lado, ele me agarrou pelo blazer do terno.

— Eu posso fazer você mudar de ideia. — Ele disse.

Sorri para ele.

— Você é muito oferecido, não acha? — Escutei Otávio perguntar.

Ele se afastou e ao lado do Otávio estava o Oliver.

Os olhos azuis profundos estavam tristes.

— Oliver, não é o que você acha. — Falei para ele.

— É claro que não é, esse ridículo estava claramente dando em cima de você. — Otávio falou.

— Otávio, será que posso incomodar você pedindo para me levar em casa? — Oliver perguntou.

— Eu vou levar você. — Falei para ele e fui na sua direção.

Ele sorriu para mim.

— Está tudo bem Mikhail, eu volto para sua casa amanhã de manhã, eu lembrei que preciso falar para a Beatrice, ela disse que queria falar comigo. — Ele disse.

— Você não pode falar com ela da minha casa? — Perguntei para ele.

— Ela vai ligar no fixo. — Ele disse.

— Eu levo você na sua casa então. — Insisti.

— Não precisa, minha casa é caminho do Otávio. — Ele disse e saiu.

Respirei fundo e senti a frustração me tomar.

Ele já estava confiando em mim.

— Droga! — Exclamei e chutei a lixeira.

— Eu acho que se você levar ele não vai ser bom, é melhor que ele vá com a gente, amanhã vocês conversam. — Otávio disse.

— Tudo bem, tudo bem. — Falei para ele.

Nós saímos do banheiro e fomos para a mesa.

Ele estava sentado ao lado do Romeo.

— Vamos amor. — Otávio falou.

— Vamos. — Romeo falou e levantou.

— Eu vou com eles, vocês podem continuar, até segunda-feira. — Oliver falou e saiu com eles.

— Adam. — Falei e ele saiu seguindo os três.

— O que aconteceu? — A ruiva perguntou.

— O Oliver não sabe brincar. — O loiro falou.

Olhei para ele e fui para cima, mas Edgar me segurou.

— Não seja imprudente. — Ele falou.

Fechei os olhos.

— Pague a conta, vamos para a casa do Oliver. — Falei para ele.

— Sim senhor. — Ele disse e saiu.

— Não se aproxime do Oliver, nunca mais, não fale com ele, não olhe para ele e não pense nele. — Falei para o loiro.

Ele sorriu amargamente.

— Ele não é melhor do que eu. — Ele falou.

— Você não chega nem aos pés dele. — Falei para ele e saí.

Assim que entrei no carro, Edgar sentou ao meu lado no passageiro.

— Você está perdendo o controle. — Ele falou.

Suspirei e deslizei os dedos entre os fios do meu cabelo.

— Quando se trata do Oliver, eu realmente não consigo evitar. — Falei para ele.

— Você tem que ficar calmo, sacar um revólver no meio de todas aquelas pessoas, só iria piorar tudo. — Ele disse.

— Eu sei, eu sei, eu vou tentar me controlar mais. — Falei para ele.

Depois de um tempo, o motorista estacionou na frente do condomínio dele.

Desci do carro junto com o Edgar e fui para dentro.

Subi as escadas e tirei a chave do bolso.

Quando cheguei diante da porta, respirei fundo e abri.

A casa estava silenciosa e por um minuto achei que ele estava dormindo, mas o silêncio foi rompido pelos soluços dele.

Entrei no quarto e vi a porta do banheiro entreaberta.

Me aproximei e entrei.

Ele estava sentado debaixo do balcão da pia, abraçando a pernas.

Ele parecia vulnerável demais.

O que me fez querer saber naquele momento o que aconteceu com ele no passado, para ter deixando ele tão inseguro.

Me abaixei diante dele e deslizei os dedos em seus cabelos.

— Oliver. — Chamei.

Ele me olhou.

Os olhos estavam inchados e o rosto estava vermelho.

Ele fungou e limpou o rosto com as mãos.

Ele saiu de debaixo da pia e ficou de pé diante de mim.

— Mikhail, eu vou dormir em casa hoje, você pode ir para a sua, não se preocupe comigo, eu vou limpar tudo aqui e amanhã eu volto. — Ele disse e passou por mim.

Segui ele para o quarto.

— Eu não quero ele. — Falei.

Ele parou e me olhou, enquanto um sorriso se desenhava em seu rosto.

— Está tudo bem, você é livre para estar com quem quiser. — Ele sussurrou.

Me aproximei dele e o abracei.

— Mas eu só quero estar com você. — Falei para ele e o fiz olhar para mim.

Mais lágrimas brotaram de seus olhos e eu deslizei os polegares nas maçãs de seu rosto.

Ele soluçou.

— Por favor, não me diga essas coisas, não me diga que quer ficar só comigo, não diga isso. — Ele soluçou as palavras com desespero.

— O que mais eu preciso fazer para que você esteja seguro sobre os meus sentimentos? — Perguntei para ele.

O queixo dele tremeu.

— Mikhail, por favor, por favor não me dê mais esperanças. — Ele sussurrou o pedido.

— Oliver, você não precisa ter medo, eu vou segurar a sua mão e não vou soltar. — Sussurrei e beijei seus olhos.

Novas lágrimas vieram e o queixo dele tremeu de novo.

Ele fitou meus olhos.

— Mikhail, eu sei que eu sou sem graça, irritante e emotivo demais, mas você poderia… Você poderia gostar de mim? Só um pouquinho, se você gostar de mim só um pouquinho e não me descartar, eu farei tudo o que você quiser, eu vou amar você tanto quanto eu amo agora, ainda que você tenha outros… Eu não vou importunar você, eu prometo. — Ele soluçou as palavras enquanto fitava meus olhos.

Eu podia ver o desespero nos olhos azuis.

— Oliver, eu não quero outros, eu quero você, é impossível só gostar de você agora, porque eu já amo você. — Sussurrei e o beijei com carinho.

Ele se afastou um pouco e sorriu.

— Você pode me amar sem me dividir com ninguém? — Ele perguntou.

Franzi a testa e deslizei os polegares em seu rosto, limpando as lágrimas novamente.

O que tinham feito com ele? Quem o machucou daquele jeito?

— Eu sou ciumento, não teria qualquer possibilidade. — Falei para ele.

Ele sorriu.

Um sorriso de satisfação.

Ele simplesmente tinha acreditado nas minhas palavras.

— Vamos para sua casa. — Ele falou.

Nós saímos da casa dele e durante a viagem de carro ele adormeceu.

Abracei ele com carinho e quando chegamos em casa, eu o carreguei para dentro.

Ele acordou quando eu o coloquei na minha cama.

— Já chegamos, vá dormir. — Sussurrei para ele.

— Eu vou tomar banho primeiro, estou grudento. — Ele reclamou.

— Está bem. — Falei para ele.

— Kil, você pode me ajudar? — Ele perguntou.

Olhei para ele e franzi a testa.

Ele nunca quis tomar banho comigo, eu podia morrer implorando e fazendo manha, mas ele não cedia.

— Você tem certeza? — Perguntei para ele.

— Eu estou pedindo. — Ele disse.

— Está bem. — Falei para ele.

Ajudei ele a levantar e o levei para o banheiro.

Assim que entramos, ele tirou o casaco branco e o jogou no chão do banheiro.

Ele tentou tirar o cinto preto, mas não conseguiu, seus olhos me fitaram e eu sorri para ele.

— Eu não estou conseguindo. — Ele resmungou.

Ele estava realmente adorável.

Desafivelei, abri o botão da calça e desci o zíper.

Ele tirou os sapatos e as calças caíram aos seus pés.

Ele saiu delas e chutou para perto do casaco.

Seus olhos fitaram os meus novamente e ele ergueu os braços como uma criancinha.

Segurei sua camisa e tirei de seu corpo.

Quando eu vi seu abdômen eu senti meu coração doer e uma vontade estranha de chorar.

Joguei a camisa de lado, sem conseguir tirar os olhos dele.

As quelóides rosadas sob a pele branquinha me deixaram sem ar por um momento.

Eram pequenas e redondas.

Estavam por todo o peito e se intensificavam no abdômen.

Eram os relevos que eu sentia na pele dele quando nós fazíamos sexo.

— O que é isso? — Perguntei para ele.

— Cicatrizes. — Ele respondeu.

Eu queria olhar elas de perto, queria beijar cada uma e matar quem quer que tivesse profanado o corpo dele daquele jeito.

Fiz ele virar de costas e havia mais, tantas quantas no abdômen e peito.

As marquinhas eram poucas nas omoplatas, mas se intensificavam na parte inferior das costas e na região do início da espinha.

— Quem fez isso em você Oliver? — Perguntei para ele.

Ele virou de frente para mim.

— Não importa, eu estou grudento. — Ele reclamou.

Fiquei um tempo olhando para ele, e suspirei vencido quando percebi que ele não diria nada.

Tirei as minhas roupas e ajudei ele a tirar a cueca.

Segurei ele pela cintura e o levei para o box do banheiro.

Liguei o chuveiro e coloquei ele debaixo.

Seu corpo tremeu.

— Está fria. — Ele reclamou.

— É para passar o porre. — Falei para ele.

Ele me puxou para debaixo do chuveiro.

— Sinta como está fria. — Ele disse.

Gargalhei, ao sentir a água gelada na minha pele, mas eu já estava acostumado com aquilo.

Os treinamentos de sobrevivência eram bem piores.

Olhei para ele por completo e senti meu corpo esquentar com o desejo profano que estava nascendo em mim.

Eu era tarado por ele todinho, mas ver a pele branquinha, quase transparente, era algo que eu realmente queria a muito tempo.

Deslizei a mão no peito dele e senti a textura macia.

Tocar sem ver era bom, mas tocar vendo, era mil vezes melhor.

— Ah Oliver, eu lamento se não posso ser um cavalheiro. — Sussurrei e tomei seus lábios.

Eu queria engolir ele completamente.

Deslizei a língua em seu pescoço e desci mais.

Deslizei a língua no mamilo e chupei com vontade.

Ele se contorceu e riu.

Deslizei a língua no abdômen e beijei cada cicatriz, até alcançar o quadril.

Deslizei a língua na pele lisa e ele gemeu.

Segurei o pau dele e masturbei olhando para ele.

Deslizei a língua sentindo o gosto dele misturado a água e gemi.

Ele era uma delícia.

Deslizei a língua da base até a glande do pau dele.

Era rosinha e macio como todo o resto daquele corpo delicioso.

Deslizei a língua na ponta da glande e o engoli completamente, sentindo ele na garganta.

Escutei a mão dele se chocar com a parede e um gemido rouco sair de seus lábios.

O frenesi era sensual e absurdamente quente.

Estávamos pegando fogo.

Depois de um tempo, senti o corpo dele tremer e os jatos quentes na minha boca.

Olhei para ele e ele estava com a boca aberta e a respiração ofegante.

Deslizei a língua do abdômen até o pescoço dele e chupei de leve.

O corpo dele tremeu novamente e eu o tirei do chão, colocando ele contra a parede.

Procurei sua entrada e deslizei para dentro.

Ele soltou um longo gemido e eu senti meu corpo tremer ao sentir suas unhas no meu couro cabeludo.

Segurei suas coxas e comecei a me movimentar, sentindo meu pau ser engolido completamente.

Ele gemeu e eu aumentei a velocidade sentindo meu corpo inteiro entrar em uma espécie de êxtase ante orgasmo.

Ele enfiou os dedos entre os meus cabelos e sua mão livre deslizou nas minhas omoplatas antes dele enfiar a língua na minha boca, e nossos lábios se juntarem.

Ele chupou a minha língua e eu devolvi a chupada com gosto.

Mordi o lábio inferior dele e enfiei a minha língua na boca dele novamente.

Devorando e consumindo enquanto nossos corpos se chocavam a toda velocidade.

Ele puxou o meu cabelo e a minha cabeça pendeu para trás.

Senti a língua dele deslizar na minha clavícula e ele chupar a base do meu pescoço, achando zona erógena onde eu nem sabia que se podia ter prazer.

Senti meu corpo tremer com aquela chupada e depois de uma última estocada, eu gozei.

Senti meu corpo inteiro trêmulo e saí de dentro dele.

Coloquei ele no chão e me apoiei na parede enquanto minha respiração voltava a estabilizar.

Abri os olhos e os dele fitavam os meus.

O cabelo molhado e a boca vermelhinha depois dos beijos, deixavam ele com aquele ar de menino inocente.

— Droga, me lembre de nunca mais transar com você debaixo de um chuveiro. — Falei para ele.

Ele sorriu e deslizou os dedos nos próprios lábios.

— Eu gostei Kil. — Ele sussurrou.

Porra!

Só de escutar aquilo o tesão voltou com os caralhos.

Fechei os olhos tentando controlar aquele desejo insano e virei o rosto.

Abri os olhos novamente e peguei o sabonete.

Coloquei um pouco na esponja de banho e comecei a lavar o corpo dele com carinho.

Os olhos dele estavam nos meus.

— Amanhã você vai se lembrar que eu vi você? — Perguntei para ele.

— Eu lembro de tudo o que eu faço quando estou bêbado, isso porque meus neurônios são jovens e ainda não sofreram muitos danos. — Ele disse e sorriu.

Aquele sorriso infantil gostoso e sincero que eu adorava profundamente.

— Oliver, se eu por ventura tivesse que voltar para Suzano, você viria comigo? — Perguntei para ele.

O sorriso em seu rosto se desfez.

— Você vai cuidar de mim? — Ele perguntou.

A angústia que eu senti na voz dele fazendo aquela pergunta, dizia para mim que Suzano era o berço do sofrimento dele.

— Eu sempre vou cuidar de você, você é meu. — Falei para ele.

Ele sorriu e me abraçou pelo tronco, colocando o queixo na parte inferior do meu peito, bem na altura dos meus mamilos.

— Eu nunca gostei de pessoas tratando pessoas como posse, mas por algum motivo, eu me sinto seguro quando você fala que eu sou seu. — Ele sussurrou.

Senti meu coração esquentar com aquela declaração.

— Então você iria? — Perguntei.

— Eu não tenho mais estrutura psicológica para ficar longe de você. — Ele disse e me apertou mais.

— Então vem morar comigo em Suzano. — Pedi.

Os olhos azuis fitaram os meus.

— Está bem. — Ele disse e sorriu.

Sorri para ele e o fiz virar de costas.

— Hoje a tarde eu vou levar você para cortar o cabelo. — Falei para ele.

— Está bem. — Ele disse.

Depois que terminamos o banho, eu me sequei e sequei ele que já estava quase dormindo sentado na privada.

— Vem, eu vou colocar um pijama em você. — Falei para ele.

— Não, eu quero dormir pelado. — Ele falou.

— Se você deitar pelado, eu não vou deixar você dormir. — Falei para ele.

Ele se levantou e me abraçou pelo tronco.

Por que eu adorava tanto quando ele fazia isso?

— Eu quero dormir pelado, você pode se controlar? — Ele pediu.

Respirei fundo e levei ele para o quarto.

Puxei a coberta da cama e o ajudei a deitar.

Fui ao closet e coloquei uma calça moletom, desci as escadas e fui à cozinha, peguei um remédio e água.

Levei para cima e sentei ao lado dele.

— Oliver. — Chamei.

— Hum? — Ele respondeu em tom de pergunta e abriu os olhos.

— Beba isso. — Falei para ele e coloquei o remédio na boca dele e o ajudei a tomar a água.

Depois de tomar a água, ele deitou novamente e eu coloquei o copo sobre a cômoda ao lado da cabeceira da cama.

Dei a volta e deitei ao lado dele.

Ele me abraçou como em todas as noites e eu dormi.

Acordei com alguém batendo na porta do quarto e levantei.

Cobri o Oliver e fui para a porta.

Abri e o Edgar surgiu na minha frente.

— O que aconteceu? — Perguntei para ele.

— O Onan me ligou, disse que os homens do Marsalis continuam investigando sobre você. — Ele disse.

— Ligue para o Romeo, diga para ele que quero encontrar com ele em duas horas, prepare tudo para irmos para Suzano amanhã. — Falei para ele enquanto atravessava o corredor.

— Sim senhor. — Ele disse enquanto me acompanhava.

— Como está a reforma da mansão? — Perguntei para ele.

— Está bem adiantada. — Ele respondeu.

— Ótimo, não quero ficar muito tempo na casa do Tio, já que o Oliver vai comigo. — Falei para ele enquanto descia as escadas.

— Não dará tempo do senhor De Luca se preparar. — Ele falou.

— Ele vai depois que pedir a transferência para Suzano, ele vai em voo comercial, eu quero todo mundo com ele. — Falei para ele.

— Sim senhor. — Ele disse e seguiu para a porta enquanto eu ia na direção do escritório.

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Comments

Fátima Alfiery

Fátima Alfiery

ele parece tão esperto e ainda não investigou a fundo a vida do Oliver?! burro

2025-03-23

0

Maria de Lourdes silva da cruz

Maria de Lourdes silva da cruz

Estou amando. /Drool/

2024-12-19

1

Vilma Geronimo

Vilma Geronimo

eu estou simplesmente apaixonada nesta história 🤩🤩🤩

2024-08-29

1

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