...🌈|SE PERSEGUIÇÃO É UM CRIME, ENTÃO QUAL A PENA PARA SEQUESTRO?|🌻...
O domingo estava tão quente que eu coloquei uma camiseta regata e uma bermuda jeans, para poder ficar mais fresco.
Me olhei no espelho e sorri para mim mesmo.
A camiseta vermelha escura moldava os músculos do meu tórax e a bermuda jeans preta tinha alguns rasgos na parte da frente.
Calcei uma sandália de couro costurada à mão e peguei um dos meus óculos de sol.
Saí de casa e entrei no carro que já estava à minha espera.
— Prepare tudo para um sequestro se for necessário. — Falei para Edgar.
Ele olhou para mim por um momento.
— Você nunca sequestrou ninguém e até me deu liberdade anos atrás, por que isso agora? — Ele perguntou.
— Estou sentindo que ele não vai aceitar numa boa. — Falei para ele.
Ele esboçou um pequeno sorriso, que só fazia quando estava comigo.
— Você não confia em si mesmo? — Ele perguntou.
Olhei para ele e franzi a testa.
— Confio. — Falei para ele.
— Então não queime as etapas. — Ele falou.
— Não queimar etapas, hum. — Falei e comecei a refletir sobre essas palavras.
Se eu apenas sequestrasse ele, ele me odiaria, se eu tentasse um acordo, talvez desse certo.
Chegamos a frente do condomínio onde ele morava e eu desci do carro.
Era um condomínio pequeno, mas elegante e ajeitado.
Entrei e a moça atrás do balcão me olhou como se eu fosse um pedaço de carne.
Se ela soubesse…
Sorri com charme e ela quase derreteu.
— Bom dia, eu estou a procura de um amigo, ele disse para eu entrar, mas eu realmente esqueci o número da casa dele. — Falei para ela.
Ela sorriu.
— Qual o nome do seu amigo? — Ela perguntou.
— Hum, ele se chama Oliver. — Respondi.
— Ah, você é amigo do Oli? — Ela perguntou surpresa.
— Sou. — Falei para ela.
— O Oli não tem muitos amigos, na verdade ninguém nunca veio visitá-lo, a porta dele é a 101 e fica no final do corredor do terceiro andar, não é difícil de achar. — Ela falou.
— Muito obrigado. — Falei para ela e segui para as escadas.
— Mas ele não está. — Ela disse.
Olhei para ela e voltei ao balcão.
— E para onde ele foi? — Perguntei.
— Ele encontrou com um rapaz aí na frente e saiu com ele, mas acho que ele não vai demorar a voltar. — Ela disse.
— Está bem, eu vou esperar ele aqui, pode? — Perguntei para ela.
— Claro. — Ela disse.
Esperei ele por duas horas.
Depois disso levantei do lugar em que eu estava, pronto para ir embora, mas quando levantei os olhos, vi ele.
Ele estava passando pela entrada, ele estava vestindo uma calça moletom cinza e uma camiseta verde escura de manga longa.
Fui na direção dele e parei a sua frente.
— Olá Oliver. — Falei para ele.
Seus olhos azuis bonitos me fitaram cheios de surpresa.
Franzi a testa ao perceber que ele estava com a ponta do nariz levemente avermelhada e os olhos um pouco inchados.
— O que você faz aqui? — Ele perguntou com rispidez.
— Você está bem? — Perguntei para ele.
— Estou ótimo. — Ele falou e tentou desviar.
— Já está quase na hora do almoço, venha comer comigo. — Convidei.
— E depois ser comido por você? — Ele perguntou ironicamente.
Senti um sorriso no meu rosto.
— Até que não seria má ideia, não é? — Perguntei para ele.
Ele respirou fundo e tentou desviar de mim novamente, mas eu não o deixei passar.
— Será que você pode sair da minha frente? Eu quero ir para minha casa. — Ele disse.
— Primeiro você tem que almoçar comigo. — Falei para ele.
— Você vai me deixar em paz depois disso? — Ele perguntou.
— Eu vou. — Falei para ele.
— Está bem, então vamos almoçar. — Ele disse e deu meia volta.
Nós dois saímos do prédio e Edgar abriu a porta para ele entrar.
Franzi a testa e o olhei surpreso.
— Obrigado. — Oliver disse para ele.
— De nada senhor. — Ele falou e me deu passagem.
Eu entrei e ele entrou e sentou no banco do carona.
— O que você quer comer? — Perguntei para ele.
— Qualquer coisa. — Ele disse.
— Vamos ao restaurante do Breno, lá ele tem um excelente cardápio. — Falei para o motorista.
— Você está obrigando alguém a sair com você e está animado com isso? — Ele perguntou aborrecido.
— Essa é a primeira vez que eu faço isso, nunca ninguém foi como você, em todos os aspectos. — Falei para ele.
— Por que você não fala de uma vez o que quer de mim? — Ele perguntou.
— Quero que você venha morar na minha casa. — Falei para ele.
Seus olhos fitaram os meus.
— Você tem algum tipo de transtorno psicológico? — Ele perguntou.
— Não. — Respondi.
— Pensa comigo, nós transamos por uma noite e você já quer me levar para morar na sua casa? O que você acha que eu sou? — Ele perguntou.
— Alguém que eu quero para mim. — Falei para ele e sorri.
— Eu tenho carne e ossos, não sou um objeto que você vê em uma vitrine e pode comprar e não me encantei o suficiente com os seus olhos âmbar bálticos para aceitar uma loucura dessas. — Ele disse enquanto fitava meus olhos.
— Tudo bem, só esse almoço e aí eu sumo. — Falei para ele.
— Você promete? — Ele perguntou.
— Eu prometo, mas você tem que me deixar entrar na sua casa depois. — Falei para ele.
— Se for o preço que eu tenho que pagar, tudo bem. — Ele disse e se escorou na porta.
O motorista encostou o carro no meio fio e Edgar abriu a porta.
Nós descemos do carro e fomos para dentro do restaurante.
Nos sentamos em um salão privado e depois de pedir a nossa comida, pedi uma garrafa de vinho.
O rapaz colocou o prato diante dele, depois colocou o meu e saiu.
Ele olhou para a comida e pegou os talheres.
Ele deu a primeira garfada, a segunda e a terceira e aí ele parou.
— Não está gostoso? — Perguntei para ele.
— Eu não posso comer muito para não ficar gordo. — Ele respondeu.
Franzi a testa e fiquei olhando para ele por um momento.
— Eu acho que você deve ficar muito bonito quando está com mais carne. — Falei para ele.
Seus olhos fitaram os meus e ele soltou os talheres rapidamente.
Ele não tocou mais na própria comida, mas esperou até que eu terminasse de comer a minha.
— Eu já pedi a sobremesa, você gosta de doces? — Perguntei para ele.
— Eu não como mais doces. — Ele respondeu.
— Você ainda é tão jovem, eu pensei que os jovens gostavam de sorvete. — Comentei sentindo meu coração ficar estranhamente apertado pelo fato de ele parecer sombrio naquele momento.
Ele também não falou mais nada, mas quando o rapaz colocou a taça de sorvete na frente dele, ele não resistiu e comeu.
Comeu tudo com gosto, bem diferente da comida dele que ele quase não tocou.
— Vamos embora. — Ele pediu.
— Vamos. — Falei para ele.
Nós nos levantamos da sala privada e começamos a sair do restaurante.
Entramos no carro e voltamos para o condomínio onde ficava seu apartamento.
Assim que passamos pela porta, ele tirou os sapatos.
— Como vai o seu trabalho na editora? — Perguntei para ele.
— Como sabe do meu trabalho na editora? — Ele perguntou.
Sorri para ele e me aproximei.
— Quando eu gosto de alguém, eu faço tudo o que estiver ao meu alcance para ter essa pessoa ao meu lado. — Falei para ele.
Ele franziu a testa e fitou meus olhos com confusão nos seus.
— Tem tanta gente interessante no mundo, você é um cara bonito, cabelos negros e olhos profundos que eu nem sei definir a cor...
— Âmbar báltico. — Falei interrompendo.
— Que seja, pelas roupas que você veste é também muito rico, o estereotipo dos livros de romance que as garotas e garotos gostam, por que tem que ser eu? — Ele perguntou com exasperação.
— Porque eu nunca gostei de alguém involuntariamente, é a primeira vez, eu não quero ficar afastado, quero ter você ao meu lado. — Falei para ele.
— Perseguição é crime. — Ele disse.
Cheguei mais perto dele e o encurralei na parede.
— Se você não me aceitar, terei que pagar a pena por sequestro então. — Falei fitando seus olhos.
Ele deslizou a língua pelos lábios pálidos e olhou para os meus.
Aquela nuvem caótica de desejo e luxúria envolveu nós dois.
Puxei ele pela cintura e o beijei.
Ele suspirou e devolveu o beijo.
A língua gostosa penetrou minha boca e explorou, instigou e incitou a minha, até ambas estarem em uma dança sensual.
Senti suas unhas em meu couro cabeludo e gemi contra seus lábios.
Descansei minha testa contra a dele e fitei seus olhos.
Ele se desgrudou da parede e me empurrou contra ela.
Sua boca possuiu a minha e eu soltei um gemido quando ele chupou meu lábio inferior.
Suas mãos hábeis desafivelaram meu cinto em segundo e abriram o botão e o zíper tão rápido quanto.
A língua dele deslizou em meu pescoço e ele sorriu de canto ao deslizar suavemente suas unhas em meu peito enquanto ficava de joelhos.
Ele tirou meu pau para fora da cueca e me masturbou devagar.
Senti minha respiração falhar e arfei de prazer ao ver ele deslizar a língua sobre os lábios enquanto olhava o meu pau.
Era desejo puro e simples.
Senti ele me tomar e chupar de leve, depois ele me engoliu todo.
Ver aquilo já era enlouquecedor, mas eu não estava preparado para o que veio depois.
Os cílios longos e curvos se ergueram e seus olhos se cravaram nos meus.
As ondas e espasmos de prazer que ondulavam o meu corpo, e os profundos olhos azuis oceânicos me fizeram viajar com os pés no chão.
Eu queria descobrir todos os segredos que ele tinha por trás daquele mar misterioso em seus olhos límpidos.
Senti suas mãos massageando minhas bolas e espalmei a mão na parede com força.
O gemido alto escapou da minha boca e a minha respiração estava áspera e difícil.
Quando eu já estava perto de gozar, ele chupou com força.
Aquele foi o meu fim.
Senti os espasmos no meu corpo e entre a luta das minhas narinas para obter ar, eu ri de pura satisfação.
Ele se levantou e deslizou o polegar no canto dos lábios brilhantes, enquanto seu cabelo caía sobre a testa de forma sedutora.
Ele deslizou os dedos nos cabelos e a língua deslizou sobre os lábios.
— Assim eu não vou embora nunca. — Falei quando minha respiração voltava ao normal.
— Não venha mais na minha casa e nem procure por mim, por favor, me deixe em paz. — Ele pediu em um sussurro.
Franzi as sobrancelhas e me recompus.
— Eu não quero deixar você ir, mas o Edgar falou que se eu sequestrar você, você vai me odiar mais, mas eu quero muito, que você me procure Oliver. — Falei para ele e tirei minha carteira do bolso.
Ele me deu as costas.
— Me deixe sozinho comigo mesmo. — Ele pediu em um sussurro baixo.
Tirei um cartão e coloquei sobre a mesa próxima.
— Me ligue se você precisar de alguma coisa, ligue para o segundo número, se eu não atender, ligue para o terceiro. — Falei para ele e saí.
Eu me senti triste ao passar pela porta, era a primeira vez que eu me sentia triste por desistir de alguém.
Quando entrei no carro, eu não falei nada.
Na segunda-feira, eu acordei terrivelmente estressado.
Quando cheguei no escritório, já estava perto do horário da reunião.
Fui ao meu escritório e coloquei minha pasta na mesa e fui direto para a sala de reuniões.
Assim que entrei, o dono da Mosaff passou pela porta com Romeo.
— Bom dia senhores. — Falei em tom sério.
— Bom dia, doutor Negrini. — Um deles disse.
Nos sentamos ao redor da mesa de vidro e começamos a conversar sobre o contrato de compra e venda das ações.
— O senhor está tentando negociar suas ações a um valor maior do que elas estão valendo. — Romeo falou para ele.
— Ou é esse valor, ou não tem venda. — Ele disse.
— Não vamos aumentar o valor da compra, se o senhor não vai vender, tudo bem, não estamos brincando de fazer negócios e não somos palhaços para o senhor vir aqui e impor quantas vezes quiser, valores pelas ações da sua empresa falida. — Falei para ele.
Ele arregalou os olhos e depois seu rosto enrubesceu.
— Vai vender ou não? — Romeo perguntou.
— Vamos, nós vamos vender. — Ele disse e assinou os documentos.
— Se me derem licença, eu tenho uma reunião com a equipe financeira, senhor Jackson. — Falei e saí da sala de reuniões.
Fui direto para o departamento financeiro que ficava no quarto andar e comecei a reunião.
Depois da reunião, voltei para meu escritório e comecei a ler relatórios das subsidiárias.
Quando percebi, já passava das quatro da tarde.
Desci para o restaurante no saguão e fiz uma refeição rápida.
Voltei para o escritório e aos relatórios.
Quando olhei o relógio novamente, já passava das vinte e duas horas.
Ajustei as pastas sobre a mesa e guardei algumas na gaveta.
Arrumei tudo e saí, encontrando Edgar na entrada do escritório.
Ele não falou nada.
Quando cheguei em casa, tomei uma ducha longa e deitei para dormir.
A terça-feira foi como a segunda, a quarta-feira como a terça e a quinta-feira como a quarta.
Quando a sexta-feira chegou, fui direto para o pub depois do trabalho, pedi alguns petiscos e uma torre de chopp.
Sequei a primeira torre tão rápido que Edgar ficou surpreso.
— Você vai tomar mais uma torre? — Ele perguntou.
— Sim. — Falei para ele.
Depois de um tempo, fui servido de mais uma torre de cerveja.
Foi quando vi um rapaz em uma das mesas tomando uma cerveja de garrafa.
Assim que eu o notei, ele se aproximou.
O desgraçado tinha que ser ruivo.
— Posso fazer companhia? — Ele perguntou.
— A vontade. — Falei para ele.
— Como você se chama? — Ele perguntou.
— Mikhail. — Respondi.
— É um nome difícil de encontrar. — Ele disse.
— Eu sei. — Falei para ele.
Ele pediu mais uma cerveja e continuou na mesa.
Quando a segunda torre terminou e eu pedi a terceira, eu já estava ficando estressado com a conversa fiada do rapaz que eu lembrava vagamente se chamar Leonel.
— Você quer subir comigo? — Perguntei para ele interrompendo o que estava falando.
Ele sorriu abertamente.
— Claro. — Ele falou.
Levantei e olhei para Edgar que me deu a chave da suíte.
Levei o rapaz para lá e assim que entramos, ele me beijou.
Mas por mais que eu quisesse, a porra do beijo não encaixou de jeito nenhum.
Senti suas mãos em mim, mas por algum motivo, meu corpo estava frio como gelo.
Foi nesse meio minuto de divagação, que a memória do beijo do Oliver veio à minha mente.
Foi como entrar em uma geladeira.
Me afastei do rapaz que tinha quase a minha altura e os cabelos ruivos demais para o meu gosto.
— Desculpe, a semana não foi boa. — Falei para ele.
Ele piscou os olhos e fitou os meus por um momento.
— Eu não tenho o cheiro, a pele, a altura e nem a circunferência de quem você quer, não é? — Ele perguntou.
Fitei os olhos verdes oliva e depois fechei os olhos.
— Desculpe. — Falei para ele.
— Tudo bem, e boa sorte. — Ele disse e seguiu para a porta.
Tirei a carteira de cigarro do bolso e o isqueiro.
Acendi e dei um trago.
Respirei fundo e olhei para a cama arrumada.
Depois do segundo cigarro, desci as escadas e pedi um uísque.
No terceiro copo, Edgar que estava ao meu lado, dispensou o garçom.
— Você já está muito bêbado. — Ele falou.
Sorri para ele.
— Então vamos para casa. — Falei para ele.
— Vamos. — Ele disse e me ajudou a levantar.
Ele apertou o fone em seu ouvido e pediu o carro.
Quando chegamos à entrada, o carro já estava lá.
Ele me colocou no banco de trás e sentou ao meu lado.
— Beber não vai resolver nada. — Edgar falou.
Olhei para ele.
— Como foi que ele conseguiu me deixar de quatro por ele com apenas uma noite? — Perguntei para ele.
Edgar sorriu.
— Pessoas misteriosas são mais interessantes. — Ele disse.
— Ele é adorável, fofo, sedutor e atraente, mas além de tudo isso, tem algo que me deixa fraco. — Falei para ele e suspirei.
Edgar ficou em silêncio por um tempo e depois tocou meu ombro.
— Podemos partir para o plano B e sequestrá-lo, faça seu nome. — Ele disse.
— Eu não quero que ele sinta raiva de mim, vê como eu estou cadelinha por um pirralho de dezenove anos? Eu sou o homem mais temido de Suzano e Savana e ainda assim, tem alguém que pode dizer para mim, deita, rola, senta e dá a pata, e eu faria, eu faria para ele. — Falei para Edgar.
— Eu não conheço alguém que merece ser feliz como você merece. — Ele disse.
— Posso perguntar uma coisa? — Perguntei para ele.
— Claro. — Ele disse.
— Você podia ter me matado naquele dia, por que não me matou? — Perguntei para ele.
— Segredo meu. — Ele disse.
Olhei para ele e sorri.
— Obrigado por ser tão fiel e legal. — Falei para ele.
Chegamos em casa e o Edgar me rebocou escada acima.
Na manhã seguinte eu acordei à tarde.
Trabalhei de casa em alguns relatórios e documentos dos cartéis.
Na segunda-feira, quando saí do closet, escutei meu celular e olhei para a tela.
Era um número desconhecido.
Pensei em desligar, mas por algum motivo estranho eu deslizei o dedo na tela e atendi.
— É o Mikhail. — Falei.
— Oi… É o Oliver, eu sei que não deveria pedir isso para você, mas as pessoas mais próximas não puderam vir e eu realmente não me sinto bem, você pode vir na minha casa me ajudar? — Ele perguntou e sua voz estava arrastada.
— Oliver, o que aconteceu? — Perguntei preocupado.
— Acho que peguei um resfriado. — Ele sussurro
— Não levanta, eu chego em cinco minutos. — Falei para ele.
Enfiei o celular no bolso da calça e saí do quarto, encontrando o Edgar.
— Bom dia. — Ele falou.
— O carro está pronto? Vamos para o condomínio do Oliver, ele não está bem. — Falei para ele enquanto atravessava o corredor.
— Vai demorar para chegar, o trânsito está caótico. — Ele disse.
— Traga a moto. — Falei para ele e desci as escadas correndo.
— Sim senhor. — Ele disse.
Assim que cheguei a frente da casa, o Edgar já estava com a moto.
Peguei o capacete e enfiei na cabeça.
— Estou atrás de você. — Ele disse.
Assenti e prendi a trava de segurança do capacete.
Subi na moto, liguei e arranquei.
O trânsito estava realmente caótico, mas na moto, eu podia me enfiar entre os carros e ir mais rápido.
Cheguei na frente do prédio de Oliver em cinco minutos, do trajeto que levava vinte.
Atravessei o pequeno pórtico e entrei no saguão.
Subi as escadas rapidamente e quando cheguei no terceiro andar, bati na porta como um lunático.
Só naquele momento percebi que ele não tinha vizinhos, que naquele bloco era somente ele.
— Oliver! Abra a porta! — Exclamei.
Não houve resposta.
Edgar apareceu logo atrás com a mulher.
Aquele homem era um ser divino.
— Se afaste. — Ele disse.
Me afastei e a mulher testou a primeira chave, a segunda e a terceira, com a paciência de Jó.
Eu já estava preocupado e naquele momento acrescentei o puto ao meu péssimo estado de espírito do dia.
— Licença. — Falei para ela e enfiei o pé na porta.
A porta caiu inteira no chão e eu entrei desesperado.
Ele não estava na cozinha/sala, fui para o quarto e ele também não estava.
Quando abri a porta do banheiro, vi ele desmaiado no chão.
— Porra Oliver. — Exclamei e me aproximei.
Peguei ele nos braços e me senti um pouco aliviado de ter ele ali.
Ele era tão leve que parecia que eu estava levando uma criança.
— O carro está lá embaixo. — Edgar falou.
— Vamos para o De Lourdes. — Falei para ele.
— Sim senhor. — Ele disse.
— A minha porta. — A mulher reclamou.
— Alguém vem tratar da porta com você em quinze minutos, assim que a pessoa que for colocar a porta terminar, entregue as duas chaves para a pessoa que vier resolver o problema. — Falei para ela.
Ela piscou os olhos e não disse nada, acho que pelo meu tom.
Chegamos ao saguão do condomínio e eu saí, desci as escadas do pórtico e entrei no carro que já estava com a porta aberta.
O motorista começou a dirigir e eu olhei para o rosto pálido.
Ele parecia mal.
— Oliver. — Chamei.
— O telefone do senhor De Luca está tocando. — Edgar disse e me entregou.
Olhei para a tela e nela estava escrito "Meu Dante" com dois corações.
Deslizei o dedo na tela e esperei.
— Ei Oli, você já tomou algum remédio para melhorar? Desculpa por não ter ido à sua casa, o Tadeu não queria sair, mas nós vamos aí amanhã. — A voz grave se desculpou.
— Se ele não tivesse ligado para mim, você teria achado somente o corpo. — Falei com ódio.
— Quem está falando? — Ele perguntou.
— Não interessa quem está falando. — Falei e desliguei.
Oliver tremeu no meu colo e eu tirei o blazer que estava usando.
Cobri ele e o abracei.
— Você pode pisar na porra desse acelerador? — Perguntei para o motorista.
Ele pisou no acelerador enquanto seguia pelo atalho e finalmente chegou ao hospital.
Edgar desceu do carro e abriu a porta para mim.
Desci do carro com ele e subi a rampa de acesso à frente do prédio.
Passei pela porta e fui na direção da recepção.
A moça levantou os olhos para mim e olhou para Oliver em meus braços.
— Ele tem plano de saúde no nosso hospital? — Ela perguntou.
— Eu tenho. — Falei para ela.
— Desculpe senhor, mas nós só atendemos clientes com plano de saúde. — Ela disse.
— Caralho, será que não é suficiente ter dinheiro nessa porra?! — Exclamei a pergunta com ódio.
— Mikhail, o Edgar avisou que você viria. — Escutei a voz de Irlan.
— Atenda ele rápido. — Falei para ele.
O enfermeiro que estava com a maca se aproximou e eu coloquei Oliver na maca.
Olhei para a recepcionista e respirei fundo.
— Ele será levado para o seu andar. — Edgar falou.
— Ela não me deixou entrar, resolver isso agora. — Falei para ele e fui para o elevador.
O celular do Oliver tocou e eu tirei do bolso.
O nome "Meu Dante" apareceu novamente, mas eu estava mais calmo agora, respirei fundo para controlar a raiva e atendi.
— Quem é você? Por que está com o celular do Oliver? — Ele perguntou.
— Eu sou um amigo do Oliver, estou com o celular dele porque ele me ligou mais cedo pedindo ajuda, porque não estava se sentindo bem, estou no hospital De Lourdes com ele. — Falei para ele.
— Certo, eu estou indo. — Ele disse e eu desliguei.
As portas do elevador abriram e eu saí.
Segui pelo corredor da direita e sentei ao lado da porta de número 7557.
Guardei o celular dele no bolso e tirei o meu do outro.
Disquei o número de Romeo e ele atendeu no primeiro toque.
— Onde você está? — Ele perguntou.
— Estou no hospital, mas em quinze minutos estou aí. — Falei para ele.
— O que aconteceu? — Ele perguntou.
— O Oliver passou mal. — Falei para ele e suspirei frustrado.
— Eu vou iniciar a primeira reunião, mas a segunda é com um empresário que deseja fazer parceria com você. — Ele disse.
— Está bem, estarei aí logo. — Falei para ele.
Irlan apareceu e com ele os enfermeiros com o Oliver.
Eles levaram ele para o quarto e eu olhei para Irlan.
— O que ele tem? — Perguntei.
— Os mais graves são a infecção urinária, a desnutrição e a anemia, daí você pode tirar. — Falei para ele.
— Irlan, cuida dele como se estivesse cuidando de mim, eu preciso ir à empresa. — Falei para ele.
— Não se preocupe, ele está em boas mãos. — Ele falou.
Edgar parou ao lado de Irlan e o cumprimentou com um aceno de cabeça.
— O Adam já voltou das férias? — Perguntei para ele.
— Sim senhor. — Ele disse.
— Traga a equipe dele para cá. — Falei para Edgar.
— Ele já está se deslocando para cá, o carro está pronto para ir para a empresa. — Ele disse.
Tirei o celular do bolso e entreguei para Irlan.
— Se alguém ligar para ele, você explica o que aconteceu. — Falei para ele.
— Não se preocupe, farei como você está pedindo. — Ele disse.
Saí com Edgar e cheguei a empresa em pouco tempo.
Desci do carro e enrolei a manga da camisa até os cotovelos e tirei a gravata, abrindo três botões.
Assim que saí do elevador, a Marcela veio na minha direção.
— O senhor Jackson já está na sala de reuniões com o empresário que quer entrar em sociedade. — Ela disse.
Fui direto para a sala de reunião e entrei.
— Bom dia. — Falei.
Romeo me olhou, piscou os olhos duas vezes seguidas e ergueu a sobrancelha esquerda.
Olhei para os outros ao redor da mesa e fui sentar na única cadeira vazia.
— Bom dia, o senhor quem é? — Alexandre Marsalis perguntou.
— Eu sou o representante do financeiro. — Me apresentei.
— Deixe-me atualizá-lo do que eu já disse, eu quero comprar cinquenta por cento das ações da holding e ser sócio do senhor Jackson. — Ele falou para mim.
— Nós não estamos interessados em sociedade. — Romeo falou.
— O que o senhor acha? — Ele perguntou olhando para mim.
— O senhor Jackson está certo, estamos indo muito bem e não precisamos de alguém para atrapalhar os negócios. — Falei para ele.
— Ah, é uma pena, eu quero muito essa sociedade. — Ele disse.
— Por que o senhor não fica com a sua empresa e eu fico com a minha e o senhor não aparece mais aqui para me atormentar? — Romeo perguntou.
Alexandre olhou para ele e sorriu.
— Se não há interesse da sua parte, então eu não vou insistir mais. — Ele disse e sorriu.
Meu celular tocou e eu vi o nome do Adam na tela.
Atendi sem me importar que o fato de eu ser o dono viesse à tona.
— O que aconteceu? — Perguntei.
— Há um homem na recepção dizendo que é amigo do senhor De Luca. — Ele disse.
— Como ele se chama? — Perguntei.
— Dante, Dante Amaral. — Ele falou.
— Ele já acordou? — Perguntei.
— Sim senhor. — Ele respondeu.
Respirei fundo.
— Você pode perguntar a ele se ele quer receber o rapaz, se ele não quiser, você manda ele embora, já estou chegando. — Falei para ele e me levantei.
Desliguei o celular e guardei no bolso.
— Como ele está? — Romeo perguntou.
— Já acordou, estou indo para lá. — Falei para ele.
— Eu vou resolver alguns assuntos aqui e vou lá depois disso. — Ele falou.
Olhei para Alexandre e ele ainda olhava para nós dois sem entender.
— Espero que o senhor não volte até aqui, porque não será bem recebido novamente. — Falei para ele.
— Para quê tanta hostilidade? — Ele perguntou e sorriu.
— Porque nós não estamos a venda. — Romeo falou.
A expressão debochada de Alexandre morreu e ele olhou para Romeo com ódio.
— Então terei que tomar outras medidas. — Ele disse.
— Só tenha cuidado, as pessoas podem cair por acidente e se machucar gravemente. — Falei para ele e saí.
Romeo veio logo atrás.
— Marcela, acompanhe os senhores até a saída e cancele todas as minhas reuniões do dia. — Ele falou para a secretária.
— Sim senhor. — Ela disse e levou o grupo para o elevador.
Sem me importar, desci junto com eles.
— Edgar, e a porta? — Perguntei para ele.
— Já foi arrumada, senhor. — Ele respondeu.
— Ótimo, alguém entrou em contato? — Perguntei para ele.
— Do trabalho. — Ele respondeu.
— Você explicou o que aconteceu? — Perguntei.
— Sim senhor, mas a pessoa que me atendeu não foi tão compreensiva. — Ele disse.
— Por que? — Perguntei.
— A pessoa disse para levar o manuscrito do primeiro capítulo da nova história em três dias. — Ele respondeu.
— Mande alguém ver se o manuscrito da história que ele está escrevendo já está pronto para levar na editora. — Falei para ele.
— Sim senhor. — Ele disse.
As portas do elevador abriram e Edgar e eu saímos.
Fomos na direção do carro, mas eu fui parado pelo Alexandre.
— Você é o Mikhail, não é? — Ele perguntou.
Me virei e sorri para ele.
— Eu sou, Mikhail. — Falei para ele e continuei meu caminho.
Seguimos para o hospital e eu fui direto para o andar onde ele estava.
Adam acenou com a cabeça e me deu passagem.
— Ele ainda está lá dentro? — Perguntei para ele.
— Sim senhor. — Ele respondeu.
Abri a porta e vi Oliver sentado na cama, o rosto pálido e doentio.
Respirei fundo e senti meu coração apertar ao ver meu adorável demônio do sexo naquele estado.
Ele olhou para mim e esboçou um sorriso débil.
— Como se sente? — Perguntei para ele.
— Muito melhor. — Ele disse.
Me aproximei e sentei na lateral da cama, ignorando completamente o homem na poltrona.
— Eu arrombei a porta da sua casa, me desculpe por isso. — Falei para ele.
— Obrigado por ter ido tão rápido. — Ele falou.
— Não vai me apresentar seu novo amigo Oli? — Ele perguntou.
— Mikhail, esse é o Dante e Dante esse é o Mikhail. — Oliver apresentou.
— Se quiser ir, você pode ir, eu vou ficar com Oliver agora. — Falei para ele.
— Isso Dante, não quero que o Tadeu nos interprete mal. — Oliver falou.
Franzi a testa ao ver tristeza em seu rosto.
— Eu posso ficar essa noite com você, eu falei com o Tadeu sobre isso. — Ele disse.
— Quando ele ligou para você, você não estava disponível por causa do seu namorado, agora você não precisa se indispor com ele, o Oliver já tem alguém. — Falei para ele.
Dante olhou para Oliver e depois desviou os olhos com culpa.
— Desculpe por isso, Oli. — Ele falou.
— Tudo bem Dan, você pode ir. — Ele falou para ele.
Ele saiu do quarto e eu o acompanhei até a porta com os olhos.
— Não olhe para ele como se fosse mata-lo, ele é um amigo de infância. — Oliver falou e puxou meu rosto para ele.
Fitei seus olhos azuis e sorri.
Deslizei os dedos nos fios de cabelo em sua testa e me senti aliviado.
— Que bom que você está bem. — Falei para ele.
— Hum, eu sei que você tem muita influência, será que você pode falar com o médico para me liberar? — Ele perguntou.
— Com uma condição. — Falei para ele.
— Pode falar. — Ele disse.
— Eu vou ficar com você, até que fique bem. — Falei para ele.
— Está bem. — Ele disse.
— Edgar! — Chamei.
Ele passou pela porta e veio na minha direção.
— Diga ao Irlan que o Oliver quer ir para casa, para ele repassar tudo o que precisamos fazer para que ele se recupere. — Falei para ele.
— Sim senhor. — Ele disse.
Depois de conseguir a alta para o Oliver, nós voltamos para a casa dele.
Acabei alugando as duas casas que tinham no terceiro andar ao lado do dele.
Entrei com ele na casa e o levei diretamente para o quarto.
Coloquei ele na cama e lhe cobri com a manta mais grossa.
— Soubemos de um enfermo nesta casa. — Escutei a voz de Otávio.
— Olá Oliver, somos amigos do Mikhail e soubemos que não tem passado bem, viemos fazer uma visita. — Romeo falou.
— Trouxemos frutas e sopa, porque comer a comida do Mikhail é a pior tortura da terra. — Otávio falou.
Olhei para ele e estreitei os olhos.
— Você é muito atrevido, não acha? — Perguntei para ele.
— Não acho. — Ele respondeu.
— Obrigado por virem. — Oliver falou.
— Agora vocês podem ir embora, eu preciso ajudar o Oliver a se lavar. — Falei para eles.
— Que mal educado. — Otávio falou.
— Romeo, mande tudo o que eu preciso ler e assinar para cá. — Falei para ele.
— Está bem. — Ele disse.
Os dois saíram e eu voltei para o quarto.
Ele já estava adormecido.
Toquei sua testa e ele já estava com febre novamente.
Fui ao banheiro e peguei uma bacia com água e uma toalha.
Fiz compressas e comecei a trabalhar.
Fiz ele tomar os comprimidos que Irlan tinha passado e também o fiz comer sopa.
Quando a noite caiu, tomei um banho rápido e saí do banheiro.
Coloquei uma calça moletom que estava no meio das roupas que Edgar tinha mandado e comecei a secar o cabelo diante do espelho da penteadeira.
— Não… por favor… eu não quero… eu não quero… por favor…
Olhei para ele se contorcendo na cama e franzi a testa.
Levantei e sentei na lateral da cama.
— Shii, eu estou aqui, quem poderia obrigar você a qualquer coisa? — Perguntei.
Vi lágrimas deslizando por seus olhos e senti meu coração doer.
— Rômulo… não me machuque… você sabe… você sabe que eu amo você…
Ele sussurrou.
Franzi a testa.
— Oliver. — Chamei.
Ele abriu os olhos lentamente e assim que me viu ele veio para os meus braços.
— Não me deixe sozinho, por favor. — Ele sussurrou.
— Nem se você quisesse. — Sussurrei e o abracei com carinho.
Ele passou cinco dias com febre alta, no segundo dia, eu já não estava aguentando mais seu sofrimento e fiz com que colocassem tudo o que tinha no hospital no quarto dele para que ele se recuperasse logo.
No sexto dia quando ele acordou, ele sentou na cama e coçou os olhos, mas quando se deparou com a agulha em sua mão, ele parou.
— O que aconteceu? — Ele perguntou.
— A febre por causa da infecção urinária voltou, mas como você não queria voltar para o hospital, eu trouxe ele aqui para você. — Falei para ele sem desviar os olhos dos papéis que eu estava lendo.
— Quem trocou as minhas roupas? — Ele perguntou.
— Você mesmo trocou, não deixou ninguém se aproximar, das vezes que eu tentei você chorou. — Falei para ele.
— Desculpe por isso. — Ele balbuciou.
— Está com fome? — Perguntei.
— Na verdade não estou. — Ele respondeu.
— Você precisa se alimentar, o Irlan falou que a anemia e a desnutrição são porque você não come, então não há vitaminas e nutrientes suficientes no seu corpo. — Falei para ele.
— Obrigado Kil. — Ele falou.
Franzi a testa.
A última pessoa que eu tinha escutado me chamar de Kil, tinha sido meu avô.
Senti um sorriso no meu rosto.
Duas semanas passaram e ele já estava bem melhor.
Eu me senti contente pelo fato de ver um pouco de cor nas maçãs do rosto e nos lábios.
Seu cabelo loiro avermelhado parecia ter ganhado mais brilho também.
Ele não parecia alguém que demonstrava afeto, e às vezes parecia uma pedra de gelo de tão frio que era, mas eu me sentia cada dia mais atraído por ele.
— Você não está dormindo? — Escutei ele perguntar com a voz rouca.
— Eu preciso trabalhar nesses documentos. — Falei para ele.
— Você pode deitar comigo hoje, não estou me sentindo muito bem. — Ele pediu.
Parei com o lápis e olhei para ele sentado, com o cabelo bagunçado e o rosto amarrotado.
Olhei o relógio e passava das duas da manhã, levantei de onde eu estava e fui para a cama.
Sentei na lateral e olhei para ele.
Ele parecia um menino de cinco anos.
Ele engatinhou na minha direção e se enfiou nos meus braços.
— Ah, eu estou adorando essa sua versão menos arisca. — Falei para ele.
— Eu sou grudento quando estou doente. — Ele disse com um bico adorável.
— Acho que gosto disso. — Falei para ele.
— Você gosta de me ver doente? — Ele perguntou fitando meus olhos.
— Não de ver você doente, mas me aceitando e mais dependente de mim, eu gosto desse grude todo, você é sempre muito arisco. — Falei para ele e o apertei entre os meus braços.
— Eu não disse que aceitei você. — Ele falou.
Acariciei os cabelos loiros e deslizei o polegar no rosto bonito.
— Amanhã eu vou precisar viajar para resolver alguns problemas no exterior, o Adam e a equipe dele estão ocupando os quartos ao lado do seu, eu dei para ele a chave reserva da porta, o que você precisar, você pode pedir para ele, não saia de casa nesse estado, você não se recuperou ainda, tome seus remédios direitinho e deixe que o Irlan cuide de você. — Falei para ele.
Seus olhos azuis profundos analisaram meu rosto por um longo tempo.
Ele ergueu os dedos e acariciou meu rosto com carinho.
— Acho que é tarde demais para mim. — Ele sussurrou.
— Do que você está falando? — Perguntei para ele.
— Estou falando que estou começando a gostar de você. — Ele sussurrou e me beijou.
Senti o gosto dos remédios, misturado ao gosto dele mesmo, mas não me importei muito com isso.
A porra do beijo ainda era gostoso.
Deslizei a mão por debaixo da camisa dele e um gemido rouco escapou de seus lábios.
A textura da pele dele tinha melhorado, eu podia sentir nas pontas dos dedos.
Apertei a bunda macia de leve por cima da calça moletom e ele se encaixou em mim.
Senti uma de suas mãos em meu ombro e a outra deslizou para o meu cabelo.
Gemi também e o virei na cama, enquanto ainda beijava sua boca macia.
Ah, se ele, sem cuidado já era uma delícia, agora que ele estava ficando bem novamente, eu estaria perdido.
Senti ele chupar a minha língua e fiquei extasiado pela maciez de seus lábios.
Era assim que ele era, macio e gostoso.
Ele tirou minha camisa, mas quando tentei tirar a dele, ele não deixou.
Nossas bocas se encontraram novamente e eu queria desesperadamente arrastar a língua em sua pele, mas ele estava vestido com a camisa ainda.
Ele tirou a calça moletom e eu tirei a minha.
Senti meu corpo inteiro tremer em antecipação quando meu pau duro deslizou na entrada dele.
Quando eu penetrei, ele gemeu e me beijou.
Comecei a movimentar e ele segurou na cabeceira da cama, enquanto a mão livre estava entre os fios do meu cabelo.
Aquele beijo entrecortado de gemidos e respiração ofegante, no quarto dele, enquanto as estantes de livros e brinquedos nos assistiam era algo íntimo.
Senti meu corpo flutuar e gozei, sentindo meu corpo tremer.
Como eu iria viajar e não sabia quanto tempo passaria fora, eu tinha que fazer meu nome.
Sai de dentro dele devagar e deslizei para baixo.
Beijei a coxa dele e segurei seu pau de glande rosada e pequenas veias serpenteando ao longo da extensão.
Deslizei a língua no líquido da glande e o engoli completamente como ele fazia comigo.
Ele soltou um longo gemido.
Lambi e deslizei a língua na ponta antes de engolir ele completamente.
Fiz o movimento várias vezes, até que senti ele pulsar na minha boca.
Engoli ele uma última vez e senti o líquido quente e salgado na minha garganta.
Ele me olhou por um longo tempo e depois sorriu.
— Não achei que você fizesse essas coisas. — Ele disse.
Beijei seus lábios castamente.
— É a primeira vez que eu faço, porque queria levar seu gostinho comigo para minha viagem. — Falei para ele.
Depois de mais duas rodadas, ele adormeceu de bruços.
Durante aquele tempo em que fiquei na casa dele, ele não tirou a camisa uma só vez.
Naquela manhã, antes de sair, olhei para ele e senti meu coração acelerar.
— Eu pensei que era só sexo, mas no final, você conseguiu roubar meu coração, adorável demônio do sexo. — Sussurrei e afastei uma mecha de cabelo que estava em seus olhos.
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Atualizado até capítulo 45
Comments
Lara
ele fala um absurdo desse como se fosse algo normal
2025-03-27
0
Maria Odilia Conceição da Silva
Eu estou gostando da história.
2025-02-03
0
Emanuelle Helena
Cara, eu simplesmente estou amando eles. Parabéns a história é surreal de boa, pretendo ler mais histórias suas!!!😍🥰
2025-01-11
2