Torre de Gálata

Eu amava a forma como o corpo dela reagia aos meus beijos, cada suspiro e movimento eram um convite silencioso. Estava à beira de ultrapassar os limites da razão, e sabia que, se avançasse, não haveria volta. A minha ereção era tão evidente que, se me encostasse a ela, talvez a assustasse. Mas eu não queria que fosse assim. Com ela, queria que fosse diferente. Devagar, sem pressa, queria que este momento fosse especial para nós dois. Um momento para ela recordar com carinho, com amor. Ela mudou-me. Em outra altura, talvez eu já tivesse cedido ao desejo, rasgando a sua lingerie com impaciência. Mas com ela, era diferente. Queria que ela percebesse que, no meu mundo, o que mais importa não é só a intensidade com que faço amor, mas a profundidade do que sinto por ela.

Com grande relutância, parei o que estava fazendo. As bochechas dela estavam coradas, os lábios vermelhos e inchados, um convite tentador para repetir o que acabara de acontecer. Seus olhos, carregados de desejo, e o leve mordiscar do lábio indicavam o quanto ela estava envolvida. Mesmo sem tocar em sua intimidade, eu podia imaginar o quanto ela devia estar úmida. Sua respiração ofegante e o jeito como mordia o lábio mostravam claramente seu prazer.

— Ainda está com raiva? — sussurrei em seu ouvido, mordiscando levemente a orelha dela. Um gemido baixo escapou dos seus lábios, e a sensação me fez sentir meu corpo em chamas.

— Pelo seu gemido, acho que já estou perdoado — disse, afastando-me. Já me torturei o suficiente por hoje.

— Vai ter que fazer bem mais do que isso para conseguir meu perdão — ela respondeu, com um olhar provocador.

— Está me desafiando, princesa? — perguntei.

— Talvez — respondeu ela, com um sorriso travesso

— O que preciso fazer para você me perdoar? — perguntei.

— Fazer cafuné até eu dormir — ela respondeu, com aquele sorriso que me deixava bobo e ainda mais apaixonado.

— Então deita e eu vou fazer cafuné em você — disse, sentando-me na cama. Coloquei um travesseiro no colo para cobrir a ereção que insistia em não diminuir.

Ela se acomodou no meu colo, aninhando-se como uma criança, e comecei a fazer cafuné em sua cabeça.

— Osman, não quero que a gente brigue mais — ela disse de um jeito tão bonitinho.

— Não vamos, princesa — respondi, depositando um beijo suave em seus lábios.

Após alguns minutos, ela adormeceu sob meu carinho. Quanto a mim, restavam duas opções: um banho frio ou um banho quente para me aliviar, como um adolescente. Com cuidado, tirei-a do meu colo, repousando sua cabeça na cama. Fiquei ali por alguns instantes, admirando-a. Dessa vez, eu tinha a liberdade de selar seus lábios tão desejados com um beijo. E foi o que fiz. Beijei sua boca suavemente e, em seguida, depositei um beijo em sua testa.

— Boa noite, Osman. Eu te amo — murmurou baixinho. Ela disse que me ama. Essas palavras soaram tão perfeitas, aquecendo minha alma de uma forma indescritível.

De volta ao meu quarto, percebi que precisava de um banho quente. Meu corpo continuava tenso, pois as lembranças do nosso momento íntimo não saíam da minha cabeça. O som do seu gemido ainda ecoava em meus ouvidos. Eu estava há tempos sem ninguém, e agora, tinha experimentado algo que tanto me fazia falta. Um banho frio não resolveria.

Com esses pensamentos ainda vivos na memória, tirei minhas roupas. A água quente escorria pela minha pele, enquanto a imagem dela permanecia vivida em minha mente. O alívio veio acompanhado de um gemido forte e rouco. No entanto, ao terminar, percebi que aquilo não foi o suficiente. Meu corpo ainda ansiava por mais. Somente ela poderia saciar os meus desejos.

Aproveitando o fato de ainda estar sem sono, deixei tudo organizado para o dia de amanhã, planejando um dia memorável e perfeito para Taya. Acordei com o barulho do alarme do meu celular, fiz minha higiene matinal e segui a rotina habitual antes de ir para a empresa. Estava ansioso para a tarde, quando me encontraria com Taya. Já havia combinado com o motorista para levá-la ao nosso encontro. Quando o horário de ir para a empresa chegou, fui até o quarto de Taya, que dormia profundamente, com seus cabelos caídos sobre o rosto, o travesseiro entre as pernas e seu bumbum empinado, que eu, por instinto, não deixei de admirar. Dei um beijo leve em seu rosto e deixei um bilhete para ela em cima da mesinha ao lado da cama.

Cheguei na empresa e todos estavam na correria, projetos sendo finalizados, novos projetos chegando. A sala de criação já estava preparada à minha espera; ia mostrar à minha equipe o projeto do shopping e discutir possíveis melhorias.

— Esta, inspirado, hein, chefe, está perfeita — elogia Peri, nossa arquiteta de paisagem.

— Obrigado, Peri. E você vai trabalhar comigo nesse projeto. Vamos fazer uma área verde, e você é excelente nisso — digo, e ela dá pulinhos de alegria.

— Pode deixar comigo, chefe — responde ela, batendo continência.

— E Burak, o nosso cliente exigiu que você criasse os interiores — digo, e Burak puxa o tecido da camisa, se gabando. Ele é realmente o mestre da arquitetura de interiores.

— Irmão, eu sou o cara dos interiores, digo isso em todos os sentidos — ele diz, piscando para minha assistente. Não consigo acreditar que ele esteja pegando ela.

Após organizar toda a equipe e atribuir as funções, fui para minha sala. Não demorou dez minutos para Burak chegar.

— E aí, irmão? Esse sorriso no rosto está maior que nos dias anteriores — diz ele, me conhecendo bem.

— Aconteceu, cara. Eu, a Taya, me declarei para ela e a gente se beijou — digo, sorridente, amassando um papel e acertando a cesta de lixo.

— Isso aí, irmão. Agora eu tenho uma cunhada extraterrestre — ele diz, provocando-me.

— Eu vou demitir a nova assistente se você continuar chamando a Taya assim — digo, fingindo raiva.

— E o que eu tenho a ver com a sua nova assistente?

— Pensa que eu não vi — digo.

— Estou tentando achar o amor da minha vida. Não é todo mundo que tem a sorte que você tem, de dormir sozinho e acordar ao lado de uma bela princesa — ele diz.

Contei para ele como tudo aconteceu e os meus planos para a tarde. Também falei sobre o Berna, e ele ficou furioso, ameaçando vender a sua parte da empresa para o Kemal se a Berna estragasse tudo com Taya.

— Estou falando sério. Se você deixar a Berna estragar tudo, vendo a minha parte da empresa para o Kemal — ele diz, provocando-me.

— Eu mato você — digo, fazendo um gesto de degolar.

No meu horário de almoço, fui até uma joalheria para escolher o anel de compromisso e aproveitei para encomendar flores. A hora estava se aproximando. A Torre de Gálata, que mandei fechar e deixar exclusivamente para mim, já estava toda decorada para receber a minha princesa de outro mundo. Tomei banho ali mesmo no meu escritório e me arrumei para encontrar com a minha amada.

— Desse jeito, até eu aceito ser seu namorado — Burak brinca ao me ver descer as escadas em direção ao hall de entrada da empresa.

— Estou apresentável? — pergunto.

— Gatão, e cheiroso — ele responde, cheirando meu pescoço com suas brincadeiras bobas.

— Já chega — digo, rindo.

No estacionamento, entro no carro e sigo direto para a Torre de Gálata.

Torre de Gálata Istambul

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Comments

Francisca Nubia Da Silva De Castro

Francisca Nubia Da Silva De Castro

Não entendo o que se passa na cabeça duma cobra dessas. Roubou o projeto dele, entregou pro amante e o cara deu um pé na bunda e ela volta rastejando pensando em fazer ele de idiota....

2025-02-15

3

Adriane Alvarenga

Adriane Alvarenga

Uau....que torre linda.....👏👏👏👏👏👏❤

2025-01-02

0

Maristela Cuoghi

Maristela Cuoghi

sem palavras autora, só não deixa essa Berna, separar os dois

2025-02-03

2

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