Taya...
Eu estava para morrer de pavor, nunca fui acordada dessa maneira, onde estou? Quem é esse maluco gritando comigo? E cadê as roupas dele? Tampo meus olhos imediatamente e me viro para não vê-lo. Está praticamente pelado, vestido um pedaço de pano pequeno colocado no corpo dele.
— Escuta aqui, minha filha! Eu não sei quem é você e nem quanto recebeu do Burak para fazer essa brincadeira sem graça comigo, então acho melhor você sumir da minha frente!— Ele fala.
— Dá para parar de gritar! Escuta aqui, você! Como ousas falar comigo dessa maneira? E vai vestir uma roupa!— Falo ainda de costas para ele.
Ele riu como um louco e, de repente, sinto sua mão em meu braço me virando. Seus olhos encaram os meus, seu olhar traz um estranho arrepio até o final da minha coluna.
— Quem é você? O que faz na minha casa?— Ele pergunta.
— Sou a princesa Taya, do reino de Sardônia.
— Só pode ter problemas mentais, com certeza você tem! Ninguém em sã consciência se atreveria a tanto. Vou te dar mais uma chance, quem é você, o que faz aqui na minha casa? — Ele pergunta.
— Sou Taya, do reino de Sardônia. — Falo já sem nenhuma paciência.
— Vai continuar com esse joguinho, né? Tudo bem.
Ele estava falando quando uma coisa pequena, retangular e preta começou a fazer barulho, tipo um instrumento tocando; nunca havia visto aquilo.
— Só um minuto.— Ele fala apontando o dedo para mim, pega aquela coisa pequena e coloca no ouvido e começa a falar com aquilo. Depois, eu é que sou a louca.
— Você tem a cara de pau de ainda ligar para saber se a sua brincadeira deu certo, né? Isso não teve graça, Burak.— Ele fala com aquele negócio.
— Não sabe do que estou falando? Eu sei que você está por trás disso, dessa vez você foi longe demais.— Ele esbraveja.
— Venha para minha casa agora mesmo, Baruk!— Ele grita e joga aquele negócio em cima dessa cama muito esquisita.
Depois se vira para mim.
— E você não vai sair daqui até que esclarecemos tudo!— Ele fala apontando o dedo para minha cara, isso me irrita tanto que eu pego o dedo dele e falto quebrá-lo.
— Ai, sua maluca!— Ele fala puxando o dedo.
— Nunca mais aponte esse dedo para mim!— Falo firme com ele.
— Você é muito atrevida, vou processar-lhe.
Ele fala umas coisas que eu nunca ouvi na vida.
Processar?
Ele sai do ambiente em que estamos e bate a porta, depois escuto um barulho, corro para tentar abrir a porta e então percebo que ele me trancou.
Minha barriga faz um barulho absurdo, estou faminta, com sede e com a bexiga para estourar. Preciso fazer xixi!
Procuro embaixo dessa cama e não acho o penico. Onde esse maluco faz as necessidades?
Começo a bater na porta e a gritar.
— Abra essa porta! Não pode me trancar aqui!
Esse anel do Asnam trouxe-me para um reino completamente desconhecido. Olhando para a parte boa, é que me livrei do cara de bunda do príncipe Cuskun.
— Me tira daqui!
Então ouço passos vindo. A porta se abre e é o maluco com outro homem, que se vesti muito esquisito. Que lugar esse? Por que essas pessoas são tão estranhas?
— Irmão, essa princesa é muito linda. Prazer, eu sou o Burak. — Ele se aproxima, pega em minha mão e beija meu rosto.
Que atrevimento! Eu lhe acerto um tapa no rosto.
— Como ousas? Me respeite, não sou sua esposa para que me trate com intimidade.— Falo e ele olha para mim massageando o rosto.
— Mão pesada heim princesa...— Ele fala.
— Tem certeza de que não foi você que pagou para ela fazer toda essa encenação? — O maluco pergunta para o atrevido.
— Não, irmão, nunca nem vi essa moça.
— Se ele não pagou você, quem foi?— Ele se volta para mim.
— Eu não sei como vim parar aqui, só sei que meu pai havia me obrigado a casar com o príncipe Cuskun de Alexandrita, a última lembrança que tenho é de estar na carruagem com aquele nojento, foi então que comecei a desejar que meu destino fosse mudado, e então fui acordada de forma desrespeitosa por você.— Falo.
— Irmão, essa mulher deve estar chapada ou é bem doida.— O tal Burak fala.
— Não sou doida, e essa outra coisa que você falou também não sou!
— Já sei como descobrir como você entrou aqui. Venha comigo! — Fala o idiota que até agora não vestiu uma roupa. Me pega pela mão e sai me arrastando. Puxo minha mão bruscamente.
— Eu não vou a lugar nenhum, mais um passo e eu vou fazer xixi na roupa.— Falo.
— Tudo bem, pode usar o banheiro. Fica ali.
— Banheiro?
— Sim, minha filha, banheiro.
— Eu não sei o que é um banheiro.
— Ai, meu Deus! Quer me enlouquecer? Pode parar de fingir. O banheiro fica ali.— Ele fala, apontando para a porta.
Vou até esse banheiro e quando entro é um lugar com um espelho, um negócio que parece o mesmo material dos penicos de sardônica. Será esse o penico dele?
Volto para o quarto para perguntar.
— Aquele negócio pregado no chão branco é o penico?
Os dois idiotas se entreolham e começam a rir.
— O que tem de engraçado? — Pergunto.
— Por favor, Burak apresenta o banheiro para essa maluca.
Não querendo mais discutir e por estar quase fazendo xixi na roupa, eu ignoro o fato dele ter me chamado de maluca.
— Então, princesa, vou-lhe apresentar o banheiro, esse lugar aqui é onde fazemos toda nossa higiene e necessidades fisiológicas. Traduzindo: aqui tomamos banho, e esse negócio aqui é o sanitário onde você faz xixi e caga.— Ele fala de um jeito engraçado, então acabo sorrindo.
— Você fica ainda mais bela quando sorri.— Ele fala e então meu sorriso some e dou lugar a um semblante sério.
— Elogiei demais.— Ele diz.
— Agora que sei, pode dar-me licença?
— Toda. Só mais um detalhe, esse botão aqui dá a descarga, assim que termina aperte. E aqui você lava as mãos.— Ele fala e sai, me deixando sozinha.
Já no desespero, levanto toda minha roupa e sento naquele negócio, que é bastante confortável, parece que estou mijando toda água de Sardônia.
Após terminar, apertei onde ele falou, e caramba! Aquilo é como mágica! Se o Asnam visse isso aqui, ia ficar tão surpreso quanto eu.
Isso aqui eu sei para o que serve, a diferença é que não tem uma criada segurando, é a toalha que limpamos a nossa região íntima após fazer as necessidades. Limpo-me, lavo as mãos e não sei como a água sai quente, esse reino está bem mais evoluído!
Volto para o quarto e então, sem dizer nada, ele. Apenas faz sinal para que o siga e assim faço.
Fico observando tudo. É muito diferente, não tem ouro e nem pedras preciosas, não tem molduras como é no castelo, as paredes são cinzas como as nuvens em dias de chuva, tem quandros rabiscados nas cores branco e preto. Esse castelo parece muito triste e sombrio.
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Atualizado até capítulo 46
Comments
Marcia Cristina Carneiro
eita até descobrir que éla tá falando A verdade todos vão pensar que ela é doida 29/11/24/
2024-11-30
0
Leni D'Agostini
Vdd.Ela se limpou c a toalha. Bom demais imaginar a situação
2024-12-26
0
Patricia Candido
Também acho mim acabando de rir 🤣🤣🤣 aqui.🤣🤣
2024-12-19
0