— Burrice, sem qualquer dúvida — respondo, observando meu tio enquanto ele limpa uma mesa próxima. A cafeteria está tranquila nesse começo de tarde, com apenas alguns clientes regulares saboreando seus cafés e lendo jornais. - Mas eu queria que ele deixa-se minha mãe em paz.
Meu tio balança a cabeça, parecendo concordar comigo. Ele sempre foi um grande apoio para mim e minha mãe, especialmente nos momentos difíceis.
— Sabe, Bryan, sua mãe é uma mulher forte, mas até os fortes têm seus limites — diz ele, voltando-se para mim. — O Dorvan está testando a paciência dela há muito tempo. Ela aguenta firme por você, mas eu me preocupo com o quanto mais ela pode suportar.
Eu olho para o meu tio e vejo a seriedade em seus olhos. Ele realmente se preocupa com a gente, mais do que eu consigo expressar em palavras.
— Eu sei, tio Alan. Tento fazer o meu melhor para ajudar, mas às vezes sinto que não é suficiente — admito, mexendo na comida no meu prato.
— Você já faz muito, Bryan. E só de estar aqui para a sua mãe, você já é uma grande ajuda. Só precisamos encontrar uma maneira de lidar com o Dorvan de uma vez por todas.
Eu aceno com a cabeça, sabendo que ele tem razão. Termino o meu almoço e agradeço ao meu tio pela comida. Com a promessa de voltar para o colégio para a detenção ainda pairando sobre mim, eu me despeço e saio da cafeteria, sentindo o calor do sol do meio-dia sobre a minha pele.
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Caminhando de volta para a escola, meus pensamentos voltam as ofensas que o Dantas, desferio contra mim, o Willian Dantas, sempre pego no meu pé, quase todos dias são uma , mas sempre dou o meu melhor. E, claro, há a questão do Dorvan, que continua a incomodar minha mãe. Algo precisa ser feito, mas o quê?
Quando chego à escola, encontro Bruce esperando por mim no portão. Ele sorri e me dá um tapinha nas costas.
— Pronto para a detenção? — pergunta, com um sorriso travesso no rosto.
— Nem tanto, mas fazer o quê? — respondo, revirando os olhos.
Caminhamos juntos pelo corredor, até a sala de detenção. O professor Dorvan ainda não chegou, o que nos dá um pouco de tempo para conversar.
— Ouvi o tio Alan falar sobre o Dorvan — Bruce diz, enquanto nos sentamos. — Ele realmente precisa de um basta. Se ele continuar assim, quem sabe o que pode acontecer.
— Eu sei. Estou pensando em como podemos resolver isso — digo, olhando ao redor da sala. — Talvez possamos falar com a direção da escola. Eles devem saber o que está acontecendo.
— Pode ser uma boa ideia. Temos que proteger sua mãe, e também você. Ninguém merece passar por isso.
A sala de detenção começa a encher com outros alunos, e logo o professor Dorvan entra. Ele nos lança um olhar severo antes de se sentar em sua mesa. A tensão no ar é palpável, mas Bruce e eu trocamos um olhar determinado. Vamos descobrir uma maneira de lidar com isso, de uma vez por todas.
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Depois da detenção, volto para casa, exausto. Minha mãe já está lá, preparando o jantar. O cheiro de macarrão com molho de tomate enche a cozinha, me fazendo lembrar de tempos mais simples.
— Como foi a detenção? — ela pergunta, sem tirar os olhos do fogão.
— Foi o de sempre. Nada de novo — respondo, tentando soar despreocupado.
Ela se vira e me olha, os olhos cheios de preocupação e carinho.
— Sabe, Bryan, eu sei que tudo isso é difícil para você. Quero que saiba que estou aqui para você, sempre.
— Eu sei, mãe. E eu também estou aqui para você — digo, caminhando até ela e a abraçando. — Nós vamos passar por isso juntos.
Enquanto jantamos, conversamos sobre o dia e faço questão de contar sobre minhas provas, os amigos e até algumas piadas que ouvi. Tentamos manter a leveza, mesmo sabendo que há desafios à frente. No fundo, sei que o verdadeiro teste ainda está por vir, mas com minha mãe e meu tio Alan ao meu lado, sinto-me mais forte e preparado para enfrentá-lo.
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Atualizado até capítulo 40
Comments
Angela S Silva
bem que poderia ter fotos dos personagens
2024-11-25
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