Mark
Ao chegar na fazenda que recentemente adquiri e onde estou hospedado, saio do carro apressadamente, desabotoando meu terno enquanto observo a chuva diminuir ao meu redor.
Adentro a casa espaçosa e rústica, os móveis de madeira escura e os tapetes tecidos à mão cria uma sensação de conforto rústico. É então que a voz de Veronica, a elegante socialite com quem mantenho um caso, rompe o silêncio do ambiente.
— Finalmente você chegou. Por que demorou tanto? — sua voz fina e melosa, adentra meus ouvidos.
Me viro para Veronica, admirando seus cabelos loiros que caem graciosamente em ondas sobre seus ombros. Seus olhos azuis estão fixos em mim, cheios de curiosidade e uma faísca de desejo.
Mas neste momento, uma urgência cresce dentro de mim. Sem hesitação, caminho rapidamente até ela.
— Vem comigo. — minha voz sai rouca enquanto seguro sua mão e a conduzo em direção ao quarto.
Caminhamos pelo corredor, nossos passos ecoando suavemente no piso de madeira. O cheiro sutil de seu perfume envolve meus sentidos enquanto nos aproximamos da porta entreaberta do quarto.
A luz suave do entardecer banha o ambiente, criando sombras dançantes sobre os móveis antigos. Com um gesto rápido, puxo-a para dentro do quarto e fecho a porta com um leve clique.
Veronica me observa com surpresa, seus lábios entreabertos em expectativa. Sinto meu corpo pulsar de desejo enquanto começo a me livrar da minha roupa, a ereção apertada nas minhas calças quase insuportável.
Desfaço-me rapidamente das roupas, a necessidade ardente queima dentro de mim. Sem perder tempo, avanço em sua direção, rasgando seu vestido com destreza enquanto suas mãos tentam impedir o inevitável.
— Benzinho, o que deu em você? — sua voz soa misturada entre confusão e uma pontada de excitação.
Ignoro suas palavras enquanto me movo até a mesinha ao lado, onde um preservativo aguarda. Retiro minha cueca com impaciência, colocando o preservativo com gestos rápidos e precisos.
Sem esperar mais, volto para ela, arrancando sua calcinha e sutiã com uma urgência que quase chega à violência. A coloco de quatro na cama, meu desejo transbordando em cada movimento.
— Mark, o que você... — Veronica começa a perguntar, mas minhas mãos firmes a silenciam enquanto a penetro com uma intensidade que faz a cama ranger.
Cada movimento é uma explosão de um desejo reprimido, algo selvagem, mas não por Veronica; é Ema Martins quem desperta essa intensidade em mim. Aquela garota insolente, ao recusar vender aquele maldito rancho, despertou mais do que meu desejo por uma boa disputa; sua ousadia e determinação em não ceder me intrigaram.
— Maldita! — exclamo, segurando firmemente os cabelos de Veronica e penetrando-a com força.
— Ohh... o que foi, amorzinho... — ela geme, escandalosamente.
Mas não respondo; apenas fecho os olhos enquanto a penetro, e a imagem daquela insolente surge novamente em minha mente. Lembro-me dela molhada, descalça, seus olhos verdes me fuzilando com determinação e recusa, tudo isso desencadeando uma reação visceral em mim.
Meu desejo parece querer explodir; intensifico meus movimentos com Veronica, alcançando meu clímax com um gemido gutural. Sem demora, saio de dentro de Veronica e me dirijo ao banheiro, retirando o preservativo e jogando-o na lixeira.
Sinto a frieza do azulejo sob meus pés enquanto ligo o chuveiro e deixo a água quente correr pelo meu corpo. Fecho os olhos e deixo que a sensação da água escorrendo por meus cabelos alivie a tensão do momento.
Solto um suspiro profundo, buscando algum tipo de paz momentânea, quando sinto as mãos de Veronica me envolverem por trás.
— O que deu em você, amorzinho? — pergunta ela com sua voz irritante, especialmente em momentos como este.
Respiro fundo, tentando manter a calma, mas a frustração é evidente na minha voz quando respondo:
— Nada, Veronica. E para de me chamar assim, que inferno, já disse que não gosto.
O silêncio que se segue é pesado. Sinto seu aperto afrouxar um pouco, mas sua presença ainda é palpável. A água continua a cair, abafando os sons do nosso desconforto compartilhado. Abro os olhos e olho para a parede à minha frente, desejando, por um breve momento, estar em qualquer outro lugar.
— É assim que você me trata depois do que fizemos e depois de eu ter vindo com você para esse fim de mundo? — pergunta ela, com sua voz fina e claramente aborrecida.
Negando com a cabeça, viro-me para ela, segurando suas mãos e, olhando diretamente em seus olhos, respondo:
— Eu não pedi para você vir, Veronica. Não somos um casal, não se esqueça disso.
Ela revira os olhos e, com um tom sarcástico, responde:
— É claro que não me esqueci, você sempre faz questão de me lembrar.
Suspiro profundamente, pegando a toalha e saindo do banheiro, dizendo:
— Ótimo.
Caminho de volta para o quarto, pegando uma cueca limpa e vestindo-a rapidamente. A irritação neste momento fervilha em mim, e o nome "Ema" surge novamente em minha mente, trazendo uma mistura de emoções e frustração. Pego uma calça de moletom cinza e a visto rapidamente antes de sair do quarto.
— Preciso de uma bebida — murmuro para mim mesmo.
Assim que chego na sala, dou de cara com Gerald, o mordomo que serve minha família há anos e que fez questão de me acompanhar nesta viagem.
— Que droga, Gerald, você me assustou — digo, olhando para ele com o cenho franzido.
— Desculpe, senhor, não foi minha intenção. O senhor deseja algo? — pergunta ele, me observando atentamente.
— Prepare-me uma bebida, Gerald. Forte. Preciso esquecer os problemas.
Ele assente enquanto se afasta, e eu o sigo.
— Desculpe a intromissão, senhor, mas a negociação com a senhora do rancho não saiu como o esperado? — pergunta ele enquanto nos dirigimos ao bar, o soalho de madeira desta casa rangendo sob nossos pés.
Paro por um momento, considerando suas palavras. Gerald sempre teve uma maneira de saber mais do que deveria, mas nunca de forma invasiva.
— Não, não saiu, Gerald. As coisas estão complicadas e, para ser honesto, essa viagem tem sido um desastre de várias maneiras. A primeira delas é que a proprietária do rancho não é uma senhora, mas sim uma garota insolente — admito, sentindo a tensão nos meus ombros aumentar.
— Uma garota? — pergunta ele interessado enquanto prepara minha bebida.
Passando a mão pela minha barba por fazer, digo:
— Sim, uma garota que deve ter por volta de vinte e poucos anos. Eu, aos meus trinta e um anos, precisei enfrentar uma pirralha infernal. Uma roceira teimosa.
Gerald me entrega a bebida, e observo o líquido âmbar balançando no copo. Tomo um gole, sentindo o calor descendo pela minha garganta, tentando acalmar meus nervos.
— Talvez a abordagem precise ser ajustada, senhor. Às vezes, jovens podem ser mais difíceis de lidar, mas não impossíveis — sugere Gerald, com a voz calma e ponderada de sempre.
Dou um sorriso cansado.
— Você tem razão, Gerald. Mas o problema não é apenas a idade dela. Ema é... complexa. Inteligente, mas teimosa.
Gerald inclina a cabeça, ponderando minhas palavras.
— Talvez, se o senhor mostrar suas intenções de maneira mais clara e honesta, ela possa baixar a guarda.
— Honestidade. Isso é algo que não usei muito nessa negociação — admito, tomando outro gole da bebida.
— Pode ser um bom começo — responde ele, dando um pequeno sorriso antes de se afastar.
Fico aqui por um momento, perdido em pensamentos. Após a morte do meu pai, toquei os negócios da família com punho de ferro, o que fez com que os negócios se expandissem.
Nunca nenhuma negociação saiu do meu controle, sempre houve riscos, é claro, mas com essa garota, tudo parece tão diferente. Mas não vou desistir; aquela terra será minha, ou não me chamo Mark Oliver.
— Preciso repensar minha estratégia — murmuro para mim mesmo, ainda olhando para o copo em minhas mãos.
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Atualizado até capítulo 47
Comments
Jorgete Das Chagas Scramignon (Gete)
Que cara pretensioso e a garota uma bobona que se acha!!
2024-11-15
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