Os Segredos Sob a Terra

O caminho de volta ao refúgio parecia mais longo do que a ida. Anne, Júlia e Paulo estavam em silêncio, cada um imerso em seus pensamentos sobre o que haviam encontrado. A chave, o bilhete, e o mapa deixaram todos inquietos, e o pressentimento de que algo maior estava acontecendo ali começava a se solidificar.

Quando chegaram ao refúgio, o grupo restante estava do lado de fora, reforçando a cerca improvisada que haviam construído ao redor das casas. David foi o primeiro a notar a expressão séria no rosto de Anne e se aproximou, preocupado.

"Encontraram alguma coisa?" perguntou, enxugando o suor da testa com a manga da camisa.

"Mais do que esperávamos," respondeu Anne, entregando a ele o bilhete e o mapa. "Precisamos conversar. Todos."

David leu o bilhete rapidamente, seus olhos se estreitando à medida que as palavras faziam sentido. Ele olhou para o mapa, mas, sem contexto, não conseguiu discernir seu significado imediato. "Vamos entrar," disse ele, chamando os outros para se reunirem na sala principal da casa.

Assim que todos estavam sentados, Anne começou a explicar o que encontraram no sótão. Ela mostrou o diário, leu algumas das passagens mais importantes e então colocou a chave sobre a mesa, ao lado do mapa.

"Isso é o que sabemos até agora," disse ela. "Os antigos moradores daqui estavam cientes de algum tipo de ameaça, mas parece que não sabiam exatamente do que se tratava. Este bilhete, no entanto, sugere que o perigo pode estar em algum lugar abaixo de nós."

"Subterrâneo?" perguntou Marta, intrigada. "Você acha que eles construíram algum tipo de abrigo ou túnel por aqui?"

"Não temos certeza," respondeu Paulo, olhando para o mapa novamente. "Mas este mapa parece indicar que há algo escondido por perto. Talvez um bunker ou uma passagem subterrânea que eles usavam."

"Seja o que for, precisamos descobrir," disse David. "Não podemos simplesmente ignorar isso e esperar que tudo fique bem. E se houver algo lá embaixo que possa nos ajudar a entender o que está acontecendo ou até mesmo nos proteger?"

"O problema é que não sabemos exatamente o que estamos procurando," disse Júlia, franzindo a testa. "E se não for um abrigo? E se for algo perigoso?"

O grupo ficou em silêncio por um momento, considerando as possibilidades. O que estava claro era que, independentemente dos riscos, eles precisavam explorar o que o mapa indicava. A chave que encontraram parecia ser a peça final do quebra-cabeça, mas ninguém sabia onde ela se encaixava.

"Temos que investigar," disse Anne finalmente. "Mas precisamos ser cuidadosos. Vamos fazer isso em etapas. Primeiro, vamos identificar a localização exata no mapa e ver o que encontramos. Depois, decidimos como proceder."

David assentiu. "Dividimos em dois grupos, como antes. Um grupo fica aqui para continuar fortificando o refúgio, enquanto o outro vai procurar a entrada subterrânea. Precisamos ter certeza de que estamos prontos para qualquer coisa."

O plano foi aceito por todos, e logo eles começaram a se preparar. Júlia e Paulo decidiram acompanhar Anne na busca pela entrada subterrânea, enquanto David, Marta continuavam trabalhando no refúgio.

Com o mapa em mãos, Anne, Júlia e Paulo começaram a explorar a área ao redor do refúgio. O mapa, embora antigo e um pouco desgastado, fornecia direções claras para um ponto específico na floresta, não muito longe das casas.

O trio seguiu a rota indicada, movendo-se lentamente entre as árvores. O ambiente ao redor estava silencioso, mas havia uma tensão no ar, como se algo estivesse à espreita, escondido sob a superfície.

"De acordo com o mapa, estamos perto," disse Anne, olhando ao redor. "Mas não vejo nada que indique uma entrada."

"Talvez esteja bem camuflada," sugeriu Paulo, examinando o chão. "Ou pode ser que tenha sido encoberta com o tempo."

"Vamos procurar por qualquer coisa que pareça fora do comum," disse Júlia, se agachando para examinar o solo. "Pode ser uma porta oculta, uma tampa de alçapão, ou algo assim."

Eles passaram os próximos minutos procurando cuidadosamente ao redor, empurrando folhas e galhos, e batendo no chão em busca de sons ocos. Finalmente, foi Júlia quem notou algo estranho perto de uma rocha grande, parcialmente coberta de musgo.

"Ei, olhem aqui," chamou ela, apontando para a base da rocha. Havia uma pequena abertura no solo, coberta por uma camada de terra e folhas. Quando ela removeu a cobertura, revelou uma tampa metálica presa ao chão.

"Isso deve ser a entrada," disse Paulo, ajoelhando-se ao lado dela. "E parece que está trancada. Vamos ver se a chave serve."

Anne entregou a chave a Paulo, que a inseriu na fechadura enferrujada. Com um clique audível, a fechadura se soltou, permitindo que ele levantasse a tampa. Um cheiro de ar estagnado subiu do buraco, sugerindo que o lugar estava fechado há muito tempo.

"Isso definitivamente não é um bom sinal," disse Júlia, tapando o nariz com a mão.

"Precisamos de lanternas," disse Anne, acendendo a sua e apontando para dentro da abertura. Um lance de degraus de pedra descia para a escuridão, desaparecendo à medida que se afastava da luz.

"Vamos," disse Paulo, tentando soar confiante, embora sua voz estivesse tensa. "Não temos escolha."

Um a um, eles desceram os degraus, a luz das lanternas tremeluzindo nas paredes úmidas. O ar era pesado e o silêncio opressor, cada passo que davam ecoava pelo corredor estreito.

**A Descoberta**

Os degraus levaram o grupo a um túnel longo e sinuoso, com paredes revestidas de concreto antigo. Havia marcas de desgaste e infiltração, sugerindo que o lugar havia sido abandonado por muito tempo.

"Isso parece ser uma espécie de abrigo," observou Júlia, apontando para algumas inscrições desbotadas na parede. "Mas o que eles estavam se escondendo aqui?"

"Talvez estivessem se escondendo de algo lá fora," respondeu Anne, seus olhos examinando cada detalhe. "Ou talvez estivessem se preparando para algo pior."

À medida que avançavam, o túnel começou a se expandir, levando a uma sala ampla e escura. No centro da sala, havia uma grande estrutura metálica, que parecia uma antiga máquina ou gerador, agora coberta de poeira e ferrugem.

"O que é isso?" perguntou Paulo, se aproximando cautelosamente.

"Não faço ideia," respondeu Anne, tentando entender o propósito da máquina. "Mas parece que foi importante para os antigos moradores."

Júlia se aproximou de um painel ao lado da máquina, examinando os botões e interruptores desgastados. "Parece um sistema de controle," disse ela. "Mas está completamente inativo. Sem energia, não podemos fazer muita coisa."

Anne continuou a examinar a sala, seus olhos parando em uma porta pesada no canto oposto. "Vamos ver o que há atrás daquela porta," disse ela, indo na direção.

Paulo tentou abrir a porta, mas estava trancada. "Talvez a chave funcione aqui também"

Capítulos
1 O Início do Desastre
2 Primeira Noite
3 Busca Por Suprimentos
4 Desafios na Escuridão
5 Aliados Inesperados
6 Primeira Luz
7 Desespero do Hospital
8 A Vigília
9 A Travessia
10 Encruzilhada
11 A Sombra que se Aproxima
12 Nas Sombras da Estrada
13 Vigília na Escuridão
14 Um Novo Refúgio
15 Estranho Perigo
16 A Chegada ao Refúgio Desconhecido
17 A Revelação no Sótão
18 Os Segredos Sob a Terra
19 Exploração na Sala Subterrânea
20 O Segredo Revelado
21 A Corrida Contra o Tempo
22 O Longo Caminho de Volta
23 Decisão de Sobreviver parte 1
24 Decisão de Sobreviver parte 2
25 No Limiar da Esperança
26 Caçados nas Sombras
27 Rumo ao Desconhecido
28 A Promessa Silenciosa
29 O Infiltrado
30 O sacrifício
31 O fim da Trégua
32 O Último Encontro
33 A Retirada Temporária
34 O Armazém Abandonado
35 Planos e Dilemas
36 A Primeira Armadilha
37 O Peso da Vitória
38 Alianças Improváveis
39 Caminhos Entre Sombras
40 A Marcha para o Norte
41 A Estratégia para a Invasão
42 O Início da Invasão
43 O Caos Após a Queda
44 O Contra-Ataque
45 A Linha entre a Vida e a Morte
46 A Confrontação Final
47 Um Novo Começo
48 Sombras do Passado
49 Ecos de Esperança
50 Noite Sem Retorno
51 Ecos do Passado
52 Luz nas Trevas
53 Contra o Relógio
54 Retorno ao Refúgio
55 O Amanhecer da Batalha
56 A Luz da Esperança
57 O Alvorecer
58 Um Novo Mundo
59 Um Passo No Desconhecido
60 Sombras no Horizonte
61 O Caminho Para a Fábrica
62 Ecos de Metal
Capítulos

Atualizado até capítulo 62

1
O Início do Desastre
2
Primeira Noite
3
Busca Por Suprimentos
4
Desafios na Escuridão
5
Aliados Inesperados
6
Primeira Luz
7
Desespero do Hospital
8
A Vigília
9
A Travessia
10
Encruzilhada
11
A Sombra que se Aproxima
12
Nas Sombras da Estrada
13
Vigília na Escuridão
14
Um Novo Refúgio
15
Estranho Perigo
16
A Chegada ao Refúgio Desconhecido
17
A Revelação no Sótão
18
Os Segredos Sob a Terra
19
Exploração na Sala Subterrânea
20
O Segredo Revelado
21
A Corrida Contra o Tempo
22
O Longo Caminho de Volta
23
Decisão de Sobreviver parte 1
24
Decisão de Sobreviver parte 2
25
No Limiar da Esperança
26
Caçados nas Sombras
27
Rumo ao Desconhecido
28
A Promessa Silenciosa
29
O Infiltrado
30
O sacrifício
31
O fim da Trégua
32
O Último Encontro
33
A Retirada Temporária
34
O Armazém Abandonado
35
Planos e Dilemas
36
A Primeira Armadilha
37
O Peso da Vitória
38
Alianças Improváveis
39
Caminhos Entre Sombras
40
A Marcha para o Norte
41
A Estratégia para a Invasão
42
O Início da Invasão
43
O Caos Após a Queda
44
O Contra-Ataque
45
A Linha entre a Vida e a Morte
46
A Confrontação Final
47
Um Novo Começo
48
Sombras do Passado
49
Ecos de Esperança
50
Noite Sem Retorno
51
Ecos do Passado
52
Luz nas Trevas
53
Contra o Relógio
54
Retorno ao Refúgio
55
O Amanhecer da Batalha
56
A Luz da Esperança
57
O Alvorecer
58
Um Novo Mundo
59
Um Passo No Desconhecido
60
Sombras no Horizonte
61
O Caminho Para a Fábrica
62
Ecos de Metal

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