Todo homem tem seu podre, seu lado escuro. E eu sabia que Alexsander não seria exceção. Ah, deveria ter algo, algum segredo que ele escondia tão bem sob sua fachada impecável.
Enquanto Isabella se arrumava, eu me sentei em uma cadeira na sala, minha mente trabalhando freneticamente. Onde aquele homem poderia se meter? Eu não fazia a mínima ideia.
Nos últimos dias, eu estava praticamente presa no apartamento de Isabella, tentando manter as aparências enquanto traçava meus planos. Mas isso significava que eu estava completamente por fora dos últimos acontecimentos. E agora, precisava descobrir tudo o que pudesse sobre Alexsander, seus negócios, suas conexões, qualquer coisa que pudesse me dar uma vantagem.
O primeiro nome que veio à mente foi o de Benjamin.
Meu estômago quase revirou só de lembrar da última noite que tivemos juntos. Havia uma mistura de sentimentos complicados envolvidos: prazer, medo, desejo, arrependimento. Era como se eu gostasse da mesma intensidade que desejava esquecer. Resolver esse paradoxo parecia uma tarefa impossível.
Mas eu sabia que não poderia contar com ele. Benjamin era imprevisível, perigoso. Ele podia ser uma fonte valiosa de informações, mas também uma ameaça em potencial. Não podia arriscar envolvê-lo nisso.
Enquanto eu me debatia com meus próprios pensamentos, Isabella quebrou o silêncio, tirando-me de minhas reflexões.
— Então, Helena. Por onde gostaria de começar? — sua voz era calma, mas havia uma urgência subjacente em suas palavras.
Eu olhei para ela, minha mente ainda girando com possibilidades. Por onde começar? Era a pergunta que ecoava em minha mente, exigindo uma resposta. Mas, por enquanto, eu só tinha uma certeza: precisava ser cautelosa, precisa. Havia muito em jogo, e um passo em falso poderia ser fatal.
— Pelo meu parente, é claro. Quem mais poderia ser? Se não o encontrarmos na casa de Lorenzo, pode ser que exista um rastro dele lá. — minha voz soou firme, determinada, apesar das dúvidas que me assombravam.
Isabella me encarou com uma expressão de incredulidade, claramente duvidando da minha estratégia.
— Você tem ideia do que está fazendo, né? — sua voz estava carregada de ceticismo.
— E o que você sugere, então, sua tolinha? — retruquei, sentindo a impaciência borbulhar dentro de mim. — Eu disse que tinha uma suspeita. Precisamos ir lá e investigar. Caso contrário, nunca saberemos.
Ela me fitou com desconfiança, como sempre fazia quando não concordava comigo.
— Se você quiser saber de algo na vida, precisa colocar a cara primeiro, investigar — continuei, mantendo um tom de voz calmo, apesar da tensão no ar. — As informações são obtidas assim. Agora, vamos indo. Precisamos tirar isso a limpo e saber se você é corna mesmo.
— Helena! — Isabella exclamou, sua voz misturando indignação e preocupação.
Eu ignorei seus protestos, já de pé e pronta para sair. Não havia tempo para hesitação. O destino estava nos esperando. E eu tinha confiava que ele traria as melhores notícias. Alexsander não poderia ser um homem íntegro, na forma que Isabella pensava.
Deveria haver algo que manchadas a sua conduta. E qualquer tipo de coisa que fosse, eu esperava que estivesse acontecendo naquela noite.
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Atualizado até capítulo 93
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