Fazenda Kilassa
Na fazenda Kilassa, o clima estava tenso e carregado de ira. O Coronel João Silva, patriarca da família e dono da fazenda, não conseguia conter sua fúria diante da atitude impulsiva de seu filho Pedro. A expressão furiosa em seu rosto era um reflexo do desapontamento e da raiva que fervilhavam dentro dele.
"Onde estavas, Ricardo?" bradou o Coronel, dirigindo-se ao capataz da fazenda. Sua voz ecoava pelo escritório, carregada de autoridade e indignação. "Meu filho foi humilhado e espancado como um cachorro, e você estava onde? Deixaste que isso acontecesse sem intervir?"
Ricardo, o capataz, permanecia em pé diante do Coronel, com uma expressão sombria e resignada. Ele sabia que a responsabilidade recaía sobre seus ombros, e a culpa pesava como uma âncora em sua consciência.
"Coronel, eu..." começou Ricardo, tentando encontrar as palavras certas para se explicar. Mas antes que pudesse continuar, foi interrompido pelo olhar fulminante do Coronel.
"Não me venha com desculpas, Ricardo!" rugiu o Coronel, batendo com força na mesa. "Você sabe muito bem qual é o seu dever aqui. Era para proteger meu filho, não deixá-lo ser atacado como um animal indefeso."
As palavras do Coronel ecoavam no escritório, aumentando a tensão no ar. Pedro, o filho desonrado, permanecia em pé ao lado de seu pai, com a cabeça baixa e os ombros curvados. Ele sabia que tinha decepcionado seu pai e trazido vergonha para sua família, e a culpa pesava sobre ele como um fardo insuportável.
"Eu sinto muito, pai", murmurou Pedro, sua voz embargada pela emoção. "Eu não devia ter agido daquela forma, eu sei. Eu só... perdi o controle."
O Coronel olhou para seu filho com uma mistura de tristeza e frustração. Ele queria repreendê-lo com firmeza, mas também não podia deixar de sentir compaixão por seu filho, que estava claramente lutando com seus próprios demônios.
"Pedro, você precisa aprender a controlar suas emoções", disse o Coronel, sua voz mais suave agora. "Você é um Silva, e os Silvas não se deixam levar pela raiva e impulsividade. Precisa aprender a ser forte e responsável, como um verdadeiro homem."
Pedro assentiu, sentindo o peso das palavras de seu pai sobre seus ombros. Ele sabia que tinha muito a aprender e que não podia continuar agindo de forma impulsiva e imprudente.
Enquanto isso, Ricardo observava a cena com uma sensação de impotência e arrependimento. Ele sabia que tinha falhado em seu dever de proteger a família Silva, e aquilo o atormentava profundamente.
A ira do Coronel era como uma tempestade que se abatia sobre todos naquele escritório, deixando um rastro de destruição e arrependimento. Mas, apesar de toda a raiva e frustração, havia também uma determinação silenciosa de corrigir os erros do passado e seguir em frente, mais fortes e unidos do que nunca.
O escritório da fazenda Kilassa parecia um campo de batalha, com o Coronel João Silva no centro da tempestade. Seus olhos faiscavam de raiva enquanto ele encarava seu filho, Pedro, com uma expressão que poderia fazer até mesmo o mais corajoso dos homens tremer.
"Quem lhe deu o direito de agir sem me consultar?" bradou o Coronel, sua voz ressoando pelo escritório. Sua ira era palpável, uma aura de poder e autoridade que fazia todos ao seu redor se encolherem.
Pedro, com a cabeça baixa e os ombros curvados, tentava encontrar as palavras certas para se explicar. Ele sabia que tinha cometido um erro grave ao agir sem a aprovação de seu pai, mas também estava determinado a defender suas ações.
"Eu... eu pensei que estava fazendo o que era melhor para a fazenda, pai", murmurou Pedro, sua voz tremendo ligeiramente. "Os Almeidas estavam nos pressionando, e eu achei que não podíamos esperar mais. Eu só queria proteger nossos interesses, mostra-los que o Senhor é quem manda e determina aqui."
O Coronel soltou um rosnado de desaprovação, sua expressão endurecendo ainda mais. Ele não estava interessado nas desculpas de Pedro, apenas na sua obediência e lealdade como filho e como membro da família Silva.
"Você agiu como um tolo, Pedro", disse o Coronel, sua voz fria e cortante como uma lâmina afiada. "Eu lhe dei ordens específicas para não tomar nenhuma ação precipitada. Você deveria ter esperado por minha decisão, não agido por conta própria como um novato impulsivo."
Ele olhou para seu filho com uma mistura de frustração e tristeza, queria acreditar nas boas intenções de Pedro, mas não podia ignorar o fato de que agir sem consultar seu pai era uma violação grave de sua autoridade e confiança.
"Agiu precipitadamente, meu filho", disse o Coronel, sua voz mais calma agora, mas ainda carregada de desapontamento. "Você esqueceu que somos Silva, e os Silvas agem com inteligência e estratégia, não com impulsividade e imprudência."
Pedro abaixou a cabeça, sentindo-se envergonhado por sua falta de discernimento. Ele sabia que seu pai estava certo, que suas ações haviam colocado em risco não apenas a reputação da família, mas também a autoridade que o seu exercia sobre Kandumba.
"Eu sinto muito, pai", murmurou Pedro, as suas palavras carregadas de arrependimento genuíno. "Eu prometo que isso não voltará a acontecer. Eu aprendi a minha lição."
Pedro engoliu em seco, sentindo o peso das palavras de seu pai sobre seus ombros. Ele sabia que tinha decepcionado seu pai e falhado em sua missão de proteger os interesses da família. Mas também sabia que não podia recuar agora; ele tinha que enfrentar as consequências de suas ações e encontrar uma maneira de consertar o que havia sido quebrado.
O Coronel olhou para seu filho com uma expressão mais suave, mas ainda firme. Ele sabia que Pedro tinha muito a aprender, mas também acreditava no potencial de seu filho para se redimir e se tornar um homem forte e responsável.
"Você tem muito a aprender, meu filho", disse o Coronel, sua voz carregada de paternalismo. "Mas eu sei que você é capaz de aprender com seus erros e se tornar um homem digno do nome Silva. Eu estarei aqui para guiá-lo, sempre."
Enquanto pai e filho se olhavam, havia uma sensação de reconciliação e renovação no ar. Apesar das dificuldades e desafios que enfrentavam, eles sabiam que, juntos, poderiam superar qualquer obstáculo e manter a honra e a tradição da família Silva.
Enquanto isso, os outros presentes no escritório observavam a cena com uma mistura de temor e apreensão. Eles sabiam que o Coronel não era alguém para ser desafiado, e que as consequências para aqueles que cruzassem seu caminho poderiam ser severas.
A ira do Coronel era como uma chama que queimava tudo em seu caminho, consumindo tudo em sua passagem. Mas também havia uma determinação implacável em seus olhos, uma vontade de fazer o que fosse necessário para proteger sua família e seus interesses.
O Coronel João Silva observou enquanto seu filho Pedro saía da sala, deixando-os a sós. Seu rosto ainda estava contorcido pela raiva, mas havia uma determinação fria em seus olhos enquanto ele se virava para seu capataz, Ricardo.
***Faça o download do NovelToon para desfrutar de uma experiência de leitura melhor!***
Atualizado até capítulo 61
Comments