A noite não estava sendo fácil para mim. Já não estava acostumado com o clima do campo, e o barulho da chuva batendo contra o telhado da fazenda tornava tudo ainda mais desafiador. O ar estava pesado e úmido, e o cheiro da terra molhada invadia minhas narinas enquanto eu lutava para encontrar conforto na escuridão que envolvia meu quarto.
Para piorar, não havia luz elétrica na fazenda. O grupo gerador estava parado há meses, incapaz de funcionar devido à falta de manutenção e recursos financeiros. A última vez que havia sido ligado foi no funeral de meu pai, um evento sombrio que ainda ecoava em minhas memórias como uma sombra sinistra.
Eu não conseguia pegar no sono. As preocupações e os dilemas que me assombravam durante o dia se intensificavam na escuridão da noite, enchendo minha mente com uma cacofonia de pensamentos e ansiedades. Fui forçado a me levantar da cama e sair do quarto, buscando algum alívio para minha inquietação.
Caminhei pelos corredores escuros da fazenda, guiado apenas pela luz fraca da lua que espreitava através das janelas. O som da chuva contra o telhado era ensurdecedor, mas ao mesmo tempo reconfortante, como uma melodia suave que embalava meus pensamentos turbulentos.
Finalmente, cheguei à cozinha, onde encontrei Lídia, a governanta da fazenda. Ela estava sentada à mesa, uma chaleira fumegante à sua frente, sua expressão serena contrastando com a tempestade que rugia lá fora.
"Lídia", chamei, minha voz quebrando o silêncio da noite. Ela ergueu os olhos para me encarar, um sorriso caloroso iluminando seu rosto enrugado. Para mim, Lídia era mais do que apenas a governanta da fazenda; ela era como uma segunda mãe, uma presença constante e reconfortante em minha vida desde que eu era criança.
"Daniel, meu filho", ela disse, sua voz suave como um sussurro reconfortante. "Quando foi que você chegou?"
Sentei-me à mesa em frente a ela, sentindo um peso se aliviar de meus ombros na presença tranquilizadora de Lídia. "Cheguei hoje à tarde", respondi, aceitando a xícara de chá que ela me oferecia. O calor do líquido me aqueceu, dissipando um pouco da tensão que se acumulava em meu corpo.
A conversa entre nós fluiu naturalmente, como se não houvesse passado tempo desde nossa última interação. Falamos sobre tudo e sobre nada, compartilhando histórias e lembranças que nos uniam em um vínculo tão forte quanto o próprio sangue.
"Lembra daquela vez em que você me levou para passear no campo e eu acabei me perdendo na plantação de milho?", eu disse, rindo com a lembrança. "Você ficou tão preocupada, mas no final acabou me encontrando escondido atrás de uma das espigas."
Lídia riu, um som suave e reconfortante que enchia a cozinha com uma sensação de calor e familiaridade. "Ah, meu bebê", ela disse, seus olhos brilhando com carinho. "Você sempre foi uma criança travessa, mas eu nunca deixei de amá-lo, não importa o que acontecesse."
Seus braços se abriram em um gesto acolhedor, e eu me levantei da mesa para aceitar o abraço reconfortante que ela oferecia. Foi como voltar para casa, encontrar um refúgio seguro no calor de sua presença amorosa.
"Fique tranquilo, meu filho", ela sussurrou em meu ouvido, seus lábios roçando suavemente minha bochecha. "Estou aqui para você, sempre estive e sempre estarei. Juntos, vamos enfrentar todos os desafios que a vida nos trouxer, lado a lado."
E naquele momento, envolvido nos braços acolhedores de Lídia, eu soube que, não importava o que o futuro reservasse, eu não estaria sozinho. Pois, com ela ao meu lado, eu tinha todo o amor e apoio de que precisava para enfrentar qualquer tempestade que viesse em meu caminho. E com essa certeza no coração, eu me permiti relaxar, deixando a paz e a serenidade da noite me envolver enquanto eu me entregava aos braços reconfortantes de minha segunda mãe.
A conversa fluía entre nós como um rio tranquilo, carregando consigo as preocupações e as tensões que haviam assombrado minha mente durante todo o dia. Sentado à mesa da cozinha, ao lado de Lídia, me vi mergulhado em uma conversa que era ao mesmo tempo um bálsamo para minha alma cansada e uma fonte de conforto em meio à tempestade que rugia lá fora.
"Lídia, eu não sei o que seria de mim sem você", murmurei, olhando para ela com gratidão sincera. "Você sempre esteve ao meu lado, me apoiando e me cuidando, mesmo nos momentos mais difíceis."
Ela sorriu, um brilho de ternura em seus olhos bondosos. "Oh, meu querido Daniel", ela respondeu, sua voz suave como um sussurro reconfortante. "Eu faria qualquer coisa por você, meu filho. Você é como um filho para mim, e eu nunca vou deixar de estar aqui para você, não importa o que aconteça."
Senti um nó se formar em minha garganta ao ouvir suas palavras sinceras. Era difícil expressar o quanto sua presença significava para mim, como ela havia sido um porto seguro em meio às tempestades da vida. "Eu sei, Lídia", respondi, lutando para conter as emoções que ameaçavam transbordar. "E eu só espero poder retribuir um dia todo o amor e a bondade que você me deu."
Ela colocou a mão sobre a minha, um gesto de conforto silencioso que falava volumes sobre o vínculo especial que compartilhávamos. "Você já fez mais do que suficiente, meu querido", ela disse suavemente. "Sua presença aqui já é o maior presente que eu poderia pedir. Agora, descanse um pouco. Amanhã é um novo dia, cheio de possibilidades."
Concordei com a cabeça, sentindo um peso se aliviar de meus ombros na certeza de que não estava sozinho. Lídia estava ao meu lado, como sempre esteve, e juntos enfrentaríamos o que quer que o futuro reservasse.
Enquanto a tempestade rugia lá fora, envolvendo a fazenda em sua fúria implacável, eu me permiti relaxar, deixando-me levar pelo calor reconfortante da presença de Lídia. E naquele momento, em meio à escuridão e à incerteza, encontrei um raio de esperança e conforto que iluminava meu caminho futuro.
Nossos pensamentos tranquilos foram abruptamente interrompidos pelo som das portas batendo e vozes abafadas ecoando pelo corredor. A cozinha foi invadida por dois homens que eu não reconhecia de imediato, Carlos e Wilson, funcionários da fazenda. Seus rostos estavam tensos, e seus olhos carregavam uma mistura de urgência e preocupação.
"O que está acontecendo?", perguntei, me levantando da mesa e me aproximando deles. "Por que vocês estão aqui a esta hora da noite?"
Carlos, um homem robusto com mãos calejadas pelo trabalho árduo na terra, fez uma breve reverência antes de responder. "Desculpe incomodá-lo, senhor Daniel, mas houve um acidente no estábulo. Uma das vacas está presa sob os destroços, e um dos cavalos está tendo dificuldades para dar à luz. Precisamos de mais ajuda para libertá-los."
A notícia me atingiu como um raio, fazendo meu coração acelerar com uma mistura de preocupação e determinação. Eu sabia que não podia ignorar o chamado de ajuda, especialmente quando se tratava do bem-estar dos animais da fazenda. "Vamos lá, eu vou com vocês", respondi, seguindo Carlos e Wilson para fora da cozinha e em direção ao estábulo.
Lídia permaneceu na cozinha, sua expressão preocupada refletindo a ansiedade que eu sentia. "Tenha cuidado, meu filho", ela murmurou, suas palavras carregadas de preocupação maternal. "Não se arrisque demais lá fora. A tempestade está ficando cada vez mais intensa."
Assenti, agradecendo silenciosamente suas palavras de cautela, antes de seguir os homens para o exterior. A chuva caía em cascata do céu escuro, transformando o chão em um lamaçal escorregadio sob meus pés. O vento uivava ao meu redor, arrastando consigo galhos quebrados e folhas voando.
O Estábulo
Chegamos ao estábulo, onde a cena diante de nós era caótica e frenética. Uma das paredes do estábulo havia desabado sob o peso da tempestade, deixando um amontoado de madeira e metal retorcido que aprisionava uma das vacas. Ao mesmo tempo, uma égua estava deitada no chão, lutando para dar à luz enquanto seu potro lutava para sair.
"O que podemos fazer?", perguntei, olhando para Carlos e Wilson em busca de orientação.
Carlos assumiu a liderança, sua voz firme apesar da urgência da situação. "Precisamos liberar a vaca primeiro", ele disse, apontando para os destroços que bloqueavam o acesso ao animal. "Vamos precisar de todos os braços disponíveis para levantar essas tábuas e libertá-la."
Sem hesitar, nos juntamos para enfrentar a tarefa desafiadora diante de nós. Sob a luz fraca das lanternas, lutamos contra a fúria da tempestade, trabalhando juntos para mover os destroços e libertar a vaca presa. O trabalho era árduo e perigoso, mas a determinação de salvar o animal nos impulsionava adiante.
Finalmente, após um esforço conjunto e muita perseverança, conseguimos libertar a vaca, que saiu do amontoado de destroços visivelmente abalada, mas ilesa. Respiramos fundo, aliviados, antes de nos voltarmos para a égua que ainda estava em trabalho de parto.
"Vamos precisar de mais ajuda para isso", disse Wilson, olhando para mim com preocupação. "A égua está tendo dificuldades para dar à luz, e não podemos esperar mais."
Eu assenti, entendendo a gravidade da situação. "Vou chamar mais pessoas", respondi, correndo de volta para a fazenda em busca de ajuda adicional.
Enquanto eu corria de volta para a fazenda em busca de ajuda adicional, uma cena surpreendente se desenrolava diante de meus olhos cansados pela tempestade. Meu irmão, Miguel, cavalgava em direção ao estábulo acompanhado por um grupo de homens. Seus rostos estavam sérios e determinados, prontos para ajudar onde fosse necessário.
Ao ver-me ali, mergulhado no serviço, uma expressão de surpresa e curiosidade se formou em seu rosto. Ele desmontou do cavalo e se aproximou, seus olhos se estreitando em questionamento enquanto observava a cena diante de nós.
"Daniel", ele chamou, sua voz carregada de perplexidade. "O que está acontecendo aqui? Por que você está no estábulo a essa hora da noite?"
Respirei fundo, tentando encontrar as palavras certas para explicar a situação. "Houve um acidente", respondi, apontando para os destroços que bloqueavam a entrada do estábulo. "Uma das vacas ficou presa, e uma égua está tendo dificuldades para dar à luz. Precisamos de toda a ajuda que pudermos conseguir."
Miguel olhou ao redor, seus olhos se fixando nos homens que o acompanhavam. Entre eles, uma figura se destacava pela sua beleza e elegância, uma jovem de cabelos escuros e olhos brilhantes que observava a cena com uma mistura de preocupação e curiosidade. Ela estava vestida de maneira simples, mas sua postura e expressão indicavam uma educação e refinamento que não condiziam com o ambiente rural do estábulo.
"Quem é ela?", perguntei a Miguel, meu olhar sendo atraído para a jovem desconhecida.
Miguel seguiu meu olhar e sorriu, parecendo um pouco surpreso com minha pergunta. "Esta é Sofia", ele respondeu, indicando a jovem ao seu lado. "Ela é veterinária e veio nos ajudar com a égua. Parece que chegou no momento certo."
Sofia se aproximou, sua expressão séria enquanto avaliava a situação. "O que temos aqui?", ela perguntou, sua voz suave e melodiosa cortando o som da chuva. "Como posso ajudar?"
Eu me vi cativado por sua presença, surpreendido pela combinação de beleza e conhecimento que ela exalava. "A égua está tendo dificuldades para dar à luz", expliquei, me esforçando para manter a compostura diante dela. "Precisamos de sua experiência para garantir que tudo corra bem."
Sofia assentiu, sua expressão determinada enquanto se preparava para o trabalho que estava por vir. "Vamos lá", ela disse, dirigindo-se ao estábulo com determinação em seus passos. "Vou precisar de assistência, então, se vocês puderem me ajudar, seria ótimo."
Miguel e os outros homens seguiram Sofia para dentro do estábulo, prontos para oferecer seu apoio e assistência onde fosse necessário. Eu os observei partir, sentindo-me grato pela ajuda inesperada que havia chegado. E no meio da tempestade, encontrei-me encantado pela presença de Sofia, uma luz brilhante em meio à escuridão da noite.
Enquanto esperava do lado de fora do estábulo, meu coração batia com uma mistura de expectativa e ansiedade. Eu sabia que o futuro da fazenda dependia do sucesso desta noite, e tudo o que eu podia fazer era esperar e rezar para que tudo desse certo.
Finalmente, após horas de trabalho árduo e tensão, ouvi um suspiro coletivo de alívio vindo de dentro do estábulo. Saí correndo em direção à entrada, meu coração batendo forte em meu peito enquanto me preparava para receber as notícias.
Ao entrar no estábulo, fui recebido por uma visão de alegria e alívio. A égua estava de pé, sua cria ao seu lado, ambos saudáveis e vigorosos. Sofia sorriu para mim, seus olhos brilhando com a satisfação do trabalho bem feito.
"Conseguimos", ela disse, sua voz radiante de alegria. "A égua deu à luz a um potro saudável, e a vaca está livre dos destroços. Foi um trabalho árduo, mas valeu a pena."
Eu respirei fundo, sentindo um peso se aliviar de meus ombros. "Obrigado, Sofia", eu disse sinceramente, minha gratidão transbordando em minhas palavras. "Você salvou o dia."
Ela sorriu, um brilho de orgulho em seus olhos enquanto olhava ao redor para os outros homens que ajudaram na operação de resgate. "Foi uma equipe", ela respondeu humildemente. "Todos nós trabalhamos juntos para garantir um final feliz."
Enquanto eu observava a cena diante de mim, atordoado com a presença de Sofia, suas palavras me trouxeram de volta à realidade. Ela se a aproximava de mim na penumbra do estábulo, o nome de infância escapou de seus lábios com uma familiaridade que me surpreendeu. "Então, Dani, você me esqueceu?"
Meus olhos se arregalaram com uma surpresa, e por um momento, minha mente se atrasou para fazer a conexão entre a mulher diante de mim e as lembranças distantes de minha infância. Foi só quando meu irmão informou seu nome que tudo se encaixou: A filha de António Mendes e Maria.
"Eu... eu não percebi que era você", admiti, minha voz soando um pouco desconcertada. "Desculpe-me, faz tanto tempo... você mudou bastante."
Eu pisquei algumas vezes, tentando processar a informação. "Sofia?", eu disse finalmente, uma sensação de reconhecimento surgindo em minha mente. "Você é a Sofia Mendes?"
Ela assentiu, um sorriso tímido brincando em seus lábios. "Sou eu mesma", ela confirmou. "A garotinha que costumava correr pelos campos da fazenda, agora toda crescida."
Eu a observei maravilhado, incapaz de conter minha admiração. "Caramba, Sofia", eu murmurei, meus olhos percorrendo seu rosto molhado pela chuva. "Você está... incrível."
Sofia soltou uma risada suave, balançando a cabeça com incredulidade. "Desde que cheguei aqui, todo mundo parece determinado a me lembrar disso", ela comentou, seu tom leve e descontraído. "Mas obrigada, mesmo assim."
Enquanto ela falava, meus olhos vagueavam pelo seu corpo molhado, capturando cada curva e linha com uma intensidade quase irresistível. Ela era uma visão de beleza natural, seus traços delicados realçados pelo brilho da chuva que cobria sua pele.
Eu me peguei desviando o olhar várias vezes, lutando para manter o controle sobre meus pensamentos tumultuados. Sofia era mais do que apenas uma antiga conhecida; ela era uma mulher deslumbrante, cuja presença tinha o poder de me deixar sem fôlego.
Enquanto nos perdíamos em meio à tempestade, eu me vi mergulhando em um oceano de emoções conflitantes. Por um lado, havia o desejo avassalador de me perder nos braços de Sofia, de explorar cada centímetro de sua pele com os meus lábios famintos.
Por outro lado, havia o medo paralisante de estragar tudo, de perder o controle e arruinar qualquer chance de reconstruir o que quer que tivéssemos perdido ao longo dos anos.
E no meio desse turbilhão de emoções, havia uma certeza inabalável que se destacava acima de tudo o resto: eu não podia negar a atração que sentia por Sofia, nem por mais um segundo.
Enquanto eu lutava para encontrar as palavras certas para dizer, Sofia se aproximou de mim, seus olhos buscando os meus com uma intensidade que me deixou sem fôlego. E no silêncio da noite, eu soube que o destino havia nos reunido por uma razão, e que não havia como escapar do inevitável encontro que nos aguardava.
Eu permaneci ali, hipnotizado pela intensidade do momento, enquanto Sofia e eu nos ocupávamos em ajudar a égua e seu filhote. Ela olhou para mim com um leve sorriso nos lábios, seus olhos transmitindo uma mistura de gratidão e conforto.
"Dani, você vai ficar aí só olhando ou vai dar uma mão?", ela brincou, seu tom suave e descontraído me tirando do meu transe momentâneo.
Balancei a cabeça, voltando à realidade e me aproximando para ajudar. Juntos, trabalhamos em silêncio, concentrados na tarefa em mãos. A chuva continuava a cair lá fora, um eco constante da tempestade que rugia ao nosso redor.
Enquanto nos movíamos ao redor da égua e seu filhote, Sofia virou-se para mim com um brilho travesso nos olhos. "Ei, Dani", ela chamou, sua voz suave cortando o som da chuva. "Acho que esse pequeno merece um nome, não acha?"
Eu sorri, tocado pelo gesto dela. "Com certeza", concordei. "Mas que nome podemos dar a ele?"
Sofia ponderou por um momento, seus lábios curvando-se em um sorriso pensativo. "O que você acha de... Trovão?", ela sugeriu, inclinando a cabeça na direção do filhote.
Eu arqueei uma sobrancelha, surpreso com a escolha dela. "Trovão, realmente?", perguntei, considerando a sugestão. "É um nome forte."
Ela assentiu, seus olhos encontrando os meus com uma expressão determinada. "Eu sei que é", ela concordou. "Mas acho que ele vai crescer para ser tão forte e corajoso quanto o nome sugere."
Eu sorri, tocado pela escolha dela. "Então seja Trovão declarei, sentindo uma onda de calor e gratidão me envolver enquanto olhava para o filhote recém-nomeado.
Sofia enviou, concordando com a escolha. "Trovão", ela repetiu, testando o som do nome em sua língua. "Eu gosto. É perfeito."
Enquanto isso, meu irmão Miguel liderava com mestria os esforços para reparar o estábulo danificado pela tempestade. Sua determinação e habilidade eram evidentes em cada movimento, e eu sentia um profundo senso de orgulho por tê-lo como irmão.
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Atualizado até capítulo 61
Comments
Sandra Marques
a leitura está bem escrita, só acho que poderia mudar um pouco a palavra reconfortante,pq está muito repetitiva.
2024-05-09
2
Marcia Gomes muchny
tou amando o seu livro 📖📖📖
2024-04-15
0
Cleo Lemes
estou gostando muito tem tudo pra ser uma linda estória 🤗🤗🤗
2024-04-14
2