O momento de tensão atingiu seu ápice quando Pedro se levantou do chão, os olhos faiscando de raiva, determinado a retaliar contra mim. As mãos de Pedro tremiam enquanto ele sacava sua arma, pronto para fazer justiça com as próprias mãos. No entanto, antes que pudesse agir, um som agudo cortou o ar, seguido pelo grito de uma voz feminina.
No entanto, antes que a situação pudesse se descontrolar ainda mais, um som inesperado cortou o ar. Era o som suave dos cascos de um cavalo, acompanhado pelo grito urgente de uma voz feminina. "Pareeeemmmmmm!" O apelo ressoou pelo campo, ecoando como um raio de luz em meio à escuridão da raiva e do conflito.
Todos os presentes se viraram para olhar, surpresos com a intervenção inesperada. E então, surgiu Sofia, com sua presença serena e seu semblante angelical, movendo-se graciosamente em direção ao centro da disputa.
Seus cabelos dourados brilhavam sob o sol poente, seu olhar firme transmitindo uma determinação gentil. Ela parecia uma deusa entre mortais, uma figura divina que trouxe consigo uma aura de calma e paz. Ao seu redor, o ar parecia mais leve, como se sua presença tivesse o poder de dissipar a tensão que pairava sobre nós.
Eu me senti hipnotizado por sua beleza e sua graça, incapaz de desviar meu olhar dela. Era como se o tempo tivesse desacelerado, como se tudo ao meu redor desaparecesse, exceto por ela. Por um momento, esqueci-me da disputa, esqueci-me da raiva que fervilhava dentro de mim. Tudo o que importava naquele momento era ela, Sofia, a mulher que tinha o poder de acalmar até mesmo a tempestade mais furiosa dentro de mim.
Sofia avançou até o centro do confronto, posicionando-se entre os dois grupos opostos, sua postura firme e determinada. De um lado, Pedro, Ricardo e seus homens mantinham-se prontos para o embate, suas armas empunhadas e olhos faiscando de raiva. Do outro lado, eu, Bento e Wilson estávamos igualmente preparados para a luta, nossos semblantes sérios e resolutos.
Ela se movia com graça ao centro do impasse, pude sentir a tensão diminuir ao meu redor. As armas foram abaixadas, os olhares se suavizaram e o ar pareceu ficar mais leve, como se um peso invisível tivesse sido retirado de nossos ombros.
No entanto, foi a presença de Sofia que mudou completamente o clima daquele momento tenso. Sua aura tranquila e serena parecia dissipar a raiva e a hostilidade que pairavam sobre nós, substituindo-as por uma sensação de calma e paz. Não sei como, mas ela tinha o dom de acalmar os meus nervos mais exaltados, transformando o furacão de emoções dentro de mim em uma brisa suave e reconfortante.
Enquanto isso, ao meu lado, Bento e Wilson observavam a cena com expressões igualmente surpresas. Eles também haviam sido tocados pela presença de Sofia, e era evidente em seus rostos que ela havia deixado uma marca indelével em seus corações.
À medida que o silêncio pairava sobre nós, Sofia assumiu o controle da situação com uma calma e determinação impressionantes. Ela falou com uma voz suave, mas firme, pedindo que todos se acalmassem e encontrassem uma solução pacífica para o conflito.
Enquanto eu a observava com admiração, percebi que Sofia não era apenas uma mulher bonita, mas também uma líder nata, capaz de inspirar os outros com sua sabedoria e compaixão. E naquele momento, enquanto ela permanecia no centro do embate, eu soube que estávamos diante de alguém verdadeiramente especial, alguém que tinha o poder de transformar o ódio em amor e a guerra em paz.
A tensão no ar era palpável enquanto os olhares se cruzavam e as palavras eram trocadas. Sofia, com sua voz suave, tentava acalmar os ânimos e encontrar uma solução pacífica para o conflito.
"Por favor, parem! Não precisamos resolver isso com violência. Todos nós somos vizinhos, compartilhamos esta terra e devemos encontrar uma maneira de conviver pacificamente", apelou Sofia, sua expressão refletindo determinação e compaixão.
No entanto, a resposta de Pedro foi cheia de desdém e arrogância. "Sofia, deixe que os homens resolvam os seus problemas.. E quem é você para nos dizer o que fazer? Você não tem nada a ver com isso!", retrucou ele, sua voz carregada de desconfiança e desprezo.
Sofia permaneceu firme diante da hostilidade de Pedro. "Eu posso não ter nada a ver com os conflitos entre suas fazendas, mas tenho interesse em ver paz e harmonia em nossa comunidade. A violência só leva a mais sofrimento e dor", respondeu ela com calma, sua voz transmitindo uma serenidade que contrastava com a raiva que emanava dos outros presentes.
Ricardo, o capataz da fazenda Kilassa, não conseguiu conter sua irritação diante das palavras de Sofia. "Senhorita Sofia, com todo respeito, E o que senhora sugere então?", perguntou ele, sua voz carregada de ceticismo e impaciência.
Com paciência, Sofia apresentou sua proposta. "Primeiro, os senhores estão fora da vossa propriedade, destruíram a cerca imposta pelos Almeidas, olha que eles tem todo direito de o fazer a final o rio esta dentro das suas terras. Segundo os senhores deveriam negociar para se chegar em um acordo entre as duas fazendas, terceiro não se resolve com violência", explicou ela, sua voz firme e determinada.
Pedro, ainda relutante, finalmente concordou em acatar o pedido de Sofia. "Só por ti Sofia, que deixarei por enquanto", murmurou ele, sua expressão mostrando uma mistura de frustração e resignação.
Ricardo, por sua vez, se comprometeu a tentar convencer o Coronel João Silva a buscar um acordo pacífico. "Senhorita Sofia, vou tentar convencer o Coronel João Silva para se chegar em acordo, é importante para nos que essas fronteiras estejam abertas devido o acesso da água ao Rio e a boa pastagem que aqui se encontra", prometeu ele, sua voz refletindo uma determinação renovada.
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Atualizado até capítulo 61
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