— Acredito que seja só isso Arthur, não deixe que ela faça esforço, e lembre-se, me deve uma refeição! — Antes que pudesse pegar sua maleta para ir embora, dona Vera vem rapidamente da cozinha e diz:
— Não seja por isso meu menino, venha comer conosco, acabei de preparar uma sopinha para Ísis, mas fiz muito.
Carlos abre um largo sorriso, e abre seus braços indo em direção a Vera: — O que seria desse pobre coitado sem a senhora, já que insiste tanto, não me importarei em ficar.— Abraça a mais velha em um aperto carinhoso.
— Assim você aquece meu coração menino, vamos, vamos todos para a cozinha senão a comida esfria. — Ela fala, chamando a todos.
Arthur acompanhava Ísis, mas no mesmo instante seu telefone tocou, e ao ver que era seu secretário, ele fala: — Vão na frente, tenho negócios a tratar, e por favor, vá embora logo. — Fala em um tom divertido para Carlos.
— Ouviu isso Verinha? Ele está desperdiçando todo o esforço da minha tia, e da senhora para torná-lo um bom rapaz, ele está me espulsando! Acho que a senhora deveria repreender esse mal criado!— Carlos diz para Vera, que sorri e balança a cabeça.
— Vamos querida, deixe essas crianças que parecem estar brigando por atenção.— Vera fala, levando Ísis a cozinha, enquanto a mesma sorria, vendo a interação dos amigos.
Por outro lado, no sofisticado escritório, Arthur volta a sua aura imponente e severa, enquanto se sentava na sua cadeira.
*Ligação on*
Jack: Senhor Castanhari, está livre?— Pergunta esperando a confirmação
Arthur: Pode falar. — Diz, enchendo seu copo, com um bom uísque sem gelo.
Jack: Certo.— Presumi que não a ninguém, para que ele precise manter formalidades. — Arthur, começamos a agir.
Arthur: Ótimo, como está?
Jack: dez acionistas já rescindiram contrato, mas o tal do Gabriel não se importou muito, já que não eram projetos que ele priorizava.
Arthur: Ele que espere... Vamos ver se quando as ações valerem um preço de uma bala, ele vai ficar tranquilo assim.
Jack: No entando, ele está em momento de tenção com o Magnos Gordon, e com a família. Ele quer empurrar a filha, mas o homem não quer aceitar.
Arthur: Continue acompanhado, duvido que esse velho aceite. Essa menina e uma vergonha, e é uma das que tem que sofrer as consequências de ter intimidado Ísis!
Jack: Sim, isso já está sendo feito, as ações e taxas de sucesso do grupo fênix tem decaído bastante, logo ele cairá na pressão do Gabriel.
Não só isso, mas a garota que intimidou a senhorita Ísis, foi a Renata Silver.
Arthur: Esse nome me soa familiar, quem é essa inútil?
Jack: A neurótica, caçula do grupo Silver. Aquela que corre atrás de você.
Arthur: Ah, claro, a maluca... Ela realmente pensou que ficaria tudo bem, se mexesse com Ísis?
Jack: O que pretende fazer?
Arthur: Melhor do que uma surra nela, é fazer com que a família a repreenda. Cancele a parceria com o grupo Silver, e deixe claro que o motivo, foi por que ela ofendeu a futura senhora Castanhari.
Vamos ver o que os irmãos mais velhos dirão sobre.
Jack: Anotado! Era isso, vou começar a agir, tenha uma boa noite Arthur.
Arthur: Obrigado pelo trabalho duro Jack, tenha um bom descanso, e até amanhã.
**Ligação off**
A ligação durou alguns minutos. Tempo suficiente para que Carlos pudesse comer e ir embora, antes mesmo de poder se despedir do amigo.
Sem dúvidas o jovem médico achava que o grande amigo havia escolhido a pessoa certa, ela era alguém gentil e sem maldade no olhar.
Ela era a garota perfeita.
...
Ainda no escritório, Arthur organizava alguns papéis.
Ele mantinha em mente, que não faria nada ilegal ele tinha princípios, mas realizaria dentro da lei, a vingança contra aqueles que ousaram machucar sua doce noiva. E ele não exitaria em derrubar o criminoso que Ísis tinha como pai.
...
Concentrado no trabalho, ouve em meio ao seus pensamentos uma batida vinda do outro lado da porta.
— Entre.— falou.
Quando viu que era Ísis, sua expressão mudou completamente e aquele que era temido por todos, parceria alguém tão carinhoso que até assustava quem o via diariamente como o grande CEO Castanhari.
— Desculpa incomodar, só vim dar boa noite. — Ísis fala.
— Imagina, sente-se, afinal só estava revisando algumas coisas.
Ísis se senta na cadeira que Arthur havia apontando.
— Seu amigo já foi. — Pensa antes de dizer:— Gostei dele, ele é bem animado e divertido. — Sorri ao lembrar as idiotices que o médico havia feito e falado na mesa de jantar.
Arthur percebe o sorriso e se incomoda: — Pelo que parece, você gostou dele não é? Não ficaria surpreso se dissesse que prefere ele, do que eu.
Ísis fica um pouco envergonhada com as palavras, e tenta formular uma frase certa.
— Não... Não me entenda mal, eu não quis dizer isso.— Fala negando imediatamente.
— Não precisa negar Isis, eu já entendi tudo.— Ele continua.
Ela fica mais nervosa ainda: — Por favor... Não é isso, eu só quis dizer que...
Arthur estava se divertindo secretamente com a confusão da garota, era claro que ele havia entendido desde o início o que ela quis dizer, mas a reação espantosa dela, era impagável.
— Olha, eu jamais olharia para outro alguém na vida, eu quis dizer que ele é alguém divertindo, mas como amigo, nada de segundas intenções. Aliás, ele nem faz meu tipo.—Fala rapidamente imaginando que dissiparia as dúvidas do homem a sua frente.
— Então se é só como amigo, tudo bem, mas qual é o seu tipo?— Ele indaga. — Seja sincera, não precisa se sentir pressionada por mim, apenas diga a verdade.
Ísis pondera por um tempo, mas pensa sobre o fato de talvez ele não se sentisse ofendido novamente.
— Bom... Eu não me importo com aparência. Minha mãe sempre me disse que nem sempre devemos nos basear nas aparências. Mas para ser ideal, tem que ser alguém com a visão do futuro, saiba o que quer e que me coloque junto ao futuro dele. Pessoas engraçadinhas não me atraem da mesma forma como um homem que fosse sério e que está disposto a me proteger de tudo, me chamam a atenção. Eu quero alguém que ame me mimar, eu sei que pode parecer bobo, mas simples ações me comovem em um nível absurdo. — Arthur assente, focado em cada características que ela citava. — De uma forma simplificada, quero alguém que queira ter uma família, e que assuam total responsabilidade por mim e por ela, e que se coloque a frente de todu por mim, e o principal é ter caráter, não me adiantaria ter um alguém que estivesse disposto a tudo, mas no final, trocasse tudo por uma simples diversão.
Ísis percebe que Arthur não demonstrou nenhuma reação negativa, mas muito pelo contrário, então pode relaxar seu corpo na cadeira, e deixando de estar em alerta com suas palavras.
Arthur mexe na gaveta, e pega uma caixa.
— Você está sem celular desde quando chegou aqui, então considere mais um dos inúmeros presentes que irá ganhar. Tem um chip também, já está instalado, configure da forma que preferir.
Ísis realmente não esperava que isso fosse acontecer, então agradece e diz : — Não se preocupe, me passe os valores, e quando eu voltar ao trabalho, eu devolvo.
Arthur nega com a cabeça as palavras proferidas por ela: — Não há necessidade, é um presente meu.
Sabendo que não poderia fazer nada, a não ser aceitar, ela agradece novamente ele.
E novamente volta a falar: — Mas você ainda não me falou.
— Ainda não falei o que? — Questiona ele.
— Ué, qual é a sua garota ideal.
Arthur finalmente entende em qual ponto ela queria chegar e fala naturalmente: — Sugiro que para você descobrir, se olhe no espelho, e faça uma análise sobre si mesma.
Passase alguns segundos para que Ísis entenda o que ele quis dizer, e imediatamente suas bochechas coram.
Arthur amava fazer ela ficar assim.
Desconversando as palavras dele, ela fala:— Bo. Boa noite Arthur, já está tarde e hoje o dia foi longo. Não fique muito tempo no escritório, e vá descansar.
— Boa noite, durma bem. Pode deixar, já estou terminando o serviço.— Ele responde.
Ela vai até a porta e Arthur se levanta. Como seu amigo disse, ela deveria evitar mecher o pulso, e como sua única mão livre, estava segurando a pequena caixa, ele mesmo abre a porta.
Antes de sair totalmente, ela agradece mais uma vez:— Obrigada Arthur. Você é incrível. — Lança a ele um sorriso encantador e se vira rapidamente para fora da sala.
Ambos foram para a cama pensando um no outro. É parecia que a noite não acabaria tão facial assim...
...
No outro dia, logo de manhã, era possível ouvir vozes de duas mulheres rindo lá embaixo, acordando o casal que separados por uma parede, estavam descansando.
Ísis estava confusa, estava pensando com quem Vera poderia estar falando, já que no sábado às funcionárias estavam de folga.
Já Arthur, massageou suas têmporas, ao perceber quem era a convidada escândalosa da manhã.
E não pode evitar de pensar alto: — É, pelo visto o final de semana vai ser longo, bem logo...
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Atualizado até capítulo 26
Comments
MÁRCIA ABADE
Arthur está gostando mesmo da Isis ❣️☺️
2025-01-19
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