— Shiuu princesa, vai passar. Vai ficar tudo bem.
Ela se levanta com um pouco de dificuldade e me abraça enquanto chora desesperada.
—Fica calma, eu tô aqui.
— Por favor, não vai, ele vai me pegar
— Ele não vai, ninguém vai encostar em você, descanse, eu te protejo.
Ela continua abraçada em mim, e eu continuo fazendo carinho em sua cabeça, até que ela dorme novamente.
A deito na cama e quando estou prestes a sair ela agarra meu pulso.
— Não vai, fica do meu lado.
Ela segura minha mão firme, e quando percebo que não teria outro jeito, sento na poltrona enquanto ela dorme de novo.
...
*Autora narrando*
São 8:00 horas da manhã. Ísis acorda com a enfermeira entrando no quarto, olha ao redor e vê Arthur dormindo sentado com a cabeça apoiada na cama enquanto segura a sua mão. Num susto rápido ela solta a mão dele e puxa para si, acordando ele com o movimento brusco.
— Bom dia senhorita!- A enfermeira diz sorridente
— Bom dia dona Estela!
Arthur olha para Ísis. Em seu pensamento seguia a surpresa:
"Ela conheceu a enfermeira ontem e já sabe o nome dela. Impressionante."
— Bom dia senhor!
— Bom dia senhora.
- Hoje vou levá-la para sala para fazer alguns exames, e já adianto que se ocorrer tudo bem, ela poderá receber alta.- Fala olhando para Arthur- Você está contente de poder ir embora senhorita Ísis?
— Sim, seria ótimo!- Ísis sorri, mas pensa um pouco nas informações que havia acabado de receber, e seu sorriso se desfaz, ela olha para Arthur e fica em silêncio.- Bom, podemos começar os exames?
— Claro, senhor você pode me ajudar a colocá-la na cardeira.
Arthur se levanta em prontidão para ajudar Ísis, ela se senta com um pouco de dificuldade na cama e ele a ajuda a levantar.
— Obrigada...
Quando Arthur estava prestes a empurrar a cadeira a enfermeira diz:
— Senhor, não será preciso acompanhá-la, vou levar a senhorita para fazer sua higiene pessoal, e depois para os exames, será rápido, quando você menos esperar ela vai estar de volta.
— Ah, sim. Então até mais tarde Ísis, vai dar tudo certo.
— Eu espero- Ela diz e acena para ele
Logo, apenas Arthur fica no quarto. Ele respira fundo e vai ao banheiro e toma banho, nesses últimos dias, o hospital virou sua segunda casa.
Após sair de lá ele se senta e liga para Jack, e assim fica a primeira parte da manhã, resolvendo assuntos de trabalho.
...----------------...
~Enquanto isso, na mansão Alencar:~
Todos começaram o dia em discussão. Mesmo de fora é possível ouvir o choro de Sabrina.
— Papai, eu não quero me casar com aquele homem. Como você pode querer que eu me case com um velho?
— Ela está certa querido, ela só tem 19 anos. Além de tudo ela está grávida.- Helena tenta mudar o pensamento de seu marido.
— Aborte!- Ele diz de forma firme.
— Papai!
— Querido, vamos procurar melhor Ísis, faça o Gordon esperar mais um pouco, ela não irá muito longe naquelas condições.
— Eu sei que não, mas faz 5 dias que estão atrás dela. Eu deveria ter quebrado as pernas dela, isso sim.- Diz sem nem um pingo de culpa.
— Ela deve estar caída em algum canto, você sabe como ela é fraca e tem medo de chuva.
Gabriel se lembra do motivo por ela ter esse medo, seu semblante escurece, ele se levanta e vai para seu escritório.
— Mamãe, por que será que o papai tem tanta raiva de Ísis? Recusar um casamento não é um crime para que o pai mate uma filha.
— A história vai muito além disso querida, para seu pai, ela é um monstro.
— Mais o que ela fez?
— Um dia você saberá querida...
— Aff, estou indo para um encontro.
— Com Dênis, E agora? Você não pode ir, esqueceu.
— Não, quer dizer sim. Na verdade vou me encontrar com um menino e depois vou ver Dênis, por que pergunta?
— Nada, apenas cuidado, homens são burros, mas não cegos.
— Eu sei mamãe, mas Dênis é um cachorrinho. Ele ama Ísis, ficou comigo por aventura, agora se terminar comigo, ficará sem ver aquela tonta. Mas quando eu achar alguém melhor, vou me livrar dele. Agora tchau, a diversão me espera.
— Filha, marque para mais tarde, seu vestido já chegou.
— Ah, mamãe, justo hoje.
— Sem reclamar, vá se arrumar, seu pai odeia atrasos.
— Ok, mamãe.
...
Gabriel entra na sua sala e enche seu copo com uísque. Lembra do dia do acidente.
~Pensamento de Gabriel:~
"Se não fosse por essa maldita menina ela não teria morrido. Passei anos tentando aceitar e amar ela, mas agora quer se rebelar, se não fosse por ela nunca iríamos naquele maldito almoço, e aquele drogado de merda não teria batido no carro. Garanto que ela vai sofrer muito se não se casar com o Gordon. Aquele sem dúvidas é minha galinha dos ovos de ouro.'
Ele culpa Ísis por sua esposa ter morrido, pois no dia do acidente ela implorou para eles levarem ela para ver seus avós, mesmo eles não querendo. Por cinco anos ele tentou esquecer isso. Até tinha conseguido, porém, depois que se casou com Helena, ela começou a lembrar que Ísis era a culpada, fazendo-o sentir um ódio imenso contra a filha, tão grande a ponto de querer mata-la.
Pensando nisso ele joga o copo em sua mão contra a parede. Nesse momento Helena entra.
— Querido você está ferido? — Pergunta preocupada.
— Eu estou bem.
Querendo jogar lenha na fogueira ela diz:
— Ísis pode até ter feito Raquel sofrer o acidente, mais não a culpe tanto, até por que ela nem sabe que provocou a morte da mãe.
— Mandem intensificar as buscas, quero ela na minha frente o mais rápido possível. Vou dar uma passada rápida na empresa, e já volto. Até daqui a pouco.
— Até querido, não se atrase.— Sorri vitoriosa pois sua provocação teve resultado.
~Pensameto de Helena:~
"Agora a bastarda vai ter o que merece, ou casa com o velho ou sai do meu caminho de vez."
...----------------...
Arthur estava concentrado em meio aos documentos, enquanto a enfermeira traz Ísis novamente para o quarto.
— Oi Arthur.— Ísis diz olhando para ele.
— Ah! Oi, já chegaram, ótimo.— Diz se levantando e indo em direção a elas.
— Sim, ela está um pouco cansada, mais isso será resolvido com uma deliciosa sopa que eu vou trazer daqui a pouco!— Dona Estela fala sorrindo.
— Mal posso esperar pela sopa Teté.— Ísis diz batendo palmas de animação.
— O que há de tão bom em uma sopa de hospital?— Arthur disse entrando na conversa.
— Bom não é qualquer sopa, é A sopa!— Ísis fala sorrindo para Arthur.
— Pode deixar que eu vou trazer um pouquinho a mais para ele experimentar.— Estela diz sorrindo.— Bom agora vou indo. Tchau filhos, até mais tarde—
— Até mais.— Arthur fala.
— Tchauzinho Teté.
— Então como foi?— Ele pergunta olhando para Ísis.
— É, achei que seria ruim, tirando a parte que passaram 3 horas enfiando agulhas em mim, foi aceitável. O médico disse que os resultados saem por volta das 14:00 da tarde.
— Bom, pelo menos você vai poder sair do hospital.
— Pois é, vou poder ir.— Ísis fala mudando a sua expressão.
— O que foi? Não está se sentindo bem? Quer que eu chame o médico.
— Não, estou bem, é que...— Ísis não completa a frase e Arthur percebe o que seria então toma a frente.
— Ei! Não precisa ficar assim, eu não disse que não vou te levar até eles.
— Sim, você disse, mas pensei que era pra me confortar.
—Mas eu falei sério, nesses últimos dias, mandei pessoas investigarem sua família. E como de se esperar, encontraram coisas erradas.
— C.coisas e.erradas, em qual sentido?— Ísis pergunta demonstrando nervosismo.
— Em vários, mais enquanto estarmos no hospital, prefiro não dizer.
— Meu pai é um criminoso, não pode ser!— Ísis diz começando a chorar.
— Já era de se esperar de alguém que bate na própria filha, e está a procurando feito um louco só para vender ela, né.
— Mas mesmo assim...
— Mesmo assim? Ele se torna criminoso apenas por agressão, você é bem inocente.
— Eu sei. Mas eu não posso passar a vida toda se escondendo dele.— Diz enxugando as lágrimas, e percebendo a realidade.
— Você não precisa, eu tenho uma proposta. Mas você já deve saber...
— Claro- Diz revirando os olhos.- Só depois da alta.- Diz debochando.
— Exatamente. Ah, e sugiro que não revire os olhos para mim novamente.— Arthur diz com um olhar malicioso, fazendo Ísis ficar instantaneamente vermelha.
— O que é isso, você me conhece a menos de uma semana.— Ísis responde envergonhada e desviando o olhar para janela.— O céu está tão bonito hoje.
Antes que Arthur pudesse respondê-la, Estela entra com a bandeja das sopas.
— Hora do almoço! Estão com fome?— Fala olhando para Arthur e depois para Ísis— Filha, porque suas bochechas estão vermelhas igual a um pimentão?— Fica surpresa ao ver Ísis assim.— Filho, de água para ela.
— Não! Não precisa Arthur, eu estou bem. Acho que essa sala tá um pouco quente, você não acha Teté?
— Eu não filha, para mim está bem fresca, mas então, ele vai abrir a janela para você.
— Sim, sim pode deixar.— Arthur abre a janela e volta a olhar Ísis.- O calor passou?- Diz enquanto dá um sorriso de lado.
- S.sim, ficou ótimo.
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Atualizado até capítulo 26
Comments
Lélia Braga
eu espero que eles nunca tenham asseso a ela e que TD o mal que eles planejar contra ela se volte pra eles pois eles .merecem
2025-01-06
1
MÁRCIA ABADE
muito bom . espero que Arthur ajude a Isis pq ela está sozinha .
2025-01-19
0
Marina lopes
essa cobra manipula o pai ,tomara que ele descobre e se rasteja pela filha pedindo perdão
2024-07-16
7