Esse não pode ser o meu fim. Eu preciso viver, preciso viver para tem a chance de ser feliz.
Tiro uma vontade tão grande do meu peito e me levanto, mesmo mancando, corro muito em direção a pista, começo a me sentir tonta, mais mesmo assim chego até o meio da pista, e quando o carro para em minha frente, alguém abre a porta e saí. Eu sinto todas as minhas forças se esvaírem e tudo que eu posso pedir antes disso é socorro e aponto em direção a floresta, que a pouco, deixei para trás, junto com a vida que eu tinha lá. E tudo que eu via em tons de azul-escuro e junto com toda a chuva intensa, se torna apenas algo escuro e vazio.
*Narrado por Arthur*
São 10 da noite. Estou indo para minha casa em Norteland. Sou Arthur Castanhari, CEO da maior empresa de tecnologia do país, com apenas 25 anos. Hoje estava em Beenchenland resolvendo assuntos do trabalho.
Volto tranquilamente sozinho, já que o meu motorista teve problemas na sua casa. Por um momento vejo alguém atravessar o meio da pista. Paro rapidamente e saio do carro.
Olho bem e percebo que é uma mulher. Tudo o que ela pode fazer é pedir socorro e apontar para a floresta e logo depois acaba desmaiando.
Me movo para ajudá-la. Está muito ferida, marcas pelo corpo inteiro e cheia de sangue, levo-a para o banco de trás e a deito nele. Olho para a floresta que está sendo iluminada por várias lanternas. Pelo que me parece, ela está sendo perseguida. Por mais que eu não deva, decido leva-la comigo, isso é algo intuitivo, algo me diz que ela precisa da minha ajuda. Ligo meu carro e saio do lugar, enquanto dirijo ligo para minha equipe e peço para que eles me ajudem a investigar sobre a identidade da mulher que estava comigo. Passo as características físicas dela, mesmo sendo difícil, pois a sua situação é muito ruim.
Vou em direção ao hospital de Norteland. E lá eles cuidam dela. Após algum tempo o médico me chama e diz sobre seu quadro
— Senhor Castanhari, a situação da moça é complicada. Me parece que ela foi fortemente agredida, fraturou duas costelas e torceu o tornozelo. Fora isso, são só ferimentos externos. O motivo do desmaio foi exaustão física e emocional. Em questão de horas ela irá acordar. Você terá que ajudá-la pois certamente terá traumas. Esse é o contato da psicóloga do hospital. Ela é uma das melhores da região.
— Muito obrigado doutor.
— Por nada, sugiro que fique com ela o tempo todo, alguma alteração na paciente, não exite em chamar a equipe.
— Pode deixar.
Vou até a sala, e a vejo com muitos curativos pelo corpo. Sinto pena pela moça.
...
Alguns minutos se passam e recebo uma ligação do meu secretário.
*Ligação on*
Eu: Alô, pode falar
Secretário: Senhor Castanhari, a equipe conseguiu encontrar informações.
Eu: Prossiga Jack.
Jack: O nome dela é Ísis Alencar. Filha do Gabriel Alencar, CEO da empresa Group Alencar. É de Beencheland, e tem 23 anos. Trabalha em uma confeitaria a 2 anos e faz faculdade de administração. O resto das informações, mandarei por e-mail senhor.
Eu: Tudo bem, traga para mim meu notebook e roupas para ela.
Jack: Sim, chefe.
*Ligação off*
Então seu nome é Ísis... Tem um nome bonito. Vejo sua foto e assim como seu nome, ela também tem uma beleza impressionante. Olhos verdes, cabelos pretos e pele branca. Sua forma é realmente adorável.
Leio mais sobre Ísis, perdeu sua mãe em um acidente de carro, e ficou por um tempo desacordada, ainda sim depois disso precisou de acompanhamento psicológico, a dor que ela deve sofrer é imensurável. Tirando isso, é exemplar em sua faculdade e no seu trabalho. Seu futuro é sem dúvidas promissor.
...
Depois de ler tudo fico olhando-a e quero entender sobre o que levou alguém cometer tamanha maldade... Mas por que será que os seguranças do seu pai estavam atrás dela?
Saio de meus pensamentos com Jack entrando pela porta.
— Aqui está senhor.
— Obrigado, deixe as coisas dela ali na mesa.
— Senhor, o que aconteceu com ela?
— Ainda não sei. Mais algo me diz que independente do que seja, ela é inocente.
— Eu também penso assim, seu histórico é muito exemplar. Alguém gentil jamais faria isso.
— Exato, agora só me resta esperar que ela acorde para que eu possa entrar em contato com sua família.
— O senhor precisa que eu chame alguém para vigia-la?
— Não Jack, pode deixar que eu mesmo a espero acordar. É só isso, pode ir para casa descansar, é tarde.
— Ok, Sr. Castanhari. Até mais.
Jack vai embora e só resta eu e ela. É 1 hora da manhã, mas vou ficar trabalhando.
...
~4 dias depois~
Hoje é o quarto dia em que ela está desacordada. Por que eu estou acompanhando ela, eu também não sei, porém, me sinto responsável.
São 15:45 da tarde e estou aqui, depois de ter feito um pequeno escritório dentro do espaçoso quarto. Nesse momento a enfermeira está trocando os curativos dos ferimentos.
— Senhor, por que sua namorada foi agredida assim? Você não a-
Antes que ela pudesse terminar sua frase, Ísis abre seus olhos e tenta se levantar. Mais volta a deitar segurado a lateral de seu corpo.
— Aiiiiii!
Eu e a enfermeira corremos em sua direção.
— Senhorita tudo bem? Fique com seu namorado em quanto vou chamar o médico.- A enfermeira diz e sai em disparada em busca do médico.
— Quem é você? E onde eu estou?- Ela diz e tenta se levantar de novo.- Aí, droga!
— Calma, você está com duas costelas quebradas. Fique deitada. - Falo e a deito gentilmente na cama.
— Eu sou Arthur, eu te salvei a quatro dias atrás, você está no hospital de Norteland.
— Eu acho que te conheço de algum lugar...
Espera, você não está aqui pra me matar, né? Como que ele me achou? Não, por favor, me deixa.
Ela começa a ficar desesperada, começa a chorar.
— Eu não sei do que você está falando, fica calma, se eu fosse um assassino eu não te traria aqui.
— Meu pai mudou de idéia então? Mais por que eu estou aqui não em casa?
— Eu não sei o que sei pai fez, mais agora que você acordou, eu posso entrar em contato com ele.
— NÃO! Por favor não faz isso!- Ela agarra meu braço e volta a chorar mais desesperadamente que antes.
Nessa hora o médico chega
— Senhorita, tudo bem? Você se lembra do seu nome e idade?- Pergunta enquanto a examina.
— Sim, meu nome é Ísis, eu tenho 23 anos...- Diz lentamente.
O doutor faz outras perguntas enquanto a enfermeira busca medicação.
— Ótimo, ao que parece, não ouve perda de memória. Você conversou com ela senhor?
— Sim, ela respondeu normalmente, e parece lembrar dos últimos acontecimentos.
— Ok, vamos medica-la para diminuir a dor, e amanhã de manhã faremos alguns exames mais detalhados. Qualquer coisa pode nos chamar.
Aceno positivamente e eles saem da sala.
Olho para ela e volto a questiona-la:
— Por que estava fugindo? E por que está assim?
— E.ele quer me matar.- Ela chora mais ainda.
— Ele quem?
— Meu pai, por favor não conta pra ele, eu vou morrer. - Diz entre os soluço.
— Por que ele quer te matar Ísis?
Ela respira fundo e me conta toda a história desde a parte da traição. E termina dizendo:
— Aquele homem é um monstro. Não me entrega para aquela casa de novo.
— Eu não vou.
— Promete?- A forma como ela me olhou, me fez querer a envolve-la em meus braços e a proteger de tudo e de todos.
— Prometo.
— Muito obrigada, de todo meu coração muito obrigada.
O remédio faz efeito e ela acaba dormindo.
Me sento na poltrona ao lado, e penso em tudo que eu ouvi. Como alguém tem coragem de fazer isso com a própria filha? A situação dela é lamentável, viver com medo do próprio pai é algo totalmente inacreditável. Um mostro desse precisa sofrer o dobro do que fez para ela, e aquele namorado imprestável merece uma surra daquelas.
Eu sou alguém contra a violência, a não ser que isso se direcione a pessoas que eu amo. Se alguém ousar encostar na minha família, certamente irá se arrepender de ter cruzado meu caminho. Eu conheço ela a 4 dias, mais meu instinto protetor me faz sentir a necessidade de cuidar dela
Deixo-a por um momento e vou até a recepção, peço para que não repassem informações sobre Ísis, e muito menos permita que entrem no quarto sem que eu autorize.
Posso parecer louco, mais pelo que ela falou, tudo isso é sério, e se a encontrarem, o pior pode acontecer.
Ligo para Jack e repasso ondens para que investiguem minuciosamente cada um dos "familiares" de Ísis.
Volto para o quarto ela está tendo pesadelos.
Chego perto para ouvi-la e ela diz:
— Não, socorro, alguém me ajuda, eles estão desmaiados. Minha mãe, meu pai... Socorro, tem alguém aí?
— Mamãe... Você está bem?
Mamãe? O que? Não... Socorro, papai acorda.
Ela pede repetidamente por ajuda, e chama pelos seus pais.
Até que ela acorda assutada e chorando.
Começa a tremer e está com falta de ar, está tendo crises de ansiedade.
— Calma, vai ficar tudo bem.- falo em quanto faço carinho em sua cabeça.
— A minha mãe... Ela... - Ísis não consegue terminar de falar, e chora desesperadamente.
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Atualizado até capítulo 26
Comments
Altina Medeiros Gonçalves
comecei a ler hoje estou gostando muito da leitura espero que todos da família dela paguem pelo que fizeram
2025-01-13
0
Jozefa Avelino
começando dia 05/01/2025 estou gostando.
2025-01-05
1
Maria Ruth
Comecei a ler hoje 01.01.25 estou gostando
2025-01-01
1