— Devo dizer que sua avó era alguém sofisticada.
— É, ela é.
...
Pela janela era possível ver as pessoas que estavam no meio-fio, que olharam fixamente para o carro que parava lentamente.
— Não precisa ficar nervosa, eu estou aqui com você, ouviu?
— Sim.
Arthur desce do carro, e os olhos se voltam a ele, rapidamente Gabriel se levanta e volta com a postura de homem arrogante.
— Boa noite.— Arthur diz.
— Boa noite, Arthur não é? — Gabriel pergunta, mas não obteve resposta, golpeando seu ego.
Ísis dentro do carro, respira fundo e abre a porta, dando a volta pelo veículo.
O olhar venenoso que Helena lança a ela, e o repressor, vindo de seu pai, a faz estremecer, fazendo-a sentir a necessidade de estar junto de Arthur que pega em sua mão, a trazendo para perto dele e passando o braço pela cintura dela.
Arthur mantém sua postura séria: — Soube que vocês entraram em minha casa? Gostaria de saber como, já que esse é um lugar protegido.— Fala olhando para o porteiro que se estremeceu ao olhar nos olhos de Arthur.
Gabriel sorri sem graça e suas palavras falham, digamos que a aura de Arthur intimidava as pessoas.
— Bem... É que... — Depois de muito tempo, Gabriel não conseguiu fórmular uma frase que desculpasse a entrada deles, o que resultou em Helena entrar no meio.
— Nos desculpe, só estávamos preocupados com nossa menina.— Diz tentando tocar em Ísis que desvia bruscamente, deixando Helena envergonhada.
— E quem são vocês, afinal?— Pergunta Arthur fingindo estar confuso.
— Você ainda não sabe quem somos nós?— Indaga Gabriel, de volta, já pensando que assim seria mais fácil tirar proveito do homem.— Eu sou o pai de Ísis!
— Querida, não acredito que você não falou da sua família para seu noivo, assim ficaremos magoados.— Helena complementando a encenação com o marido.
— Acredito que ela me falaria sobre vocês, se ela fosse próxima, já que nós não escondemos nada um do outro.— Olha para Ísis.
— O que? Não, somos muito próximos, seja qual for o motivo pelo que ela não tenha dito sobre nós, saiba que somos bem unidos!
— Unidos? Você tá de brincadeira né? Desde que ela chegou nessa casa, a última coisa que você são de mim, é próximos, pelo amor de Deus, o que vocês querem aqui?— Ísis se irrita com a bajulação que lançavam a ela.
— Ísis, querida não seja assim, nós amamos muito você, sua irmã está com saudades!— Helena fala logo em seguida.
Gabriel se cansa e chama Ísis para conversar em um canto, mas ela recusa firmemente, até que Arthur vira de frente a ela, e insiste em dizer: — Pode ir meu amor, talvez você queira um momento mais privado para falar com eles, e eu não me importo com isso.— E depois lança um olhar de compreensão, como se dissesse "confia em mim".
Relutante, ela se afasta e segue Gabriel.
Após ver que está longe de seu agora genro, muda sua expressão cortesã para um homem depressivo— O que você está fazendo aqui, bastarda?— Agarra o braço dela.
— Me solta, está me machucando!— Tenta puxar o braço, mas não consegue, e recebe apenas um aperto mais forte.
— Quem mandou você sair daquele porão, hein? E ainda ficar noiva?— Seu olhar contém traços de psicopatia— Achou que eu não ia te encontrar, mas se enganou! Você já está comprometida e vai voltar comigo, então é bom que desista desse noivado!
— Eu já falei que não vou! Por que não concede essa honra a sua filhinha, aliás, já que ela gosta tanto do que é meu, por que não pede para ela casar no meu lugar?!— Fala sentindo seu braço formigar e tenta puxar novamente.
Helena se envolve na conversa e diz: — Por que não fazemos assim, ela se casa com o Arthur e você com o Sr.Gordon, ele é um bom homem!
— Você tá brincando né? Você acha mesmo que eu vou me sacrificar por ela? Quero que todos vocês vão para a put— Antes que ela pudesse surtar, Gabriel sente perder seu resto de dignidade e apela a ela: — Menina, eu já falei que você vai! Ou você acha que eu vou perder a empresa por causa de um capricho seu?
Ísis se irrita com a situação:— E quem disse que eu me importo com empresa? EU TÔ NEIM AÍ! — Fala se exaltando, rapidamente Helena ergue seu dedo indicador sinalizando para que Ísis ficasse em silêncio— Você não quer ver tudo que sua mãe construiu com o esforço dela, decaindo assim, não é? Sendo assim sugiro que volte!
Ísis não se contém ao ouvir que sua mãe foi colocada na conversa:— E QUEM DISSE QUE EU ME IMPORTO? Seria impossível ver se destruir aquilo que você já destruíu sua venenosa! E você solta meu braço, eu não devo nada a você e eu falei que não vou ir!
— Cala a boca! — Gabriel revida— Sou que dou a última palavra, e você não tem o direito de falar nada! — Começa a puxar Ísis.
— Arthur! Me ajuda!— Não demora a chamar pelo seu noivo que já estava atento, e ao ver a comoção, correu para ajudá-la.
— O que tá acontecendo aqui? — Ele pergunta sério.
— Nada senhor, nós est— Ele interrompe Helena, que insistia em entrar na conversa: — Cala a boca, eu não tô falando com você! Meu problema é com ele!— Olha para Gabriel, que dá, instintivamente alguns passos para trás. — Oque você estava fazendo para ela?
— Nada, eu estava apenas tentando conversar com a minha filha!
Arthur olha para Ísis que estava com cara de dor, e ao descer seu olhar, vê ela segurando o próprio braço, que estava vermelho.
— Ele fez isso? — Pergunta mesmo sabendo a resposta.
Ísis confirma com a cabeça, e um desgosto tão grande se forma em Arthur fazendo partir para cima de Gabriel, desferindo um soco.
Pego desprevenido, ele cai no chão, e Helena corre para ajudá-lo.
— Isso é para você saber o que acontece se encostar nela mais uma vez, e vou deixar bem claro, NINGUÉM ENCOSTA NA MINHA NOIVA!— Depois de dizer isso, ele passa seu Braço por trás de Ísis, e olha docemente. Vendo Isso Helena fala:
— Como pode você fazer isso com seu sogro? Você não tem medo de que ele não abençoe essa união?
Arthur reprime a mulher ridícula a sua frente: — Primeiro que eu não preciso que pessoas abençoem aquilo que Deus já determinou por certo. Segundo, se a minha mulher não é próxima de vocês, eu não preciso fingir ser filial, e por último, repito novamente, que ninguém tem o direito de toca-lá! — Olha para seu motorista e diz:— Já sabe o que fazer com eles não é? — E o mesmo assente chamando alguém pelo rádio.
Arthur guia Ísis até a entrada do condomínio, abrindo a porta com o cartão de entenda. — Aproveite seus últimos momentos empregado, por que depois do seu turno, é rua!
Assustado com as palavras, mas se encorajando a enfrentar o homem diz: — Desculpe senhor, mas mesmo que eu tenha aberto o portão, você não pode me demitir, você Não é dono de tudo e nem manda em tudo.
— Quem disse que não? Quem garante que eu não sou o dono desse condomínio, e cada canto daqui, foi projetado por mim?— Termina a frase com um sorriso de canto.
— O Que? — Foi tudo o que o homem pode dizer devido ao choque, não só ele, mas Ísis também ficou surpresa. Mas foi ao raciocinar o que Arthur havia falado que o homem percebeu o grande erro que havia cometido.— Senhor, peço perdão, por favor não me demita, eu imploro por uma chance.
— Sinto muito, mas não sou capaz de te dar outra oportunidade, como você mesmo falou, eu não mando em tudo.— diz com um certo sarcasmo.
Enquanto o homem da recepção fica pálido, Arthur o deixa sem mostrar compaixão e segue para dentro do pátio do condomínio.
O caminho foi silencioso, até que Ísis tomasse a frente e perguntasse: — Você realmente é dono daqui?
Arthur olha para ela, com uma feição descontraída: — Sim, esse era um dos primeiros projetos de investimento da minha empresa, a corretora desistiu no meio do processo por medo de que fosse falho, mas eu acreditei nesse lugar, e desenvolvi todo o projeto, e assim chegamos no maior condomínio da cidade.
Ísis fica maravilhada com a história e capacidade de Arthur: — Sei que provavelmente já te falaram isso, mas você é incrível!
A medida que avançam pela calçada, enquanto ele estava com o braço enlaçado nela, o coração de Arthur sofreu um leve disparo: — Confesso que muitos já disseram, mas vindo de você, ele ressoa melhor.
Ísis sente suas bochechas corarem, ela virou o rosto para o lado oposto enquanto Arthur seguiu olhando para frente, os dois mantinham um largo sorriso no rosto.
Assim seguiram o caminho todo.
...
Chegando em casa, encontram Vera na porta, esperando ansiosamente os recém-noivos contarem o que aconteceu.
— Como foi lá, filhos?— Antes de receber a resposta, seu olhar cai no braço de Ísis que estava com marcas de dedos finos em volta do pulso. — Por Deus, querida, o que aconteceu aqui?
— Ah, não foi nada, não Verinha. — Diz, tentando não entrar muito em detalhes.
A mais velha, não aceitando a resposta se vira em direção a Arthur e diz:
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Atualizado até capítulo 26
Comments
Mrs_K
Isso aí, Arthur! Mostra quem manda /Bye-Bye/
2024-09-07
2
Franciane Hubner Dos Santos
Será que vão conseguir fazer mal a ela
2024-08-26
2