Capítulo 15

O caminho foi agradável. Arthur observava Ísis conversando com o motorista alegremente. Sem saber o por que ele estava sentindo um desgosto inexplicável pela interação do funcionário e ela, que agora se tornara sua noiva.

Com um olhar expressivo e como um tom de aviso, Arthur acaba com a animação do motorista que ao ver o olhar se advertiu mentalmente, e logo se concentrou apenas na estrada.

Ele era jovem, filho do motorista de confiança de Arthur, tinha 19 anos, não queria que ele nem seu pai fosse prejudicado, não que ele não tenha gostado de Ísis, mas para salvar sua pele, era melhor manter distância de alguém inalcançável.

Ísis, felizmente não percebe o que havia acontecido então após o assunto encerrar, observa o movimento na rua.

Por fora ela parecia estar calma, mas só Deus sabe o quão ansiosa ela estava, nervosa, ela sabia que nada daria errado, ela teve aulas de como se portar em eventos, mesmo que nunca tenha usado de seu talento, e graças a sua avó, que na infância foi sua rigorosa tutora que a preparou para ser uma herdeira delicada, ela conseguia ser uma verdadeira socialite.

O problema era, como seria depois, o que seu pai faria? Como ela aguentaria os holofotes voltado a ela nos primeiros dias, afinal, Arthur Castanhari noivo, não era algo comum e esperado. E o pior, a relação dos dois.

"Ah, é, e agora eu beijei ele!! Meu senhor, eu beijei o homem que está sentado ao meu lado"

Um pouco de Pânico passa aos seus olhos, afinal, ela não tinha parado para pensar nesse detalhe.

Não que ela tenha odiado, muito pelo contrário. Na sua vida ela havia beijado três pessoas ao todo.

Dênis, que foi seu namorado, seu primeiro beijo que aconteceu na infância, mas ela não se lembra quem foi o menino, mas sabe que era filho da amiga de sua mãe, e agora Arthur.

Não seria justo se colocasse seu primeiro beijo na conta, já que foi um selinho. Mas em comparação a Dênis e Arthur, sem dúvidas aquele imbecil perde de lavada, os lábios de Arthur tem algo viciante e fora do comum.

Ela sai de seus pensamentos ao sentir o toque que Arthur havia dado na mesma, sim, eles já haviam chegado.

— Vai dar tudo certo, confia em mim! Você não precisa provar nada para ninguém, afinal, você é minha noiva. Sobre como agir, não se preocupe segue o ritmo.—Ele diz em forma de apoio.

— Tudo bem, vai dar tudo certo!— Disse repetindo as palavras dele.

Arthur saia do carro, e no momento em que isso acontece, a atenção das pessoas era voltada a ele.

Os fotógrafos ficam atentos ao perceber que o homem dava a volta no carro. Em todos os anos em que ele estava a frente da empresa, ele não tinha levado acompanhante alguma a eventos e jantares, em tão logo as câmera ficaram preparadas em direção ao lugar onde a pessoa misteriosa sairia.

Dentro do carro Ísis respira fundo, quando Arthur finalmente abre a porta e estende a mão para a mesma.

 Quando suas mãos delicadas tocam as dele, no mesmo instante um choque mais parecido com um arrepio percorrem seus corpos. Talvez esse fosse um sinal, de que mesmo em suas palavras se negando, seus corpos e almas buscam uma união.

Ela se levanta, porém antes de sair não se esquece de se despedir do motorista.

Causando uma onda de ciúmes em Arthur. Que logo diz:

— Vamos, Ísis, precisamos entrar para que o jantar comece, se demorarmos seu pai vai chegar a tempo.

Ísis lembra do propósito da situação, e logo se põe em foco, não percebendo que na verdade Arthur estava com ciúmes dela estar falando com o motorista: — Sim, claro, estou pronta.

No momento em que Ísis se torna visível ao público, é possível ver a enorme surpresa e animação das pessoas que estavam em volta, sabiam que em algum momento Arthur traria alguém, mas não uma deusa.

Vários flashs são disparados na direção do casal que andava sob o tapete vermelho que seguia a direção para dentro do local.

Ísis até se sentiu incomodada com a quantidade de luzes que iam em sua direção, assim, se agarrou mais a Arthur, que segurou a mão dela que estava entrelaçada ao seu braço.

Muitos repórteres buscaram algumas palavras dele, que apenas recusou dizendo "Esse não é um bom momento para fazer certas declarações." e seguiu em frente.

Entrando no local, Arthur apresentou Ísis para algumas pessoas parceiros de negócios, chegando após isso a encontrar o seu principal parcerio, o qual estava no comando do jantar.

O homem logo disse: — Quem diria, o famoso Castanhari que nunca trouxe alguém, vir acompanhado de uma bela moça. — Disse beijando a mão de Ísis, que apenas maneou sua cabeça e disse:

— É um prazer conhecê-lo, senhor?— Disse esperando que o mesmo completasse, dizendo o seu nome:— Senhor Pereira, Marcelo Pereira, mas você pode me chamar apenas de Marcelo.— Disse completando a perguntaz, ainda segurando a mão de Ísis— Afinal, qual é o seu nome? —Ele estava claramente interessado nela, e claro que Arthur percebeu.

Então Ísis responde no mesmo tom simpático:— Eu sou Is— Porém, Arthur a interrompe.—Tenho certeza que MINHA noiva adoraria chamá-lo de Senhor Pereira, Marcelo então não se preocupe. Não é Ísis? — Arthur disse interrompendo a conversa e retirando a mão de Ísis, claro que também enfatizou a palavra "minha" para que Marcelo saiba seu lugar.

— Noiva? Peço desculpas pelo infortúnio, meu amigo, achei que era uma acompanhante contratada.— Fala extremamente sem graça com a situação.

— Sim, e pretendo anunciar daqui a pouco, aqui mesmo.— Arthur fala.

 Marcelo, que estava exasperado disse: — Claro, será uma honra ter esse anúncio no meu jantar.

Arthur olha para o relógio antes de dizer: — Se me der licença, tenho que fazer uma ligação.

Ele e Ísis se afastam e enquanto cumprimentam mais algumas pessoas pelo caminho, vão conversando:

— Pela hora, eles já devem estar na mansão.— Arthur fala olhando nos olhos de Ísis.

Que aflita responde: — E se eles vierem para cá e me alcançarem antes das pessoas saberem?

— Não vai acontecer.— Arthur afirma. — Eles não sabem com quem você está, além do que, tenho certeza de que se eles fizerem algo com você, vão se arrepender.

Os olhos de Ísis brilharam ao ouvir isso.

Mas o momento é interrompido quando Marcelo toma a frente e anuncia a todos

Marcelo: "Uma boa noite, a todos os presente.

Fico feliz de estarem participando de mais um jantar de comemoração. Essa pequena festa é um sinal de que o acordo e parceria com meu grande amigo Arthur Castanhari, foi um sucesso!

Aproveito para Convidá-lo para cá, para fazer um anúncio." Após terminar de falar, ele faz um sinal para que Arthur venha.

— Parece que chegou a hora.— Ísis fala próxima ao ouvido de seu noivo.

— Sim, vamos— Ele segura a cintura dela e a guia até a frente.

A elite em volta, tem os olhos fixados ao casal, uns olhavam com admiração a Arthur, outros impressionados com Ísis, e alguns insistiam em olhar com malícia, mas também haviam olhares de ódio e inveja sobre ela, vindo de mulheres que o desejava em segredo, ou mesmo das que tentaram furtivamente se aproximar do homem.

Arthur percebe o significado de alguns olhares e ferve de raiva dentro de si mesmo enquanto caminha.

— Parece que se as coisas continuarem como estão, precisarem arrancar os olhos de algumas pessoas. — Fala para ela.

Ísis não havia entendido o por que então diz: — O que?— Mas não obteve resposta já que os dois haviam chegado onde deveriam estar.

Arthur: "Boa Noite a todos. Sem dúvidas é um imenso prazer estar aqui, aproveito para agradecer ao Marcelo, em forma de transmitir minha satisfação com nossos negócios.

Não só isso, tenho algo a dizer a vocês!

Claro, não só eu como ela— Diz gesticulando para Ísis.— Sei que foi uma surpresa para muitos, se não todos, hoje eu estar com alguém, para poder dizer que tenho uma companhia. É com imensa alegria que informo a todos vocês, que essa mulher incrível ao meu lado, será minha futura esposa! "

No momento em que Arthur termina em dizer, o salão todo entra em comoção, olhares vermelhos de raiva ao saberem que perderam o partido, outros tristes em saber que a moça era comprometida, mas muitos felizes em saber que em breve haveria um casamento.

Os repórteres foram a loucura tiraram fotos que seriam capa de manchetes amanhã de manhã.

Marcelo: "Vejam meus amigos, nosso menino finalmente encontrou alguém! Que tal, vamos todos ao centro do salão para dançarmos valsa, e queremos nosso mais novo casal ao centro!" Diz convidando os dois.

Arthur pensava que Ísis não sabia dançar, mais inesperadamente ela que o puxa, e ele sem entender a acompanha.

Logo, vários casais se reúnem ao centro junto com os mesmos, e a música clássica começa.

Os olhos do público brilharam ao ver como a garota dançava lindamente, parecia flutuar com a leveza de seus passos, se encaixando perfeitamente ao som em cada nota da música.

...****************...

*Flashback on*

(Ísis, 5 anos)

No quintal de uma enorme casa, Ísis brincava com um menino, cujo o nome não lembrava.

 — Ísis para de correr!— O menino gritava rindo enquanto ia atrás dela enquanto ria.

Enquanto Ela segurava um brinquedo que fazia bolinhas de sabão e continuava correr pelo gramado ela respondeu: — Nãaaaaooo, só se você me alcançar primeiro.

Num momento de distração dele, ela se esconde sorrateiramente atrás de uma árvore.

Espera alguns minutos e percebe que não havia sinal dele. Então resolve de fininho bisbilhotar o caminho que havia percorrido.

Ela não vê nada, até que derrepente do lado oposto do qual olhara, o menino surge, a fazendo levar um susto tão grande que a fez cair.

— AAH, que susto, como você apareceu aí?— Diz colocando a mão no coração.

Ele ri e responde:— Foi fácil, você esqueceu de parar de apertar o botão.— Aponta para o brinquedo.

Frustrada, Ísis joga o brinquedo de lado, fazendo o botão emperrar, de modo que as bolhas não parassem de sair.

— Aí, não foi dessa vez.

As crianças se olham, sorriem e se encostam na árvore e ficam admirando a paisagem.

— Ei, o que acontece quando duas pessoas se gostam? —Pergunta para ele.

— Eu não sei muito, mas acho que elas se beijam. — Ele fala, se esforçando para responder, já que nunca havia pensando no que duas pessoas que se gostam faziam.

— Será que isso é bom?

— Eu não sei. — Ele responde.

— É, eu também não.— Ela raciocina por um tempo.— A gente se gosta?

— Eu não sei.

— Poxa, mais você também, não sabe de nada. — Fala brigando com o menino.— Pensa, eu acho que no mundo, as pessoas dizem que o a-— Ele a interrompe.

Rapidamente eles vira seu rosto, olha nos olhos de Ísis e a beija.

Ela sem entender e envergonhada fica o olhando, e logo ele se explica:

— Eu acho que a gente se gosta, então pessoas que se gostam fazem isso.

— É você tem razão. Mas... Eu posso fazer isso de novo?— Ísis fala.— Acho que as pessoas não tem certeza se gostam ou não, com apenas um beijo né?

— É.— O menino diz também envergonhado

Então se aproximam e se unem em um delicado selinho.

Ele tira suas conclusões e diz: —Eu acho que eu gosto de você.

— Eu também acho que gosto de você, A-

E assim, essa lembrança de Ísis se encerra, antes que ela possa dizer o nome do menino.

*Flashback off*

Mais populares

Comments

gata

gata

nenhum foto com os protagonista

2024-12-31

0

Sirene Cunha

Sirene Cunha

autora coloca as fotos

2025-01-15

0

Elis Alves

Elis Alves

Ele nunca levou nenhuma mulher e agora iria contratar uma acompanhante? 🙄🙄🤡🤡🤡🤡

2024-09-08

0

Ver todos

Baixar agora

Gostou dessa história? Baixe o APP para manter seu histórico de leitura
Baixar agora

Benefícios

Novos usuários que baixam o APP podem ler 10 capítulos gratuitamente

Receber
NovelToon
Um passo para um novo mundo!
Para mais, baixe o APP de MangaToon!