*Um mês depois*
Hoje faz exatamente um mês que Ísis saiu do hospital. Sabemos que seu repouso já acabou a dez dias atrás, mas sabemos também que Arthur não a deixaria voltar a fazer esforço. Porém hoje Ísis acordou decidida a voltar a sua vida ativa.
Muitas coisas mudaram nesses últimos dias, ela e Arthur se aproximaram muito, com as visitas da manhã e noite que ele costumava fazer na hora das refeições.
O carinho e cuidado extremo que ele começou a sentir para ela, é surreal. Não poderia se dizer ao certo a quantidade de vezes em que ele se pegava pensando na bela moça.
Já para Ísis, a gratidão imensa por tudo o que ele fez por ela, era surpreendente, ela ousava pensar que o tal "amor" que sentia por Denis, era comparado a nada perto de todos os mistos de sensações que ela sentia por ele.
...
~ Mansão Alencar:~
O clima estava tenso no escritório de Gabriel. Jarros, espelhos, copos e objetos sofisticados, que até então tinham um imenso valor, não passavam de cacos espalhados pelo chão da enorme sala.
— Não é possível! Um mês, UM MÊS que estamos procurando aquela maldita menina!— Gabriel fala transtornado.
— Calma, Gabri-
— COMO É QUE EU VOU TER CALMA, não me diz para ter calma, PORR@. — Fala interrompendo, quando o surto de raiva chega ao seu ápice. — O imbecil do Gordon tá me ameaçando, se eu não cumprir com o acordo ele me denuncia. Então ao invés de tá me pedindo para ter a merd@ de calma, busca a porr@ da solução, que é achar a Ísis.
— Querido, e se nós f-
— SOME DA MINHA FRENTE AGORA!— Corta Helena novamente, enquanto pega o primeiro copo na sua frente e joga em direção da mulher, que se não tivesse desviado, teria sido atingida em cheio.
Helena assustada, sai do escritório de imediato. Nas últimas semanas, Gabriel tem se mostrado um homem completamente agressivo e transtornado.
Para Helena, ele nunca seria capaz de tratá-la desse jeito, e somente Ísis veria esse lado, mas ao que parece, ela não estava imune, e para se livrar da raiva do homem, era preciso encontrar a pessoa que ela desejava que estivesse morta, assim como a mãe dela.
— Mamãe o que está acontecendo? Que barulhos são esses? Ele não tá vendo que eu tô no meu momento de descanso, desse jeito eu vou ficar com a pele flácida! — Disse Sabrina, que ao ouvir a comoção, exalou futilidade.
— Calma, não percebeu? Isso é culpa de Ísis, sem ela aqui, quem mais poderia se casar com o Gordon?
— Mamãe, não me olha assim!— Falou dando alguns passos para trás— Eu não vou me casar com aquele homem, eu estou grávida!
— Ora, grávida é uma ova, você acha que eu sou tão fácil de enganar, eu sei que você mentiu para todos! — Falou revelando.
— Mãe! Faz alguma coisa pra achar a Ísis, sei lá, contrata um bandido. — Pensa um pouco...— Ah, sim aquele seu amigo, o Sandro.— Fala como se trouxesse a solução.
Porém, uma sombra de surpresa e preocupação passa pelos olhos de Helena, fazendo-a exitar quanto ouviu as palavras de sua filha: — Sa.sandro? C.como você conhece ele?
— Ah, sei lá, eu lembro dele, ele nos visitava, e já vi você conversando por telefone. Ele já me disse que era alguém que trabalha sujo.
Helena se aproxima bruscamente, e diz em um tom sério para sua filha: — Escute aqui, jamais se aproxime desse homem novamente!
Sabrina arregala os olhos ao ver a agressividade de sua mãe: — Tudo bem mãe, eu hein. Vou sair. — Fala olhando para suas unhas.— Vou retocar os esmaltes, e vou levar seu cartão.
Helena vê sua filha subindo as escadas, e percebe o quanto sua filha é delicada, e jamais deixaria que ela se casa assim. Por isso ela resolve seguir o conselho de sua filha, que mesmo sem saber, estava certa.
*Ligação on*
Sandro: Quem é vivo sempre aparece, achei que tinha esquecido de mim. Ao que devo a honra.
Helena: Preciso de um favor seu. — Fala em um tom seco.
Sandro: Claro, para o que precisar, mas você sabe que tudo tem um preço nesse mundo, e no meu, principalmente.
Helena: Não é como se você já não tivesse tirado uma fortuna de mim. — Fala revirando os olhos.— Então, a Ísis fugiu, ninguém sabe onde ela está, e se ela não voltar, a Sabrina vai ter que se casar com o Gordon, dos Uniteds. Faz um mês que ela tá sumida e ele está apertando mais a corda pro nosso lado.
Sandro: E não seria mais fácil se o incompetente do seu marido desfizesse o acordo?
Helena: Até poderia, mas em uma declaração do velho, acabou tudo entre nós.
Sandro: Em todo caso, eu acho a menina, mas dessa vez meu preço é cem mil.
Helena: CEM? Nunca!
Sandro: Nunca? Ah, é. Então por que você não procura a menina, sei lá, vai de porta em porta e pergunta: " Você viu uma menina chamada Ísis Alencar?" — Fala imitando uma voz feminina. — Me envia metade agora e o resto no final, em três dias eu localizo ela. — Fala se dando por vencido e encerrando a ligação.
*Ligação off*
Helena estava com tanta raiva, cem mil era muito, mas para livrar sua filha ela faria de tudo.
Então transferiu para seu capanga e foi acalmar seu marido, que agora permanecia em silêncio.
— Querido.— Fala batendo na porta e entrando devagar.
— O que você quer?— Pergunta olhando com desdém enquanto bebe mais um gole de vinho.
Sorrindo ela diz:— Logo encontrarei Ísis. Conversei com uma ótimo faz tudo, e ele falou que em três dias ele a encontra.
— Bom, acredito que o Gordon aguenta mais três dias. — fala mundando seu humor.
— Sim querido, ele vai entender.— Diz se aproximando de forma sedutora e alisando seu peitoral por cima da camisa que ele vestia.
— Ah, o que seria de mim sem você, hein?— Diz puxando Helena para si, de forma brusca. — O que acha de continuarmos lá em cima?
Em concordância ela beija Gabriel, e sobem se esbarrando entre os móveis, até que chegam ao quarto.
...
*Com Arthur*
Nesse momento estou na empresa, finalmente encerrei com sucesso um projeto importante, e a empresa parceira vai organizar um jantar como comemoração.
Confesso que hoje estou um pouco ansioso. Pretendo propor Ísis ao acordo, pelo curso dos acontecimentos, não está longe do Alencar descobrir o paradeiro dela, e enquanto ela for "hóspede" ele facilmente poderia chamar a polícia e levar ela. Mesmo que ela não aceite pretendo levá-la ao jantar, por que mesmo que não seja oficial, todos saberão que ela é minha!
Nesse momento a porta se abre, era Jack. Nosso nível de intimidade entre chefe e funcionário é tanta que ele nunca bate para entrar, não que eu me importe, já que eu não tenho nada a esconder.
—Tenho notícias dos Alencar.— Fala direto ao assunto.
— Prossiga— Certamente me interessei.
— A menina não está grávida de verdade, mas ainda continua mentindo para o pai e pro tal do Dênis. A mulher entrou em contato com um homem, aparentemente eles tem algo de anos, mas mandei investigarem mais. E esse homem tá procurando a Ísis.— Ele lê o resto e olha para Arthur.— O que fazemos em ralação a isso?
— Facilita para ele.— Falo me encostando em minha cadeira. De qualquer forma, cedo ou tarde eles irão saber, mas mesmo que seja tudo estará feito. E quero que seja essa noite, quando eles souberem que ela está comigo, antes de puderem vir até aqui, o mundo saberá.
— Certo, vou indo então, vamos começar a nos preparar.
Antes que pudesse sair da sala, deixo claro alguns detalhes:— Cancele todos os meus compromissos da tarde, vou almoçar em casa e leve um vestido para Ísis, vou apresentar ela no jantar.
— Pode deixar, vou mandar algumas profissionais para preparar ela. — Jack assente e sai da sala, e alguns minutos depois dele, eu pego minha pasta, e vou para o estacionamento onde o motorista me espera.
...
Chego em casa, entro e deixo minha mala na mesa ao lado, da sala é possível ouvir uma música animada e risos, mais o mais viciante, sem dúvidas era a voz que cantava junto ao ritmo.
Me aproximo com curiosidade até a porta da cozinha.
"Feels wrong but it's right, right
Blacked out, no night light
Pinked out like fight night
Maxed out of my mind and the price right
Might buy, might bite
Never the regular degular
Would clean my mess up
But I rather mess it up
Simple is so so, I need that oh no
Don't you know I'm loco."
Sem dúvidas esse trecho era o mais marcante. Ela cantava de uma forma tão sedutora e tão lindamente, segurando uma colher e dançando o que provavelmente era a coreografia da música, que eu nunca tinha ouvido, mas que a partir de hoje ficaria gravado em minha mente.
Enquanto isso, Vera e outras duas funcionárias estavam olhando e rindo enquanto aproveitavam o momento e continuavam a cuidar das panelas.
Assim que elas notam minha presença, imediatamente ficam sérias, enquanto Ísis continua dançando e cantando, até que na hora em que ela se vira e me vê. Suas bochechas coraram imediatamente, e sem graça ela abaixa a música e diz tímida: — Oii, não sabia que viria pro almoço.
Sem deixar de sorrir, eu olho em seus belos olhos e respondo: Poisé, minha agenda estava livre, então resolvi voltar.
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Atualizado até capítulo 26
Comments
Elis Alves
O que causou o acidente da mãe da Isis?
2024-09-07
2
Virginia Rolin
sem dúvidas, é uma bela história!!!
2024-09-07
1
Eluiza Dresseno
Autora parabéns história maravilhosa parabéns más pôr favor posta fotos dos personagens da história
2024-08-25
4