Capítulo 17

Para Gabriel, o mundo estaria perdido, ou não, pois mesmo que não conseguisse pegar ela, ainda teria a outra, o problema é Helena, mas na verdade, antes casar uma filha com um asqueroso, do que ser reduzido a um golpista, que cá entre nós, era o melhor título a se entregar a ele.

Antes que pudesse pensar numa solução eficaz para essa situação, o telefone toca, e o identificador mostra a quem ele menos queria contato naquele momento.

*Ligação on*

Gordon: Que história é essa?

Como ela pode estar noiva sendo que VOCÊ A PROMETEU A MIM? VOCÊ É UM VIGARISTA GABRIEL!— Sem se controlar, ele não cumprimenta seu parceiro de negócios, apenas explode toda a fúria que havia nele.

Gabriel: E.e.Eu p.posso explicar...— Fala sem conseguir formular uma frase que convencesse o homem do outro lado do telefone.

Gordon: EXPLICAR O QUE? VOCÊ É UM HOMEM SEM PALAVRA! A ALGUMAS HORAS VOCÊ DIZ QUE ESTA TUDO CERTO, AGORA VEM A NOTÍCIA DE QUE ELA ESTA COM O TAL DO CASTANHARI?

Gabriel: Eu confesso que não sabia disso, muito menos com quem ela estava, tentarei reverter a situação, mas se não for possível, acalme-se ainda tenho minha filha mais nova, a Sabrina.— Ao tocar nesse nome, Helena arregala os olhos de desespero e desaprovação, mas tudo que pode fazer, foi ficar em silêncio.

Gordon: E você acha que eu quero alguém como ela, uma biscate barata? Alguém que a pouco estava com rumores de gravidez, e que troca de homem o tempo inteiro? NUNCA! Eu quero a garota, a única que me parece descente! E se não conseguir... já sabe, é o seu fim!

Gabriel: Eu farei de tudo, mas não esqueça, se eu cair, você cai junto, e ainda em uma queda que te levará a um lugar mais baixo que o meu...

Gordon: Veremos então, mas acho que você não irá gostar, então me traga a menina, e eu não estou para brincadeira, já esperei muito por isso.

*Ligação off*

Gabriel abaixa a cabeça a apoiando com as mãos, enquanto Helena começa o importunar.

— E agora o que faremos?

— Não tenho ideia.— Respondeu ele de forma seca.

Ela continua: — Viemos de tão longe, para no fim, sermos jogados aqui? Isso é humilhante! E o Gordon, o que ele quis dizer com "Alguém como ela"? "Uma biscate barata"? Gabriel, você não deveria ter deixado ele falar assim da nossa filha!

Com a cabeça cheia dos acontecimentos recentes, ele explode, deixando os homens que os acompanhavam assustados: — E em que caralh@s isso é problema meu, mulher? A culpa é sua!— Diz apontando para ela.— Se você tivesse a criado direito, ela não dormiria com um monte de caras, sabe quantas vezes eu já tive que abafar os casos dessa inconsequente? Não né, por que a única coisa que você sabe fazer é encher a porr@ do meu saco! Ao invés de estar me perturbando, vai procurar uma solução para essa merd@!

Sem conseguir esboçar reação ou resposta a altura, pois sabia que realmente havia mimado demais sua filha, enquanto se aproveitava da fortuna que tomara da falecida esposa de Gabriel, apenas ficou em silêncio.

...

Após alguns minutos de silêncio, com o luar da noite e o sereno gelado que caia sobre eles, Gabriel que até então foi o último que havia se expressado com fúria, retorna a palavra:

— Eu tenho a solução!

Seu funcionário pergunta: — E qual seria senhor?

— Conte- nos, querido— Mesmo com receio, Helena pede, esperando a solução.

— Até que a imprestável não foi tão ruim. Se nós aproximarmos do Arthur, conseguiremos tirar vantagem. Mesmo que Ísis tenha medo, ela jamais falaria o que aconteceu, e se Gordon me entregar, eu ainda terei como escapar dessa.

— Bem pensado querido!— Helena fala satisfeita com a ideia.— Mas como faremos isso? Como explica o surto com a funcionária?

— Que raios se importa com uma funcionária, o importante é a minha palavra, tenho certeza que ele irá acreditar no papel de bom sogro, afinal eu posso parecer zeloso por ela, não há possibilidades de dar errado!

~Arthur e Ísis~

O caminho era longo, dentro do belo Rolls Royce preto, que percorria rapidamente caminho para casa, era possível ouvir apenas o soluço que trazia angústia e sofrimento vindo de Ísis, entre os dois passageiros, uma vez em que luxuoso carro permitia que o motorista se isolasse das conversas pessoas do seu senhor.

Ísis estava agarrada sob o corpo de Arthur, deitada em seu peito, em um estado frágil e triste, era possível ver o quão emocionalmente debilitada estava, enquanto isso ele acariciava seu rosto, repetindo de hora em hora, frases de conforto. Apesar de seu estado deprimente, ela não perdeu sua beleza enlouquecedora o que deixava Arthur hipnotizado, por mais que não quisesse, pensamento impuros cercavam a sua mente, e um calor surgiu no seu corpo, mas não poderia se afastar dela, então afrouxou a gravata e abriu a janela procurando o ar gélido que acompanhava a noite.

Alguns segundos depois da procura de algo que o fizesse ficar sóbrio desses pensamentos, recebe uma rápida ligação de um dos funcionários.

O mesmo troca rápidas palavras e encerra a chamada.

Antes de falar qualquer coisa a Ísis, ele pensa consigo, sobre o fato do porteiro ter facilmente se vendido, e o motivo óbvio deles ainda estarem lá.

 — Ísis — Ele a chama gentilmente.

Ela levanta a cabeça olhando para ele: — Sim? Aconteceu alguma coisa?

— Bom, assim como eles não só chegaram lá, mas conseguiram entrar no condomínio, eles ainda estão nos esperando.— Arthur fala objetivamente.

Ísis confusa pergunta:— Como que eles entraram se não são moradores?

Ele olha para além da janela e diz: — Eu já esperava que isso fosse acontecer, o porteiro era alguém que se vende por alguns trocados, e liberou a passagem. Mas a questão principal é: Você terá que ver eles.

— O que?— Pergunta assustada. — Arthur eu não estou preparada para isso. É muito difícil para mim. Eu sei que eles vão fingir simpatia, e isso me enoja demais.

— Não se preocupe.— Diz tocando o rosto de Ísis.— Não se esqueça que eu estarei com você, e nada vai acontecer. — Seu olhar carinhoso tocou o coração de Ísis, que se sentiu encorajada a vencer seus medos.

Ela analisa a situação e diz:— Certo... Tudo bem... Mas eu não posso aparecer lamentável desse jeito.

Ela abre a bolsa e começa a refazer a maquiagem que estava um tanto quanto acabada, e para auxiliá-la, Arthur puxa um espelho que estava no carro.

Depois de terminar a maquiagem, ela pergunta: — Como está?

— Você realmente estava chorando? Como as mulheres conseguem ser tão boas nisso?— Ele queria elogiar, mas não poderia demonstrar demais o que pensava.

— Ah, eu não sei as outras, mas no meu caso eu precisei...— Ela pensa se realmente deveria fazer esse comentário, mas desiste.

— Precisou para esconder as marcas né?— Perguntou mesmo sabendo que era a verdade que se passava na mente dela.

— Sim...

Para o clima não se tornar ruim, Arthur resolve comentar sobre o jantar.

— Obrigado Ísis, hoje você foi perfeita, não só foi, como estava inteiramente perfeita. Nem que você dançava tão bem assim.

— Ah...— Diz envergonhada— Obrigada. Bom essas questões de dança e boas maneiras, eu devo a minha avó.

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Comments

gata

gata

Gabriel 😂😂😂😂😂ri até dele

2024-12-31

0

Elis Alves

Elis Alves

🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣
Tua batata já assou, está mais queimada que carvão, senta e aguarda, vagabundo

2024-09-08

2

Virginia Rolin

Virginia Rolin

o destino os uniu novamente.

2024-09-07

0

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