— Tsk, Tsk, Tsk, Arthur acho melhor você chamar o doutor Carlos para ver esse pulso.
Ísis olha com olhar suplicante para ambos: — Arthur, Verinha, não precisa, tá tudo bem! Uma hora para de doer, não é a primeira vez que me aconteceu, um gelo resolve.
Suas palavras foram em vão, ao contrário Arthur diz:— Ísis, você tem que entender que isso não é normal, onde já se viu viver machucada assim?
"..." Foi tudo o que ela pode fazer, ficar em silêncio, já que na realidade ele tinha razão, ela era a única que achava normal, já que teve que crescer com dores agoniantes, mas só poderia sentir por si mesma.
Vendo que ela não havia rebatido, Arthur pega seu telefone e liga para doutor Carlos.
*Ligação on*
Numa sala privada de um bar, onde estava rodeado de velas mulheres, ao ver a identificação do chamador, o homem ficou imediatamente sobreo.
O que é? — Diz o homem, após tomar mais um gole de seu vinho caro, enquanto se espreguiçava no sofá da sala.
Arthur: Venha até minha casa agora.
Carlos: Opa, opa, alguém tá morrendo? Cara hoje é meu dia de folga, não posso nem beber em paz?
Arthur: Ninguém está morrendo, mas talvez você morra se não estiver aqui em meia hora.
Carlos: Ei, calma amigo, não falei que não iria, estou indo já.
Arthur: Portão vai tá aberto.
Carlos: Beleza.
*Ligação off*
Após a ligação ser encerrada Arthur diz: — Ele vai estar aqui em meia hora, quer subir e trocar de roupa? — Pergunta olhando para Ísis, que estava de pé, ao lado de Vera, no meio da sala.
— Pode ser. Vou subindo então. Se eu não terminar a tempo, me chama então — Ela sorri, e sobe em direção aos quartos.
Os dois restantes na sala, acompanham a garota subir escada acima com os olhos.
— Ela tem muitas feridas que precisam ser curadas, meu menino. E só você pode cuida-la e proteger-la.
Arthur não diz nada, mas lança um olhar de compreensão e significativo para a senhora que estava na sala. — Se não for pedir de mais, poderia fazer uma sopa para ela? Percebi que ela tá meio fraca, e nem comeu muito no jantar.
Vera assente, e vai em direção a cozinha.
Arthur se senta no sofá, mas logo lembra de um detalhe importante, o vestido de Ísis continha um zíper atrás, e é provável que ela não tenha conseguido tirar.
Logo ele se levanta novamente e percorre o mesmo caminho que ela havia feito, e ao chegar na porta do quarto, que estava entre aberta, ele vê Ísis tirando a maquiagem.
— Posso entrar? — Ele pergunta.
Ísis olha para ele através do espelho e diz: — Claro, fica a vontade.
Arthur entra e se senta em uma poltrona que ficava perto da penteadeira que Ísis estava.
— Os dois ficam em silêncio por um tempo, até que o lugar coberto por quietude é quebrado quando ela derruba um pequeno grampo de cabelo.
Os dois se abaixam ao mesmo tempo para pregar o minúsculo objeto, e no caminho seu olhares se encontram.
Sem graça pelo clima, Ísis pega o grampo da mão de Arthur e volta a se concentrar em tirar o resto de acessórios.
— O que você pretende fazer depois de se formar? — Ele pergunta olhando para ela.
— Eu não sei. Eu me preparava para se caso um dia precisasse, eu assumisse a empresa do Gabriel.— Diz ela se recusando a chamar o homem de pai.
Arthur assente, porém indaga novamente:— E os negócios de sua mãe?
— Eu não sei. Na verdade meu pai sempre disse que eles me culpavam por muitas coisas, então não queriam contato com um "monstro" como eu. — Ela olha para baixo, mostrando estar sentida com esse assunto e diz: — Vou tomar banho, rapidinho. — Se levanta, e entra para o cômodo ao lado.
Não passa muito tempo, até que ela volte na porta, envergonhada e chama a atenção de Arthur:— Eii! Arthur você pode me ajudar? Não tô... Conseguido descer o zíper.
Arthur que já esperava que fosse acontecer, se levanta calmamente, e vai até a porta do banheiro.
Ísis se vira, enquanto apertava com força o tecido de seu vestido morrendo de vergonha de ter que se sujeitar a essa pequena situação constrangedora.
Arthur ergue sua mão, e lentamente avança para o zíper. Quando a ponta de seus dedos roçaram a pele quente e macia de Ísis, foi como se tivesse sido atingido por pequenas ondas de eletricidade, que faziam seu corpo formigar, com um sentimento que para ele era difícil dizer. No outro lado, Ísis parecia ter sido tocada por algo quente, que se fundia a sua pele, desejando a sentir mais desse toque intenso e estramente bom, o qual ela só sentia, quando estava sendo tocada por aquele homem, o único que estava realmente disposto a dar o mundo a ela, embora a mesma não soubesse.
Descendo o zíper, foi como se um desejo dentro dele o fizesse querer ver mais, porém antes que pudesse investir em algo, sua mente insistia em dizer que aquilo era injusto com a moça de alma ferida que ele prometeu a si mesmo cuidar.
Ambos perdidos em seus profundos delírios, só voltaram a realidade, alguns segundos após o término da ação simplória, mas com traços de sensualidade de Arthur.
Ísis segura o vestido, acima do colo e se vira, agradecendo rapidamente Arthur, que apenas maleia a cabeça e diz: — Enquanto toma banho, irei ver meu amigo que acabou de chegar, não force sua mão ok?!
Tudo que Ísis disse foi:— Tudo bem.— Mesmo que não soubéssemos ao certo, o que estava tudo bem, Arthur desceu as escadas e foi a encontro de seu amigo que já estava na sala.
— E aí, companheiro? — Diz o homem, abrindo um largo sorriso e se levantado, assim que vê seu amigo.
Arthur o comprimento com um aperto de mão e um tapinha nas costas, quando se aproxima do amigo. — E aí, irmão, como vai?
O homem repete as ações do amigo, e se senta no sofá novamente: — Eu é quem pergunto. Fica noivo e nem me conta, seu bastardo. Cadê a consideração pela amizade verdadeira?— Após terminar, faz cara de ofendido.
— Foi mal Carlos, foi tudo muito rápido que não tive tempo de falar. Mas hoje você irá conhecê-la.
— A pergunta que não quer calar, o que minha tia disse sobre isso? — Serve-se um copo d'água.
Arthur olha para seu amigo e simplesmente diz: — Ela ainda não sabe, ou melhor não sabia.
Carlos cospe a água que estava tomando e fala surpreso:— O que? Você ousou a ficar noivo sem contar para sua mãe primeiro? Cara, torça para ela gostar da moça, se não será seu fim. Com o tanto que ela quer que você se case, se não for com alguém que ela aprove, não sei se terá casamento.
— Relaxa, Ísis é alguém muito amável. Minha mãe vai gostar dela, e caso não goste, eu não me importo, quem vai casar sou eu!
— E como ela é? De aparência?
Arthur olha, mas não se sentiu incomodado, já que compartilhava muitas coisas com seu amigo: — Ah, ela é linda, muito linda mesmo.
No momento em que ele termina de falar, Ísis desce as escadas, vestida em um vestido branco simples, com alças finas e com uma barra que ia até a canela. Ela escutou as palavras de Arthur, e tentou não absorver, pelo menos não naquele momento, porque não conseguiria olhar diretamente para ele.
— Olá, boa noite, me chamo Ísis, o senhor deve ser o Doutor Carlos, não é?— Estende a mão, com um sorriso encantador.
— Olá, senhorita Ísis, isso mesmo, sou amigo de Arthur, então não precisa de formalidades comigo. — Fala sorrindo e sendo simpático também.
Ambos soltam as mãos, e Ísis se senta ao lado de Arthur— Ótimo digo o mesmo, apenas Ísis, por favor.
— Então, Carlos, te chamei aqui para você dar uma olhada no pulso dela.— Arthur fala, encerando o momento das apresentações.
— Certo, o que aconteceu? Se me permite.— Diz, esperando uma confirmação que o permitisse pegar o braço dela.
— Acabei sofrendo um pequeno contratempo, e ele está um pouco inchado e vermelho. — Ela comenta.
Carlos como um bom médico, analisa o ferimento, o qual podia ver marcas de mãos, e olha para Arthur, o indagando com um olhar cognitivo, e Arthur rapidamente nega, lançando a reposta da mesma forma que recebeu a pergunta.
— Está doendo? — Ele pergunta.
Ísis responde, contraindo o braço, na hora que ele aperta um pouco: — Um pouco, mais nada que não possa ser suportado.
O médico assente, e após uma pequena análise, ele enfaixa o braço dela
— Nos próximos dias, não force o braço, evute usar essa mão, por sorte é a esquerda, e pelo que vi, você é destra então já facilita um pouco. O analgésico também é diário, e quando ele acabar, pode tirar a faixa, mas se sentir que não está normal, peça a Arthur que a leve em meu consultório.
— Certo, pode deixar. Você tem mais alguma indicação? — Ísis assente e pergunta, logo em seguida.
Carlos pensa por alguns segundos e diz: — Claro, sugiro que para não ter risco de molhar o curativo, você tenha que evitar tomar banho sozinha. Ademais, não tem nenhuma contraindicação.
— Ah... Sim... Vou tomar cuidado nesse caso.— Fala um pouco sem graça, ao imaginar o que aconteceria, por sorte ela havia Vera a ajudando.
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Atualizado até capítulo 26
Comments
Elis Alves
Esse livro parece com uma história asiática. Estou gostando
2024-09-08
2
Virginia Rolin
concordo, deixando vivo, sem poder, se movimentar, tomando água de canudo.
2024-09-07
0
Franciane Hubner Dos Santos
aqueles verme vão tentar algo contra ela não deixa autora ela já sofreu de mais
2024-08-26
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