— MEU DEUS... Essa é a sua casa? - Ísis ficou surpresa com todo o luxo que a casa possuía.
— Porque a surpresa?
— E quem não ficaria? Isso não é uma casa, é um castelo! Nunca vi nada igual!
— Você não veio de família rica? Pensei que já estava acostumada com a extravagância.- Arthur ficou olhando a expressão maravilhada de Ísis.
— Bom, claro que já vi mansões chiques e luxuosas, mas nunca vi tanto em um só lugar, mesmo a minha antiga casa- resquícios de tristeza e melancolia passam sobre seus olhos — Mesmo a casa de meus avós, que sempre possuíram uma imensa fortuna, nada se compara a isso — diz gesticulando ao todo da mansão de Arthur.
— Então se acostume, por que de agora em diante, você verá frequentemente casas assim, senão maiores que essa, como a dos meus pais, por exemplo.
Ísis olha incrédula para Arthur, para ela, dificilmente encontraria uma casa maior que essas novamente. Mas como assim ela conheceria a casa de seus pais, e ainda veria casas assim frequentemente... Espera, conhecer os pais?!
— Porque vou conhecer seus pais?
—Ué, isso não é algo natural? Conhecer a casa dos pais um do outro?
— Natural seria se eu você tivéssemos algo, o que não é nosso caso. — disse olhando para ele com olhar de confusão e desconfiança.
— Quem sabe isso não muda. - Arthur disse isso mais para si mesmo, do que para Ísis, mas não impediu Ísis de ouvir suas palavras.
— Como é?-disse se virando cuidadosamente para ele.
—Vamos entrar, você precisa descansar. —disse mudando de assunto descaradamente.
Arthur deu a volta no carro e abriu a porta de Ísis.
— Consegue andar, ou quer que eu te carregue. — disse prontamente preparado para pegá-la, enquanto a encara.
— Acho que consigo ir sozinha.- diz desviando o olhar.
Logo Arthur a ajuda, levantando ela do carro, e caminha ao seu lado, a guiando para que direção seguir para sair da garagem, que por sinal impressionou Ísis, com a quantidade de carros que haviam alí.
— Você sabe escolher bons carros, por exemplo a Bentley, além de ser bonita tem uma qualidade excelente.- Diz normalmente
— Entende de carros?— Pergunta curioso.
— Digamos que eu entenda o mínimo, minha mãe gostava de carros. Acabei pegando gosto por isso, pela influência dela.
— Gostei disso, na próxima compra, vou buscar você para escolher.- Diz determinado
— Mais carros? É mais fácil você abrir uma loja aqui. — Ísis fala sorrindo, um sorriso que por sinal encantou os olhos de Arthur.
— Bom, então você pode vender por mim. Uma consultora de carros. — Arthur fala entrando na onda, com um sorriso que chegou aos olhos de Ísis.
— Ótimo, então serei sua funcionária, a melhor!
— Veremos na prática então, senhorita Ísis.
Sem continuar a conversa, os dois entraram em casa, onde já de prontidão, a governanta se encontrava.
...
A senhora aparentava ter uns 60 anos de idade, e Arthur demostrava carinho imenso por ela.
— Oi Vera — Arthur cumprimenta a mais velha com um sorriso.
— Oi meu menino - Fala para Arthur com amor no olhar— Olá senhorita, sou a Sra. Vera, governanta do Arthur.
— Olá dona Vera, sou a Ísis, como a senhora está?
— Estou bem senhorita, e como estão seus ferimentos?
— Ah, estão melhorando na medida do possível.
— Certo, acredito que as duas terão tempo para conversarem, mas agora vamos subir para você descansar.- Arthur se direciona as duas — Você pode falar para as empregadas levarem algumas roupas que Jack deixou na sala para o quarto de Ísis, pelo que vi, são só duas malas?
— Claro filho, agora suba com ela, que já levarei o jantar para senhorita.
Vera se retira, então resta apenas os dois novamentem
— Vamos subir? - Arthur olha novamente para Ísis.
— Sim, mas acho que você terá que me ajudar, digamos que a escada é um pouco grande. — enquanto fala, Ísis acompanha com o olhar o tamanho da escada a sua frente.
— Vamos subir então, estou aqui para te ajudar.— Diz de forma carinhosa, trazendo o primeiro calor para o coração frio e machucado de Ísis.
...
Após subirem as escadas, Ísis toma outro banho, enquanto Arthur a espera na porta, caso ela precise de ajuda, claro, depois de objeções em vão, feita por Ísis.
— Tá tudo bem aí? — Pergunta com o ouvido colado na porta. Tendo o silêncio como resposta, ele se prepara para abrir a porta.
No momento em que o mesmo gira a maçaneta da porta e empurra-a para dentro, Ísis do outro lado a puxa para si, enquanto grita ansiosamente, tentando impedir a ação do mesmo.
— Não, não, tá tudo bem, já tomei meu banho e estava prestes a sair.
— Ótimo, já estava ficando preocupado, bom, agora vá para cama para ficar de repouso.
— Ah, não, eu já estou bem.— Ísis mostra oposição ao revirar os olhos. Mas logo suas bochechas ficam rosadas ao se lembrar do que Arthur disse anteriormente.
Arthur percebe suas ações, então sorri de canto, ao imaginar o que se passa na cabeça dela. Porém, antes que pudesse dizer qualquer coisa, seu telefone toca, tirando sua atenção da bela moça a sua frente.
Tudo o que Ísis pode ouvir, é as palavras de Arthur respondendo quem estava do outro lado do telefone.
Ao desligar, Arthur volta seu olhar para a encantadora, Ísis, e diz:
— Tenho trabalho para resolver agora, mais tarde passo aqui para conversarmos melhor, e quero que fique descansando. Vera trará seu jantar daqui a pouco.
— Tudo bem, até mais. — Mesmo não concordando, e não aceitando o fato de ter que ficar deitada em uma cama, sem objeções ela se vira e se deita na enorme cama que havia no meio do quarto.
Cumprimentando levemente Ísis com a cabeça, Arthur se retira do quarto de hóspedes, que acabou por se tornar de Ísis, em um estalar de dedos, e caminha até a cozinha antes de se dirigir ao seu escritório.
— Vera, já que está levando o jantar de Ísis, poderia por favor, dar os remédios a ela?
— Claro, filho, quais são?— Com prontidão imediata, Vera se responsabiliza por dar os remédios a Ísis.
Arthur então explica para o que cada um servia, os horários e a ordem em que ela deveria ser medicada.
Depois de tais instruções, quando estava prestes a se retirar da cozinha, Arthur volta alguns passos para traz e diz:
— Aliás, pergunte as preferências alimentares de Ísis, e fique de olho para que ela não levante, o médico deu vinte dias de repouso a ela, mas pelo que percebi, ela é uma mulher teimosa. — Sorri ao dizer a última parte.
— Arthur, filho, te conheço antes mesmo de você saber falar, andar ou mesmo ter poder de escolha. Fazem menos de quatro horas que Ísis chegou aqui, mas pude ver o brilho no olhar que você tem, ao vê-la falar, ou até quando fala dela, você é um garoto esperto, sabe do que eu estou falando.
— Vera, nem vem...— Fala desconversando.
— Filho, eu sou boa em julgar as pessoas pelo olhar, pude perceber que ela é uma menina adorável e gentil, ouso dizer que ela sente algo por você.
— Não é bem assim, existe uma história por trás disso, acredito que seja apenas gratidão.— Ele pensa um pouco, porém não acha que o que Vera diz, faça sentido.
— Eu já sei a história— Compreensivamente, Vera o entende— Jack me contou — Completa — Mas o que VOCÊ sente? — enfatiza a ele— Não tem uma história de gratidão por trás disso, mas por que ficou ao lado dela todo esse tempo, depois de resgata-la? Você pode achar que não, mas daqui algum tempo lembrará do que te falei.
Agora vou indo não quero que a comida dela esfrie.
Vera sobe para o quarto de Ísis, deixando Arthur na cozinha, enquanto o mesmo pensa nas palavras da senhora que a pouco estava a sua frente.
Pensando bem, não havia motivo claro para que ele a trouxesse e sentisse a necessidade de estar ao seu lado.
Ao telefone em seu bolso tocar, ele é tirado de seus devaneios e volta a realidade. Ao conferir o telefone, percebe que é Jack o ligando.
*Ligação on*
Jack: Tô chegando chefe, preparou os papéis que eu te mandei? Estou aqui na pizzaria, prefere mussarela ou parmesão?
Arthur: Eu prefiro que você pare de ser fofoqueiro.
Jack: O que?
*Arthur: Ora, você sabe do que eu estou falando, vem a minha casa para trabalhar, ou para ficar "fofocando" co**m dona Vera*?
Jack: Ah, sim, sobre isso e-
Arthur: Falamos pessoalmente, aliás, mussarela.
*Ligação off*
~Pensamento de Jack~
"Por que iria a casa dele para trabalhar, sendo que tenho tia Vera para conversar, mas pelo menos sabe escolher o queijo da pizza."
...
Arthur vai para seu escritório, serve para si mesmo seu uísque de melhor qualidade, com gelo e começa a revisar alguns documentos até que Jack chegue para a pequena reunião entre secretário e chefe.
...
Já Ísis, em seu quarto, após Arthur sair de lá, começa a analisar tudo o que aconteceu com ela nessa última semana. Ser traída pelo seu namorado, ainda por cima com sua irmã, descobrir que estava prometida a um velho, apanhar do seu pai, fugir no meio de uma floresta no escuro, debaixo de uma chuva, que é seu maior trauma, desmaiar, acordar com um homem que você nunca viu na vida, e estar sendo procurada pelos homens de seu pai e algo assustador. Ela começa a chorar ao perceber o quão horrível é a sua vida, o quão horrível é perder a confiança nas pessoas ao seu redor, por que pessoas que você amava foram capazes de fazer coisas tão nojentas e inescrupulosas com você
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Atualizado até capítulo 26
Comments
Virginia Rolin
mas tudo, que o amor toca, se transforma.
2024-09-07
3
Benedita Barboza
Vai ser difícil pra Isis se recuperar desse trauma
2024-07-13
6