Capítulo 12

— Também quero conversar com você, aproveitei esse tempo para isso. Se puder vamos para o meu escritório.

Ísis assente e me segue até minha sala.

Assim que chegamos na sala, peço que ela se sente, não quero chegar direto ao ponto, então pergunto sobre ela: — Como você está hoje?

— Estou bem, acho que já estou completamente curada.— Fala com um meio sorriso, mais ainda sim, encantador.

— Isso é ótimo. E as sessões como estão?— Não deixo de perguntar a ela como estão indo as conversas com a psicóloga.

 Ela pensa e sorri antes de me dizer: — Perfeito, nunca pensei em enxergar um outro lado da vida, ela também tem me ajudado com muitos traumas, a ter segurança de mim mesma e confiar mais nos outros.

— Fico muito feliz em saber que tudo isso tá acontecendo, é bom ver que você está se readaptando de tudo.— Eu desejo as melhores coisas a ela, então é claro que em tudo que ela melhorar, eu ficarei feliz por ela.

Ficamos em silêncio por alguns momentos, e ela olha em volta. Sem deixar de comentar:— Uau, esse escritório é lindo. E olha o tamanho dessas prateleiras. — Seus olhos brilharam ao ver a quantidade de livros que haviam no meu escritório. Eram prateleiras que iam até o teto, todas completamente cheias de livros.

— Poisé, tenho muitos livros, se você quiser ler, pode pegar, tenho separado por gênero. Então vai ser mais fácil você encontrar qual você queira.— Respondo, já permitindo que ela entre aqui

— Com certeza eu ainda virei muito aqui.— Ela aceita meu convite.

— Sabe Ísis... Lembra que na vez que estávamos no hospital e eu falei que tinha algo a propor? — Pergunto indo a um assunto sério.

— Sim, eu lembro, você só ia me dizer quando eu tivesse alta e ficou me enrolando. — Fala revirando os olhos. Ela realmente não lembrou do que eu falei, mas não é um bom momento para descontração.

— Bem, sim... Então é por isso que hoje eu quero conversar com você.

— Tudo bem pode falar.— Fala se endireitando na cadeira e com sua atenção totalmente voltada a mim.

— Certo. Então, sobre a sua situação, eu fiquei de prontidão a te proteger. Mas ao passar do tempo, isso não vai ser o suficiente se não existir algo concreto. Você me entende?— Ela assente que sim.— Por isso, pensando na melhor forma de ter você sempre por perto, impedindo que ele force você se casar, é só se você já estiver em outro casamento.— Falo indo direto ao ponto

Ela pensa por alguns segundos e diz: — Então você que dizer que quer que eu me case... Com você?

— Sim!

— Mas eu n- Antes que ela pudesse recusar, eu a interrompi, e continuo a falar: — Eu sei que você não quer, mas a proposta que eu tenho pra você é ótima.

— Pode falar então.

Abro a gaveta e pego a pasta que estava nela e entrego para a mesma.

— Nesse contrato está todas as coisas que eu vou te explicar. Bom se nós nós casarmos, faremos algo grandioso, para que todos saibam que você é a minha mulher, então seu pai não poderá fazer você se casar com outro. Eu escolhi esse contrato por que também me beneficia. Meus pais vêem me precionando a tempos, para que eu me case o mais rápido possível. Nesse caso você também me ajudaria. Eu escolhi a duração de um ano e meio, por que é o tempo perfeito para que algumas outras questões, que envolvem você, sejam resolvidas.

Sugiro que você leia o contrato mais detalhadamente e tire suas próprias conclusões.

Ela então pega os papéis e começa a ler cuidadosamente cada linha, enquanto isso, nada do que eu faça para me conter é possível, meu olhar e minha atenção é inteiramente voltada a ela. Eu não sei o que essa mulher tem feito comigo esses últimos dias.

*Narrado por Ísis*

Hoje eu acordei em meu horário normal, por algum motivo estava animada, então levantei e fiz minha higiene matinal.

Desci e resolvi fazer algo que eu nunca tinha feito. Conhecer a enorme mansão, que agora posso dizer que é minha casa. Me sinto tão bem aqui.

Até então só conhecia a sala, mas a cada cômodo que eu visitava eu ficava impressionada. Como é possível uma vila ser coberta de tanta beleza assim? A sala de cinema era o mais incrível, acho que vou passar algum tempo da minha vida ali, visitei todos os lugares, menos o quarto e o escritório de Arthur. No fundo do quintal havia um dormitório para funcionários, posso dizer que era melhor do que muitas casas comuns que existem.

Depois de ver tudo, fui para a cozinha tomar café, e passei a manhã lá, conheci duas funcionárias além de Vera, elas eram muito animadas, então coloquei algumas músicas enquanto ajudava elas com o almoço. Quando as coisas estavam mais tranquilas aproveitei para dançar, tava tão animada que nem percebi que Arthur tinha chegado, Meu Deus que vontade de me enfiar em um buraco.

Graça a Deus ele quebrou o clima e me chamou para conversar. Nesse momento estou lendo o contrato que ele me entregou.

Me casar com ele? Será que isso é certo?

Mais e que assuntos me envolvem?

Continuo lendo o contrato, até que me deparo com a cláusula que diz "Contato físico, e carinhos, assim como demonstrações de amor serão necessários em público"

— Arthur, é realmente necessário?— Pergunto mostrando para ele.

Ele olha para o papel e depois para mim: — Sim, para que tanto a sua quanto a minha família acredite, isso é necessário. Claro que não precisaremos disso em casa, você vai continuar dormindo no seu quarto e ter sua própria privacidade e escolhas.

Tem mais alguma dúvida?— Ele pergunta olhando para mim.

Olho para o contrato para confirmar tudo: — Bom, sobre o contrato não, mas quais assuntos me envolvem?

Ele pensa um pouco: — É... Não são coisas boas, nem sei se você está preparada para ouvir, então deixarei que veja por você mesma.

Ele me entrega mais papéis e começo a ler tudo atentamente. A cada linha que leio, sinto minha alma sair do meu corpo. Uma mistura de ódio e dor apertam o meu peito, e as lágrimas começam a cair.

Helena, ela... Matou a minha mãe, era tudo um plano para ficar com a herança dela, o Dênis foi contratado por meu pai , para me vigiar.

Ele e a maldita Helena fizeram de tudo pra acabar comigo, por que descobriu que a herança dos meus avós, passariam tudo para mim.

Minha mãe amou sozinha nessa relação. Esse maldito merece morrer. Todos daquela família inútil merecem o pior!

Deixo os papéis caírem sobre meu colo, enquanto choro, e nesse momento, Arthur vem e me abraça.

— Eu sei que dói, eu sei que você quer se vingar. — Nesse momento eu abraço muito.

— Nunca imaginei que iria doer tanto assim.— Falo em meio as lágrimas.— Ela acabou com a vida da minha mãe por uma simples ambição.

— Calma, é por isso que eu sugeri o contrato, eu e Jack criamos um plano para acabar com todos eles em um ano e meio, claro que por meios legais, por que não somos baixos como eles.

— E tem algo que eu posso fazer? — Pergunto.

— Em primeira mão, é necessário que você aceite se casar comigo. O resto dos planos você pode confiar em mim, e em alguns momentos eu precisarei de você.

— Certo, eu assino, cadê o contrato? — Enxugo as lágrimas e saio de seu abraço. Decidida, eu quero ver todos eles se destruírem!

Ele me entrega o contrato e a caneta. Eu assino, e partir disso eu entro em uma nova fase. Peço para sair da sala e ele assente, mais antes disso, ele fala que hoje irei em um jantar com ele, concordo e subo as escadas.

As lágrimas descem antes que eu chegue no meu quarto. Meu peito dói, nunca esperei que sofreria assim, sinto falta do carinho da minha mãe. O carinho que foi tirado de mim por aquela vagabund@. Na verdade, a partir de hoje, esse homem não é mais meu pai, e sim um monstro. Quero ver com meus próprios olhos, ele e aquela bruxa caindo na própria ruína, mas não quero me sujar, assim como eles fizeram, por isso confiarei em Arthur.

Nesse último mês, eu só chorei, acho que chorei mais do que em toda minha vida, e agora, que eu tô revivendo o luto da minha mãe novamente, mas ainda dói mais, provavelmente pelo fato de que eu sei que não foi um acidente. O que mais me impressiona, é meu pai ter conseguido fingir muito bem que se importava comigo, quando na verdade sempre foi ao contrário. Eu quero reencontrar meus avós e contar tudo a eles, antes que ele faça alguma coisa. Eu quero proteger eles, e impedir que eu perca mais pessoas que eu amo muito.

Preciso me acalmar. Respiro fundo, e caio na real: Eu sou noiva!!

Eu vou me casar com o Arthur Castanhari. Meu Deus!

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Comments

Elis Alves

Elis Alves

Confirmou minhas suspeitas. Pai imundo

2024-09-07

1

Ana Cristina

Ana Cristina

ansiosa pela reviravolta da história, sei que o pai é a madrasta vão jogar sujo mas Arthur com certeza estará um passo a frente

2024-08-25

0

Franciane Hubner Dos Santos

Franciane Hubner Dos Santos

gente como seria maravilhoso se a psicóloga fosse tia dela assim eles já saberia de toda vdd e juntos com Artur preparando a vingança contra aqueles lixos por favor autora ela merece terais alguém como família que ame ela

2024-08-25

5

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