...Charles Biancardi:...
...Sete meses atrás, na Espanha:...
...22:45 PM...
"Charles, não olha agora, mas tem uma ruiva te comendo com os olhos desde a hora que chegou," comentou Diego, prestes a levar o uísque à boca.
Peguei o copo dele e virei a bebida de uma vez.
"Se você ficar bêbado, eu não vou te carregar," repreendeu, pegando outro copo e o enchendo com o líquido amarelado.
Minha música começou a tocar, então coloquei o copo vazio em suas mãos e peguei o recém-servido, caminhando até a ruiva, tentando desviar das pessoas que dançavam animadamente ao som de "Mujeriengo".
"Niko!", chamou a espanhola da noite passada, me puxando pela mão.
Ela usava um belo vestido vermelho que realçava suas curvas.
"Baby, estoy ocupado ahora", voltei minha atenção para a ruiva, mas ela já havia sumido. "Que merda," murmurei ao perdê-la de vista.
"¿Vamos a revivir la noche de ayer? (Vamos reviver a noite de ontem?), insistiu a espanhola, passando as mãos no meu peito.
"Charles!", chamou Diego se aproximando.
"Charles?", a espanhola repetiu confusa. "¿Tu nombre no es Niko?" (Seu nome não é Niko?).
"Sí, mi nombre es Niko, pero mi apellido es Charles" (Sim, meu nome é Niko, mas meu sobrenome é Charles), respondi.
Enganá-la não foi difícil; a mulher sorriu e colocou os braços ao redor do meu pescoço.
"Me gustó más Charles" (Gostei mais de Charles), sussurrou próximo ao meu ouvido.
"¿Dónde está la pelirroja?" (Onde está a ruiva?), Diego perguntou curioso olhando para os lados.
Ele fez de propósito.
"Porque não falou em português seu desgraçado?", ralhei na frente dela.
A espanhola me lançou um olhar mortal.
É interessante destacar que continuo me referindo a ela assim porque esqueci o seu nome; tenho quase certeza que é Lucia, ainda assim pode ser Laura também.
"¿Quién es la pelirroja?" (Quem é a ruiva?), perguntou retirando os braços do meu pescoço.
"Filho da Mãe," murmurei para Diego que estava sorrindo.
Logo voltei a atenção para a mulher.
"La pelirroja es mi hermana" (A ruiva é minha irmã), menti de novo e Diego segurou a risada.
"¿Estás seguro?" (Você tem certeza?), perguntou desconfiada.
Isso me deixou inquieto.
Passamos uma noite juntos, e ela já quer lealdade e explicações? Sendo que nem mesmo dormi na casa dela.
Respirei fundo e decidi falar a verdade:
"No. En realidad, es una mujer con la que quiero pasar la noche hoy" (Não. Na verdade, é uma mulher com quem quero passar a noite hoje), a fúria brilhou em seus olhos, e ela ergueu a mão para me acertar um tapa, mas eu a segurei.
"Esa carita tiene un precio alto, querida" (Essa carinha tem um preço alto, querida), falei sarcástico; ela puxou a mão com força e passou por mim como um furacão. "Porque as espanholas são assim?" perguntei a Diego que deu de ombros.
"Todas as mulheres são assim, a diferença é que as espanholas são mais intensas," deu risada.
E eu voltei a olhar ao redor da multidão, meus olhos finalmente encontraram a cabeleireira ruiva.
Antes que eu me afastasse, Diego perguntou:
"Onde você está indo?"
"La caza" (A caça), ele riu novamente, e eu comecei a caminhar na direção dela, no caminho peguei duas taças de champanhe com um garçom que passou e parei ao lado da mulher como quem não queria nada.
"Você é tímido?", ela perguntou, me surpreendendo ao falar em português.
Não consegui evitar a risada pela pergunta e assenti.
"Sou um pouco tímido sim."
"Mentiroso", murmurou. "Se você fosse não teria vindo até aqui," ergueu uma sobrancelha.
"As vezes os tímidos tomam atitudes", comentei inclinando a taça na direção dela.
"Porque eu beberia algo que um estranho está me oferecendo em plena festa a noite na Espanha?", dei de ombros e tomei um gole da taça que ofereci a ela, provando que não havia nada.
Havia um brilho divertido em seus olhos, e logo ela pegou a taça da minha mão.
"Qual seu nome?", perguntei.
"Camila, e o seu?"
"Niko", ela baixou a cabeça e deu uma risadinha. "O que foi?"
"Nada, é só que Niko não combina com você..."
"E qual nome combina comigo?", me aproximei ainda mais dela, e o sorriso divertido voltou ao seu rosto quando deslizei minhas mãos pela sua cintura.
"No final da noite eu te digo", sussurrou próximo ao meu ouvido.
Suas mãos me puxaram para um beijo selvagem que eu rapidamente correspondi.
"¿Tu casa o la mía?" (Sua casa ou a minha?), perguntei buscando fôlego.
"La tuya" (A tua), antes de sair com ela, tomei mais duas taças de champanhe e pisquei para o meu amigo, que me olhou com um grande sorriso e simulou um brinde erguendo seu copo rapidamente.
...[...]...
Após uma noite um tanto quanto 'intensa', eu estava prestes a apagar quando percebi que a mulher ainda estava na minha cama.
"Ei," chamei, tentando permanecer acordado. "Pega dinheiro na minha carteira e paga outro quarto para você," murmurei, praticamente empurrando ela para fora da cama.
O álcool, sem dúvidas, não me ajudou a ser mais gentil.
"Como é?", perguntou.
Se ela quiser me matar agora, não há nada que a impeça, porque eu não consigo mover sequer um músculo.
Acho que eu realmente deveria parar de beber, como Gael sugeriu.
"Eu não gosto que as mulheres com quem transo durmam na minha cama... "
Foi a última coisa que consegui murmurar quando o sono me arrebatou.
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Atualizado até capítulo 70
Comments
Ana Lúcia De Oliveira
bêbado é fogo
2025-03-13
0
Mary Lima
Cada uma que é duas/Hammer//Hammer//Hammer//Hammer//Hammer/
2024-08-21
0
Mary Lima
Que 🤪 indelicado /Curse//Curse//Curse//Hammer/
2024-08-20
1