Nádia correu em direção a Alice e a abraçou, desesperada, já com sua filha em seus braços ela se virou para encarar Jack. O corpo do policial já havia colidido ao chão com o tiro que foi desferido em seu pescoço. Diego desconfiou que o homem iria acertar a pequena Alice e agiu primeiro, no entanto ele ainda não estava morto e jogado ao chão, tentou mais uma vez apontar a arma na direção das duas, mas dessa vez não sobreviveu. Diego se aproximou e descarregou todo o pente de sua arma no corpo do homem fardado. Ele sentiu um medo enorme de as perder. Nádia se levantou com a filha nos braços e se aproximou dele assim que parou de ouvir os barulhos altos de tiros que vinham de sua arma. Aquela foi a primeira vez que os braços de Diego envolveram-na e Nádia retribuiu, passando um de seus braços ao redor dele, enquanto ainda segurava sua filha com o outro. O sentimento de alívio era mútuo, elas choravam, por estarem assustadas, mas Diego sentia que não podia perder nenhuma delas, agora faziam parte de sua vida e as protegeria com tudo de si.
— Já passou.— Ele Acariciou o rosto de Alice e depois encarou Nádia.— Vocês estão bem?— Nádia concordou com a cabeça.— Que bom.
Sorriu e voltou a envolver as duas em seus braços, acalmando-as. Nádia se sentia estranhamente protegida, aquele sentimento era noco para ela, seu coração se aquecia, ela não queria sair daquele momento nunca.
— Obrigado por ter salvo Alice.
Eles voltaram a se encarar. Diego limpou as lágrimas de seus olhos, se dando conta de que não só a achava bonita, não só a queria proteger, como também sentia algo. O bandido estava de quatro por uma mulher aparentemente frágil, mas que era mais forte do que imaginava.
— Agora finalmente acredita que não quero seu mal? Que quero te proteger?
— Sim. Estou tão grata. Você salvou Alice.
Ele apenas sorriu e finalmente se afastaram. Alice desceu dos braços da mãe, mais calma.
— Preciso pegar Melissa que ainda está lá em baixo.
Nádia desceu as escadas sentindo-se ainda muito aliviada por Diego ter chego a tempo de salvar uma de suas filhas. Ela abriu a porta do banheiro e lá estava Melissa, com os olhinhos assustados e um semblante de choro. Ela a pegou em seus braços e foi em direção a escada, subindo com muito cuidado, logo colocou-a no gramado e terminou de subir, fechando o esconderijo. Diego já estava entrando para dentro da casa, com Alice ao seu lado. Nádia percebeu que agora a menina parecia se sentir mais a vontade com ele, também parecia grata. Ela sorriu, pegando na mão de sua pequena e entrando logo em seguida. Eles foram todos para a cozinha. Os sons de tiros pararam de ecoar, então o rádio dele tocou:
— Chefe, na escuta?
— Perigosos na escuta.— Respondeu.
— Eles recuaram, vencemos.
— Reforce a segurança, podem voltar. Limpem tudo, jogue os corpos dos vermes na avenida e os nossos vão ser enterrados no nosso cemitério.
— Sim, senhor.
— Continuem atentos e vejam se não tem alguns deles escondidos por aí.— Bufou.— Aliás, tem o corpo de um deles em minha casa. Retirem e leve junto com os outros para a avenida.
Ele desligou o rádio, não queria mais saber de nada. Kevin se deitou perto de seus pés na bancada da cozinha, logo Alice já estava brincando com o animal. Ele se virou para a mulher e encarou seus olhos, ela desviou o olhar sentindo a bochecha corar.
— Parece que acabou. Estão com fome?
— Sim.
Respondeu Alice. Melissa ainda estava agarrada ao pescoço da mãe, sem entender o que estava acontecendo. Diego foi até o armário, pegar alguns ingredientes para preparar sua comida.
Enquanto isso, Kellie já estava voltando com sua mãe para sua casa. O que ela disse sobre vingança era verdade, ela faria algo que acreditaria que poderia atingir Diego. Deixou sua mãe lá e foi até o hospital do bairro, indo atrás de Felipe. Assim que abriu a porta, o homem a encarou com seus olhos cheios de esperança. Ela sorriu, sabia muito bem que Felipe era doido por ela e usaria isso para atingir o homem que pensava amar. Jéssica também estava ali, ao lado do irmão, não dói possível fazer a evacuação dos internos do hospital, por isso, quem ficou se protegeu como pôde. Ela adentrou, vendo a carranca de sua futura cunhada, mas sorriu, aproximando-se.
— Oi, querido. Como está?
— Kellie, você veio.— Segurou sua mão.— Estou bem, vou ter alta ainda hoje.
— Que bom, amor!— Se virou para Jéssica.— Olá, linda.
A mulher se levantou de braços cruzados, encarando Kellie nos olhos como se pudesse enxergar o fundo de sua alma podre. Não a respondeu, apenas saiu, batendo ombro contra ombro antes. Ela deixou o quarto de hospital com uma carranca enorme, aproveitou para ir ver como sua mãe e irmã estavam, deixando Felipe sozinho por um tempo, ela não sabia por quanto tempo Kellie permaneceria ali, mas era sua deixa para ver mãe e irmã, queria saber como estavam depois do tiroteio, se conseguiram sair e onde estavam naquele momento. Jéssica estava preocupada, pois sua mãe era doente e a irmã tinha leves sintomas de autismo, mas nunca a levaram em um especialista para o confirmar. Ela deixou o hospital, subindo em sua moto e indo em direção a sua casa.
Kellie passava a mão no peito de Felipe enquanto o deixava apertar sua nádega. Ela sorria com um falso prazer, nunca havia tido relações com Felipe e imaginava que não seria nada comparado a Diego. Não, que Diego fosse feio, ele não era, na verdade era muito, muito lindo, mas ela naquele momento estava cega do obsessão por seu amigo e não enxergava ninguém além dele. Eles se beijaram, na verdade o beijo foi bom, Kellie não esperava que Felipe beijasse tão bem, mas ainda assim não deu o braço a torcer. Ela iria o seduzir e ficar ao seu lado para provocar seu amigo, mas Felipe pensava que a mulher estava sendo sincera. Ele não sabia sobre a noite que Kellie e Diego tiveram por insistência dela, pouquíssimos dias atrás.
— Eu ainda quero sair com você.
— E vamos, gato. Mas por enquanto preciso que se recupere.
— Hoje eu vou ter alta, podemos sair hoje mesmo.
— Não, você está machucado, Felipe.
Ela não entendia o porque desse homem ser tão fissurado nela.
— Eu estou machucado, não morto.
— Quem vê pensa que não levou um tiro bem no estômago. Eu, hein?
Ele riu. Sentiu uma leve dor na região do estômago ao rir, mas disfarçou para conseguir o que queria. Iria sair com ela naquele mesmo dia e ver se conseguiria a fazer sua para sempre. A verdade era que Felipe não era fissurado em Kellie, era apaixonado.
— Já tô melhor, gata.
Passou os dedos em seus cabelos escorridos. Ele sonhava com essa mulher desde o dia que a conheceu e não via a hora de a fazer se apaixonar também. Por um tempo abafou seus sentimentos porque ela estava com seu melhor amigo, mas agora, era hora de finalmente assumir que a amava. Falando em Diego, eles teriam uma conversa sobre isso, mas Felipe não estava disposto a ter que abrir mão de Kellie, pois sabia que seu amigo nunca teve um sentimento real pela mesma. Acreditava que seria uma conversa tranquila e Diego entenderia. Suspirou, encarando Kellie, era com ela que queria ter seus filhos.
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Atualizado até capítulo 62
Comments
Nicce Vieira
ele vai se envolver e ser usado
2024-08-16
1
Tânia Campos
Atualiza, autora linda!!!
2024-01-09
6
lucia caramão
mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais
2024-01-02
3