Capítulo 6

Nádia acordou animada. Estava preparando o café da manhã para suas duas filhas. Logo teria que levar Melissa na creche e então, só ficaria responsável por deixar Alice na escola e seguir direto ao seu teste. Ela sentia que sua vida iria mudar depois que começasse a trabalhar, poderia até ter que aguentar os abusos de Alessandro, mas seria por pouco tempo.

— Bom dia, mamãe.

Alice correu para abraçar a mãe enquanto a mesma estava colocando a mesa para o café da manhã. Pelo menos o básico Alessandro não deixava faltar, suas filhas não teriam problemas com desidratação, ou desnutrição. Não sendo um bom marido ela poderia suportar até o momento que conseguisse dinheiro para fugir para bem longe, mas maltratar suas filhas, não. Nádia o mataria sem pensar duas vezes.

— Bom dia, minha menina.— Acariciou seus cabelos.— Como dormiu?

— Bem.— Se sentou na mesa assim que sua mãe puxou uma cadeira para ela.— Mamãe, ontem ouvi a senhora tossindo muito a noite toda. A senhora está bem?

— Sim, filha. Deve ser apenas uma gripe, logo estarei melhor.

A menina acenou com a cabeça concordando e se concentrou em seu café da manhã, começando a comer. Mel ainda dormia na cama que dividia com a irmã mais velha. Alessandro também dormia, ele iria para seu trabalho errado apenas à tarde e como sempre, provavelmente depois de seu trabalho iria a um bar e ficaria lá até a madrugada. Nádia não se importava com isso, zeu maior interesse era que não voltasse a bater nela, a mulher já não suportava mais tantas surras e não queria carregar mais cicatrizes que o homem lhe causava. Ela se sentou ao lado da filha e ambas tomaram café em silêncio, logo ela se levantou, indo até o quarto e ainda vendo sua filhinha menor dormir em uma cama de solteiro que dividia com Alice, ao lado, na cama de casal, Alessandro dormia de bruços, com o rosto virado para a parede. Alice logo entrou após a mãe, elas iriam arrumar Melissa para ir à escola.

— Você pode pegar a roupa de sua irmã?

Nádia sussurrou enquanto ia ao encontro de sua filha, a pegando em seus braços. Aos resmungos a menina foi acordando aos poucos.

— Acorda, filha. Vamos para a creche?

A menina finalmente a encarou com seus olhinhos brilhantes. Em pouco tempo elas arrumaram Melissa e estavam a caminho da creche. A mais nova estudava integralmente, enquanto que a mais velha estudava após o meio do dia. Este era o tempo de Nádia deixar Alice na escola e então ir até o seu trabalho, estava ansiosa, pois iria finalmente conseguir ajuntar dinheiro para fugir de vez de Alessandro. Ela nunca teve coragem para o fazer anteriormente, mas agora tinha medo de que o mal que lhe fez, pudesse voltar para suas filhas. Elas caminhavam tranquilamente pela rua, Nádia com Melissa no colo e Alice carregando a mochila da pequena.

— Mamãe, podemos ir na pracinha no final de semana? Minhas amigas vão lá e me chamaram.

Nádia suspirou. Desde que se lembra, nunca se divertiu como uma criança normal e agora, a vida que vinha carregando a fez se tornar adulta muito cedo. Desde sempre só tinha sofrimento e dor ao seu redor. Consequentemente essa vida estava sendo acarretada às suas filhas, ela não poderia deixar isso continuar acontecendo por muito tempo, por esse motivo é que estava planejando fugir de seu opressor.

— Sabe que Alessandro nunca deixaria.

Alice suspirou e abaixou a cabeça. A menina de doze anos já sabia tudo o que acontecia dentro de sua casa e odiava seu pai. Elas foram se aproximando de um montinho de traficantes armados, perto de um beco, onde teriam que passar para chegar à escola de Melissa. Eles, assim que as viram, começaram a encarar e se ajuntar na entrada do beco, esperando por elas. Nádia apenas ignorou, tentando não manter contato visual com ninguém ali, era um aglomerado de cinco homens altos e fortes, que mais pareciam carrascos com suas expressões faciais nada agradáveis. Ela se aproximou e pegou na mão de sua filha tentando passar por eles, mas um muro de peitoral entrou em sua frente. Nádia parou, encarando o homem.

— Bom dia, moça. Aonde está indo?

— Bom dia.— Apertou mais a mão de Alice.— Estou indo levar minha filha na escolinha.— Tentou passar sem sucesso.— Pode me dar licença?

— Acho que não.— Ele sorriu cínico.— O chefe deu ordem de te barrar, ele quer falar com você.

— Por acaso fiz algo de errado?— Ela bufou, irritada.— Nem sou da laia de vocês, só quero deixar minha filha na escola e ir trabalhar, agora me dê licença.

Ela tentou passar mais uma vez, mas agora, o aglomerado de homens estava bem em frente, barrando completamente sua passagem. Nádia não estava nada contente com aquilo.

— Já disse, vai esperar o chefe chegar.

— E quem, diabos, é seu chefe?!

O homem apenas apontou com o queixo quando o carro atrás dela parou. Nádia se virou, tendo a visão de dois homens descendo de um Golf preto. Eram os mesmos homens do dia anterior que estavam em sua casa. Eram os amigos de Alessandro, traficantes, um deles o dono do morro com seu eventual olhar marcante. Nádia se sentiu levemente atraída ao perceber que Diego não estava vestido de uma camisa, com seu peitoral e tatuagens à mostra, com um shorts azul escuro e parecia não ter cueca, evidenciando ainda mais seu volume. Ela sentiu uma pontada em seu ventre, uma sensação nunca sentida antes. Mordeu levemente um de seus lábios enquanto observava-o se aproximar dela.

— Bom dia.— Ele sorriu ao se aproximar, a hipnotizando. — Me desculpe te prender assim, desse jeito, mas preciso conversar com você.

— Bom... Dia.— Ela desviou o.olhar, frustrando-o.— Me desculpe, mas estou com pressa. Preciso deixar minha filha mais nova na creche e depois preparar o almoço para levar minha fi... irmã na outra escola, então se me der licença...

— Sinto muito, Nádia, mas não.

Ela não pôde acreditar no que estava ouvindo. O que? Agora que tudo estava dando certo para sua fuga o amigo de seu marido estava tentando impedir, será que eles sabiam sobre a finalidade do emprego que ela arrumou? Droga!

— Senhor, me desculpe, mas só quem tem assuntos para tratar com o senhor é Alessandro, eu sequer trabalho para o senhor, não sei qual seria o assunto que teríamos em comum.

Ele deu um passo para frente a encarando no fundo de seus olhos, enquanto os dela estavam desviados, evitando totalmente o contato visual. Diego segurou seu queixo e ergueu a fazendo o encarar. Nádia sentiu arrepios com seu toque, por alguns segundos parecia que borboletas flutuava em seu estômago e ela sentiu uma leve tontura. Soltou o ar.

— Nos temos muitos assuntos em comum, portanto vocês vem comigo. Por bem ou por mal.

...ΩΩΩΩΩΩΩΩΩΩΩΩΩΩΩΩ...

...Aviso do autor:...

Gente, eu sei que é chato essa parte abusiva que a Nádia tá passando, por esse motivo resolvi não aprofundar muito, ela vai ser liberta das mãos de Alessandro logo, logo. Maaaaasss, ele não vai deixar ela tão livre assim, mas só não quero ficar dando palco para abusos em meu livro, por essa razão, vou resumir, apenas para vocês perceberem que ela sofreu nas mãos de Alessandro e que ficaram traumas, enfim, apenas para não ficar sem sentido a história. No mais, é apenas isto, agradeço quem está acompanhando, um beijão e boa leitura! ❤️

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Comments

Leneborges_

Leneborges_

❤❤❤❤❤

2024-11-22

0

Nicce Vieira

Nicce Vieira

tmbm amando

2024-08-16

0

Eliane Do Rocio Moreira Ferreira

Eliane Do Rocio Moreira Ferreira

estou amando essa história continue assim.

2024-06-29

2

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