Felipe estava deitado na maca do hospital, havia acabado de realizar uma cirurgia e já estava consciente. Seu estado não era tão grave então não precisava estar na UTI. Ele olhou em volta, percebendo que não foi um sonho, Alessandro o acertou mesmo. Esse desgraçado conseguiu fugir. Se sentou na cama, em seu quarto haviam outras duas pessoas, eram pacientes também, estavam deitados em suas camas. Estavam acompanhados. Olhou para o lado e lá estava ela, Jéssica, sua irmã sempre 3stava com ele, nos seus piores momentos. Ela dormia, estava de manhã, Felipe sentia-se tonto pela quantidade de remédios em seu organismo, mas ele precisava de seu celular, queria falar com Diego, saber se aquele verme havia sido pego ou não. Também tinha Kellie, ele vinha trocando mensagens com a mulher há dias, pensava que sua paixão platônica finalmente poderia ser correspondida.
Felipe inclinou-se com um pouco de dificuldade para alcançar Jessica, devido a dor que já começava a sentir na região do estômago e no ombro. Ele se lembrou dos dois tiros que tomou, também se lembrou da coronhada e da ameaça que Alessandro fez a Nádia. Bufou, sentindo uma raiva dentro de si, não esperava ser atingido por ele. Não era a primeira vez que levava um tiro, mas realmente foi pego de surpresa pelo homem. Jéssica abriu os olhos com seu toque, acordou. Ela o encarou e ficou na mesma hora que viu o irmão consciente.
— Felipe!
Ela pulou nos braços de Felipe, que urro de dor no momento que sentiu a mão dela esbarrar em seu ombro e seu corpo colidir com seu abdômen baleado.
— Ai, Jéssica!
— Me desculpe.— Ela se afastou, abrindo um sorriso.— Que bom que acordou.
— Desde quando estou dormindo.
— Desde ontem a tarde, quando te encontraram no barraco do Ale.
— Aquele filho da puta.— Bufou.— Pegaram ele?
Jéssica não teve tempo de responder. A porta foi aberta no mesmo instante, revelando Perigoso. Ele estava acompanhado de mais dois peões seus que ficaram na porta enquanto o homem adentrava com ar superior. Ele foi até Felipe e o abraçou.
— Meu mano! Você levou uma queda forte, em?
— Eu não esperava levar dois tiros daquele lixo.— Retribuiu o abraço.— Pegaram ele?
— Não.
— Tem alguém ajudando esse miserável, ele não conseguiria fugir tão fácil assim se não tivesse.
— É o que eu estou investigando.
— Oi, Diego. Eu existo, sabia?
Jéssica revirou os olhos, irritada por ter sido ignorada. Diego se virou para ela e sorriu, abraçando-a e sendo retribuído.
— Oi, Jeh.— Deu um beijo no topo de sua cabeça.— Desculpe, não foi minha intenção. Estou com tantas coisas na cabeça.
— Eu sei.— Se desvencilharam.— Mas deixa eu perguntar. E a mulher desse tal de Ale? Ele levou ela?
Diego sentiu uma pontada de dor em seu peito. Na noite anterior Nádia contou algumas coisas sobre seu passado. Como Alessandro a sequestrou, como teve sua primeira filha dentro de um barraco sujo e não podia nem gemer de dor para que os vizinhos não escutassem e que depois de um ano é que a menina conseguiu ser registrada somente em nome do homem, pois não poderia ser descoberto sua pedofilia. Diego sabia que era uma arma de Alessandro para atingir Nádia, com isso ele poderia entrar na justiça e alegar sequestro, pedindo Alice de volta, pois não haviam condenações para ele, visto que Nádia nunca o fez. No entanto, a própria menina era um contra ataque, pois se ele tentasse isso, Nádia iria ter que alegar que ela é mãe da menina, sendo assim, iriam comprovar por meio de DNA e então, a pedofilia iria ser finalmente confirmada.
— Não.— Encarou-a.— To deixando ela e as filhas na minha casa. Vai ficar mais protegida lá.
— Não deve estar sendo fácil para ela, né?
E não estava mesmo. Na noite anterior foi um sacrifício para Nádia aceitar dormir na casa de Diego e só conseguiu porque o homem deu a chave do quarto em sua mão, a qual a mesma trancou. Ele desceu e teve que dormir na sala, pois ela não se sentiu segura de estar sequer no mesmo andar que ele. Tinha medo que fizesse mal às suas filhas. Nádia estava muito traumatizada, mas apesar de tudo isso, ele ainda conseguia enxergar alguém que poderia ser curada, uma menina doce que dormia em seu interior. Eles conversaram por mais algum tempo, até que Diego olhou no relógio e se levantou, tinha uma reunião com os policiais, eles queriam aumento de suborno e Diego não estava disposto a fazer isso tão fácil e mesmo que tivesse de aumentar, não seria um valor tão alto. Ele se retirou do quarto após mais algum tempo. Deixando apenas Felipe e Jéssica no quarto.
— Você está com meu celular?
— Estou,— Ela colocou a mão no bolso, retirando o aparelho.— a enfermeira me entregou quando você deu entrada no hospital.
— Me dê.
Ela entregou em suas mãos e voltou a se sentar, pegando seu celular também.
— Vai ligar para quem? Kellie? Ela sequer perguntou se você estava bem, deveria desencanar.
— Cuide de sua vida, Jéssica.
— É sério, você é apaixonado por ela, mas Kellie não te dá a mínima, ela gosta do Diego e você sabe disso, não sei porque está atrás dela ainda.
— Já falei para cuidar da sua vida. Me deixe em paz.
— Você é quem sabe, mas se continuar assim, vai perder todos ao seu redor, por causa de uma boceta podre!
Ele a ignorou e desbloqueou o celular, digitando alguns números e logo o estava chamando. Ela não atendeu de primeira, mas Felipe insistiu e então finalmente conseguiu ouvir sua voz.
— Oi, Felipe.— Disse seca.
— Oi, linda.
— Como você está?
Kellie na verdade não estava interessada em saber como Felipe estava, ela estava mais interessada em Diego, pois a duas noites atrás tiveram o melhor sexo e ela esperava uma resposta dele, que se arrependesse de ter terminado com ela, que voltassem. Eles ficaram no passado, mas não tinham um compromisso serio.
— Com um pouco de dor. Levei dois tiros, um no estômago e outro no ombro, mas estou me recuperando.— Sorriu.— Mas nosso role ainda está de pé, gata.
Ela revirou os olhos do outro lado da linha.
— Ah, claro que sim. Que bom que está se recuperando, mas agora tenho que ir, estou trabalhando.
— Vai vir me ver mais tarde?
— Bom, depende do movimento. Talvez eu vá.
— Ok, linda, não vou mais te atrapalhar. Tchau, espero que consiga vir.
— Tchau.
Ela desligou o celular irritada, enquanto Felipe se sentia feliz da vida. Não sabia sobre a noite retrasada onde Diego e Kellie ficaram, pois não haviam tido tempo de conversar sobre isso. Diego também não sabia de sua paixão platônica pela mulher, Felipe nunca contou, mas ele sempre foi apaixonado por Kellie.
— Ela vem?— Perguntou Jéssica, curiosa.
— Disse que talvez.
— Eu sabia. Ela não vem, babaca.
— Cala a boca, Jéssica.
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Atualizado até capítulo 62
Comments
Nicce Vieira
paixão s3ga o cara
2024-08-16
1
Vitoria Barbosa
aí mais é muito burro mesmo 😂
2024-06-01
5
Tânia Campos
Que bandido otário,
🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣
Com o vulgo de matador,
E se deixou abater por um.velho,
Apaixonado por uma marmita do amigo, que o despreza,
Toma jeito, Matador,
Faça juz ao seu nome.
🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣
2024-01-09
2