ATENÇÃO, CENA FORTE A SEGUIR:
Nádia tomava banho quando Alessandro chegou apressadamente em casa. Ela não ouviu o barulho da porta de entrada sendo aberta, estava distraída demais em sua cantoria para estar. Lavava o seu cabelo com a última gota de shampoo que restou, cantando uma velha cantiga que ouvia de sua professora quando era criança, ela cantava na sala de aula da creche quando as crianças estavam postas para dormir o que chamavam de "sono da tarde". Alessandro caminhou em direção ao banheiro e entrou, vendo-a de costas. Ele rapidamente foi tirando toda a sua roupa, observando as costas da mulher e feliz que o seu trabalho havia sido "bem-sucedido" na noite anterior. As costas dela ainda tinham marcas recentes de espancamentos que vinha sofrendo nas mãos de Alessandro. Ardiam em contato com a água, mas a mulher decidiu ignorar a dor. Ele chegou por trás de Nádia e a agarrou, assustando-a, que deu um pulo, seguido de um grito e virou-se bruscamente para ver quem era. Não esperava Alessandro ali naquele horário, já que o homem disse que só voltaria depois que as crianças estivessem em casa. Contudo, pensava que ele voltaria pela madrugada, pois haveria de gastar todo o dinheiro no bar, como sempre fez. Alessandro costumava trazer sustento para sua casa, comprava o minimo para que elas não passassem fome, e então gastava rodo o resto. Deu um passo para trás, sentindo o seu peito arder, ela também não queria ser tocada por ele, não mais.
— O que está fazendo aqui, Alessandro?
Ele sorriu apenas, se aproximando e segurando o seu queixo.
— Esta também é minha casa. Posso vir a hora que eu quiser.
Nádia piscou algumas vezes, tentando controlar a raiva e a amargura que sentia naquele momento. Ele deu um selo em seus lábios. A vontade dela era escapar dali, sair de perto de seus toques, a mulher tentou dar um passo para se desvencilhar, mas o homem Segurou seus dois braços, fazendo-a ficar.
— Não foi o que quis dizer.— respirou fundo.— Pensei que só voltaria à tarde.
— Eu sei, florzinha.— A beijou mais uma vez.— Está com dor?
Referiu-se às costas da mulher. Ela apenas concordou com a cabeça, tentando não pensar muito naquilo. Alessando só a chamava de "florzinha" quando queria a agradar para se desculpar de ter a espancado. Suas manipulações costumavam dar certo antes, mas agora, tudo o que Nádia sentia era uma vontade imensa de se libertar de seu opressor.
— Comprei comida para vocês e remédio para sua dor.— A puxou para si, sem se importar com os machucados, passando o braco em volta dela.— Agora vem aqui e me sirva como uma boa mulher.
Nádia enrugou o rosto, sentindo uma dor imensa quando ele a puxou, mas não havia saída, se tentasse se desvencilhar, iria acabar com o corpo ainda mais marcado, então ela o deixou tocar-lhe. O homem depositava beijos em sua boca, enquanto a forçou enlaçar as pernas em volta de seu corpo, puxando suas pernas com brutalidade, dando-lhe a unica alternativa de obedecer. Alessando a encostou no azulejo frio, fazendo parte de sua dor amenizar com a sensação da parede gelada, Nádia sentiu que o sangue voltou a escorrer de suas costas. A verdade era que Nadia nunca sentiu nada quando era tocada por ele, nunca conseguiu sentir prazer ou nada de bom que as mulheres falavam na televisão. O sexo para ela era como agressão. Primeiro ela sentiu dor, muita dor e quando se acostumou, mais nada. Se sentia um objeto sexual de seu marido, como se só servisse para tal. Alessandro a penetrou com todas as suas forças, suas estocadas eram fortes, os seu gemidos eram audíveis, mas Nádia era fria como sempre. E então, como ele sempre fazia quando a queria ouvir gemer, se repetiu, Alessandro começou a dar-lhe socos tão fortes como se tivesse a dar em um homem. A dor das pancadas em sua costelas eram insuportáveis.
— Para.
Ela pedia, mas não era o suficiente para ele se compadecer. E então, quando ele estava perto de seu ápice, agarrou-lhe o pescoço e começou a apertar. Nádia começou a sentir a angústia lhe tomar por inteiro, sentia mais uma vez que estava perto da morte e não fosse por suas filhas, iria desejar que a levasse. Alessando apertava cada dez mais forte enquanto a estocava com força, machucando também sua intimidade. Nádia começou a procurar por ar, ela agarrou a mão de Alessandro tentando fazer com que ele afrouxasse o aperto, mas fora em vão. Via o sorriso maldoso em seus lábios, sabia que se divertia com seu sofrimento e foi por isso que com o passar dos anos, ela foi demonstrando cada vez menos seu sofrimento, choros e até pedidos de suplica. Mas naquele momento era impossível não se desesperar ao olhar para a situação. Ela foi perdendo os sentidos aos poucos, foi vendo tudo escurecer, mas quando estava quase se entregando a escuridão, pôde escutar uma voz grossa ao fundo, que provavelmente pode ter sido sua salvação.
— Alessandro!!!
A voz chamou bem ao fundo. Ele reconheceu na mesma hora de quem se tratava. O homem se assustou, largando na mesma hora a mulher, que se desmontou no chão molhado do banheiro.
— É ele!— Olhou na direção da porta, mas logo se voltou para Nádia, abaixando-se.— Escute, sua vagabunda, meu chefe está vindo almoçar aqui em casa, quero que prepare algo bom para ele. E lembra de que ninguém pode saber que Alice é nossa filha mais velha, para os outros ela é apenas sua irmã, ouviu bem? Ninguém pode saber que você engravidou aos doze anos, me ouviu?— Ela apenas concordou com a cabeça, tentando se recuperar.— Ótimo, agora seque-se e saia. E nem pense em sequer olhar para um daqueles homens, ou eu te mato e as suas filhas junto.
Ele saiu rapidamente após se vestir, enquanto Nádia recuperava o fôlego, jogada no chão do banheiro. Ela se levantou com dificuldade e fechou o chuveiro, logo depois foi até sua toalha e se secou. Ainda sentia suas costas sangrar. Se desesperou, se algum daqueles homens visse o sangue e constatassem que seu marido a agredia, provavelmente iriam fazer o mesmo com ele e consequentemente ele faria pior com Nádia quando fossem embora. Era Alice quem fazia os curativos para ela, mas a menina estava na escola e haviam locais de seus machucados que Nádia não conseguia alcançar. Ela então, apenas tentou enxugar com a toalha e então se vestiu, já estava escutando a conversar de alguns homens no outro cômodo e não queria demorar muito, ou o seu marido poderia a punir quando eles fossem embora.
— Aí está ela!— Alessandro disse assim que viu Nádia sair pela cortina.— Meu amor, meus amigos estão aqui para almoçar, você pode preparar?
— Sim.
Respondeu apenas. Ela foi então até onde haviam sacolas com os alimentos recém comprados. Diego a observava enquanto Felipe e Alessandro conversavam. A mulher sequer Ergueu o olhar para os encarar, era sinal de que estava sendo oprimida. Seus cabelos estavam molhados, deixando-a ainda mais sedutora. Apesar de roupas velhas e e olhar cheio de tristeza e dor, Nádia tinha uma beleza grandiosa. Diego estava encantado por ela. Ele se voltou então para Alessandro, observando-o. Aquele homem era muito velho para ela, como poderia ter se casado com um homem como Alessandro? Haviam tantos homens bons por aí, da mesma idade que a mulher, Diego não conseguia se conformar disso. Permaneceu quieto enquanto seu amigo e Alessandro conversavam, o apelido do mais novo gerente era Ale.
— E você já tinha trabalhado assim antes?
Felipe perguntou, queria saber coisas sobre o passado do homem. Ambos não foram muito com a cara de Alessandro e quando souberam que ele havia trazido consigo sua mulher muito mais nova que ele, uma filha de um ano e a suposta irmã de Nádia que mais parecia com ele do que com ela, suspeitaram. Estavam acostumados a lidar com homens de mal caráter e Alessandro parecia ser um deles, o que seria prejudicial para o mesmo, pois Diego não aceitava homens assim em seu morro e o fim de todos eles foi a morte.
— A gente faz de tudo para sobreviver.— Exibiu um sorriso amarelado.— Nádia, querida, traga uma garrafa de água e três copos.
Diego direcionou seu olhar para ela, que rapidamente olhou na direção da mesa, mas desviou logo o olhar. Ela estava ocupada demais para prender seu olhar para eles. Nádia se virou na direção da geladeira, dando as costas para Diego e então, ele viu quando ela ia se abaixando e sua camiseta de cor clara encostou em suas costas, manchando-se de sangue. Diego sentiu uma pontada de dor no peito ao observar aquilo. Ela estava machucada? Será que foi Alessandro quem fez isso? Ele não sabia, mas iria descobrir. Se levantou.
***Faça o download do NovelToon para desfrutar de uma experiência de leitura melhor!***
Atualizado até capítulo 62
Comments
Sandra Maria Cyrino
COITADA!!
ATE QUANDO ELA IRA SOFRER???
2024-11-20
1
Gigliolla Maria
esse velho merece apodrecer na praça p todos verem
2024-10-25
0
Nicce Vieira
velho nojento
2024-08-16
1