THOMAS
Me instalei em uma pousada durante a noite e logo cedo fui atrás da senhorita Evans novamente. Eu não podia demorar muito tempo nessa cidadezinha, o reino de Fasnar não podia ter seu general ausente por muito tempo e eu não sabia quantos dias meus subordinados conseguiam aguentar sem minhas ordens.
Felizmente vencemos na última guerra contra o país vizinho e nossas fronteiras estavam momentaneamente protegidas, mas não podíamos baixar a guarda de qualquer forma.
— Obrigado pelo ótimo atendimento — Agradeci ao dono da pousada e lhe dei um pagamento generoso em dinheiro.
Fui pegar meu cavalo e partir para a casa da senhorita Evans, pretendia conversar com ela, garantir o divórcio e iniciar a viagem para casa no mesmo dia.
Quando eu estava quase chegando avistei uma rica e bela carruagem na mesma estrada em que eu estava... Assim que passei ao lado reconheci um dos homens que protegiam a residência da senhorita Evans, ela com certeza estava na carruagem.
Fiz meu cavalo andar na mesma velocidade que o cavalo da senhorita Evans.
— Senhor, poderia parar a carruagem por gentileza?
Ele me olhou desinteressado e continuou seu trajeto de volta para a residência. Me irritei e tentei alcançar a janela coberta da carruagem com a minha espada.
— Ei! Não pode fazer isso! — O homem viu o que eu estava tentando fazer.
— Pare a carruagem!
Ele sorriu zombateiro e então fez seu cavalo acelerar o passo. Ele estava completamente louco? Havia uma senhorita dentro daquele veículo!
Apressei o passo o seguindo de perto, em algum momento ele teria que parar já que estávamos quase chegando na residência e a senhorita Evans não podia ir tão longe assim para fugir de mim...
De repente um cavalo passou em alta velocidade ao meu lado, havia uma moça montada nele como um homem...
— Senhorita Evans! — Gritei furioso.
Ela acenou e continuou seu caminho. Ela havia me enganado! Tentei fazer a volta, mas meu cavalo estava numa velocidade impossível de parar bruscamente. Tive que esperar ele se acalmar e quando me dei conta já estava na entrada da casa da senhorita.
— Bom, o senhor pediu tão educadamente para eu parar que tive que atendê-lo — O homem sorriu e desceu na carruagem logo afastando as cortinas das janelas. — O senhor gostaria de checar esses tecidos?
A carruagem estava cheia de tecidos e outros artefatos de costura. Respirei fundo tentando não sair do serio, eu era um general, um príncipe! Não seria enganado por uma mulher calculista.
Saí sem responder nada, mas as risadas do homem só me irritaram mais ainda. Pelo menos eu não era idiota já sabia onde procurá-la. Se ela havia comprado tantos tecidos, ela provavelmente estava planejando ir em alguma costureira, não seria difícil achá-la em uma cidade tão pequena.
Minutos depois estava na cidade. Paguei para que um rapaz cuidasse do meu cavalo e fui caminhando pelas ruas. Eu podia sentir os inúmeros olhares direcionados a mim e torci para que a notícia que eu estava na cidade não chegasse até a senhorita Evans.
— Com licença — Me aproximei de uma senhora acompanhada de suas duas filhas.
— Bom dia — Ela me cumprimentou e olhou para as filhas que sorriram "encantadoras" para mim.
Tentei não demonstrar meu desagrado. Eram meninas de no máximo dezessete anos e pelo olhar da mãe delas, provavelmente tinham visto em mim um marido em potencial. Porém, eu não estava interessado em garotinhas.
— A senhora pode me dizer onde tem uma loja de costura?
— Procurando um presente para a sua esposa? — Ela tentou descobrir se eu era casado, apenas assenti, eu não a veria nunca mais de qualquer forma. — Ah, temos uma loja da senhora FitzClarency ao fim da rua.
Seu tom mudou completamente quando descobriu que eu já estava comprometido, mas sorri agradecido assim mesmo e acenei com a cabeça antes de ir embora.
Ao fim da rua... Então a senhorita Evans tinha uma loja de roupas e não era casada... Isso estava ficando interessante.
Assim que cheguei reconheci o cavalo que ela estava montada e não pude deixar de ficar incrédulo ao constatar que ela havia chegado na cidade montada como um homem.
Entrei na loja e logo escutei risadas. Segui o som até os fundos da loja e a encontrei atendendo uma cliente. Fiquei parado a observando andar de um lado para o outro medindo a cabeça da moça e experimentando chapéus.
— A senhorita vai ficar tão bela para o baile de sexta-feira! — A senhorita Evans disse empolgada.
— Espero conseguir chamar muita atenção dos pretendentes — A mocinha disse aos risos.
Revirei os olhos. Mulheres só pensavam em casar no fim das contas.
— A senhorita vai com certeza, mas não esqueça os meus conselhos, se divirta bastante e dance só com os bonitos.
Arregalei os olhos. A senhorita Evans era mesmo uma má influência na sociedade. As duas deram risinhos cúmplices, mas a mocinha parou ao me ver e então se escondeu atrás da senhorita Evans.
— O que foi, Luiza... — Senhorita Evans se virou e encontrou meu olhar. — Quem deixou o senhor entrar!?
— Eu apenas entrei — Dei de ombros. — Tenho que marcar hora?
— Senhora Ceci, quem é ele? — A moça perguntou e pelo seu tratamento pude perceber que era próxima da senhorita Evans.
— Um lunático — Senhorita Evans respondeu e eu a olhei ofendido. — Luiza, saia daqui rápido, eu vou lidar com ele.
— Mas...
— Não se preocupe — Senhorita Evans foi para trás de um balcão e voltou com uma grande pá. — Pode ir e a senhorita não viu nada, ok?
Luiza a olhou horrorizada, assim como eu estava, mas assentiu e saiu correndo. Senhorita Evans me olhou com agressividade.
— Então, vai sair por bem ou por mal?
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Atualizado até capítulo 104
Comments
elenice ferreira
já são 00 : 5 de Terça feira, 24/12,/24 véspera de Natal e eu quase morrendo de tanto segurar o riso! misericórdia
2024-12-24
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Celma Rodrigues
Estou amando essa história e morrendo de rir. Esse casal já ganhou meu coração.
2024-11-10
0
ana
🤣🤣🤣🤣maravilhosa autora
2024-11-10
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