Dali em diante, foi só alegria, depois do almoço, deitaram nas redes na varanda e Jonh adormeceu. Ítalo deixou ele sozinho na rede e foi sentar-se próximo a Ella.
— Desculpe a insistência dele, Ella. Ele gosta muito de você.
— Não tem problema, eu entendo. As ações dele são naturais, além de estar lutando pelo que quer, não entende como funciona o relacionamento entre adultos.
— Sim, é verdade, mas eu também vou lutar pelo que eu quero e eu quero você, Ella.
Ficaram se encarando por um longo tempo, ele admirando a beleza dela, demonstrando toda sua admiração e ela sem saber o que pensar daquela situação. Estava, aos poucos, deixando os dois entrarem em sua vida, mas ainda não confiava em Ítalo.
As coisas estavam acontecendo muito rapidamente e ela nunca teve relacionamentos profundos, só namoricos bobos na época de faculdade. Sempre esteve ocupada demais para isso e se tivesse querido casar, causaria um problema, por já estar casada.
— Me responda uma coisa, Italo. Como faremos com essa certidão de casamento? Somos casados, mas não somos e se eu tivesse encontrado alguém?
— Vocês são casados? — perguntou Jonh, pulando da rede, totalmente desperto.
Os dois adultos olharam para a criança, desconcertados. Como iriam explicar para ele, aquela confusão. Por sorte, Osmar chegou, trazendo uma cesta de goiabas.
— Boa tarde a todos! Mas não é o pequeno Jonh que está aqui?
— Sou eu mesmo, o senhor sabia que a senho… a Ella será minha mamãe?
— Ai meu Deus, estou criando um monstrinho mal educado! — reclamou Italo, se levantando.
— Mas papai, eu ouvi Ella dizer que vocês são casados.
Ella achou melhor interferir:
— Desculpa, Osmar, isso tido é uma grande confusão. Me dê essa cesta, parecem muito apetitosas essas goiabas.
— Eu compreendo, crianças quando querem uma coisa, são insistentes. — se despediu e saiu.
— Exatamente, mas esse aqui está passando dos limites, o que me diz que é hora de ir embora.
— Mas papai…
O menino abaixou a cabeça, triste, sem saber o que fez de errado.
— Sem mas, agradeça a Ella pelo almoço.
— Desculpa Ella e obrigada pelo almoço. — disse o menino, de cabeça baixa.
Ela se levantou e foi até ele dando-lhe um abraço e usando o rosto na cabeça dele.
— Está tudo bem, querido. Essa história de casamento é assunto entre eu e seu pai, está bem? Vamos dar tempo ao tempo.
Ele sorriu, feliz, aquela foi uma fala boa.
— Sim Ella, vou esperar.
Italo foi até ela, agradeceu e beijou seu rosto, ela ficou olhando eles irem embora, abriu e fechou o portão, depois de saírem, pensativa.
*
Os dias que se seguiram, foram tranquilos, Romeu trocou de lugar com seu parceiro e continuaram vigiando. Não viram mais pessoas estranhas pela cidade e por isso ficaram mais tranquilos.
O telefone tocou na casa de Ella e ela viu que era Magno e atendeu, contende:
— Oi, estava com saudades!
— Estou aqui na cidade, também estou com saudades, pensei em te pegar aí e irmos para minha cidade, ao cinema, O que acha?
Ela pensou e achou bom dar uma espairecida, além de poder avaliar seus sentimentos em relação aos dois homens.
— Acho ótimo, que horas?
— Lá pelas três horas, é quando encerro o trabalho aqui na fazenda.
— Espero você, então.
Ela terminou o que estava fazendo e se arrumou toda feliz, precisava mesmo de um refrigério em suas preocupações. Ele passou exatamente às tres horas. Como foi combinado, fizeram uma viagem tranquila e conversaram sobre o rio
— Já está tudo pronto, amanhã explodiremos a barragem e o rio voltará ao seu curso normal.
— Essa é uma excelente notícia, você vai poder assistir comigo ou terá que ver a explosão mais de perto?
— Terei que acompanhar a explosão, para que, se der algo errado, eu poder corrigir.
— Que pena…
— Mas posso ir assim que toda a explosão terminar e começar a retirada dos entulhos.
— Não vai descer com o rio, depois da explosão?
— Não do jeito que projetei, Primeiro vai ter uma passagem para as águas e uma contenção para o entulho e depois retiraremos o restante, aos poucos.
— Deve exigir muitos cálculos para executar esse tipo de trabalho. Não pensei que seria tão trabalhoso.
— Gosto de fazer isso e esse tipo de trabalho, mesmo que seja para desfazer o que nós fizemos, é muito bom.
Chegaram na cidade vizinha e ele pediu que ela fosse com ele até o seu apartamento, para que pudesse se trocar. Ela concedeu e foram, conheceu o apartamento bem decorado que ele tinha, ele gostou de tê-la na sua intimidade, mas não a desrespeitou, entrou e tomou seu banho, se arrumou e foram ao cinema.
Estava tudo muito bem, assistiram ao filme, eram e até trocaram uns beijos. Mas quando saíram, lá estava o grupo de atacantes e difamadores.
— Sua bruxa traiçoeiro! — gritava a velha com os braços ainda feridos e mostrando para todos que saíam do cinema.
— Ela é uma bruxa, prepara beberagens e cremes que nos causam mal — gritou um homem.
— Também cura as pessoas com abraços. Isso é bruxaria. Bruxa!
Magno pegou-a pelo braço e correram para o carro, saindo dali rapidamente. Ele dirigiu direto para a casa dela e ela entrou muito nervosa, logo atrás do carro dele, vinha o carro de Romeu, que viu o estado em que ela estava quando entrou em casa e ligou para Ítalo.
— O que aconteceu, senhora Ella? — perguntou Romeo.
— Nos pegaram na saída do cinema.
— Na outra cidade?
— Sim, depois que Ítalo me contou o que estava acontecendo, pensei que na minha cidade, isso não aconteceria. — falou Magno.
— Vou preparar um chá para vocês. — disse Romeu, indo para a cozinha.
Logo em seguida, Ítalo chegou e Romeu abriu o portão para ele, pois Ella estava deitada no sofá, com a cabeça no colo de Magno e toda encolhida.
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Atualizado até capítulo 63
Comments
Vera Versales
agora a porca torce o rabo
2025-03-16
1
Expedita Oliveira
🥺🥺🥺🥺🥺🥺🥺🥺🥺🥺🥺🥺🥺🥺🥺🥺💔💔💔💔💔💔💔💔💔💔💔💔💔💔💔💔💔💔💔💔💔💔
2025-03-16
1
Valentina Meireles
isso tá cheirando a merda essa garota tá com algum problema cai na real criatura /CoolGuy/
2024-08-09
2