Ella percebeu o incomodo, mas não podia deixar de compartilhar seu sucesso:
— Desculpe, doutor, perdi a noção do tempo. Mas tenho uma grande notícia, encontrei a combinação certa de enzimas, para o caso que o senhor me enviou, pode começar amanhã mesmo, passarei a noite produzindo as doses.
— " Muito obrigada, com certeza o pai do paciente ficará muito agradecido e será um novo passo rumo ao tratamento da doença de Gaucher. "
— Sim, com certeza, mas não fale de mim, pode dar o nome do laboratório e só. Conto com o senhor.
— " Tudo bem, conte comigo, boa noite. "
Desligaram e Ella voltou ao trabalho, produzindo as doses necessárias. Foi dormir às quatro da manhã e dormiu só quatro horas. Levantou correndo, se arrumou e ela mesma foi levar as enzimas para o Dr. Yang. Chegou à clínica e na sala de espera, avistou Ítalo e Jonh, mas passou direto, a entrega era mais importante.
Quando saiu do consultório, eles ainda estavam ali e Jonh a viu e pediu ao pai para chamá-la. Ítalo não gostou, mas não quis contrariar o filho.
— Senhorita Ella! — chamou.
Ella não teve como recusar cumprimentá-los. Se encaminhou até eles e ignorou o homem, falando só com a criança.
— Olá, Jonh. Já tem um tempo que não nos vemos.
— Sim — falou num sussurro.
Ella se abaixou e observou o estado do menino, verificando o avanço da doença. Entristeceu-se, mas tentou não demonstrar.
— Ô, pequeno, espero que melhore. — fez um carinho em seu rosto.
— Me dá um abraço?
Ella sabia que um abraço não faria diferença e agradeceu quando a recepcionista os chamou. Ergueu-se e se despediu, saindo rapidamente.
— Ela nem falou comigo, parecia que eu estava invisível.
Jonh olhou para o pai, sem entender, mas não tinha energia para questionar o pai. O pai pegou o filho no colo e entraram no consultório.
— Olha só quem está aqui? Temos uma excelente notícia, coloque ele na mesa de exames.
— Foi por isso que nos ligou? — perguntou Ítalo.
— Sim, chegaram novas enzimas, que foram testadas especialmente para seu filho. Podemos começar?
— Sim, doutor, tudo que possa melhorar o meu menino.
Iniciaram o procedimento e depois de inserir as enzimas, Jonh precisou ficar de repouso por um tempo, mas foi dando sinais de melhora, na cor da pele e respiração. Ítalo se espantou quando ouviu o filho falar:
— Papai, a senhorita Ella me abraçou?
— Oi, filho — levantou-se rapidamente, para ver o menino.
— Me sinto bem, igual quando ela me abraça.
— Mas foram as enzimas novas, que o doutor aplicou em você.
— Acho que é porque eu vi ela.
— Hum, se continuar melhorando, poderá voltar à escola.
— Poderei visitar a fazendinha da senhorita Ella?
— Que fazendinha?
— A da senhorita Ella, que eu fui da outra vez.
— Uma coisa de cada vez, tá bom?
O médico entrou no quarto e ao ver seu paciente bem, abriu um largo sorriso.
— Parece que ela acertou em cheio na mistura!
— Ela quem, doutor?
— Ah, desculpe — lembrou do pedido de Ella — me refiro a farmacêutica que produziu a medicação.
— Acho que o senhor tem razão, ele melhorou tanto, que tá falando sem parar.
— É um verdadeiro milagre, mas não se iludam, ele não está curado e seus órgãos estão muito debilitados. Passarei uma alimentação especial e medicamentos. Aconselho que consumam o xarope medicinal da abelhinha, são ótimos e irão fazer bem a ele.
— Sim, doutor. Tudo pelo bem do meu filhão.
— Vamos ao meu consultório.
Depois que saíram da clínica, foram para casa e voltariam em dois dias, para nova aplicação, Jonh insistia em ir a fazendinha de Ella, mas o pai disse que ele precisava de mais uns dias de tratamento, para ficar exposto aos animais.
Ítalo colocou o filho para descansar após o almoço e foi à varanda com o seu binóculo. Olhou para o horizonte, vendo nuvens se formando e lembrou da estufa da vizinha. Cruzou o gramado e foi até o local onde teria melhor visão. Olhou pelo binóculo e avistou o sítio, tirando o leito do rio, seco, a estufa tinha sido refeita e a fazendinha, apesar de não dar para ver direito, por causa das árvores, parecia bem.
— Acho que você parece uma fênix, está sempre ressuscitando.
Voltou para casa e ficou observando a tempestade se formando. O telefone tocou e ele foi atender:
— Alô?
— " Oi, Max." — só uma pessoa o chamava assim, além de seu pai, Hélio Bastos.
— O que você quer, agora, Hélio. — agora sou eu o sócio e não preciso tratar ele com muita consideração.
— " Bem, garoto, como está a compra do terreno? "
— Ela está superando todas as dificuldades, seu negócio é sólido e ela não arreda o pé.
— " Você é um grande inútil, Max. Te dei ela como noiva, você tinha a faca e o queijo na mão e não aproveitou e agora, não consegue acabar com aquele sitiozinho insignificante? Pode deixar, eu resolvo isso. "
— Não faça is…infeliz, desligou na minha cara. O que será que ele vai inventar, agora?
Coçou a cabeça, temeroso, não podia deixar que ele destruísse o pouco relacionamento que estava tendo com Ella. Resolveu que iria levar Jonh na fazendinha e aproveitaria para comprar os tais tônicos e o mel que o médico falou e ele não comprou.
Depois daquele beijo, ela o empurrou e saiu correndo e agora, ele não pensava em outra coisa que não fosse ela. Estava com ânsia de tê-la em seus braços e beijar aquela boca mais profundamente. Então faria isso, procuraria estar próximo a ela, sempre que pudesse e poria um segurança para protegê-la de qualquer ataque do pai.
Entrou e achou melhor providenciar logo o segurança e foi o que fez.
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Atualizado até capítulo 63
Comments
Expedita Oliveira
Esse escroto tem que morrer... Nojo desse velho safado🤮😝🤮😝🤮😝🤮😝🤮😝🤮😝🤮😝🤮😝🤮😝🤮😝🤮😝🤮😝🤮😝
2025-03-16
1
Creuza M Gomes
tem como por este urutu do brejo no lugar dele, vei safado.
2024-12-07
1
Maria Alves
esse velho é um asqueroso /Hammer//Puke//Puke//Puke//Puke//Puke//Puke/
2024-10-20
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