Havia uma vaca com seu bezerrinho, um bode, uma cabra e uma ovelhinha. Também tinha, nascido do casal de coelhos, oito coelhinhos que pareciam bolinhas de pelos e passavam de mão em mão das crianças.
No galinheiro, as crianças correram do galo e depois que perceberam que não tinha como ele sair de seu lugar separado, brincaram com os pintinhos.
— Parece que viemos na época certa, seu sítio está cheio de vida. — elogiou Orquideia.
— Sim, é a primavera e a água do rio ajuda muito.
Jonh se divertia junto com as outras crianças, mas percebia-se que cansava logo. Seguiram até o deque, à beira do rio e as crianças ficaram com suas roupas de banho e pularam na água gostosa e límpida.
— Você não vai, Jonh? — perguntou Ella.
— Meu pai não deixa.000
— Ele deve temer que se resfrie, mas eu garanto que você sairá daqui, bem.
Ele riu, todo feliz e tirou a roupinha, ficando de calção de banho.
— Eu vesti pra me prevenir.
— Então pode ir, mas fica na beirinha, se sentir alguma coisa, vem falar comigo. — alertou-o Ella e ficou de olho.
Todas as crianças receberam uma colher de xarope de mel e ervas cultivadas por Ella e depois de se divertirem muito, saíram para fazerem o picnic. Se secaram, vestiram e foram comer, todas arrumadinhas.
— Como está se sentindo, Jonh?
— Estou só um pouquinho cansado, mas tô muito feliz.
— Que bom.
Todos comeram, descansaram deitados no gramado que ladeava o rio e foi forrado com esteiras de bananeiras. Chegou a hora de ir embora e enquanto as crianças entravam no ônibus, Ella verificou que Jonh estava um pouco abatido e se abaixou e abraçou-o, ficando assim durante um tempo e depois se levantou, verificando que estava melhor.
O menino olhou para ela com um sorriso, sem entender como um abraço podia fazer ele se sentir tão bem. Algo dentro dele se lembrava de um abraço gostoso como esse.
— Obrigada, senhorita. Esse foi o dia mais feliz da minha vida. — abraçou-a e foi para o ônibus, recebendo sua cestinha de presentinhos do sítio.
— É meu, tia Deia?
— Sim, querido, tudo muito saudável, para você. Tem até uma plantinha, você só tem que molhar, chama-se suculenta.
— Obrigada, estou muito feliz.
Ella ficou olhando o ônibus se afastando e depois se virou e aplaudiu seus funcionários, liberando-os para desfrutar do restante do dia, como fizeram as crianças. Ela foi para sua casa, tomou um banho e deitou em sua rede, precisava descansar. Toda vez que praticava a cura de alguém, precisava repor as energias.
Mas no caso de Jonh, sabia que não era algo simples, ele precisava da medicina moderna aliada com o tratamento homeopático, com uma alimentação boa e ar puro, teria condições de vencer essa batalha.
*
Italo, como todos os pais, esperava pelo seu filho, na porta do colégio. O ônibus parou e todos foram descendo e sendo entregues ao seu responsável, traziam uma cestinha nas mãos, que os pais pegavam felizes da vida e quando foi a vez de Jonh, ele também trazia uma cestinha e tinha o sorriso mais lindo do mundo.
— Papai! — se jogou nos braços do pai, que o pegou em um abraço gostoso e se afastou para checar se o menino estava bem.
— Eu estou bem, papai. Olha o que ganhei.
Ítalo olhou a cestinha e viu um potinho de mel, um de protetor solar e um de geleia de laranja. Também tinha uma embalagem com biscoitinhos amanteigados e uma plantinha. Olhou tudo aquilo com desconfiança e resolveu jogar fora, assim que chegasse em casa.
— Vamos para casa, você deve estar cansado.
Ajudou o menino a entrar no carro, prendeu o cinto e foi para a direção.
— Foi o dia mais feliz da minha vida, aprendi tanta coisa, vi a plantinha que come inseto, peguei um coelhinho e um pintinho e a tia cuidou de mim direitinho, até me deu xarope de mel. Foi muito bom e estou me sentindo muito bem.
Italo escutou e achou melhor ficar calado, na segunda-feira conversaria com essa tia. " Que história é essa de dar xarope sem receita para o meu filho."
Nos dias que se seguiram, parecia estar tudo bem, mas Orquideia recebeu uma reprimenda do pai de Jonh e para não entristecer o menino, caso o pai tirasse ele da escola, ficou quieta, mas sentiu que o menino estava cada vez mais abatido e triste. Não comentou nada com Ella, sobre o menino e seu pai, principalmente que o homem, ignorante, devolveu a cestinha presente, que o menino gostou tanto de receber.
Já no sítio, Ella percebeu que as águas do rio estavam diminuindo, as plantas estava recebendo menos água e ela precisou mandar cavar dois poços artesianos e adaptar para poder continuar cuidando da estufa, do laboratório e de sua fábrica, ou perderia tudo em que se dedicou, com sua avó, desde que veio morar ali.
Demorou alguns dias, depois de um estudo do solo, para iniciarem a escavação, mas deu tudo certo e já tinha água, quando o rio secou por completo. Ela não se conformou com aquilo e resolveu ir à fazenda vizinha, onde era a nascente, para ver o que havia acontecido. Seguiu com seu carro e parou na entrada da fazenda, se identificando como a vizinha do sítio ao lado.
— A senhora pode entrar, o patrão a está aguardando.
— Pode me dizer o nome dele?
— Senhor Benton, senhora.
— Obrigada e é senhorita.
O portão de ferro desenhado se abriu com um rangido e ela entrou com o carro, seguindo o caminho que levava a casa.
— Esse nome não me é estranho, onde é que já ouvi?
Ao se aproximar, viu um homem sair da casa grande e se pôr na varanda, esperando por ela e então reconheceu a pessoa e o nome.
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Atualizado até capítulo 63
Comments
Célia Stein rosa
não quero acreditar que ela vai ficar com esse idiota, me polpe😐
2025-03-19
2
Expedita Oliveira
🥺🥺🥺🥺🥺🥺🥺🥺🥺🥺🥺🥺🥺🥺🥺🥺🥺🥺🥺🥺🥺🥺🥺🥺💔💔💔💔💔💔💔💔💔💔💔💔💔💔💔💔💔💔💔💔💔🤭🤭🤭🤭🤭🤭🤭🤭🤭🤭🤭🤭🤭🤭🤭🤭🤭🤭🤭🤭🤭🤭🤭🤭🤭
2025-03-16
1
Maria Alves
🫠🫠🫠🫠🤗🤗🤗🤗🤗🤗
2024-10-20
1