— O que produz na fábrica?
— Alguns produtos naturais. — não falou muito, eles não foram ali para examinar sua vida — Terminaram?
— Ah, sim, obrigada. Desculpe a curiosidade e o estrago, agora, observando o lugar, vejo o quanto o rio faz falta.
— Sim — ela saiu caminhando para o estacionamento.
— Se depender de mim, logo seu sítio estará recuperado.
— Agora, é somente a área do rio. Mas foi bom não inundarem tudo, seria outro prejuízo que eu não conseguiria dar conta.
Pararam no estacionamento e Ítalo se aproximou dela, se distanciando do outro e segurando suas mãos.
— Peço que me perdoe, por favor. Te prometo que não tentarei mais convencer você a me vender a propriedade, está bem?
— Por quê isso agora, Ítalo e que história é essa de sermos noivos?
— Nós somos, você fugiu, mas não desfez o compromisso. Aliás, trouxe seu anel, não quero mais nenhum garanhão dando em cima de você.
— O quê, você tá louco?
— Não, só percebi o quanto você é linda e especial, fora o fato de Jonh amar você.
— Simples, assim, vai chegando e pegando? — puxou a mão, mas ele segurou firme e enfiou o anel.
— Algum problema com vocês? — perguntou Magno que não podia ver nada, pois Ítalo estava de costas para ele.
— Estamos bem, o pai dela está perturbando para marcarmos a data, tem sido um longo noivado. Não é querida?
Ela deu um empurrão nele, tentou tirar o anel, mas ficou preso.
— Pare com essa história, não tem noivado nenhum, será que tudo pra vocês, se trata de suas vontades?
— Como é? Não são noivos?
— É uma história complicada, Magno, é melhor não se meter. — rosnou Italo.
Magno ficou olhando para os dois, analisando a situação e entendeu logo o que aconteceu ali, mas só poderia fazer alguma coisa, se ela pedisse, não convinha se meter em assunto que não era seu. Seu cliente estava errado, mas ainda era seu cliente e agora, era para uma boa causa.
Os dias pareciam tranquilos e Ella fez mais um estoque de ampolas e foi levar para o médico, entregou e saiu da clínica, aproveitou para passar no mercado e no caminho, notou alguns olhares estranhos e até alguns a chamarem de bruxa, disfarçadamente.
— Olha que coisa mais linda, mais cheia de graça… você é muito linda, senhorita Ella.
— Olá, senhor Magno, passeando?
— Vim verificar uns registros e foi bom, pois encontrei a beleza do meu dia.
Ella riu e cobriu a boca com a mão, disfarçando seu divertimento.
— Você é sempre assim, tão galanteador? Não estou acostumada com isso, desculpe.
— Acho que exagerei, né? Mas não me leve a mal, meu interesse é genuíno, estou realmente impactado por você e se me permitir, quero continuar te vendo.
— Tudo bem, nada contra a nos conhecermos melhor. Me liga, vou lhe dar meu cartão.
— E o seu noivo?
— É algo muito antigo, forçado pelo meu pai e não existe mais.
Ela passou seu cartão para ele e se despediram.
— Desculpa, adoraria ficar com você, mas o trabalho me chama, aguarde minha ligação, está bem?
— Sim, eu também preciso ir, mas quero te ver de novo.
— É muito bom ter certeza disso, então, até mais.
Magno não resistiu e lhe deu um beijo rápido e saiu sorrindo. Foi para seu escritório na cidade vizinha e se encontrou com seu sócio, o arquiteto João Padur.
— Que expressão alegrinha é essa? Encontrou uma fada madrinha lá na cidade do amor?
— Do que você está falando? Cidade do amor?
— Dizem que o mel que tem lá, é responsável pelo estado de ânimo dos moradores e que todos são muito amorosos.
Magno sentou na ponta de sua mesa e olhando para seu sócio, confessou:
— Nunca pensei que fosse falar isso, mas me apaixonei à primeira vista. Desde que conheci Ella, a dona do apiário que produz o mel da cidade, que estou apaixonado e posso afirmar que, não é o mel, é a produtora do mel, quem distribui o amor que inunda a cidade.
João fitou o amigo com seriedade, surpreso com sua declaração. Seu amigo era um cético quanto a relacionamentos amorosos e principalmente, paixões instantâneas, por isso aquela declaração era tão importante e séria.
— Você está me assustando, amigo. Mas não se esqueça que fui eu quem os apresentei.
— Nunca falei tão sério em minha vida e tem mais, tem um mistério em torno dela, algo muito bom e também, pessoas muito gananciosas querendo destruí-la para ficar com suas terras.
— Tem certeza disso, é uma acusação muito séria.
— Lembra da barragem e do açude que construímos para o Dr. Maxine?
— Claro que me lembro, mudamos o curso de um rio.
— Pois então, aquele rio passava pelas terras dela e sustentava todo seu negócio. A estufa de plantas medicinais, o curral de animais, as casas e o laboratório que ela tem lá. Pois bem, tudo secou e ela precisou abrir poços artesianos, para fornecer água pura para seus experimentos.
— Meu Deus, que crueldade.
— Tudo para forçá-la a sair de lá, mas agora, ele quer que revertamos o processo, pois o filho dele conheceu o local antes e quando voltou e viu o estrago, reclamou de como ficou feio e ficou muito triste.
— Muito cara de pau, então ele não se arrependeu, tá fazendo só por causa do filho.
— Pois é e ainda quis se passar por noivo dela, quando percebeu meu interesse.
— Então a coisa é séria, mesmo. — zoou o amigo.
— Sim, vou pormenorizar, antes de fazermos o novo projeto. — começou a contar a história, juntando os fatos que contaram Ítalo e Ella.
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Atualizado até capítulo 63
Comments
Silvana Costa Carneiro
e agora por quem o coração da Ella vai prender
2025-03-01
1
Expedita Oliveira
🤔🤔🤔🤔🤔🤔🤔🤔🤔🤔🤔🤔🤔🤔🤔🤔🤔🤔🤔🤔🤔🤔🤔🤔🤔🤔🤔🤔🤔🤔🤔🤔🤔🤔🤔🤔🤔🤔🤔🤔
2025-03-16
1
Maria Alves
😚🫠🫠🫠🫠🫠🫠🫠🫠🫠🫠😉😉😉😉😉😉
2024-10-20
0