Estava tudo indo bem, Ella vivia seus dias sorrindo, fazendo suas entregas, conversando e atendendo as pessoas. Sempre tinha uma palavra boa, um conselho ou um tônico que as fazia melhorar. Depois da descoberta da mistura certa das enzimas, patenteou a receita e unida ao doutor Yusef, iniciou o preparo e fornecimento de misturas específicas, para os pacientes do médico.
O mel de suas abelhas, estavam muito bons, graças a florada das laranjeiras. Aproveitou a safra boa de laranjas e além de vender algumas, fez vários potes de geleia e aproveitou também para os tônicos. Tomou muito suco, se munindo de vitamina C, para fortalecer o organismo.
Saiu para fazer mais uma entrega em sua picape saveiro. As entregas que fazia, eram as que produzia no sítio Os produtos da fábrica eram entregues em quantidades maiores e utilizam um empresa de entregas.
Sua primeira parada, foi no mercadinho, onde deixou uma caixa de tônico, uma de mel e uma de sua nova geleia de laranja. Conversou um pouco com o gerente e algumas pessoas que esperavam os produtos chegarem.
— Que bom que chegou, Ella querida, não fico sem seus produtos. — disse a senhora Cândida, uma idosa muito simpática.
— Nem eu Ella, mas minhas juntas estão incomodando tanto, que às vezes preciso que alguém venha comprar para mim. — lamentou-se a senhora Júlia, outra idosa.
— Não fique assim, dona Júlia, me dê sua mão, deixe eu ver seus dedos.
Ella segurou as mãos da senhora com carinho e apertou em alguns pontos especificos, fazendo uma leve pressão.
— Seu toque é tão aliviante, obrigada querida.
Ella sorriu e lhe deu um de seus abraços revigorantes.
— A melhor coisa da vida é amar e ser amado, dona Júlia, abrace seus familiares e amigos e estará sempre bem.
— Obrigada, querida.
— Eu também quero um abraço. — pediu dona Cândida.
— E eu também…
— E eu!
Assim, ela deu vários abraços carinhosos e recebeu, também.
— Você parece fazer milagres com seus abraços, Ella.
— Não é milagre, Sr. Nogueira, é ocitocina.
— Ocitocina?
— Sim o hormônio do amor — sorriu para ele, mas foi embora, antes que ele também quisesse um abraço.
— Não vá, Ella, me diga o que é…
— Procure na internet, é o ci to ci na. Tchau.
Saiu sorrindo e foi para a drogaria, deixou os tônicos e o mel, saiu e foi até a escola, pegando a saída das crianças e esperou, pois a entrada era a mesma. Orquideia sabia que Ella estava lá, para fazer as entregas e saiu para vê-la.
— Oi, amigááá! — cumprimentou Orquideia.
— Oi, que bom vê-la, Déia. Já faz um tempo, estava com saudade. — se abraçaram.
— Senhorita, senhorita, ó eu aqui!
Ella se espantou com o chamado, mas reconheceu a vozinha de Jonh e se virou para olhar.
— Jonh!? Você está bem, que bom!
— Sim, senhorita Ella, o médico me deu um remédio igual o seu abraço.
— A é? Então meu abraço virou um remédio? Que bom, que você está bem.
— Cheguei, filho.
— Paaaai! Eu tô conversando com a senhorita Ella. — respondeu o menino, sorrindo para o pai.
— Olá, senhoritas. — cumprimentou as duas, mas olhava para Ella, sorrindo.
— Boa tarde, Sr. Ítalo. — respondeu Déia.
— Boa tarde. — respondeu Ella, não querendo, mas ficando, meio abobalhada como sorriso dele e aquela boca que a lembra do beijo..
— Papai, pede a senhorita pra gente visitar a fazendinha.
Ella ficou sem graça, seu sítio não estava aberto a visitação, fazia aquilo só para as crianças da escola.
— Jonh, o sítio da senhorita Ella, não é aberto ao público. — respondeu Déia, por Ella.
— Mas nós fomos lá!
— Sim, Jonh, mas foi um caso especial para a escola.
— Desculpem meu filho, mas ele gostou muito do dia que foi lá, ele vive pedindo para voltar. — explicou o pai.
— Olha só, que tal uma passadinha rápida, você vê os coelhinhos e pronto, tá bom?
— Obrigada, senhorita. Vamos pai?
— Precisamos esperar por ela.
— Ah, é. Vai demorar, senhorita?
— Preciso fazer a entrega da escola.
— Vou pedir ao porteiro para ajudar. — falou Deia, entrando na escola.
Ella tirou a caixa da carroceria, enquanto Ítalo observava. Depois tirou outra, e outra e outra e só na última, ele se deu conta do peso e foi ajudar, mas ela já estava empilhando no chão.
— Obrigada, mas já foi. Agora podemos ir. — disse ela, assim que o porteiro levou as caixas.
Italo, pensava, observando aquelas caixas:
" Por quê ela faz tanta questão desse sítio? É só para fazer essas vendinhas de fundo de quintal? Ganharia mais, se vendesse, poderia até dar um bom apartamento para ela viver bem. Ou melhor ainda, poderia morar comigo. "
— Vamos, filho.
Seguiram o carro de Ella e quando os portões se abriram, depois dela digitar o código de segurança, entraram e pararam no estacionamento, fazendo Italo estranhar mais ainda, tanta segurança, para nada. Desceram e Ella esperou por Jonh.
— Pronto Jonh, vamos até a fazendinha. Venham por aqui.
— Mas quero ver tudo, senhorita.
— Mas você verá, passaremos pelos outros lugares.
À medida que caminhavam, Jonh observava tudo, sorrindo, mas seu sorriso começou a sumir, conforme viu as plantas que beiravam o rio, mortas ou murchas e o rio…
— Onde está o rio?
— Não existe mais querido. Venha por aqui.
— Não tem mais o pier?
— Tem sim, mas não dá mais pra pular no rio, claro.
Ítalo só olhava e ouvia tudo. Não pensou no estrago que causaria, ao interromper o fluxo d'água. Pelas plantas murchas e o leito seco, foi um estrago bem grande.
— E agora, de onde vem a água para as plantinhas e para os animais? — perguntou o menino.
— Abri poços artesianos no fundo da terra e coloquei bombas e tubulações, para levar a água para onde é necessário.
— Entendi. Posso ver as plantas carnívoras?
— Ah, querido, elas morreram no temporal e as mudas novas que comprei, ainda não cresceram. Vamos passar por fora da estufa, estão arrumando tudo, ainda.
Ítalo percebeu seu filho cada vez mais murcho. Como seria aquele lugar, antes, para que seu filho ficasse tão decepcionado, agora? Se perguntava.
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Atualizado até capítulo 63
Comments
Expedita Oliveira
Olha o que tu fez safado. Agora, ver se aprende e faz as coisas direitinho 😥😥🤭🤭🤭🤭🤭🤭🤭🤭🤭🤭🤭🤭🤭🤭🤭🤭🤔🤔🤔🤔🤔🤔🤔🤔🤔🤔🤔🤔🤔🤔🤔
2025-03-16
1
Maria Alves
😙😙😙😙😙😙❣️❣️❣️❣️❣️❣️❣️❣️
2024-10-20
1
Maria Alves
Como o garoto ficou triste? apenas o pai é o culpado pela a destruição.
2024-10-20
0