Capítulo 13. Insistência

Estava tudo indo bem, Ella vivia seus dias sorrindo, fazendo suas entregas, conversando e atendendo as pessoas. Sempre tinha uma palavra boa, um conselho ou um tônico que as fazia melhorar. Depois da descoberta da mistura certa das enzimas, patenteou a receita e unida ao doutor Yusef, iniciou o preparo e fornecimento de misturas específicas, para os pacientes do médico.

O mel de suas abelhas, estavam muito bons, graças a florada das laranjeiras. Aproveitou a safra boa de laranjas e além de vender algumas, fez vários potes de geleia e aproveitou também para os tônicos. Tomou muito suco, se munindo de vitamina C, para fortalecer o organismo.

Saiu para fazer mais uma entrega em sua picape saveiro. As entregas que fazia, eram as que produzia no sítio  Os produtos da fábrica eram entregues em quantidades maiores e utilizam um empresa de entregas.

Sua primeira parada, foi no mercadinho, onde deixou uma caixa de tônico, uma de mel e uma de sua nova geleia de laranja. Conversou um pouco com o gerente e algumas pessoas que esperavam os produtos chegarem.

— Que bom que chegou, Ella querida, não fico sem seus produtos. — disse a senhora Cândida, uma idosa muito simpática.

— Nem eu Ella, mas minhas juntas estão incomodando tanto, que às vezes preciso que alguém venha comprar para mim. — lamentou-se a senhora Júlia, outra idosa.

— Não fique assim, dona Júlia, me dê sua mão, deixe eu ver seus dedos.

Ella segurou as mãos da senhora com carinho e apertou em alguns pontos especificos, fazendo uma leve pressão.

— Seu toque é tão aliviante, obrigada querida.

Ella sorriu e lhe deu um de seus abraços revigorantes.

— A melhor coisa da vida é amar  e ser amado, dona Júlia, abrace seus familiares e amigos e estará sempre bem.

— Obrigada, querida.

— Eu também quero um abraço. — pediu dona Cândida.

— E eu também…

— E eu!

Assim, ela deu vários abraços carinhosos e recebeu, também.

— Você parece fazer milagres com seus abraços, Ella.

— Não é milagre, Sr. Nogueira, é ocitocina.

— Ocitocina?

— Sim o hormônio do amor — sorriu para ele, mas foi embora, antes que ele também quisesse um abraço.

— Não vá, Ella, me diga o que é…

— Procure na internet, é o ci to ci na. Tchau.

Saiu sorrindo e foi para a drogaria, deixou os tônicos e o mel, saiu e foi até a escola, pegando a saída das crianças e esperou, pois a entrada era a mesma. Orquideia sabia que Ella estava lá, para fazer as entregas e saiu para vê-la.

— Oi, amigááá! — cumprimentou Orquideia.

— Oi, que bom vê-la, Déia. Já faz um tempo, estava com saudade. — se abraçaram.

— Senhorita, senhorita, ó eu aqui!

Ella se espantou com o chamado, mas reconheceu a vozinha de Jonh e se virou para olhar.

— Jonh!? Você está bem, que bom! 

— Sim, senhorita Ella, o médico me deu um remédio igual o seu abraço.

— A é? Então meu abraço virou um remédio? Que bom, que você está bem.

— Cheguei, filho.

— Paaaai! Eu tô conversando com a senhorita Ella. — respondeu o menino, sorrindo para o pai.

— Olá, senhoritas. — cumprimentou as duas, mas olhava para Ella, sorrindo.

— Boa tarde, Sr. Ítalo. — respondeu Déia.

— Boa tarde. — respondeu Ella, não querendo, mas ficando, meio abobalhada como sorriso dele e aquela boca que a lembra do beijo.. 

— Papai, pede a senhorita pra gente visitar a fazendinha.

Ella ficou sem graça, seu sítio não estava aberto a visitação, fazia aquilo só para as crianças da escola.

— Jonh, o sítio da senhorita Ella, não é aberto ao público. — respondeu Déia, por Ella.

— Mas nós fomos lá!

— Sim, Jonh, mas foi um caso especial para a escola.

— Desculpem meu filho, mas ele gostou muito do dia que foi lá, ele vive pedindo para voltar. — explicou o pai.

— Olha só, que tal uma passadinha rápida, você vê os coelhinhos e pronto, tá bom?

— Obrigada, senhorita. Vamos pai?

— Precisamos esperar por ela.

— Ah, é. Vai demorar, senhorita?

— Preciso fazer a entrega da escola.

— Vou pedir ao porteiro para ajudar. — falou Deia, entrando na escola.

Ella tirou a caixa da carroceria, enquanto Ítalo observava. Depois tirou outra, e outra e outra e só na última, ele se deu conta do peso e foi ajudar, mas ela já estava empilhando no chão.

— Obrigada, mas já foi. Agora podemos ir. — disse ela, assim que o porteiro levou as caixas.

Italo, pensava, observando aquelas caixas:

" Por quê ela faz tanta questão desse sítio? É só para fazer essas vendinhas de fundo de quintal? Ganharia mais, se vendesse, poderia até dar um bom apartamento para ela viver bem. Ou melhor ainda, poderia morar comigo. "

— Vamos, filho.

Seguiram o carro de Ella e quando os portões se abriram, depois dela digitar o código de segurança, entraram e pararam no estacionamento, fazendo Italo estranhar mais ainda, tanta segurança, para nada. Desceram e Ella esperou por Jonh.

— Pronto Jonh, vamos até a fazendinha. Venham por aqui.

— Mas quero ver tudo, senhorita.

— Mas você verá, passaremos pelos outros lugares.

À medida que caminhavam, Jonh observava tudo, sorrindo, mas seu sorriso começou a sumir, conforme viu as plantas que beiravam o rio, mortas ou murchas e o rio…

— Onde está o rio?

— Não existe mais querido. Venha por aqui.

— Não tem mais o pier?

— Tem sim, mas não dá mais pra pular no rio, claro.

Ítalo só olhava e ouvia tudo. Não pensou no estrago que causaria, ao interromper o fluxo d'água. Pelas plantas murchas e o leito seco, foi um estrago bem grande.

— E agora, de onde vem a água para as plantinhas e para os animais? — perguntou o menino.

— Abri poços artesianos no fundo da terra e coloquei bombas e tubulações, para levar a água para onde é necessário.

— Entendi. Posso ver as plantas carnívoras?

— Ah, querido, elas morreram no temporal e as mudas novas que comprei, ainda não cresceram. Vamos passar por fora da estufa, estão arrumando tudo, ainda.

Ítalo percebeu seu filho cada vez mais murcho. Como seria aquele lugar, antes, para que seu filho ficasse tão decepcionado, agora? Se perguntava.

Mais populares

Comments

Expedita Oliveira

Expedita Oliveira

Olha o que tu fez safado. Agora, ver se aprende e faz as coisas direitinho 😥😥🤭🤭🤭🤭🤭🤭🤭🤭🤭🤭🤭🤭🤭🤭🤭🤭🤔🤔🤔🤔🤔🤔🤔🤔🤔🤔🤔🤔🤔🤔🤔

2025-03-16

1

Maria Alves

Maria Alves

😙😙😙😙😙😙❣️❣️❣️❣️❣️❣️❣️❣️

2024-10-20

1

Maria Alves

Maria Alves

Como o garoto ficou triste? apenas o pai é o culpado pela a destruição.

2024-10-20

0

Ver todos
Capítulos
1 Capítulo 1. Aniversário
2 Capítulo 2. Pretendente
3 Capítulo 3. Resgate
4 Capítulo 4. Paraíso
5 Capítulo 5. Oferta
6 Capítulo 6. Fábrica
7 Capítulo 7. Liberdade
8 Capítulo 8. Visinho
9 Capítulo 9. Estufa
10 Capítulo 10. Projeteis
11 Capítulo 11. Abraço
12 Capítulo 12. Abraços
13 Capítulo 13. Insistência
14 Capítulo 14. Tristeza
15 Capítulo 15. Alegria
16 Capítulo 16. Encontros
17 Capítulo 17. Perseguição
18 Capítulo 18. Insistência Infantil
19 Capítulo 19. Novo Ataque
20 Capítulo 20. Imprensa
21 Capítulo 21. Intervenção
22 Capítulo 22. Coma
23 Capítulo 23. Ella Voltou
24 Capítulo 24. Reencontro
25 Capítulo 25. Volta ao Lar
26 Capítulo 26. Afeição
27 Capítulo 27. A Vaquinha
28 Capítulo 28. Desespero
29 Capítulo 29. Investida
30 Capítulo 30. Uma Chance
31 Capítulo 31. Sorrindo Atoa
32 Capítulo 32. Dó
33 Capítulo 33. Encontros
34 Capítulo 34. Analisando
35 Capítulo 35. Já Basta!
36 Capítulo 36. Alivio
37 Capítulo 37. Beijinho
38 Capítulo 38. Acidente
39 Capítulo 39. Estrago
40 Capítulo 40. Jantar
41 Capítulo 41. É
42 Capítulo 42. Cheiro de Bosta
43 Capítulo 43. Medo
44 Capítulo 44. Amor Materno
45 Capítulo 45. Ganância
46 Capítulo 46. Família?
47 Capítulo 47. Milagre
48 Capítulo 48. Esclarecimentos
49 Capítulo 49. Passado
50 Capítulo 50. Viagem
51 Capítulo 51. Aconteceu
52 Capítulo 52. Herdeira
53 Capítulo 53. Sedução
54 Capítulo 54. Café da Manhã
55 Capítulo 55. Sótão
56 Capítulo 56. Está Tudo Bem
57 Capítulo 57. Retorno
58 Capítulo 58. Inicio da Cura
59 Capítulo 59. Relatos Criminosos
60 Capítulo 60. Cura
61 Capítulo 61. Amor
62 Capítulo Final. Amor
63 Epílogo
Capítulos

Atualizado até capítulo 63

1
Capítulo 1. Aniversário
2
Capítulo 2. Pretendente
3
Capítulo 3. Resgate
4
Capítulo 4. Paraíso
5
Capítulo 5. Oferta
6
Capítulo 6. Fábrica
7
Capítulo 7. Liberdade
8
Capítulo 8. Visinho
9
Capítulo 9. Estufa
10
Capítulo 10. Projeteis
11
Capítulo 11. Abraço
12
Capítulo 12. Abraços
13
Capítulo 13. Insistência
14
Capítulo 14. Tristeza
15
Capítulo 15. Alegria
16
Capítulo 16. Encontros
17
Capítulo 17. Perseguição
18
Capítulo 18. Insistência Infantil
19
Capítulo 19. Novo Ataque
20
Capítulo 20. Imprensa
21
Capítulo 21. Intervenção
22
Capítulo 22. Coma
23
Capítulo 23. Ella Voltou
24
Capítulo 24. Reencontro
25
Capítulo 25. Volta ao Lar
26
Capítulo 26. Afeição
27
Capítulo 27. A Vaquinha
28
Capítulo 28. Desespero
29
Capítulo 29. Investida
30
Capítulo 30. Uma Chance
31
Capítulo 31. Sorrindo Atoa
32
Capítulo 32. Dó
33
Capítulo 33. Encontros
34
Capítulo 34. Analisando
35
Capítulo 35. Já Basta!
36
Capítulo 36. Alivio
37
Capítulo 37. Beijinho
38
Capítulo 38. Acidente
39
Capítulo 39. Estrago
40
Capítulo 40. Jantar
41
Capítulo 41. É
42
Capítulo 42. Cheiro de Bosta
43
Capítulo 43. Medo
44
Capítulo 44. Amor Materno
45
Capítulo 45. Ganância
46
Capítulo 46. Família?
47
Capítulo 47. Milagre
48
Capítulo 48. Esclarecimentos
49
Capítulo 49. Passado
50
Capítulo 50. Viagem
51
Capítulo 51. Aconteceu
52
Capítulo 52. Herdeira
53
Capítulo 53. Sedução
54
Capítulo 54. Café da Manhã
55
Capítulo 55. Sótão
56
Capítulo 56. Está Tudo Bem
57
Capítulo 57. Retorno
58
Capítulo 58. Inicio da Cura
59
Capítulo 59. Relatos Criminosos
60
Capítulo 60. Cura
61
Capítulo 61. Amor
62
Capítulo Final. Amor
63
Epílogo

Baixar agora

Gostou dessa história? Baixe o APP para manter seu histórico de leitura
Baixar agora

Benefícios

Novos usuários que baixam o APP podem ler 10 capítulos gratuitamente

Receber
NovelToon
Um passo para um novo mundo!
Para mais, baixe o APP de MangaToon!