Ele chegou minutos depois e ela abriu o portão e o esperou na varanda. Ele chegou sorrindo e não resistiu em se aproximar, pousar sua mão na cintura dela e beijar seu rosto.
— Oi, minha linda.
— Oi, Magno — respondeu sorrindo — vamos entrar, bem.
Foram para a cozinha e a mesa estava pista para o desjejum dela, mas ela fez um chá digestivo para ele e serviu com biscoitos de gengibre. Sentaram-se e ela comeu seus ovos mexidos, com aipim na manteiga e tomou seu capuccino.
— Isso parece apetitoso, pena que já almocei. Mas esse chá também está ótimo.
— Então, como vai a obra de retorno do rio?
— O projeto está pronto, iniciaremos a obra física amanhã.
— Que bom. Mas o que foi que Italo te contou?
— Falou sobre o casamento e que te pediu uma chance.
— Eu soube dessa certidão, ontem e ainda não pensei no assunto, estou muito confusa com isso tudo, sem contar que estou sentindo o peso de uma ameaça, sobre mim.
— Como uma intuição?
— Mais ou menos isso. Ontem, enquanto conversávamos, vi algumas pessoas estranhas olhando para mim e até ouvi que uma me xingou de bruxa.
— Isso é muito estranho e perigoso, Ella. Que tal contratar uma firma de segurança?
— Ítalo já fez isso, não viu ele lá fora?
— Vi um carro estacionado lá, sim.
— Pois é, então, acho melhor só andar lá fora se for extremamente necessário.
— Entendi e aprovo. Posso provar esse empadão?
Ela sorriu e empurrou a travessa para ele. Ele comeu um bom pedaço e achou delicioso. Não queria dizer que só beliscou a comida, na casa do CEO. Estava com muita raiva do homem e da manipulação dele, mas não podia negar que ele estava se redimindo.
— Mas e agora, o que vamos fazer?
— Você diz, depois de comer.
— Digo, em relação ao seu marido indesejado.
— Ah, isso. Situação difícil. Bem, vamos dar tempo ao tempo, deixa a água, literalmente rolar e esperar as próximas ações. Não tenho nenhum compromisso com Italo, além de um papel, não temos nenhum envolvimento emocional.
*
No dia seguinte, Ella foi fazer sua entrega semanal aos seus fregueses.
Depois que Ella se despediu do último cliente e seguiu andando para o mercado onde precisava fazer umas compras para sua casa, notou as pessoas a olhando estranho novamente. Continuou andando como sempre fazia, sorrindo e cumprimentando a todos. Até que uma senhorinha, que sempre a tratou muito bem, parou em sua frente e começou a gritar:
— Sua bruxa maldita! Você com suas beberagens, quase matou meu neto e a minha pele está toda empolada. Olha!
A senhora puxou a manga da blusa e sua pele estava cheia de bolhas. Ella se aproximou para examinar, mas a idosa não deixou e continuou falando, cada vez mais alto:
— Bruxa maldita, você é má.
Os que estavam a volta e ouviam, apoiaram ela e começaram um coro:
— Bruxa, Bruxa!
— Bruxa maldita!
O segurança veio correndo e tirou-a dali, correndo com e a para dentro do carro que ele estacionou perto.
— O que está acontecendo? Aquelas feridas nos braços dela, não foram feitos pelos meus produtos.
— Vamos sair daqui primeiro, depois investigamos isso.
O segurança partiu com o carro, desviando do grupo que se formou e foi direto para a fazenda de Atílio. Chegando lá, Atílio já os esperava, avisado pelo segurança. Assim que eles saíram do carro, Atílio foi até ela.
— Você está bem? — Examinou seu rosto e seu corpo.
— Sim, estou bem, o seu segurança me tirou de lá a tempo.
— Meu nome é Romeo, senhora.
— Obrigado, Romeo, vá até a cozinha e coma alguma coisa, já avisei o delegado, sobre o que está acontecendo na cidade.
— Obrigada, Romeo, pôr e tirar de lá.
Romeo sorriu, acenou com a cabeça e entrou. Italo, então, abraçou Ella, que se deixou ser abraçada, pois ainda estava muito agitada e nervosa.
— Já passou, você está segura, aqui.
— Aquela senhora estava com os braços cheios de bolhas e não foram meus produtos que causaram. O que está acontecendo?
— Tenho minhas desconfianças. Vamos entrar. Quando eu for buscar Jonh na escola, levo você.
— Preciso ir ao mercado, fazer umas compras.
— Eu levo você e Romeo fica de guarda. Está bem assim?
— Sim.
Eles entraram e ele a levou à cozinha. A cozinheira já havia preparado um suco e serviu com uma torta de frutas.
— Beba o suco, senhora, é de maracujá, vai lhe acalmar.
— Esta é minha esposa, Ella, Rosita, trate-a muito bem.
Os dois funcionários olharam para ela, surpresos com a notícia e Ella só não jogou o suco na cara dele, porque ouviram um carro chegando e buzinando. Era o delegado e Rosita foi recebê-lo e levou-o para a cozinha.
— Bem vindo, delegado. Sente-se e tome um suco, Ella ficou muito agitada.
— Pode me contar o que aconteceu?
— Hoje é o terceiro dia que notei pessoas estranhas na cidade, me olhando esquisito.
— Anteontem eu estava com ela e vi. Romeo é meu segurança, que estava protegendo ela. — disse Italo.
— Sim e hoje, se não a tivesse tirado de lá, ela podia ter sido apedrejada. — disse Romeu.
— Eu andei perguntando pela cidade e os comerciantes disseram que têm visto pessoas estranhas pelo centro, mas depois do que aconteceu hoje, eles sumiram.
— Será que vão aparecer novamente?
— Por quê não fica aqui por uns dias? — perguntou o delegado.
— Você é bem vinda e Jonh vai adorar ter você aqui só pra ele.
— Ai, não sou um boneco que você manipula como quer. Vou para casa, lá estarei segura, também.
— Não fique aborrecida, eu só quero protegê-la e que se sinta bem aqui.
Ella respirou fundo, pensando que a culpa dessa vez, não parecia ser dele.
— Se eu souber que você tem o dedo em tudo isso…
— Não sou eu, tenho quase certeza que tem o dedo do seu pai em tudo isso.
— Como pode ter certeza?
— Não tenho, mas essas pessoas devem ter sido contratadas, se encontrarmos uma, ela confessar.
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Atualizado até capítulo 63
Comments
Silvana Costa Carneiro
que povo louco! quando estavam todos precisando de Ella ela era uma anjo, agora virou bruxa. deve ter rolado dinheiro pra corromper o povo
2025-03-01
3
Eufrasia Agizzio
Tem dedo do pai dela no que está acontecendo. Mas acredito que ele vai precisar da cura da “ bruxa “
2025-03-09
1
Expedita Oliveira
Velho imundo, Nojo 🤮😝🤮😝🤮😝🤮😝🤮😝🤮😝🤮😝🤮😝🤮😝🤮😝🤮😝🤮😝🤮🤮🤮😝😝😝🤮😝
2025-03-16
1