Ella considerou, mas achou difícil.
— De qualquer forma, vou por meus homens na rua, prestando atenção em tudo. Você, dona Ella, não saia de casa, pelo menos até passar esse perigo. — disse o delegado.
— Tudo bem delegado, já posso ir, agora?
— Sim, vamos. Romeo, você vai atrás, em seu carro.
— Eu vou na frente. — disse o delegado.
— Obrigada pelo suco e pela torta, estava deliciosa, Rosita.
— A senhora não vai ficar, essa é sua casa.
— É uma longa história, Rosita, outro dia te explico, tchau.
Ao ouvir as palavras dela, Ítalo ficou feliz, pois deu a entender que ela voltaria. Saíram como foi combinado e chegaram ao mercado. Romeu ficou parado na entrada. Ela fez suas compras e na saída, Italo insistiu:
— Eu vou levá-la, depois mando buscarem seu carro. Vamos passar na escola e pegar o Jonh.
O menino quando saiu e viu que ela estava junto com o pai para buscá-lo se jogou nos braços dela e a abraçou.
— Senhorita, senhorita, que bom que está aqui.
— Sim querido, seu pai insistiu em me levar para casa e eu queria muito te ver.
— Então, nós vamos até a sua casa?
— Sim e se quiser pode até almoçar comigo.
— Eba!!! Vamos papai, vamos?
— Sim, vamos, também vou adorar almoçar com a senhorita Ella.
Entraram no carro e durante o percurso até a casa de Ella, John não parava de falar sobre o retorno do rio pata o seu curso normal.
— Vai voltar tudo como era antes, senhorita! — falou Jonh, animado.
— Sim, e poderemos fazer outros picnics.
— Senhorita, peço perdão pelo meu pai, ele não tinha que prender o rio daquele jeito.
— Eu já perdoei ele, Jonh.
Eles chegaram e desceram do carro, ela o segurou pela mão e continuou falando:
— Se eu não tivesse perdoado seu pai, não teria convidado vocês para almoçar comigo. Eu te amo muito, John. Você nem faz ideia do quanto.
O menino se pôs na frente dela e abraçou-a novamente, lágrimas escorriam por seus olhos, pois sentia em Ella, todo o amor de mãe que carecia.
Ainda abraçados, o amor de Ella envolveu o menino e ele sentiu o bem estar que isso lhe causava.
— Eu queria tanto que você fosse minha mãe, senhorita. — lágrimas de felicidade, rolavam dos olhos do menino.
Ella abaixou-se para ficar na altura dele e falou, olhando nos olhos dele:
— Eu sei que fica triste por sua mãe ter partido, mas mesmo eu não sendo sua mãe, você pode contar comigo.
— Senhorita eu sei que meu pai fez coisa errada e magoou você, mas ele é bom e gosta da senhorita. Se você casar com ele, pode ser minha mamãe.
Ella, assim como Ítalo, ficaram surpresos com a fala de Jonh. Ela não sabia o que dizer, então achou melhor desconversar e mudar de assunto.
— Isso é um assunto de gente grande, vamos entrar, pois eu ainda tenho que finalizar o almoço.
Oeninp sorriu e deu a mão a ela e seguiram para casa. Seu coraçãozinho, batia alegre por ela não ter negado, então,para ele, era uma possibilidade. Sua cabecinha se encheu de sonhos de ter uma linda família e fazer muitos picnics ali ma fazendinha.
Atilio também sorria, pensando o mesmo que o filho. Tal pai, tal filho.
Entraram e ela levou-os para a cozinha, que é bem espaçosa.
— Precisa de ajuda? — perguntou Italo.
— Não, está tudo encaminhado. Eu montei uma lasanha, antes de sair e é só colocar no forno. Gosta de lasanha, Jonh?
— Muito, mas papai não deixa eu comer muitas comidas assim?
— Assim como, Ítalo?
— O médico recomendou que ele não coma muitos condimentos, embutidos e glúten.
— Aqui vocês não precisam se preocupar, — ela colocou a lasanha no forno e chamou Jonh e Italo para irem a varanda dos fundos. — tudo é natural. Estão vendo a minha plantação de tomates e hortaliças? Minha comida vem dali. Além disso, faço a massa da minha panqueca, com amido, sem gluten, não uso presunto e o queijo é feito aqui mesmo, na nossa fazendinha.
Ítalo ficou impressionado, não cansava de se surpreender com as qualidades de Ella, ela é perfeita.
— Você criou uma vida auto sustentável aqui, isso é maravilhoso.
— Não é só isso, Italo. Sou uma cientista, pesquisadora de tratamentos com coisas naturais. Tudo que produzo aqui, faz parte de minhas pesquisas de novos medicamentos.
— Desculpe, não sabia.
— Viu, papai, o senhor fez muito mal a senhorita Ella, tem que dar muitos presentes, para ela te perdoar.
Os dois adultos riram da proposta do menino.
— Por quê muitos presentes, Jonh? — Quis saber Ella.
— É assim que ele faz, quando quer se desculpar comigo e com quem ele faz coisa errada.
— Mas olha só esse menino, tá detonando o pai!
Ella riu da interação de pai e filho.
— Vamos entrar e pôr a mesa.
Entraram e até Jonh, ajudou. Ella fez uma salada de verduras e o forno apitou. Colocou a comida na mesa e serviu os pratos.
— Hummm! Tá cheiroso! — disse o menino.
— Está quente, cuidado para não se queimar.
— Eu vou cortar para você, assim esfria mais rápido. — disse Italo e começou a cortar a lasanha do prato de Jonh.
Ella notou que ele tinha prática em fazer aquilo.
— Você é um bom pai, Ítalo. Um pouco exagerado as vezes, mas é puro zelo.
— Sim, eu sei. Mas meu filho é muito precioso para mim, principalmente depois da morte do meu pai, ele é minha única família.
— Você não tem tios ou primos?
— Não, somos uma sucessão de filhos únicos.
— Interessante, com minha família materna também é assim.
— Então podemos juntar nós, senhorita.
Ítalo chamou a atenção do filho, pois achou que estava exagerando:
— Não fique apelando, Jonh, assim ela vai querer distância da gente.
Ella deu risada, pai e filho formavam uma dupla dinâmica.
— Tá tudo bem Ítalo e pode me chamar só de Ella, Jonh, tira esse senhorita, está bem?
O menino olhou para ela com adoração, quase esquecendo de comer e seu pai precisou lembrá-lo.
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Atualizado até capítulo 63
Comments
Silvana Costa Carneiro
tá lindo, eles tem que ter cuidado com o engenheiro TB.
2025-03-01
3
Vanda Belem
que capítulo lindooo
2025-03-21
0
Expedita Oliveira
🥺🥺🥺🥺🥺🥺🥺🥺🥺🥺🥺🥺🥺🥺🥺🥺🥺🥺🥺🥺🥺🥺🥺🥺🥺🥺🥺🥺🥺🥺🥺🥺🥺🥺🤔🤔🤔🤔🤔🤔🤔🤔🤔🤔🤔🤔🤔🤔🤔🤔🤔🤔🤔🤔🤔
2025-03-16
1