A surpresa deixou Ella estática, mas logo em seguida sorriu, achando aquilo muito bom.
— Pelo visto você gostou da beijoca dele?
— Ítalo? O quê você quer?
— Se eu disser, você vai me dar?
— Que cantada de mau gosto, não tem mais o que fazer não?
Ele caiu em si do papelão que esyaba fazendo e se retratou:
— Desculpe, é ciúmes, puro e forte ciúmes. Eu sei que não estou parecendo coerente, mas gostaria muito de conversar com você sobre nós.
Ella se acalmou, embora ainda notava os olhares estranhos à sua volta.
— Não existe nós, Ítalo, ainda mais depois dos últimos problemas que me causou.
— Bem, não é algo que eu gostaria de falar com você no meio da rua, mas a situação é mais grave do que imagina.
— Como assim, ainda tem mais?
— Seu pai me ligou, criticou minha forma de resolver a questão e disse que agiria ele mesmo, para lhe convencer.
— Será que tem haver com a forma que estão me olhando?
Ítalo já havia notado, mas achou melhor não comentar, acenou com a cabeça para o segurança e pediu para ela acompanhá-lo.
— Vamos para um local mais fechado.
— O café da Lola.
— Ótimo.
Entraram no café e o segurança se colocou ao lado da entrada. Sentaram-se e a própria Lola foi servi-los.
— Como vai, Ella, que bom você aqui!
— Sim, Lola, é tão difícil arrumar tempo.
— Eu sei como é, o que vão querer?
— Um café simples, para mim. — pediu Ella.
— O mesmo para mim. Ah, meu nome é Italo, será que você notou pessoas estranhas na cidade?
— Sim, é estranho, porque só andam por aí e não fazem nada e alguns parecem mendigos, mas têm a pele bem tratada e o cabelo bem cortado.
— Obrigada, Lola. — agradeceu Ella.
— Isso está cheirando a armação. Aquele homem parado na entrada, é um segurança. Eu o contratei e não adianta dizer que não precisa.
— Por quê está fazendo isso?
— Aprendi a vê-la pelos olhos do meu filho. Ele te ama e a cada abraço que você dá nele,e sinto abraçado também.
Ela sorriu da maneira do homem, que era tão contra ela, galantear ela.
— Você está sendo contraditório, não quer mais minhas terras?
— Na verdade, estou querendo, agora, a dona das terras.
— Isso é sério? — ela riu gostoso, se deliciando em ser paquerada pelo segundo homem no dia.
Mas ele olhava ela, sério, ainda tendo o que contar.
Ella parou de rir e se sentir a poderosa para prestar atenção no que ele ainda tinha para contar.
— Sim, Ella. Quando fomos obrigados a aceitar aquele casamento, você era muito nova e não me atraiu, eu também tinha uma namorada e ela estava grávida do John.
— Então, Ainda bem que não casamos.
— Aí é que está a questão, seu pai fez você assinar uma procuração, não sei se você lembra, mas, ele usou esta procuração para dar entrada no casamento, então, oficialmente, nós somos casados.
— Casados, ninguém merece.
Me admira muito, ele não ter usado essa procuração, para transferir minhas terras para vocês.
— A procuração era só para o casamento, mas sua avó, também foi prevenida e deixou anexado no testamento, que as terras eram intransferíveis e seriam usadas especificamente para o desenvolvimento de produtos naturais.
— Sim, me lembro de ouvir isso.
— Só você pode mudar isso, mas com o que vi, você desenvolveu uma boa estrutura lá, e ajuda toda a cidade.
— Parece que isso não é suficiente para o meu pai.
— Eu quero que fique tranquila quanto a mim, não usarei a certidão de casamento contra você, não usei até hoje, não usarei nunca.
— Obrigada, mas acho melhor anular esse casamento.
— Anular? Olha só, naquela época eu não queria casar com você, mas agora, é o que mais quero. Sei que parece estranho, mas só peço uma chance de nos conhecermos, se não der certo, desfazemos o casamento, tudo bem?
— Tudo bem, só sinto que seja justamente agora, pois o Magno tem sido muito legal e eu gostei dele.
— Quer dizer que não sente nada por mim, é isso? — perguntou ele, com pesar.
— Não sei o que sinto por você. Não posso negar que aquele beijo mexeu comigo e desde aquele dia, penso em você de forma diferente.
Ele sorriu e pegou a mão dela, sobre a mesa.
— Eu estava muito aborrecida com meu pai e suas exigências, no dia do meu aniversário, mas achei você bonito e interessante. Talvez, se tivéssemos nos conhecido de outra forma, seria diferente.
Ella se levantou para sair, ele pagou a conta e foi atrás dela, segurou em seu cotovelo e perguntou:
— Estamos bem?
— Sim, mas preciso pensar em tudo isso, é muito para minha cabeça processar de uma vez.
— Então eu te ligo.
Ela acenou com a cabeça, ainda sentindo os olhares das pessoas estranhas, sobre ela. Chegou em casa com a cabeça dando voltas e achou melhor ir trabalhar. Entrou em seu laboratório e fez um novo estoque das enzimas, não só as receitas de Jonh,mas as de dois outros pacientes. Saiu dali de madrugada, foi para casa, sentindo muita fome.
Chegou em casa, fez umas tostadas recheadas com queijo e presunto e um chá calmante. Não costumava comer aquela hora, mas passou muitas horas sem comer, então era necessário. Foi dormir ao amanhecer, em sua cama, com o blackout vedando a claridade.
Dormiu oito horas seguidas, o que foi bom, tomou um banho e foi para a cozinha.
— Não resisto ao café da manhã.
O telefone tocou e ela olhou o identificador, era Magno.
— Oi, Magno.
— " Liguei várias vezes, está tudo bem? "
— Sim, mas trabalhei a noite toda e acabei dormindo até quase agora.
— " Estou na cidade, acabei de ver o Ítalo e ele me falou que está tentando ficar com você, mas quero saber de você, se devo desistir. "
— Que tal você vir até aqui? Eu ia tomar o café da manhã, mas posso fazer algo para você.
— " Almocei com Ítalo, mas vou até aí, sim, até logo."
— Te espero.
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Atualizado até capítulo 63
Comments
Veranice Zimmer Ferst
Não gostei dela se casar com o Ítalo ele não merece nada de bom pq sempre as escrituras fazem a personagem feminina sofrer tanto e depois coloca ela com o homem mais nojento e cafajeste dá história credo será que as mulheres gostam de serem usadas e humilhadas pelos homens nojento escroto traiçoeiro nossa será que não tem mais homens bons pra vc escrever para um casal melhor não!!!!
2025-03-21
0
Silvana Costa Carneiro
então um ela já decidiu com quem ela vai tentar?
2025-03-01
1
Expedita Oliveira
🤔🤔🤔🤔🤔🤔🤔🤔🤔🤔🤔🤔🤔🤔🤔🤔🤔🤔❤️❤️❤️❤️❤️❤️❤️❤️❤️❤️❤️❤️❤️❤️❤️❤️❤️❤️❤️👏👏👏👏👏👏👏👏👏👏👏👏👏👏👏❤️❤️❤️
2025-03-16
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