Os dias passaram voando e hoje Anne e Baba vão retornar para a Turquia.
Eu já havia em acostumado com a presença deles.
O Simit que Anne preparava toda manhã com Kahve o café turco, era delicioso.
Os almoços e jantares em família eram muito agradáveis.
O chá que Baba preparava a tarde para tomarmos no jardim, enquanto ele me contava suas aventuras.
Ele é um homem muito bom e um exemplo de carater.
Eu preparo um almoço Brasileiro para nossa despedida.
Um verdadeiro churrasco gaúcho, arroz de forno, salada vinagrete, pão de alho, queijo coalho, farofa, arroz branco, suco de maracujá e suco de abacaxi e claro brigadeiro e doce de leite de sobremesa.
Almoçamos todos juntos e em seguidas eles partem para o aeroporto. Tom os acompanha.
Antes de sairem Olum beija e abraça os Pais.
Anne me abraça apertado e fala ao meu ouvido.
- Por favor. Não desista do meu menino. Ele é muito bom, só se perdeu no caminho. Que Allah lhe proteja.
Ela beija minha bochecha e sorri.
Eu abraço o Baba que fica todo feliz.
- Você é a filha que eu tanto pedi a Allah!
- Obrigado por nos receber e nos compreender.
Eu o abraço novamente.
- Eu quem agradeço Baba.
- Boa viagem!
Eles então saem.
Olum vai para o escritório.
E eu para meu quarto.
No fim da tarde resolvo fazer um lanche, vou até a cozinha, mas faltava ingredientes. Decido ir até o mercado.
Passo no escritório para avisar Olum.
- Olum eu...
Ele me olha feio.
E me interrompe.
- Carolina estou ocupado. Preciso finalizar uma coisa. Estava esperando Baba e Anne retornarem.
- Me deixe sozinho. E nem me espere para jantar.
- Está bem. Vai passar a noite comigo.
- Não. Preciso de toda energia para fazer o que estou planejando.
- Eu só queria dizer que...
- Chefe tudo certo!
Caveira fala me atrapalhando.
Ele vem em minha direção, me pega pelo braço e me puxa para fora do escritório. E fecha a porta na minha cara.
Eu queria gritar com ele. Mas resolvi dar uma volta.
Eu saiu da casa e vou até o mercadinho no Morro mesmo.
Compro o que eu preciso. Inclusive absorvente. Logo eu ia precisar.
Eu ainda tenho o dinheiro que eu touxe quando saí de Santa Catarina.
Não muito uns 1.500 reais. Suficiente para comer um lanche as vezes.
Ando pela pracinha, as crianças brincavam, empinavam pipa. Tinha um trailler de batata frita .
Eu compro uma porção média com muito cheedar, bacon, catupiry, queijo ralado e ketchup.
Me sento no banco da praça e fico assistindo um grupo de samba que estava cantando em frente a um barzinho.
Eles tocavam e uma mulher era a vocalista.
Tinha bastante pessoas, cantando e dançando ao som da música.
A letra da música chamou a atenção.
Eu fiquei ouvindo.
...*Não deixe o samba morrer, não deixe o samba acabar. *...
...*O morro foi feito de samba. *...
...*De samba pra gente samba.*...
Eu comia a minha batata e estava distrainda assistindo à apresentação.
Quando fui olhar as horas percebi que está sem o meu celular.
O dia já havia escurecido, eu continuei escutando as músicas, olhando as coisas a minha volta o morro é bem animado, aproveito para respirar um outro ar.
- Carolina?
- Sra. Rita!
- Que bom te ver por aqui. Achei que não te veria mais. O que faz no morro?
- Estou trabalhando aqui.
- Achei que Olum tinha proibido.
Ela diz.
- Ele proibiu, mas eu insisti. Agora trabalho para ele.
- Ah querida, você sabe que é um caminho sem volta.
- Sim eu sei. Mas eu precisava do emprego. Estou feliz por ter conseguido ajudar minha família. Quanto a mim, eu me viro.
- Eu preciso tanto de alguém na Ong. Mas como você mesma viu. É dificil. Você seria muito importante.
- Posso tentar falar com ele de novo.
- Eu fico muito grata querida.
De repente ouço o barulho de várias motos. E vejo os homens de Olum e Olum todos de toca "ninja".
Eles andavam sempre como andorinhas.
Olum na frente e os homens atrás em formação de V.
Todas as motos eram pretas e com fáróis e lanternas pretas.
A de Olum era a maior, mais potente e tinha a pintura da Morte com a foice no tanque de combustivel.
Olum faz um gesto com os dedos mandando eles circularem.
Ele me a vista no meio das pessoas sentada no banco da pracinha.
E faz sinal apontando onde eu estava.
Todos cobriam o rosto. Mas Olum os olhos tinha um renda que não permitia ver nada. E ele ainda usava luvas de motoqueiro e roupa cobrindo o seu corpo.
Não havia nenhum pedaço de pele amostra.
Ele para na minha frente. E aponta para o banco me mandando subir.
- Não, depois eu vou!
Eu falo.
Tudo em volta paralisa.
Como se o mundo estivesse em camera lenta.
A música para de ser tocada, os pais pegam as crianças que estavam brincando no parquinho.
E todos nos olham.
Ele faz sinal novamente para que eu subir na moto. Sem falar uma palavra.
Até a sua voz era um mistério por aqui.
"Ele leva a sério esse lance de ser um fantasma, eu penso"
- Não vou!
Eu repito.
Ele leva a mão nas costas, puxa uma arma e coloca na minha cara.
No momento que ele puxa a arma, os seus homens fazem o mesmo e apontam para mim.
Eu fico olhando para ele.
Afasto o meu rosto da direção da arma. Levanto e subo na moto.
Ele retorna, e sai acelerando e os seus homens o seguem.
Eu aperto o seu corpo, pois sinto um pouco de medo.
Ele entra na Mansão, tira a touca.
Pega-me pelo braço e me arrasta.
- Pare com isso. O que foi?
Ele permanece calado.
Eu paro de andar.
Ele tenta me puxar.
- Não vou a nenhum lugar até me dizer o que está acontecendo.
Ele me pega no colo, me joga sobre o ombro.
Eu começo a me debater e gritar.
- Me larga.
- Me solta, seu maluco.
Ele dá um tapa bem forte no meu bumbum.
- Aii!
- Me solta Olum.
Ele abre a porta do quarto dele, entramos, ele tranca a porta e me joga na cama.
- O que aconteceu Aslan?
- Eu vou perguntar uma única vez. Se você mentir eu juro que vou fazer uma loucura Carolina.
Ele pega o meu celular e mostra uma mensagem que eu recebi.
MENSAGEM DE DANIEL
Oi!
E ai, ganhou a confiança de todos.
Está segura?
Me ligue quando der.
Estou preocupado.
- Então Carolina? Quem é Daniel?
- Por que ele pergunta se ganhou a confiança?
- Quem é você? Está infiltrada?
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Atualizado até capítulo 90
Comments
Dulce Tavares
foi a Michelle
2025-02-06
0
Tânia Campos
Nossa!!
2025-01-31
0
Gisele Lavaqui
e a tal Michele que tá armando tudo isso e esse besta tá cego
2024-08-25
0