"Toc, Toc"
- Entre!
- Bom dia! Carolina. Como você está?
Pergunta Olum.
- Bom dia! Olum!
- Sinceramente eu apaguei, penso que foram os remédios.
- Que bom! Pelo menos recupera as energias.
- Eu lhe trouxe essas duas moletas para te ajudar a andar. Vou mandar lhe trazer o café da manhã.
- Após comer precisamos conversar, por favor venha até o escritório.
- Combinado.
- Com licença! Até já!
Diz ele saindo.
Para um homem que tinha como vulgo (apelido) o nome OLUM (que traduzido era MORTE). Ele era educado e gentil demais. Seu apelido não fazia jus ao que ele me transmitia.
Outra mulher me traz o café da manhã.
Café com leite, pão com mussarela, presunto e tomate, três pães de queijo, melão cortado e uma fatia de bolo.
Ela usava uniforme eu deduzi que era a cozinheira. Ela apenas pediu licença, colocou a bandeja e saiu.
Não pude nem perguntar.
Tomei o meu café e como combinado fui até o escritório.
Bati na porta.
- Pode entrar!
Eu abro a porta. Olum conversava com Thor e outro homem.
- Com licença.
- Bom dia Thor!
- Bom dia moço!
- Bom dia Carolina. Está melhor?
Pergunta Thor.
- Sem dor. Mas não poder andar é bem ruim também.
- Sem dúvida.
Responde Thor.
- Chefe então é isso. Vamos indo.
- Ok Thor.
- Tchau Carolina.
- Tchau!
Eles fecham a porta.
- Sente - se.
Eu me sento.
- Bom eu vou logo ao que interessa sem rodeios.
Vai aprender que sou bem direto e objetivo.
- Paguei a sua dívida com o agiota Francisco.
- Espera? Como sabe quem é? Eu não lhe disse e, porque já pagou. Eu não disse que aceitaria.
Ele sorri.
- Eu paguei 25 mil.
O que era justo. Ele te emprestou 20 mil ainda dei 5 mil de juros. Está ótimo. 80 mil era mais que um roubo.
- E ele aceitou assim?
- Digamos que ele não teve escolha. E que ficou feliz com a minha generosidade.
- Sua mãe recebeu os 200 mil. Em seu nome é claro. E mais um adicional de 50 mil para seu pai iniciar o tratamento.
- Espera! Ela vai pensar que fiz algo errado. Como arrumei tanto dinheiro.
- Você acha que sou amador? Disse que arrumou um emprego que paga bem. E o banco lhe emprestou. Mas que ela não se preocupasse. Pois com seu salário você pagaria sucegada e ainda podia adiantar outras parcelas e terminar com a divida rapidinho. Ela agradeceu.
- Ela é uma Sra. muito simpática.
- Você falou com ela?
Pergunto surpresa
- Não Carolina. Você falou.
- Como assim? Não entendi.
- Você realmente é ingênua ou está se fazendo?
Eu fico calada.
- Bom Srta. Agora você trabalha para mim.
A menos que você queira pagar o meu investimento. Que atualizado está no valor de 600 mil.
Eu me levanto irritada.
- Como é? Você é louco!
Ele não faz nenhuma expressão. Eu não sabia dizer o que ele estava pensando ou sentindo.
- Você disse que era um roubo pagar 80 mil e está me dizendo que lhe devo 600 mil. Que merda é essa?
- Primeiro olha essa boca! Não lhe desrespeitei e você não vai falar assim comigo.
- Segundo eu disse que era um roubo EU pagar 80 mil.
- Terceiro quero lembra - la, que você me procurou pedindo ajuda. Eu ajudei, agora você me deve simples assim.
- Você tem 15 dias para me pagar, ou começa a trabalhar para mim sem reclamações.
Agora sai do meu escritório. Você tem até amanhã para decidir.
Eu fico parada olhando para ele, sem acreditar.
Como eu fui ingênua. Ele era sorateiro e ardiloso.
Eu me levanto e vou indo em direção a porta. Queria correr mas esse maldito gesso não deixava.
- Só mais uma coisa Srta.
Eu me viro para olhar.
- Diferente do tal agiota. Eu não vou mata - la.
Mas mato o seu pai, sua mãe, seu irmão, sua cunhada e até a sua amiguinha. Assim enquanto você viver vai se lembrar de mim.
Meu olhos enchem de lágrimas. Eu sabia que as suas palavras eram verdadeiras.
Ele volta a mexer em algum papéis.
- Agora saí.
Eu me viro e volto a andar.
E saiu pela porta com os olhos cheios de lágrimas.
Encontro Thor no caminho.
- Carolina está tudo bem?
Eu seco as lágrimas.
- Sim está.
E vou para o meu quarto.
No almoço a mesma Sra. traz o almoço. Mas estou sem fome. A noite ela também traz o jantar, continuo sem fome. E peço que ela leve de volta.
Alguns segundos depois...
"Toc, Toc"
Antes que eu possa responder.
Death entra.
- Você precisa comer!
Eu estava deitada e me viro de costas para ele, me cobrindo.
- Carolina.
- Carolina.
Ele diz em um tom mais firme.
- Não me ignore! Pare de ser mimada.
- O mimado aqui não sou.
Eu respondo em tom baixo.
- Vai comer agora. Eu não vou repetir.
Eu continuo o ignorando.
Ele se aproxima me pega no colo. E vai me levando para fora do quarto.
- Me solta seu troglodita.
- Me solta Olum.
Ele segue no corredor enquanto eu gritava.
- Me larga seu ogro.
Eu batia em seu peito, seu braço.
Alguns dos seus homens aparecem. A Michelle e as mulheres da cozinha também.
Quando ele grita:
- Cala a boca!
Todo mundo olha para ele.
Como se ele tivesse perdido todos os limites.
Ele respira fundo.
- Se você gritar mais uma vez Carolina. Eu juro que vou te machucar.
Ele diz em um tom sereno, recuperando a autoridade.
- Sr. posso ajudar com alguma coisa?
Pergunta Thor tentando amenizar as coisas.
Ele me coloca no chão.
- Se certifique que Carolina vai jantar. Nem que você precise empurrar comida pela garganta dela.
- Sim Sr.
Ele retorna para o escritório.
- Venha Carolina.
Eu o acompanho, sento na mesa. Me trazem outro prato.
Eu como um pouco da comida.
- Carolina pare de enfrenta - lo. Você sempre vai perder.
- Thor as coisas não são assim. Ele quer controlar tudo.
- Quer e você tem duas opções: aceitar e viver bem ou perder tudo e todos.
- Você precisa entender que ele é o Dono do Morro.
- Você tem mais a ganhar se aliando, que virando inimiga.
Eu termino de comer e retorno para o meu quarto.
Tomo um banho e me deito para dormir.
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Atualizado até capítulo 90
Comments
Dulce Tavares
será que ele é bipolar kkk
2025-02-06
0
Leneborges_
falou do agiota ele fez pior
2025-02-01
0
Tânia Campos
Que cretino.
🤣🤣🤣🤣🤣
2025-01-31
1